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Divaldo em Americana

O Parque de Eventos do Clube dos Cavaleiros de Americana – SP foi escolhido para poder receber com conforto as mais de 3.500 pessoas que ali se congregaram na noite de 30.09.2017 para poder ouvir a conferência espírita de Divaldo Franco.
Divaldo inicia a conferência fazendo referência às recentes estatísticas da OMS que projeta para o ano de 2025 que os óbitos provocados por problemas cardíacos, que hoje lideram o ranking de causa mortis, será ultrapassado pela Depressão em função dos suicídios.
Historiando o transtorno da depressão, Divaldo cita o Dr. Emil Kraepelin (1856-1926) psiquiatra alemão tido como o criador da moderna psiquiatria, por ter desenvolvido um novo sistema para diagnosticar as doenças mentais, contrariando a abordagem psicanalista de Freud que atribuía a fatores psicológicos a origem das doenças psiquiátricas, enquanto que o Dr. Kraepelin considerava-as como sendo uma decorrência de problemas orgânicos do cérebro.
Com base nesse novo pensamento o Dr. Kraepelin logrou diferenciar a Esquizofrenia do Transtorno Afetivo Bipolar, que até então era considerada uma única doença.
Os seguidos progressos da psiquiatria lograram identificar os Neurotransmissores substâncias químicas produzidas pelos células nervosas (Neurônios), com a função de enviar informações para outras células estimulando e impulsionando nossas reações. Essas substâncias – cerca de 64 (adrenalina, noradrenalina, dopamina, endorfina etc) – têm funções muito específicas. Algumas excitam, enquanto que outras são inibidoras.
Os Transtornos Mentais têm origem – no campo físico – pela carência ou excesso na produção dos Neurotransmissores.
A Psiquiatria materialista, que enxerga – por enquanto – o ser humano como sendo exclusivamente o corpo físico, atribui esses desequilíbrios na produção dos Neurotransmissores a fatores genéticos.
O Espiritismo considera a criatura humana como sendo um ser Bioespiritual (Espírito e corpo físico) gerador dos fatores básicos para os desarranjos estruturais do organismo biológico. O Espírito ao reencarnar atrai (impulsionado automaticamente pela Lei de Ação e Reação) as células sexuais – masculina e feminina – que melhor atenderão às suas necessidades evolutivas redentoras.
A cada um segundo suas obras, nos alerta Jesus.
Divaldo silencia por alguns segundos, dando aos ouvintes a chance de assimilar esses complexos conceitos, porém tornados simples pelo poder do conhecimento e pelo domínio das técnicas de esclarecimentos do conferencista.
Agora, Divaldo envereda por uma nova vertente das Psicopatologias: Obsessão.
Divaldo inicia a abordagem citando a questão 459 de O Livro dos Espíritos quando Kardec indaga aos Bons Espíritos: Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Ao que os Espíritos de Bondade respondem: Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário (a ponto de que), são eles que vos dirigem.
Em que pese o fato da relutância e refratariedade por parte da Psiquiatria, essa já admite a possibilidade da existência de espíritos catalogando no Código Internacional de Doenças – CID 10, item F 44.3 – o estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente. Essa situação é considerada doença quando a pessoa não tem controle.
Divaldo volta a citar Allan Kardec: Entre os que são tidos por loucos, muitos há que são apenas subjugados e precisariam de um tratamento moral (Livro dos Médiuns, Cap XXIII, item 254, questão 6)
Obsessão não é loucura, mas pode provoca-la, caso a ação prejudicial de um Espírito sobre outro for pertinaz e não tratada a seu devido tempo. Nesse caso, é preciso compreender que a ação persistente pode produzir lesões físicas, muitas vezes irreversíveis.
Espíritos desencarnados adversários, direcionam à mente do hospedeiro físico induções hipnóticas carregadas de pessimismo e de desconfiança, de inquietação e de mal-estar, que estabelecerão as matrizes das obsessões, classificadas por Kardec como sendo: Simples, Fascinação ou Subjugação (equivocadamente chamada de Possessão).
A obsessão – transmissão mental de cérebro a cérebro – se expressa inicialmente como inspiração discreta para mais tarde fazer-se interferência da mente obsessora na mente encarnada, com vigor que alcança o seu apogeu na deplorável subjugação.
Os tratamentos acadêmicos, seja o psiquiátrico como o psicológico configuram-se indispensáveis produzindo melhoras no quadro. Todavia se os hospedeiros desencarnados não forem afastados, os mesmos permanecerão com a perseguição e vingança.
Somente quando ocorrer uma alteração do comportamento mental e moral do enfermo, direcionado para o amor, para o bem, conseguindo sensibilizar aqueles que estejam na condição de perseguidores, é que dar-se-á a recuperação recebendo no processo terapêutico o auxilio – imprescindível – dos medicamentos na reorganização da máquina cerebral.
Com o precípuo objetivo de enfatizar a necessidade da transformação moral e o amor como terapias indispensáveis no trato das obsessões, Divaldo transportando as recomendações de O Livro dos Médiuns para a prática narra a todos o caso da perseguição que sofreu por 40 anos de um espírito que era identificado por Divaldo como O Máscara de Ferro e que finalmente o perdoou pelas ações do passado quando Divaldo tomou em seus braços uma criança recém nascida abandonada às portas da Mansão e passou a dedicar-lhe total atenção, carinho e amor.
Emocionado o espírito que o perseguira por todos aqueles anos pousou gentilmente a mão em seu ombro e falou-lhe:
— Divaldo, até agora tu não me convenceste. Venceste-me pela paciência. Contudo hoje já não tenho mais como te odiar. Essa criança que aninhas com tanto carinho entre teus braços abriga o espírito de minha mãe que retorna ao plano físico.
Abençoada Doutrina que nos esclarece ensejando-nos a oportunidade de libertação, não só da obsessão como também das doenças, pois o Espiritismo nos informa de que todas as enfermidades de qualquer procedência encontram no Espírito as causas que as provocam no corpo.
O Espírito – ser real – é sempre o responsável por quaisquer ocorrências na existência física.
Enquanto houver no ser humano a predominância dos impulsos de violência e de ressentimento, de ciúme e de ódio, de amargura e de mentiras, maledicências e calúnias, a problemática da enfermidade nele predominará.
Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes disparados desatrelam as células dos seus automatismos, que degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.
A recíproca nos ensina a Doutrina Libertadora dos Espíritos, é igualmente verdadeira o pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-as em harmonia no ritmo das finalidades que lhes dizem respeito.
Compete-nos – exclusivamente a nós – fazermos desse conhecimento libertador o instrumento com o qual construiremos a nossa evolução moral e espiritual.
Não há, portanto, razão para nos deixarmos envolver pelo manto de pessimismo que os dias atuais vêm cercando a sociedade.
Em que pese os dias tumultuosos da atualidade onde as aflições, ódios, intolerâncias, sofrimentos e violências, dias em que as pessoas – ao invés de se amarem umas às outras como preconizado por Jesus – elegem se armarem umas contra as outras – no âmbito material e emocional – urge aceitar e viver a proposta de Jesus, amando mais, tornando-nos, assim, mais gentis, tolerantes, pacíficos e mansos de conformidade com os ensinamentos registrados no Sermão da Montanha, permitindo a formação de uma humanidade mais justa e feliz.
Embalando a todos nas suaves estrofes do Poema da Gratidão, Divaldo encerra a conferência, permitindo-nos sentir a presença do amor incondicional de Jesus a nos envolver.
Texto: Djair de Souza Ribeiro; Fotos: Sandra Patrocínio
Texto extraido de: www.facebook.com/mansaodocaminho/posts/1703348223022658

Posted by Mansão Do Caminho on Sunday, October 1, 2017

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A criança obsidiada

“Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência.
Não se vê em crianças dotadas dos piores instintos, numa idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação?
Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso?”

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questão 199-a.)

Crianças obsidiadas suscitam em nós os mais profundos sentimentos de solidariedade e comiseração.
Tal como acontece ante as demais enfermidades que atormentam as crianças, também sentimos ímpetos de protegê-las e aliviá-las, desejando mesmo que nada as fizesse sofrer.

Pequeninos seres que se nos apresentam torturados, inquietos, padecentes de enfermidades impossíveis de serem diagnosticadas, cujo choro aflito ou nervoso nos condói e impele à prece imediata em seu benefício, são muita vez obsidiados de berço.

Outros se apresentam sumamente irrequietos, irritados desde que abrem os olhos para o mundo carnal. Ao crescer, apresentar-se-ão como crianças-problemas, que a Psicologia em vão procura entender e explicar.

São crianças que já nascem aprisionadas — aves implumes em gaiolas sombrias —, trazendo nos olhos as visões dos panoramas apavorantes que tanto as inquietam.

São reminiscências de vidas anteriores ou recordações de tormentos que sofreram ou fizeram sofrer no plano extrafísico, antes de serem encaminhadas para um novo corpo.

Conquanto a nova existência terrestre se apresente difícil e dolorosa, ela é, sem qualquer dúvida, bem mais suportável que os sofrimentos que padeciam antes de reencarnar.

O novo corpo atenua bastante as torturas que sofriam, torturas estas que tinham as suas nascentes em sua própria consciência que o remorso calcinava. Ou no ódio e revolta em que se consumiam.

E as bênçãos de oportunidades com que a reencarnação lhes favorece poderão ser a tão almejada redenção para essas almas cow turbadas.

A Misericórdia Divina oferecerá a tais seres instantes de refazimento, que lhes chegarão por vias indiretas e, sobretudo, reiterados chamamentos para que se redimam do passado, através da resignação, da paciência e da humildade.

Na obra “Dramas da Obsessão”, Bezerra de Menezes narra a vida de Leonel, que desde a infância apresentou crises violentas, evidenciando a quase possessão por desafetos do pretérito. Este mesmo Leonel, já adulto e casado, acompanhou a espinhosa existência de sua filha Alcina, que como ele era obsidiada desde o berço.

Crianças que padecem obsessões devem ser tratadas em nossas instituições espíritas através do passe e da água fluidificada, e é imprescindível que lhes dispensemos muita atenção e amor, a fim de que se sintam confiantes e seguras em nosso meio. Tentemos cativá–las com muito carinho, porque somente o amor conseguirá refrigerar essas almas cansadas de sofrimentos, ansiando por serem amadas.

Fundamental, nesses casos, a orientação espírita aos pais, para que entendam melhor a dificuldade que experimentam, tendo assim mais condições de ajudar o filho e a si próprios, visto que são, pro-vavelmente, os cúmplices ou desafetos do pretérito, agora reunidos em provações redentoras.

Devem ser instruídos no sentido de que façam o Culto do Evangelho no Lar, favorecendo o ambiente em que vivem com os eflúvios do Alto, que nunca falta àquele que recorre à Misericórdia do Pai.

A criança deve ser levada às aulas de Evangelização Espírita, onde os ensinamentos ministrados dar-lhe-ão os esclarecimentos e o conforto de que tanto carece.

O número de crianças obsidiadas tem aumentado consideravelmente.

Há bem pouco tempo chegaram às nossas mãos, quase simultaneamente, cinco pedidos de orientação a crianças que se apresentavam todas com a mesma problemática de ordem obsessiva.
Um desses casos era gravíssimo.
Certa criança de três anos e alguns meses vinha tentando o suicídio das mais diferentes maneiras, o que lhe resultara, inclusive, ferimentos: um dia, jogou-se na piscina; em outro, atirou-se do alto do telhado, na varanda de sua casa; depois, quis atirar-se do carro em movimento, o que levou os familiares a vigiá-la dia e noite. Seu comportamento, de súbito, tornou-se estranho, maltratando especialmente a mãe, a quem dirigia palavras de baixo calão que os pais nunca imaginaram ser do seu conhecimento.

Foram feitas reuniões de desobsessão em seu benefício, quando se verificaram as origens do seu estado atual. Atormentada por muitos obsessores, seu comprometimento espiritual é muito sério.

As outras crianças mencionadas tinham sintomas semelhantes: acordavam no meio da noite, inconscientes, gritando, falando e rindo alto, não atendiam e nem respondiam aos familiares, nem mesmo dando acordo da presença destes.

Todas são menores de cinco anos.

Com a terapêutica espírita completa, essas crianças melhoraram sensívelmente, sendo que três retornaram ao estado normal.

Livro: Obsessão e Desobsessão
Autora: Suely Caldas Schubert

Espírito “obsessor” no bar

Para quem gosta de estudar temas como Viagem Astral e obsessão, vou contar uma experiência que aconteceu comigo.
Anos atrás, quando eu era mais jovem, costumava ir a um bar noturno para ouvir o pessoal tocar blues e rock. Fiz amizade com os músicos e comecei aprender a tocar gaita e cantar blues. Foi uma forma de diversão e expressão artística que vivenciei por poucos meses, mas com bastante intensidade durante essa época da minha vida. Quase todas as noites, de tanto tentar cantar e tocar blues, ao fechar os olhos, deitado em minha cama, começava a escutar melodias maravilhosas. Foi uma época legal, de muita criatividade, mas também de alguns desequilíbrios. Infelizmente, naquele ambiente, o excesso de emanações alcoólicas, de fumaça de cigarro, além da presença, nos “bastidores”, de certas drogas, demonstrava que a atmosfera psico-espiritual era bastante perturbadora. Isso não significa que o rock, o blues ou o barzinho, tão freqüentado por jovens, sejam sinônimos de desequilíbrio. Mas naquele caso, era.
Certa noite, já de madrugada, me vi projetado fora do corpo na porta do bar e logo percebi o que estava ocorrendo. Próximo à entrada havia um grupo de espíritos, alguns desencarnados e outros temporariamente projetados fora do corpo, como eu. Fui me aproximando e, então, vi um espírito, com a aparência de uns vinte e cinco anos, que me chamou a atenção. Ele tinha barba e óculos. Talvez inspirado por algum dos meus amparadores espirituais, cheguei perto dele. Quando ele me viu, fui logo reclamando: – Você é um espírito obsessor! Está me perturbando!
Ele continuou na dele, sem dizer nada, apenas me encarando. Então continuei:
– Por que você faz isso? Por que está fazendo a turma beber até “encher a cara”?
Para meu espanto, ele me respondeu com a maior naturalidade:
– Pare de ser hipócrita! Não sou eu que faço o pessoal beber e fumar! Eles bebem e fumam porque querem, eu apenas “curto” junto… dou uma forcinha!
Foi aí que “caiu a ficha” e percebi o quanto eu estava sendo infantil. É claro que todos somos responsáveis pelos nossos atos, não podemos responsabilizar os outros por isso. Temos que parar com esse “papo” de espírito obsessor. Então perguntei:
– E como você faz isso?
– É simples! Quando alguém fuma, por exemplo, chego bem pertinho da pessoa, quase abraçando-a, e aspiro a fumaça ao mesmo tempo.
Enquanto explicava, foi demonstrando. A impressão que tive, quando ele aspirou a fumaça, é que o perispírito dele se justapôs ao de um jovem que tragava um cigarro naquele momento, quase que “colando” nele.
Após esta curta conversa, voltei ao corpo físico e despertei. Rememorei bem o que ocorreu para não esquecer mais e, após uma prece de agradecimento pela lição recebida, adormeci.
Dias após este fato, parei de frequentar este bar. Ele mudou muito, não está como antes, mas a lição que aprendi me marcou profundamente.
Quantas vezes, numa atitude imatura, culpamos os outros pelos nossos fracassos? Quantos de nós não criamos obsessores imaginários para os responsabilizarmos por nossos vícios? Quando se fala em obsessor, logo vem à mente a imagem de um ser diabólico, malvado. Aquele espírito, que não era exatamente um obsessor, mas um co-participante dos desequilíbrios alheios, era muito inteligente e culto. Um artista e intelectual, só que desencarnado. Precisamos nos libertar dos preconceitos e perceber que um espírito só pode nos induzir com sucesso a fazermos algo se dermos abertura mental, ou seja, se o “mal” já existe dentro de nós. Só assim amadureceremos e assumiremos a direção do barco da nossa vida, não permitindo que ele se afunde nos momentos de tempestade.

Victor Rebelo
Texto publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 56.

Alergia e obsessão

Quem se consagra aos trabalhos de socorro espiritual há de convir, por certo, em que a obsessão é um processo alérgico, interessando o equilíbrio da mente.
Sabemos que a palavra «alergia» foi criada, neste século, pelo médico vienense Von Pirquet, significando a reação modificada nas ocorrências da hipersensibilidade humana.
Semelhante alteração pode ser provocada no campo orgânico pelos agentes mais diversos, quais sejam os alimentos, a poeira doméstica, os polens das plantas, os parasitos da pele, do intestino e do ar, tanto quanto as bactérias que se multiplicam em núcleos infecciosos.
As drogas largamente usadas, quando em associação com fatores protéicos, podem suscitar igualmente a constituição de alérgenos alarmantes.
Como vemos, os elementos dessa ordem são exógenos ou endógenos, isto é, procedem do meio externo ou interno, em nos reportando ao mundo complexo do organismo.
A medicina moderna, analisando a engrenagem do fenômeno, admite que a ação do anticorpo sobre o antígeno, na intimidade da célula, liberta uma substância semelhante à histamina, vulgarmente chamada substância «H», que agindo sobre os vasos capilares, sobre as fibras e sobre o sangue, atua desastrosamente, ocasionando variados desequilíbrios, a se expressarem, de modo particular, na dermatite atípica, na dermatite de contacto, na coriza espasmódica, na asma, no edema, na urticária, na enxaqueca e na alergia sérica, digestiva, nervosa ou cardiovascular.
Evitando, porém, qualquer preciosismo da técnica científica e relegando à medicina habitual o dever de assegurar os processos imunológicos da integridade física, recordemos que as radiações mentais, que podemos classificar por agentes «R», na maioria das vezes se apresentam, na base de formação da substância «H», desempenhando importante papel em quase todas as perturbações neuropsíquicas e usando o cérebro como órgão de choque.
Todos os nossos pensamentos definidos por vibrações, palavras ou atos, arrojam de nós raios específicos.
Assim sendo, é indispensável curar de nossas próprias atitudes, na autodefesa e no amparo aos semelhantes, porquanto a cólera e a irritação, a leviandade e a maledicência, a crueldade e a calúnia, a irreflexão e a brutalidade, a tristeza e o desânimo, produzem elevada percentagem de agentes «R», de natureza destrutiva, em nós e em torno de nós, exógenos e endógenos, suscetíveis de fixar-nos, por tempo indeterminado, em deploráveis labirintos da desarmonia mental.
Em muitas ocasiões, nossa conduta pode ser a nossa enfermidade, tanto quanto o nosso comportamento pode representar a nossa restauração e a nossa cura.
Para sanar a obsessão nos outros ou em nós mesmos, é preciso cogitar dos agentes «R» que estamos emitindo.
O pensamento é força que determina, estabelece, transforma, edifica, destrói e reconstrói.
Nele, ao influxo divino, reside a gênese de toda a Criação.
Respeitemos, assim, a dieta do Evangelho, procurando erguer um santuário de princípios morais respeitáveis para as nossas manifestações de cada dia.
E, garantindo-nos contra a alergia e a obsessão de qualquer procedência, atendamos ao sábio conselho de Paulo, o grande convertido, quando adverte aos cristãos da Igreja de Filipos:
— «Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é nobre, tudo o que é puro, tudo o que é santo, seja, em cada hora da vida, a luz dos vossos pensamentos. »
(Instruções Psicofônicas, FCXavier – 15 de julho de 1954 – pelo Doutor Francisco de Menezes Dias da Cruz, médico e trabalhador espírita, desencarnado em 1937, Presidente da Federação Espírita Brasileira no período de 1889 a 1895)

ALCOOLISMO E OBSESSÃO

CONSEQÜÊNCIAS, IMPLICAÇÕES ESPIRITUAIS E TRATAMENTO

ASTOLFO OLEGÁRIO DE OLIVEIRA FILHO – Londrina, PR

Revista Cristã de Espiritismo

Esteve em agosto de 1999 no Rio de Janeiro, para
participar do 13o Congresso Brasileiro de Alcoolismo, o psiquiatra americano
George Vaillant, autor do livro A História Natural do Alcoolismo Revisitada,
fruto da maior pesquisa feita até hoje sobre o alcoolismo, em que
pesquisadores da Universidade de Harvard acompanharam a vida de 600 homens.
Em sua obra e na entrevista que concedeu à revista VEJA de 18/8/99, dr.
Vaillant afirma que, ao contrário do que muitos pensam, não existe o gene do
alcoolismo, mas sim um conjunto de genes que tornam o indivíduo vulnerável à
dependência do álcool. O alcoolismo é, na verdade, uma doença provocada por
múltiplos fatores e condições sociais e que, segundo a Organização Mundial
de Saúde, é incurável, progressiva e quase sempre fatal.
Eis, de forma sintética, as principais informações e esclarecimentos dados
por George Vaillant na referida entrevista:
1. O alcoolismo é um problema de dimensões trágicas ainda subdimensionadas e
seu maior dano é a destruição de famílias inteiras.
2. Metade de todas as crianças atendidas nos serviços psiquiátricos vem de
famílias de alcoólatras e boa parte dos abusos cometidos contra crianças tem
raiz no alcoolismo.
3. Sem qualquer sombra de dúvida, o alcoolismo é uma doença. É o resultado
de um cérebro que perdeu a capacidade de decidir quando começar a beber e
quando parar.
4. Não é possível detectar numa criança ou num pré-adolescente traço algum
que permita antever que eles se tornarão alcoólatras. “Alcoolismo cria
distúrbios da personalidade, mas distúrbios da personalidade não levam
necessariamente ao alcoolismo.”
5. A principal diferença entre alcoolismo e outras dependências diz respeito
ao tipo de droga. Opiáceos são tranqüilizantes, mas o álcool é um mau
tranqüilizante, tende a fazer as pessoas infelizes ficarem mais infelizes e
piora a depressão. A pequena euforia que o álcool proporciona é sintoma do
início da depressão do sistema nervoso central.
6. Do ponto de vista da sociedade, o álcool é um problema muito grave. O
alcoólatra provoca não somente acidentes de trânsito, mas problemas graves à
sua volta, a começar por sua família.
7. As únicas pessoas que estão sob o risco de alcoolismo são as que bebem
regularmente, mas, se nunca passar de dois drinques por dia, o indivíduo
pode usufruir socialmente da bebida em festas, casamentos, carnaval, e não
se tornar alcoólatra.
8. Há pouco a fazer para ajudar um alcoólatra, mas uma coisa é essencial:
não se deve tentar proteger alguém de seu alcoolismo. Se uma mulher encontra
seu marido caído no chão, desmaiado sobre seu próprio vômito, não deve dar
banho e levá-lo para a cama. O único caminho para sair do alcoolismo é
descobrir que o álcool é seu inimigo. Proteger uma pessoa nessa situação não
ajuda.
9. Não é papel da família tentar convencer o alcoólatra de que o álcool é um
mal para ele. Na verdade, em tal situação, a família precisa de ajuda, como
a oferecida pelo Al-Anon, a divisão dos Alcoólicos Anônimos voltada ao apoio
a famílias de alcoólatras.
10. A abstinência é fundamental no tratamento do alcoolismo. Um alcoólatra
até pode beber socialmente, da mesma forma que um carro pode andar sem
estepe, ou seja, é uma situação precária e um acidente é questão de tempo.
11. Num horizonte de seis meses, muitos alcoólatras conseguem manter seu
consumo de álcool dentro de padrões socialmente aceitos, mas, se observarmos
um intervalo maior de tempo, vamos verificar que a tendência é ir aumentando
gradualmente o consumo, até voltar ao padrão antigo. Em períodos mais
longos, normalmente, só quem para de beber não sucumbe ao vício.
12. Em 1995, uma substância, a naltrexona, foi saudada como a pílula
antialcoolismo. Vendida no Brasil com o nome de Revia, não se conhece ainda
seu efeito a longo prazo. Mas, em linhas gerais, drogas podem funcionar como
apoio por, no máximo, um ano, visto que é muito difícil tirar algo de alguém
sem oferecer alternativas de comportamento. Usar essas drogas equivale a
tirar o brinquedo de uma criança e não dar nada no lugar.
13. A terapia oferecida pelos Alcoólicos Anônimos é parecida com as terapias
behavioristas, que pretendem obter uma determinada mudança de comportamento.
Mas, além de ser um tratamento barato e que dura para sempre, a terapia dos
A.A. tem um componente espiritual importante. Terapias ajudam a não beber,
mas os Alcoólicos Anônimos dão ao indivíduo um círculo de amigos sóbrios,
dão-lhe significados, amigos, espiritualidade. “É o melhor tratamento que
temos.”
14. Embora as estatísticas nesse campo não sejam precisas, sabe-se que cerca
de 40% das abstinências estáveis são intermediadas pelos Alcoólicos
Anônimos.

Conseqüências do alcoolismo – Os efeitos do alcoolismo atingem não apenas a
saúde do alcoólatra, mas igualmente a comunidade em que ele vive e,
especialmente, sua família.
A) Seus efeitos na saúde:
Físicos – afecções como a cirrose hepática e cânceres diversos.
Mentais – perda da concentração e da memória.
Neurológicos – prejuízos na coordenação motora e o caminhar cambaleante.
Psicológicos – apatia, tédio, depressão.
B) Seus efeitos sociais:
Crimes – o número de homicídios detonados pelo álcool é surpreendente: em
1996, 41% em São Paulo e 54% nos Estados Unidos.
Acidentes de trânsito – em 1995, 30% de todos os acidentes com vítimas
ocorridos no Brasil foram motivados pelo álcool. Dados mais recentes
divulgados por Veja em 13/10/99 informam que 30.000 pessoas morrem em
acidentes de trânsito por ano no Brasil: metade é vítima de motoristas
bêbados ou drogados.
Má produtividade no trabalho – além dos danos produzidos à empresa que paga
o salário ao alcoólatra, o fato geralmente redunda na demissão e muitos não
conseguem um novo emprego devido a isso.
Perda do senso do dever e dos bons costumes – falta ao trabalho, desemprego.

C) Seus efeitos na família:
Comprometimento dos filhos – 80% dos filhos aprendem a beber em casa, diz a
psicóloga Denise de Micheli.
Desestruturação do lar – o desemprego gera as dificuldades financeiras e as
discussões inevitáveis.
As separações conjugais – a mulher não agüenta as conhecidas fases da
euforia: momice (macaco), a valentia (leão) e a indolência (porco).
A violência doméstica – 2/3 dos casos de violência infantil ocorrem quando o
agressor está alcoolizado.

O alcoolismo na visão espírita – A exemplo de André Luiz (Espírito), que nos
mostra em seu livro Sexo e Destino, capítulo VI, págs. 51 a 55, como os
Espíritos conseguem levar um indivíduo a beber e, ao mesmo tempo, usufruir
das emanações alcoólicas, José Herculano Pires também associa alcoolismo e
obsessão.
No capítulo de abertura do livro Diálogo dos Vivos, obra publicada dez anos
após o referido livro de André Luiz, Herculano assevera, depois de
transcrever a visão do Espírito de Cornélio Pires sobre o uso do álcool:
“A obsessão mundial pelo álcool, no plano humano, corresponde a um quadro
apavorante de vampirismo no plano espiritual. A medicina atual ainda reluta
– e infelizmente nos seus setores mais ligados ao assunto, que são os da
psicoterapia – em aceitar a tese espírita da obsessão. Mas as pesquisas
parapsicológicas já revelaram, nos maiores centros culturais do mundo, a
realidade da obsessão. De Rhine, Wickland, Pratt, nos Estados Unidos, a
Soal, Carrington, Price, na Inglaterra, até a outros parapsicólogos
materialistas, a descoberta do vampirismo se processou em cadeia. Todos os
parapsicólogos verdadeiros, de renome científico e não marcados pela
obsessão do sectarismo religioso, proclamam hoje a realidade das influências
mentais entre as criaturas humanas, e entre estas e as mentes
desencarnadas”.
A dependência do álcool prossegue além-túmulo e, como o Espírito não pode
obtê-lo no local em que agora reside, no chamado plano extrafísico, ele só
consegue satisfazer a sua compulsão pela bebida associando-se a um encarnado
que beba.

Um caso de enxertia fluídica – Eis como André Luiz relata, em sua obra
citada, o caso Cláudio No¬gueira:
Estando Cláudio sentado na sala de seu apartamento, aconteceu de repente o
impre¬visto. Os desencarnados vistos à entrada do apartamento penetraram a
sala e, agindo sem-cerimônia, abordaram o chefe da casa. “Beber, meu caro,
quero beber!”, gritou um deles, tateando-lhe um dos ombros. Cláudio
mantinha-se atento à leitura de um jornal e nada ouviu. Contudo, se não
pos¬suía tímpanos físicos para registrar a petição, trazia na cabeça a caixa
acústica da mente sintonizada com o apelante. O Espírito repe¬tiu, pois, a
solicitação, algumas vezes, na atitude do hipnotizador que insufla o próprio
desejo, reafirmando uma ordem. O resultado não demorou. Viu-se o paciente
desviar-se do jornal e deixar-se envolver pelo desejo de beber um trago de
uísque, convicto de que buscava a be¬bida exclusivamente por si.
Abrigando a sugestão, o pensamento de Cláudio transmudou-se, rápido. “Beber,
beber!…” e a sede de aguar¬dente se lhe articulou na idéia, ganhando
forma. A mucosa pituitária se lhe aguçou, como que mais fortemente
impregnada do cheiro acre que vague¬ava no ar. O Espírito malicioso
coçou-lhe brandamente os gorgomi¬los, e indefinível secura constringiu-lhe a
laringe. O Espírito sagaz percebeu-lhe, então, a adesão tácita e colou-se a
ele. De começo, a carícia leve; depois da carícia, o abraço envolvente; e
depois do abraço, a associação recíproca. Integraram-se ambos em exótico
sucesso de enxer¬tia fluídica.
Produziu-se ali – refere André Luiz – algo seme¬lhante ao encaixe perfeito.
Cláudio-homem absorvia o desencarnado, à guisa de sapato que se ajusta ao
pé. Fundiram-se os dois, como se mo-rassem num só corpo. Altura idêntica.
Volume igual. Movimentos sincrô¬nicos. Identificação positiva. Levantaram-se
a um tempo e giraram in¬tegralmente incorporados um ao outro, na área
estreita, arrebatando o frasco de uísque. Não se podia dizer a quem atribuir
o impulso ini¬cial de semelhante gesto, se a Cláudio que admitia a
instigação, ou se ao obsessor que a propunha. A talagada rolou através da
garganta, que se exprimia por dualidade singular: ambos os dipsômanos
estalaram a língua de prazer, em ação simultânea.
Desman¬chou-se então a parelha e Cláudio se dispunha a sentar, quando o
outro Espí¬rito investiu sobre ele e protestou: “eu também, eu também
quero!”, reavivando-se no encarnado a sugestão que esmorecia. Absolu¬tamente
passivo diante da sugestão, Cláudio reconstituiu, mecanica¬mente, a
impressão de insaciedade. Bastou isso e o vampiro, sorri¬dente, apossou-se
dele, repetindo-se o fenômeno visto anteriormente.
André aproximou-se então de Cláudio, para avaliar até que ponto ele sofria
mentalmente aquele processo de fusão. Mas ele continuava livre, no íntimo, e
não experimentava qualquer espécie de tortura, a fim de render-se.
Hospe¬dava o outro simplesmente, aceitava-lhe a direção, entregava-se por
deliberação própria.
Nenhuma simbiose em que fosse a vítima. A associação era implícita, a
mistura era natural. Efetuava-se a ocorrência na base da percussão. Apelo e
resposta. Eram cordas afi¬nadas no mesmo tom. Após novo trago, o dono da
casa estirou-se no divã e retomou a leitura, enquanto os Espíritos voltaram
ao corredor de acesso, chas¬queando, sarcásticos…

Tratamento do alcoolismo – Embora o alcoolismo tenha sido definido pela
Organização Mundial de Saúde como uma doença incurável, progressiva e quase
sempre fatal, o dependente do álcool pode ser tratado e obter expressiva
vitória nessa luta, que jamais será fácil e ligeira.
Sintetizando aqui os passos recomendados pelos especialistas na matéria e as
recomendações específicas do Espiritismo a respeito da obsessão, nove são os
pontos do tratamento daquele que deseja, no âmbito espírita, livrar-se dessa
dependência:
1. Conscientização de que é portador de uma doença e vontade firme de
tratar-se.
2. Mudança de hábitos para assim evitar os ambientes e os amigos que com ele
bebiam anterior-mente.
3. Abstinência de qualquer bebida alcoólica, convicto de que não bebendo o
primeiro gole não haverá o segundo nem os demais.
4. Buscar apoio indefinidamente num grupo de natureza idêntica à dos
Alcoólicos Anônimos, que proporcionam, segundo o dr. George Vaillant, o
melhor tratamento que se conhece.
5. Cultivar a oração e a vigilância contínua, como elementos de apoio à
decisão de manter a abstinência.
6. Utilizar os recursos oferecidos pela fluidoterapia, a exemplo dos passes
magnéticos, da água fluidificada e das radiações.
7. Leitura de páginas espíritas, mensagens ou livros de conteúdo elevado,
que possibilitem a assimilação de idéias superiores e a renovação dos
pensamentos.
8. A ação no bem, adotando a laborterapia como recurso precioso à saúde da
alma.
9. Realizar pelo menos uma vez na semana, na intimidade do lar, o estudo do
Evangelho, prática que é conhecida no Espiritismo pelo nome de culto cristão
no lar. A família que lê o Evangelho e ora em conjunto beneficia a si e a
todos os que a rodeiam.