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Anjos de plantão

Toda escola promove, com certa regularidade, determinadas festividades, onde as crianças se apresentam.

São danças, pequenas peças teatrais, uma curta declamação, onde os pequenos homenageiam seus pais.

É uma forma da escola mostrar a eles como estão evoluindo seus pequenos, tanto quanto propiciar esse encontro família-escola-professores.

É comum as mães e pais se emocionarem, chorarem mesmo, ao verem aqueles toquinhos de gente dando o máximo de si, para se apresentarem bem.

E todos são aplaudidos, porque sempre tem um pai ou uma mãe que puxa o cordão das palmas.

São momentos especiais. Momentos que se gravam com câmeras de vídeo, câmeras fotográficas, celular mas, sobretudo, com o coração.

Foi com esse espírito que a mãe de Roberto, um adolescente de quinze anos, foi assistir à partida de futebol do campeonato do colégio.

O menino a convidou e ela levou várias de suas amigas consigo.

Ele estava muito entusiasmado porque era uma partida decisiva e, de toda a sua turma, era o único na equipe de futebol.

Aquela era a primeira vez que a mãe assistiria um jogo. Quando terminou, ela foi esperar o filho na porta do vestiário para levá-lo de carro para casa.

Ele veio sorridente, feliz com o resultado e logo a crivou de perguntas:

Mãe, o que achou do jogo?Você viu os três gols sensacionais do nosso time? Viu a defesa?

Viu como, no segundo tempo, conseguimos recuperar a bola, depois de a termos deixado escapar? Que tal, hein, mãe?

Roberto, você foi maravilhoso. Fiquei muito feliz com seu comportamento, durante o jogo.

Você levantou suas meias até o joelho onze vezes. Sei que você estava transpirando muito, porque tomou quatro bebidas energéticas e jogou água no rosto duas vezes.

Achei muito bom quando você saiu do seu lugar e foi dar tapinhas nas costas do número nove, do número cinco e do dezoito, quando eles foram substituídos.

Mãe! Falou o adolescente. Espere aí: como é que você sabe disso tudo? Como você pode dizer que eu fui maravilhoso? Eu nem entrei em campo. Eu não joguei essa partida.

Ela sorriu e o abraçou: Meu filho, eu não entendo nada de futebol. Não vim aqui para ver o jogo. Vim aqui para ver você.

Do livro Histórias para aquecer o coração das mulheres,
de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne

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