Skip to main content

O que a intimidade tem a ver com a espiritualidade?

Ser humano significa experimentar um anseio de alma por uma conexão íntima. Mas você já considerou como esse desejo provém do mesmo impulso que nos move para uma vida espiritual?

A vital espiritualidade não é sobre as idéias em nossa cabeça, que são os dedos apontando para a lua. Trata-se de abrir para a experiência em que os dedos apontam. É sobre o amor em nosso coração. Trata-se de nossa capacidade de abrir-se a algo maior que nós mesmos – emergindo em contato direto com o pulso silencioso da vida que flui através de nós e entre nós. A espiritualidade é sinônimo de ser íntimo com a vida que flui dentro de nós e fora de nós.

Ser íntimo significa abrir-se à vida que acontece entre nós. Desta forma, as relações íntimas são transpessoais pela sua própria natureza . Eles nos persuadem para além dos rígidos limites que nos isolam. Como o filósofo judeu Martin Buber escreveu: “Quando duas pessoas se relacionam entre si autenticamente e humanamente, Deus é a eletricidade que surge entre eles.”

O impulso quieto que nos atrai para ser íntimo com os outros é o mesmo impulso que nos convida a uma vida espiritual. Nós desejamos ir além dos limites de nossa própria pele. Ser humano é um milagre notável. Temos uma capacidade inata de deliciar-nos com o mistério e o prazer de relacionamentos profundos e íntimos.

A vida espiritual e os relacionamentos íntimos requerem que nos envolvamos com sabedoria com a luta instintiva, a fuga, a resposta congelada, que pode nos preocupar com uma vigilância alerta ao perigo, real ou imaginado. Algo em nós precisa relaxar e ficar quieto se quisermos explorar o maior fundamento espiritual do ser.

Da mesma forma, um relacionamento íntimo doce e estável exige que encontremos alguma paz dentro de nós mesmos como uma base para se conectar com outra pessoa. Precisamos desenvolver a capacidade de auto-suavizar quando as coisas não vão no nosso caminho ou quando há interrupções de confiança, que acontecem mesmo no melhor relacionamento.

Trazer bondade para consigo é um aspecto essencial da prática espiritual. O qual  nos permite estender o amor para com os outros.

Práticas como a meditação , tai chi, yoga, e oração foram concebidas para cultivar a paz e harmonia interior. Uma intimidade mais pungente torna-se possível quando duas pessoas vivem numa profunda e rica quietude cultivada por estas e outras práticas. Por outro lado, relações íntimas podem nutrir e resolver-nos de maneiras que tornam mais fácil encontrar a paz interior.

Nossa busca espiritual recebe sua base através de conexões íntimas e, ao mesmo tempo, o fluxo fértil de prática espiritual nutre nossos relacionamentos. Um caminho espiritual convida a atenção para a nossa vida interior de uma forma que inevitavelmente nos conecta com o que vive e respira fora de nós mesmos.

O anseio de se conectar com algo além de si mesmo é um impulso espiritual. Estar atento às variadas possibilidades de intimidade durante o dia é uma prática espiritual, quer você se considere ou não uma pessoa espiritual. Basta fazer o seu melhor para manter este anseio levemente e não se perder nela.

A vida espiritual  também significa conectar-se com a beleza que está ao nosso redor. Estar na natureza pode ser muito reconfortante, mantendo-nos equilibrados e conectados com o mistério e beleza da nossa natureza humana e espiritual.

Por: John Amodeo
É autor do livro – Dancing with Fire: Um Caminho Consciente de Relacionamentos Amorosos . 

Meditar pode te deixar mais inteligente, e quem diz isso é a ciência

Parece até um anúncio de dieta milagrosa, ou um de um segredo para o sucesso, mas os cientistas encontraram mesmo benefícios na meditação.

Uma pesquisa feita pela Universidade da Carolina do Norte e publicada no periódico Consciência e Cognição, mostrou que pacientes que praticavam a técnica conhecida como “mindfulness”, em que é preciso desenvolver um estado mental de atenção plena por meio da meditação, mostraram uma melhoria significativa em suas habilidades cognitivas críticas.

O detalhe é que eles só fizeram quatro dias de treinamento por apenas 20 minutos por dia.

Antes e após as sessões de meditação e leitura, os participantes foram submetidos a uma ampla bateria de testes comportamentais avaliando humor, memória, atenção visual, atenção e vigilância.

O grupo que praticava meditação se saiu melhor em todos os testes cognitivos. Nas tarefas em que os participantes tinham que processar informações sob restrições de tempo causando estresse, o grupo treinado também se saiu melhor.

Mas a meditação também melhora a inteligência a longo prazo. Outro estudo recente realizado pelo Instituto EEG, na Califórnia (EUA), apontou que a meditação regular pode melhorar o QI (Quociente de Inteligência). Segundo a pesquisa conduzida por Siegfried Othmer, pessoas que meditaram com frequência puderam aumentar em até 23 pontos o QI, e mantiveram essa mudança um ano depois ao final da experiência.

Outro estudo, publicado em 2012 no Centro Nacional de Biotecnologia da Informação, sugeriu que praticar ioga ou meditar por 15 minutos no ambiente de trabalho pode melhorar aspectos físicos e psicológicos causados pelo estresse.

Já uma pesquisa publicada no New England Journal of Medicine sugere que meditar entre 12 a 15 minuto pode proporcionar benefícios à saúde. O que indica que não são necessárias horas parado, apenas tornar a meditação uma prática regular.

Do UOL, em São Paulo
02/01/2017
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/01/02/meditar-pode-te-deixar-mais-inteligente.htm

O corpo é o espelho da mente

A medicina se rende a práticas antes consideradas alternativas.
Está provado que meditação, ioga e técnicas de relaxamento previnem e ajudam a curar
doenças. Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração
tranquilo, cantava Walter Franco nos anos 70, no que era uma síntese do
modo de vida hippie.
Hoje, esses versos caberiam num relatório médico. Pesquisas recentes dão respaldo científico a uma crença que, divulgada no Ocidente pelo pessoal do paz-e-amor, está na base de filosofias
orientais milenares – a de que uma mente apaziguada ajuda a prevenir doenças, acelera a recuperação física e até cura.
O contrário também se revelou verdadeiro.
Pensamentos e sentimentos negativos contribuem para o surgimento de moléstias
e atrapalham o restabelecimento de um doente.

Rancor, hostilidade, ressentimento e angústia podem estar na origem de distúrbios cardíacos, hipertensão, depressão, ansiedade, insônia, enxaqueca e infertilidade.

Além disso, o peso dos sentimentos ruins debilita o sistema imunológico, fazendo com que o organismo se torne um alvo fácil de infecções, alergias e doenças autoimunes, como a artrite reumatoide. A partir dessa constatação, os pesquisadores resolveram examinar a fundo métodos
de aprimoramento mental que, há pouco mais de duas décadas, vinham embalados
numa aura de puro misticismo.

Ioga, meditação e relaxamento viraram objeto de inúmeros estudos a respeito de
sua eficácia terapêutica. As conclusões, até o momento, são bastante positivas.
“Depois de analisarmos com rigor o alcance dessas técnicas, passamos a utilizar
tais métodos como linha auxiliar de alguns tratamentos”, diz o psicólogo José
Roberto Leite, coordenador da unidade de medicina comportamental da Universidade
Federal de São Paulo.
Um dos maiores investigadores do poder da mente sobre a saúde é o cardiologista
americano Herbert Benson, da Universidade Harvard, autor do livro Medicina Espiritual.

Pesquisas conduzidas por ele mostram que, em média, 60% das consultas médicas poderiam
ser evitadas, caso as pessoas usassem sua capacidade mental para combater naturalmente tensões que são causadoras de problemas físicos.

A meditação, demonstra Benson, figura entre as maneiras mais efetivas de fortalecer a mente. Meditar, no caso, não significa pensar detidamente sobre um determinado assunto ou aspecto da
vida. Quer dizer justamente o contrário: não pensar em nada durante uma certa
parte do dia.

É dessa forma, esvaziando a mente das atribulações cotidianas, que os monges budistas tentam atingir o nirvana – aquele estado de absoluta suspensão do ego através do qual se
consegue escapar das aflições que costumam tumultuar o cérebro da maioria das pessoas, prejudicando sua saúde.

Para os seguidores de Buda, esse é o suprassumo do conhecimento e da felicidade.
É evidente que não se pretende que uma pessoa comum, que só teve
contato com Buda por referências vagas, chegue ao nirvana ou algo que o valha.

Mas, ainda que os limites da meditação sejam estreitos para quem está longe de
ser um lama tibetano, eles são suficientes para fazer diferença. Num de seus estudos,
Benson acompanhou durante cinco anos pacientes que aprenderam a meditar, para
tentar controlar doenças coronárias crônicas e outros problemas. Ele notou que os
que meditavam de maneira disciplinada, todos os dias, tiveram taxas de recuperação
superiores às do grupo de doentes que não levavam a sério a prescrição.

O médico americano também verificou que, graças à técnica, metade dos homens com
baixo número de espermatozoides por efeito de stress havia melhorado sua produção.
Outro dado impressionante é que quase 50% das mulheres com infertilidade
associada a dificuldades psicológicas conseguiram engravidar. Não há nada de
transcendental nisso.
“Mas é importante deixar claro que nenhum especialista sério minimizaria a
importância dos remédios”, diz o cardiologista Herbert Benson.

Segundo ele, a longevidade e o bem-estar das pessoas estão baseados num tripé: remédios (não há
substituto para a penicilina, por exemplo), cirurgias (a única saída para uma grande
quantidade de problemas) e os cuidados pessoais (que incluem exercícios para o
corpo e para a mente). Ou seja, a medicina preventiva agora prescreve não só dieta
e ginástica, como também o cultivo das emoções e dos pensamentos positivos.

Por: Anna Paula Buchalla   e  Jubery Rodrigues

Edição nº 201 – Setembro-2016 – Peixinho vermelho – www.seareirosdejesus.com.br 

 

 

O poder da fé

A ciência comprova que a espiritualidade pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e diabetes.

Atenua também os sintomas de enfermidades como AIDS e câncer, além de melhorar a qualidade de vida e diminuir a violência

Aos 25 anos, a relações-públicas Bruna Paranhos foi surpreendida em seus exames de rotina com um diagnóstico revelador: estava com um nódulo no seio.

Ao consultar um mastologista do Hospital A. C. Camargo (SP), descobriu que precisava realizar uma biópsia e verificar a gravidade do problema.

O resultado sairia somente em duas semanas. “Foi uma época sofrida, mas me entreguei à fé.

Pedia a Deus todos os dias pela minha cura, comecei uma corrente de orações, e nunca tive dúvida de que a minha fé me curaria”, diz.

Otimista, retornou ao hospital e viu a surpresa do oncologista ao constatar que o nódulo não era grave. “O especialista imaginou que eu estava com um carcinoma (tumor maligno), mas, no fim das contas, ele era benigno e nem foi preciso retirá-lo”, conta.

Essas e outras histórias são muito comuns na rotina de hospitais de todo o mundo.

Porém estão longe de ser crendice popular ou misticismo.

A ciência comprovou que a fé pode até curar.

Nesse contexto é importante destacar que a espiritualidade e a religião são fatores diferentes.

Para Niura Padula, neuropediatra e pesquisadora da Universidade Paulista de São Paulo (Unesp), a religião é uma somatória de dogmas e ritos preconizados por um determinado grupo.

“Já a fé é a conexão com algo mais profundo, não precisa necessariamente estar ligada a nenhuma religião, mas sim com o exercício de ética, da moral, da caridade e solidariedade”, explica.

Espiritualidade e cura
O pesquisador e médico Francisco Habermann (Unesp-Botucatu), também afirma que o conceito de espiritualidade está ligado ao conhecimento da alma humana.

“A espiritualidade independe de qualquer formalidade e ultrapassa o de religião”, complementa.

A ligação entre espiritualidade e saúde é conhecida desde o início das culturas mais antigas.

Mas, desde que a ciência começou provar as origens das doenças “físicas”, foi feita a divisão: religião cuida do espírito e ciência, do corpo.

“Agora se sabe que além do corpo também temos o lado espiritual, e podemos unir ambos e chegarmos à espiritualização da medicina.

Assim podemos fazer melhores diagnósticos e aprimorar os processos de cura”, diz o especialista Niura.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a espiritualidade como um fator que não deve ser desprezado, porque pode gerar equilíbrio e declara que, quando ela é bem empregada, o resultado observado é um reflexo positivo na saúde psíquica, social e biológica, tal como o bem-estar do indivíduo.
“A OMS reconhece a espiritualidade como um fator que gera equilíbrio”
Cultivando a espiritualidade
Que crer é importante é um fato, mas como fortalecer a fé?

Para cultivar a espiritualidade é preciso acreditar na vida, ser positivo e crer que há uma razão para os acontecimentos.

Para Ricardo Monezzi, pesquisador e psicobiólogo do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é importante acreditar no próprio potencial e em dias melhores.

“A fé é algo profundo, um sentimento que transcende o corpo, por isso é necessário confiar em uma força superior.

É um processo individual, e cada um precisa descobrir como cultivar esse sentimento”, diz.

Confira algumas dicas para aumentar a fé:
• Converse com pessoas espiritualizadas e busque conselhos.
• Conviva com o próximo, tentando sempre se colocar em seu lugar nas adversidades (seja altruísta e solidário).
•A meditação é um exercício cerebral que foca o pensamento e traz conforto e tranquilidade, além de melhorar a memória.
• Pratique técnicas de respiração: a maneira como respiramos pode afetar como pensamos e também como agimos.
• Conheça as terapias orientais que buscam estabelecer o equilíbrio da energia. Ioga é uma ótima opção.
• Concentre-se no dia de hoje. O amanhã é incerto e o passado não retorna. Pense que você só tem o dia de hoje para viver.
• Procure uma religião que combine com o que você acredita.
• Se mesmo assim tiver dificuldades, procure ajuda de um terapeuta. Com a terapia, você poderá encontrar algumas respostas e se reestruturar em momentos difíceis.

Colaboração: Samantha Cerquetani – Revista Viva Saúde.

Exercício físico e meditação, juntos, podem combater a depressão

Quando combinadas, as atividades proporcionam melhoras nos sintomas e até previnem a doença.

A gente já conhece o poder terapêutico da meditação e sabemos que, contra algumas doenças crônicas, a prática funciona melhor que remédio.

Agora, ela também pode ser eficaz contra a depressão, se combinada a atividades físicas aeróbicas.

É um combo de exercícios para o corpo e para a mente capaz de melhorar – e muito – a saúde mental.

Um novo estudo, da Universidade Rutgers, descobriu que essas atividades combinadas, quando realizadas apenas duas vezes por semana, é capaz de reduzir os sintomas da depressão em até 40%.

Os estudantes que participaram do experimento relataram como principal melhora conseguir lidar melhor com os sentimentos negativos, além de terem se sentido mais dispostos e motivados no dia-a-dia.

E esse foi resultado foi atingido com apenas dois meses de terapia.

“Nós estamos muito animados com os resultados. Vimos uma melhora significativa tanto nos voluntários com casos clínicos de depressão quanto nos que não possuem a doença”, disse Brandon Alderman, autor da pesquisa.

Já eram conhecidos os benefícios da meditação e dos exercícios contra a depressão, mas, o que a pesquisa aponta é que, combinados, os dois podem operar uma melhora bem mais acentuada nos pacientes.

A depressão afeta um em cada cinco americanos em algum momento da vida – sendo mais comum entre adolescentes e jovens adultos.

O tratamento mais comum normalmente envolve medicações psicotrópicas, que influenciam quimicamente o cérebro a regular as emoções, combinadas à terapia, que pode ajudar, mas exige comprometimento do paciente.

O tratamento é caro, demorado e apresenta vários efeitos colaterais.

Com a pesquisa, fica ainda mais claro que o remédio contra a depressão pode ser mais acessível.

As duas atividades estudadas podem ser praticadas por qualquer um, a custo zero.

Fonte: Super Interessante