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FAMÍLIA, LUGAR DE PERDÃO…

Não existe família perfeita.

Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos.

Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas.
Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus.

A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente.

E por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença.

Papa Francisco.

A ostra e a pérola

“Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas”…

As pérolas são feridas curadas, pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada…

Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?

Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?

Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?

Você já sofreu os duros golpes do preconceito?

Já recebeu o troco da indiferença?

Então, produza uma pérola !!!

Cubra suas mágoas com várias camadas de amor.

Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.

Assim, na prática, o que vemos são muitas “Ostras Vazias”, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.

Um sorriso fala mais que mil palavras…

Autor desconhecido.

Colaboração: Waldir Olivato


Vencer as mágoas é questão de atitude.

Certa vez um discípulo foi perguntar ao mestre como poderia esquecer as magoas que os outros cometiam com ele.

O mestre disse: pegue esse saco e coloque para cada magoa, que você se lembra, uma batata destas. Você deve levar essa saco com você por todo tempo! Volte aqui depois de 6 semanas.

E assim fez o discípulo. Já no final da primeira semana, era incomodo carregar aquele saco.

Na segunda semana já deixava-o muito nervoso e descontente.

Na terceira semana ele só pensava nas batatas.

Na quarta semana as batatas começaram a apodrecer e o cheiro não deixava com que ninguém ficasse ao seu lado.

O cheiro era insuportável.

Uma semana antes do prazo o discípulo voltou ao mestre.

Mestre não aguento mais carregar essas batatas. Além de pesadas elas cheiram mal.

Minha vida se resumiu a levar essas batatas e ficar só, pois ninguém aguenta ficar ao meu lado!

Então vejo que aprendeu a lição- disse o mestre.

Como assim mestre? Eu vim aqui pedir ao senhor que me ensinasse a parar de me sentir magoado pelo que os outro me fazem… e o senhor me fez carregar batatas… Ainda não entendi…

As batatas são sua magoas. Você pode deixa-las para trás e viver sua vida.

Ou apenas carrega-las para sempre, tornado cada vez mais pesado essa saco. E de tão azedo que você vai ficando, as pessoas não mais vão querer ficar ao seu lado.

Pois sua vida se resumiu a levar batatas podres.

Você prefere continuar a levar batatas ou joga-las fora?

Mestre- Eu quero joga-las fora!- Obrigado!

”Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus”.
De: Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro

Colaboração: Gorete Piesigilli

 

Bolinha de papel

Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva a menor provocação.

Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado

e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.

Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva.

Entregou-me uma folha de papel lisa e me disse:

– Amasse-a! – Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.

– Agora – voltou a dizer-me – deixe-a como estava antes. É óbvio que não pude deixá-la como antes.

Por mais que tentei, o papel ficou cheio de pregas. Então, disse-me o professor:

– O coração das pessoas é como esse papel…

A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.

Assim aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente.

Quando sinto vontade de estourar lembro-me deste papel amassado.

A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar.

Quando magoamos com nossas ações ou com nossas palavras,

logo queremos consertar o erro, mas é tarde demais. Alguém disse, certa vez:

“Fale quando tuas palavras sejam tão suaves como o silêncio”. Como uma folha. Pense nisso!

Colaboração:  Laira Vieira