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Um estímulo para você buscar o seu propósito

– Quando o bilionário nigeriano Femi Otedola, em uma entrevista por telefone, foi questionado pelo apresentador de rádio: “Senhor, o que você se lembra que o tornou o homem mais feliz da vida?”

Femi disse:
“Passei por quatro estágios de felicidade na vida e finalmente entendi o significado da verdadeira felicidade”.

“A primeira etapa foi acumular riquezas e meios. Mas nesta fase não consegui a felicidade que queria.

“Em seguida, veio a segunda etapa de coleta de objetos de valores. Mas percebi que o efeito dessa coisa também é temporário e o brilho das coisas valiosas não dura muito.

“Então veio a terceira fase de obtenção de grandes projetos. Foi quando eu tinha 95% do fornecimento de diesel na Nigéria e na África. Também fui o maior proprietário de navios da África e da Ásia. Mas mesmo aqui não obtive a felicidade que tinha imaginado.

“A quarta etapa foi quando um amigo meu me pediu para comprar cadeiras de rodas para algumas crianças com deficiência. Quase 200 crianças.

“A pedido do amigo, comprei imediatamente as cadeiras de rodas.

“Mas o amigo insistiu que eu fosse com ele e entregasse as cadeiras de rodas às crianças. Eu me preparei e fui com ele.

“Lá eu dei essas cadeiras de rodas para essas crianças com minhas próprias mãos. Eu vi o estranho brilho de felicidade nos rostos dessas crianças. Eu os vi todos sentados nas cadeiras de rodas, se movendo e se divertindo.

“Era como se eles tivessem chegado a um local de piquenique onde estão compartilhando um prêmio acumulado.

“Eu senti uma alegria REAL dentro de mim. Quando decidi ir embora, uma das crianças agarrou minhas pernas. Tentei libertar minhas pernas suavemente, mas a criança olhou para meu rosto e segurou minhas pernas com força.

“Abaixei-me e perguntei à criança: Precisa de mais alguma coisa?

“A resposta que essa criança me deu não só me deixou feliz, mas também mudou completamente minha atitude em relação à vida. Esta criança disse:

“Quero me lembrar do seu rosto para que, quando me encontrar com você no céu, eu possa reconhecê-lo e agradecê-lo mais uma vez.”

Esse foi o momento mais feliz da minha vida.

Pelo que você seria lembrado depois de deixar o local que você está agora

Colaboração: Paulo Cesar Silva

www.facebook.com/paulocesar.silva.351

www.ameripanfestas.com.br/

Ficar magoado é aceitar a maldade que há em seu coração

Qual a diferença da mágoa para outros sentimentos negativos?

A pessoa ACEITA a mágoa com a desculpa de que “tem razão”.

Ou seja, a mágoa é aceita e cultivada por grande parte das pessoas.

Como não ficar chateado com alguém que te prejudicou?

É difícil. Porém, esta sensação negativa poderia acabar rápido.

Mas, ela fica dentro da pessoa por muitos anos.

Se a situação que a criou acabou, o que sustenta esta mágoa por tanto tempo?

Tudo que guardamos dentro da nossa mente se torna memória.

Estas memórias precisam ser reestimuladas diariamente.

Se não forem reestimuladas, elas perdem sua força e seu significado.

Explico:

Uma mãe perde um filho. A memória dele sempre estará forte porque existe o amor que não deixa esta memória perder força.

Neste caso, o amor reestimula a memória do filho e a mantém sempre forte.

Uma vizinha desta mãe também terá a memória da criança que se foi.

Esta memória será pequena e sem força porque quase não será reestimulada.

Conclusão:

1) manter memórias exige gasto energético;

2) os sentimentos que as pessoas produzem dentro delas é que servirão para reforçar ou enfraquecer uma memória;

3) memórias mais fracas influenciam menos os pensamentos, escolhas e atitudes das pessoas. Por outro lado, memórias fortes influenciam mais.

Os dois principais “sentimentos” que fortalecem as memórias relacionadas à mágoa?

– raiva;

– frustração;

Assim como o amor reestimula memórias relacionadas ao amor, a raiva e a frustração vão reestimular memórias relacionadas à elas.

Todas as pessoas produzem amor no seu interior. Produzem também  muitos outros sentimentos. Somos produtores de sentimentos.

O que varia é:

– a quantidade que produzimos (os sentimentos podem ser estimulados ou não);

– a forma como eles são usados.

Quanto mais a pessoa ama, mais amor ela produz. Quanto mais odeia, mais ódio produz. Quanto mais raiva ela usa em sua vida, mais raiva ela terá que processar dentro dela.

Um sentimento de raiva pura, por longo tempo, gera muito desprazer. Por isto a raiva “procura formas de se CAMUFLAR” para ser aceita.

Aí é que entra a mágoa. A mágoa é a raiva camuflada, aceita e estimulada.

A mágoa é estimulada em nossa sociedade.

Ninguém quer ser bobo. Ninguém quer perder. Ninguém quer sofrer.

As pessoas perdem, fazem papel de bobo, se decepcionam, sofrem.

A pessoa humilde aceita a perda. Ela possui menos orgulho e menos raiva dentro dela. Quem torna a perda mais dolorida e persistente é o orgulho.

Preste atenção: o humilde sofre com a decepção, por exemplo. Mas, como tem menos orgulho e menos raiva a dor será menor.

O humilde segue em frente, desapega da situação e reorganiza a vida. Basicamente, ele perdeu, mas a perda deixou de doer dentro dele.

O orgulhoso (a imensa maioria da população) aumenta a dor da perda. Ele usa a raiva para reestimular a dor da perda. Transforma a perda em mágoa e guarda a mágoa “para sempre”.

Exemplo real:

Uma pessoa humilde foi abandonada pelo marido. Ela sofreu, mas logo refez sua vida. Um orgulhoso chegou para ela e a chamou de boba (por não odiar o ex-marido).

A pessoa orgulhosa disse: “você é trouxa. Ele te abandonou e você o trata bem.”

A pessoa orgulhosa faz questão de manter a mágoa ativa. Manter a mágoa ativa é associada a positividades (não ser boba, por exemplo).

A mágoa se mantém forte dentro das pessoas porque ela permite pequenas “vitórias” para o ego.

O orgulhoso produz muita raiva. Ele precisa processar esta raiva.

As mágoas são mecanismos que permitem este processamento.

Para que este processamento aconteça é necessário que as pessoas aceitem a mágoa.

Para aceitar as mágoas, elas usam desculpas. Estas desculpas associam a mágoa a algumas “positividades” (por exemplo: não sou boba).

Estas mágoas duram muito tempo dentro da mente das pessoas. Elas se acumulam às dezenas ou centenas.

Quanto mais raiva, mais mágoas as pessoas acumulam.

Quanto mais maldade dentro de si, mais as pessoas usam as mágoas como desculpas para serem como são.

Por serem muitas, as mágoas acabam moldando parte do comportamento das pessoas.

Todos precisam evoluir muito. Devemos abandonar a vida de desculpas e assumir plena responsabilidade pela nossa vida, pelo que somos e pelos nossos atos.

Limpar o coração, fazer a higiene mental, é uma das principais tarefas de quem quer realmente evoluir.

O que fazer?

Hoje você protege seu ego e seu orgulho. Não protege a sua alma. Você abandona seu espírito, como se ele não existisse.

Seu espírito precisa evoluir, ele tem “fome” de amor e compaixão. Mas, cada vez que você é frustrado você responde com raiva. A raiva interessa ao ego. O espírito precisa de amor para evoluir mesmo em meio à situações ruins.

Você vive para seu ego, vive para seu orgulho. O pior: muitas vezes acredita que não age assim. Mas, você age exatamente assim.

Seu ego e sua vaidade/orgulho te direcionaram para muita mágoa, raiva, angústia, insatisfação. E você caminhou junto delas. Gerou sofrimentos desnecessários, criou conflitos absurdos, ampliou a tristeza e desconstruiu o que era bom.

É o seu ego que sofre quando alguém te maltrata, despreza, abandona, desqualifica. Mas, seu espírito está preservado. Ele está intacto, sólido e pronto para seguir a vida usando o amor e a compaixão.

É preciso SACRIFÍCIO. Você precisa sacrificar o seu ego. É hora de você decidir quem vai mandar na sua vida: o ego ou o teu espírito?

O ego tem sede de revanche, o espírito quer amar.

O ego quer uma compensação para a perda.

O espírito sabe que a perda logo é superada se a pessoa se focar no amor que recria a vida.

Qual caminho você escolherá daqui para frente?

DICA:

O que vem do seu espírito precisa de espaço na sua mente.

Existe muita energia bela em seu interior que precisa aparecer.

Você precisa aprender a usar o melhor que existe em você.

Mas, para isto você tem que limpar sua mente e tornar neutras as lembranças do passado.

O LEMA SAGRADO DO CAMINHO NOBRE (use-o contra a mágoa):

Eu sofro, mas não me destruo.

Leia também:

Pablo Neruda, o poeta, explica os dois caminhos da vida e do amor

https://caminhonobre.com.br/2012/04/28/neruda/

Autor: Regis Mesquita

Fonte: BLOG NASCER VÁRIAS VEZES – https://www.nascervariasvezes.com/

Tristeza sem razão

Por vezes, erguemo-nos pela manhã envoltos em nuvens de tristeza. Se alguém nos perguntar a causa, com certeza não saberemos responder.

Naturalmente, atravessamos as nossas dificuldades. Não há quem não as tenha. É o filho que não vai bem na escola, o marido que vive a incerteza do desemprego, um leve transtorno de saúde.

Nada, contudo, que seja motivo para a tristeza profunda que nos atinge.

Nesse dia tudo parece difícil. Saímos de casa e a entrevista marcada não se concretiza. A pessoa que marcou hora conosco cancelou por compromisso de última hora. E lá se vão as nossas esperanças de emprego, outra vez.

O material que vimos anunciado com grande desconto já se esgotou nas prateleiras, antes de nossa chegada. A fila no banco está enorme, o cheque que fomos receber não tinha saldo suficiente.

É… Nada dá certo mesmo! Dizemos que nem deveríamos ter saído de casa, nesse dia. Agora, à tristeza se soma o desalento, o desencanto.

Consideramo-nos a última pessoa sobre a face da Terra. Infelizes, abandonados, sozinhos.

Ninguém que nos ajude.

E, no entanto, Deus vela. Ao nosso lado, seguem os seres invisíveis que nos amam, que se interessam por nós e tudo fazem para o nosso bem-estar.

O que está errado, então? Com certeza, a nossa visão do que nos acontece.

Quando a tristeza nos invade no nascer do dia, provavelmente tivemos encontros espirituais, durante o sono físico, que para isso colaboraram.

Seja porque buscamos companhias não muito agradáveis ou porque não nos preparamos para dormir, com a oração. Seja porque reencontramos amores preciosos e os temos que deixar para retornar à nossa batalha diária, entristecendo-nos sobremaneira.

Ao nos sentirmos assim, busquemos de imediato a luz da prece, que fortalece e ilumina, espancando as sombras do desalento.

Abrir as janelas, observar a natureza, mesmo que o dia seja de chuva e frio. Verifiquemos como as árvores, quando castigadas pelos ventos e pela água, balançam ao seu compasso.

Passada a tempestade, se recompõem e continuam enriquecendo a paisagem com seus galhos, folhas, flores e frutos.

Olhemos para as flores. Mesmo que a chuva as despedace, elas, generosas, deixam suas marcas coloridas pelo chão, ou permitem-se arrastar pela correnteza, criando um rio de cores e perfumes pelo caminho.

Aprendamos com a natureza e afugentemos o desânimo com a certeza de que, depois da tempestade, retornará o tempo bom, o sol, o calor.

Não nos permitamos sintonias inferiores, porque se vibrarmos mal, nos sentiremos mal e, naturalmente, tudo se nos tornará mais difícil.

Nunca estaremos sós. Jesus está no leme das nossas vidas, atento, vigilante, e não nos faltará em nossas necessidades.

Livro> Revelações da luz, pelo Espírito
 Camilo, psicografia de Raul Teixeira

Você pode fazer a diferença

No primeiro dia de aula, ela parou em frente aos seus alunos da quinta série e lhes disse que gostava de todos.

No entanto, ela sabia que isso era quase impossível. Na primeira fila estava um garoto chamado Teddy. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e, muitas vezes, suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.

A senhora Thompson fez isso alguns meses depois que as aulas tinham iniciado. Quando leu a de Teddy ficou surpresa. A professora do primeiro ano havia anotado:

Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é agradável estar perto dele.

A professora do segundo ano escrevera: Teddy é um aluno excelente e muito querido por seus colegas. Tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave. A vida em seu lar deve estar muito difícil.

Da professora do terceiro ano: A morte de sua mãe foi um golpe duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.

A professora do quarto ano escrevera: Teddy anda muito distraído e não mostra interesse pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A senhora Thompson se deu conta do problema. Lembrou dos presentes que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel marrom de mercado.

Os outros garotos riram ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.

Ela disse que o presente era precioso, pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.

Naquela ocasião, Teddy ficou um pouco mais de tempo na escola. Lembrou-se que ele dissera que ela estava cheirosa como sua mãe.

Nesse dia, a professora Thompson chorou…

Em seguida, mudou sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy.

O menino foi se animando e se tornou o melhor da classe.

Seis anos depois, a professora recebeu uma carta de Teddy contando que havia concluído o ensino médio e que ela tinha sido a sua melhor professora.

Então, um dia, ela recebeu uma carta assinada pelo Doutor Theodore Stoddard, seu antigo aluno Teddy.

Quando os dois se encontraram, no casamento dele, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.

Ela, com os olhos banhados em pranto, sussurrou: Você está enganado! Foi você quem me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.

*   *   *

Mais do que ensinar a ler, escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.

Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor, mostrando que sempre é possível fazer a diferença…

Redação do Momento Espírita, com base
em texto de autor desconhecido.
Em 10.1.2020.

Ansiedade sagrada: ansiedade como um emblema de espiritualidade

Será que sua ansiedade é um emblema de sua espiritualidade?

A pesquisa sobre ansiedade indica que quase todos os animais experimentam ansiedade – desde o início, pelo menos, até o nível da lesma do mar. (Você pode se perguntar como se pode inferir que uma lesma do mar experimenta ansiedade, mas isso terá de ser o tópico de uma postagem futura – talvez de um blogueiro diferente!) Essa é a ansiedade que Freud chamou de ansiedade da realidade. É a ansiedade que uma zebra pode sentir quando está com sede e se aproxima da margem de um rio, onde existem alguns grandes predadores, como crocodilos ou leões. Essa é a ansiedade que uma pessoa pode sentir ao caminhar sozinha à noite em um bairro violento. Assim, a marca registrada da ansiedade da realidade é que uma ameaça objetivamente perigosa está se aproximando.

Existe uma segunda forma de ansiedade que também não parece ser exclusivamente humana – ansiedade que é opressora e prejudica o funcionamento. O manual de diagnóstico atual da American Psychiatric Association reconhece vários transtornos de ansiedade – transtorno do pânico, transtorno do pânico com agorafobia, fobia social , fobia específica, transtorno de estresse pós- traumático , obsessivo-compulsivo e transtorno de ansiedade generalizada. Uma coisa que cada uma dessas condições tem em comum é a ansiedade, que é intensa o suficiente para prejudicar o funcionamento. Sabemos que outros animais também são capazes de sentir ansiedade intensa o suficiente para prejudicar o funcionamento. Por exemplo, em um estudo de 1936, Yerkes e Yerkes (p. 59) descreveram um chimpanzé macho adulto – Jack – que tinha um medo tão forte de cobras que até mesmo uma cobra de brinquedo “fazia Jack mostrar os dentes e recuar. Ele bateu nele várias vezes, com a boca aberta e, tendo saído de seu alcance, vocalizou suavemente, como se estivesse falando animadamente consigo mesmo. Ele olhava para a cobra [de brinquedo] de vez em quando e se arrumava de maneira bastante abstrata ”.

Existe pelo menos uma forma de ansiedade, no entanto, que quase certamente é exclusivamente humana. Esta é a ansiedade que um atual paciente meu de 60 anos sente quando tento dormir à noite e percebe que ainda não escreveu a música que sonhou em escrever – e se pergunta se a escreverá antes de morrer. Ou a ansiedade que uma ex-paciente minha sentiu quando se viu em espaços amplos e abertos e se sentiu oprimida por sentimentos de pequenez e de estar sozinha.

Essa ansiedade está focada na consciência de nossa mortalidade e / ou consciência de nossa individualidade e, portanto, de sermos pequenos seres separados em um vasto universo, separados da fonte da criação (seja ela qual for) e uns dos outros. Essa é a ansiedade que Robert Gerzon, em seu maravilhoso livro intitulado Finding Serenity In the Age of Anxiety, chama de “ansiedade sagrada”. Meu velho rabino hippie de Eugene, Oregon, Rabino Hannan Sills, costumava pregar que a função de Rosh Hashanah e Yom Kippur era precisamente aumentar essa ansiedade.

Por que possivelmente desejaríamos aumentar essa ansiedade? Por que Gerzon o chama de sagrado? A maneira como o rabino Hannan costumava dizer é que, quando nos permitimos enfrentar essa ansiedade, temos duas escolhas. Uma dessas opções é se recusar a sair da cama pela manhã, cobrir a cabeça com as cobertas e dizer: “Ai de mim!” (ou se envolver em outras formas de evitação, incluindo nos entorpecer com álcoolou drogas). Os perigos dessa escolha incluem alguns que são óbvios e outros mais sutis. Obviamente, quanto mais nos engajamos na evitação, mais restritas nossas vidas se tornam – possivelmente até o ponto em que se pode questionar se vale a pena viver a vida. Talvez mais sutilmente, Gerzon afirma que se evitarmos e tentarmos nos esconder da ansiedade sagrada, ela ainda estará conosco, mas fora da consciência e vazará de outras maneiras – talvez como ataques de pânico que parecem vir do nada ou quando nos sentimos sozinhos ou quando sentimos sensações que interpretamos como um sinal de uma catástrofe física iminente, como um ataque cardíaco.

A outra escolha quando nos tornamos conscientes de nossa ansiedade sagrada é tentar celebrar todo e qualquer presente precioso e limitado de um momento que recebemos – se a ansiedade estiver focada na mortalidade – ou tentar nos conectar com algo maior do que nós ( por exemplo, uma conexão espiritual e / ou uma conexão com uma comunidade de outras pessoas) se a ansiedade está focada na separação. Em outras palavras, a ansiedade sagrada pode ajudar a nos motivar a manter nossas prioridades em ordem e a viver de acordo com nossos valores mais elevados. Esse também é o tema do livro de Stephen Levine intitulado Um ano de vida: Como viver este ano como se fosse o seu último.

Por vários anos, tenho carregado um cronômetro de areia no bolso para cultivar a consciência da quantidade finita de tempo que tenho nesta terra e acredito que me ajudou a conter minha raiva com minha família e substituí-la por mais atos de bondade amorosa (não quero que a última lembrança que meu cônjuge ou meus filhos tenha de mim seja uma de mim gritando). Eu mantenho um estoque de cronômetros de areia em meu consultório para dar aos meus pacientes que estão dispostos a aceitá-lo e espero que eles tenham achado útil.

Certamente, carregar um cronômetro de areia não é a única maneira de cultivar a consciência da ansiedade sagrada. Na verdade, se não me falha a memória, Levine inclui alguns exercícios ao longo dessas linhas em seu livro (como escrever o próprio obituário). Mesmo que você não se importe em cultivar a ansiedade sagrada, se você lutou muito contra a ansiedade em sua vida e a considerou um sinal de fraqueza ou defeito pessoal, a noção de ansiedade sagrada de Gerzon oferece uma perspectiva diferente sobre sua ansiedade. Ou seja, Gerzon nos diz que sua ansiedade é um emblema de sua espiritualidade . Se você acredita que tem mais ansiedade do que os outros ao seu redor, em vez de ser fraco ou defeituoso, pode ser que esteja lutando mais profundamente com os desafios fundamentais que surgem, parafraseando Howard Liddell, como a sombra do ser humanointeligência e que moldam e definem a espiritualidade.

Richard Zinbarg, Ph.D. , é professor de psicologia e diretor do Programa de Tratamento de Ansiedade e Pânico da Northwestern University.

O que devo fazer? Decisões por meio do discernimento

Devo aceitar essa oferta de emprego? É esta a pessoa com quem devo casar? Devo ir para a pós-graduação? Como posso ajudar uma criança com problemas? Essas decisões nos deixam perplexos. Como escolhemos?

A espiritualidade inaciana há muito tempo é associada ao discernimento – a arte de descobrir como melhor responder a Deus na vida diária. Por séculos, as pessoas usaram as regras de Santo Inácio de Loyola para discernir para ajudar a fazer escolhas sábias e decisões acertadas.

O primeiro princípio é o desejo de escolher o bem. Como disse Santo Inácio: “nossa única escolha deve ser esta: eu quero e escolho o que melhor conduz ao aprofundamento da vida de Deus em mim”. As outras regras de discernimento de Santo Inácio ajudam-nos a fazer escolhas entre alternativas atraentes. De particular importância são os movimentos internos de nossos corações. As regras inacianas de discernimento fornecem uma maneira disciplinada e sistemática de refletir sobre nossos sentimentos à medida que respondemos a Deus e aos acontecimentos de nossa vida diária. Eles nos dão “o dom do coração racional”, nas palavras de David L. Fleming, SJ, o famoso escritor espiritual jesuíta.

O discernimento inaciano se baseia na convicção de que Deus fala diretamente a cada um de nós. Podemos ter confiança em nossa própria experiência de Deus ao desenvolvermos olhos para ver e ouvidos para ouvir.

As escolhas que fazemos

Em vez de repetir o que Chris Lowney diz no capítulo 8 de Heroic Living sobre como fazer boas escolhas, vou insistir no que atrapalha a tomada de decisões sábias.

Não é informação suficiente.

Às vezes, não consigo tomar uma decisão porque não sei o suficiente sobre a situação – ou porque minhas informações são desequilibradas. Por exemplo, ao pensar em trabalhar com uma determinada organização, devo estar aberto para ouvir o que outras pessoas dizem sobre suas experiências com essa organização. Isso significa que eu escuto aqueles que tiveram boas experiências, mas também aqueles que têm algumas críticas a expressar.

Não há desapego suficiente para ser objetivo.

Quanto mais emocionado estou com as opções possíveis, mais cuidado devo ter para não deixar que essas emoções me atrapalhem na minha tomada de decisão. Por exemplo, eu realmente quero me mudar para uma determinada cidade porque cresci lá ou porque por alguma razão me sinto seguro lá. Dê-me opções para outros locais e procurarei automaticamente os motivos pelos quais eles não são bons o suficiente. Enquanto eu mantiver a opção que desejo, não posso avaliar se essa é a opção que realmente é a melhor.

Não tenho confiança suficiente em minha própria capacidade de ouvir o Espírito Santo.

Às vezes, estou esperando por um sinal “sobrenatural” de Deus, quando o tempo todo o Espírito Santo está trabalhando dentro de mim – mesmo dentro de minhas emoções e desejos – para me dar aquela sensação intuitiva de que A é a coisa errada a se fazer e D é a coisa certa coisa. É claro que, para prestar atenção a esse movimento interior, devo aprender a ficar quieto o tempo suficiente para senti-lo. O que significa que um processo sábio de tomada de decisão inclui tempo para silêncio e reflexão.

Não é um bom conselho o suficiente.

Deus nos criou para florescer em comunidade. Às vezes, não tenho a resposta para um problema porque preciso encontrá-la na presença de outras pessoas. Isso equilibra o que percebo de meus próprios impulsos e opiniões. Outra pessoa pode me ajudar a entender o que estou sentindo, bem como a examinar cuidadosamente as informações que tenho em mãos. Às vezes, a resposta só vem depois de ter orado com outras pessoas. Nenhum de nós – independentemente da personalidade – foi projetado para tomar todas as decisões no vácuo.

Em um processo de tomada de decisão ideal, reúno as informações de que preciso, aplico um certo distanciamento emocional se necessário, passo um tempo ouvindo e sentindo minha sabedoria mais profunda em silêncio e aceito a ajuda de bons conselheiros (amigos, família ou profissionais) enquanto pondero as possibilidades.

Deus quer que tomemos decisões com sabedoria, mas nem tudo se resume ao resultado. Muito do que ganhamos acontece em meio à oração e ao discernimento. Considere isso um tempo de qualidade com Jesus!

Por:
Vinita Hampton Wright

Libertação espiritual em um mundo emocional

O que significa ser espiritualmente livre quando a vida é uma montanha-russa emocional? Sou livre quando sou capaz de reprimir qualquer emoção que atrapalhe o fluxo do meu trabalho ou relacionamento? Sou livre quando tenho permissão para expressar toda e qualquer emoção? Serei livre se não experimentar nenhuma emoção em um grau extremo, mas mantiver as coisas mais moderadas e equilibradas? Sou livre quando experimento principalmente emoções positivas, como felicidade ou paz, em vez de emoções negativas, como raiva ou ansiedade?

O que as emoções têm a ver com a liberdade espiritual, ou têm alguma coisa a ver com isso?

Santo Inácio de Loyola foi um tipo de pioneiro na área de direção espiritual. Quando ele estava desenvolvendo seus Exercícios Espirituais, ele encorajou as pessoas a serem abertas às suas emoções e aprender como atendê-las e entender o que significavam. Inácio era um ex-soldado e, como ele mesmo admitiu, sempre teve um ego forte. Como homem, ele teria sido ensinado a valorizar a razão, o autocontrole e o planejamento racional. No entanto, suas próprias experiências de despertar espiritual o introduziram a uma consciência mais profunda da vida interior com todas as suas facetas e nuances.

Os Exercícios Espirituais encorajam o envolvimento total – com os sentidos físicos, com devoção espiritual, com o que geralmente chamaríamos de intuição, com desejos profundos e com quaisquer “movimentos” interiores, incluindo emoções. Você pode dizer que Inácio de Loyola estava entrando em contato com qualidades “femininas” séculos antes do psicólogo Carl Jung aparecer para nomeá-las e explicá-las.

Menciono Santo Inácio porque a liberdade interior – liberdade espiritual – requer o tipo de compromisso que é o foco de seus Exercícios Espirituais. A liberdade pede que aprendamos a discernir nossos movimentos interiores pessoais da alma. Se quisermos ser verdadeiramente livres, teremos que reconhecer nossas emoções, recebê-las, senti-las e refletir sobre elas. As emoções são ferramentas poderosas na vida espiritual; eles são indicadores do que está acontecendo dentro de nós. E se aprendermos a aceitá-los como dádivas na experiência humana, podemos começar a trabalhar com eles de maneiras espiritualmente saudáveis.

Esta semana, considere como você lidou com suas emoções – como os outros o ensinaram a lidar com elas, como você de fato trabalhou com elas ou como evitou trabalhar com elas. A maioria de nós viveu uma combinação de envolvimento e evitação na área das emoções. Tente identificar seus próprios padrões.

Por:
Vinita Hampton Wright


Mensagens de esperança para ajudar durante o COVID-19

Atualmente, vivemos tempos incertos com o surto de COVID-19 . Em momentos como este, nossa fé pode ser desafiada, e pode ser difícil ver onde Deus se encaixa nessa nova normalidade.

Reunimos algumas de nossas orações, poemas, citações inspiradoras e reflexões favoritas para dar esperança a você e seus entes queridos durante este tempo. Ao ler essas mensagens de esperança, reserve algum tempo para refletir calmamente sobre as palavras e também sobre as emoções que elas despertam em você.

“2020/21”

Anos marcados por reflexão e mudança;
alguns dias parecem bem e outros parecem estranhos.
Aprendemos a trabalhar de maneira diferente;
e ame mais incondicionalmente.
Tentamos nos desligar do estresse;
mas às vezes a vida ainda parece uma bagunça.
Encontramos maneiras de transformar o negativo em bom;
e aprender novas habilidades que pensávamos que nunca poderíamos.
Encontramos maneiras de viajar para lugares menos congestionados;
e encontramos nossos amigos com os rostos cobertos.
Esperançosamente, este ano foi repleto de oportunidades;
e tentamos exercitar e fortalecer nossa imunidade.
2020 não foi como esperávamos;
mas descobrimos novas maneiras de nos mantermos conectados.
Abrace seus filhos e aproveite o ar livre;
preocupe-se menos com as tarefas muito pequenas.
As coisas vão melhorar porque geralmente melhoram;
aproveite o que você ama e aprenda algo novo.
Não se esqueça de orar e ser sempre gentil;
tente permanecer positivo e aprender a relaxar.
A história foi escrita, boas vitórias no final;
orações por toda minha família e amigos.

“O outro lado do vírus, uma oportunidade de despertar”

Sim, há compra de pânico.
Sim, há doença.
Sim, existe até a morte.
Mas,
eles dizem que em Wuhan depois de tantos anos de barulho
Você pode ouvir os pássaros novamente.
Dizem que depois de apenas algumas semanas de silêncio
O céu não está mais denso de vapores
Mas é azul, cinza e claro.
Dizem que nas ruas de Assis as
Pessoas cantam umas para as outras
nas praças vazias,
mantendo as janelas abertas
para que os que estão sozinhos
ouçam os sons da família à sua volta.
Eles dizem que um hotel no oeste da Irlanda
está oferecendo refeições gratuitas e entrega para os que ficam sem casa.
Hoje uma jovem que conheço
está ocupada espalhando panfletos com seu número
pela vizinhança
para que os mais velhos tenham alguém para ligar.
Hoje, igrejas, sinagogas, mesquitas e templos
se preparam para acolher
e acolher os desabrigados, os enfermos, os cansados.
Em todo o mundo, as pessoas estão desacelerando e refletindo.
Em todo o mundo, as pessoas estão olhando para seus vizinhos de uma nova maneira.
Em todo o mundo, as pessoas estão acordando para uma nova realidade de
como realmente somos grandes.
Para quão pouco controle realmente temos.
Para o que realmente importa.
Amar.
Então oramos e lembramos que
Sim, há medo.
Mas não precisa haver ódio.
Sim, existe isolamento.
Mas não precisa haver solidão.
Sim, há compra de pânico.
Mas não precisa haver maldade.
Sim, há doença.
Mas não precisa haver doença da alma.
Sim, existe até a morte.
Mas sempre pode haver um renascimento do amor.
Desperte para as escolhas que você faz sobre como viver agora.
Hoje, respire.
Ouça, por trás dos ruídos de fábrica do seu pânico-
Os pássaros estão cantando novamente
O céu está clareando, A
primavera está chegando,
E nós sempre estamos rodeados pelo Amor.
Abra as janelas da sua alma
E embora você não consiga
tocar na praça vazia,
Cante.

Oração durante uma pandemia

Amoroso Deus, Santo,
Seu desejo é para nossa integridade e bem-estar.
Preservamos com ternura e oração
o sofrimento coletivo de
nosso mundo neste momento.
Lamentamos vidas preciosas perdidas e
vidas vulneráveis ​​ameaçadas.
Sofremos por nós mesmos e por
nossos vizinhos,
diante de um futuro incerto.
Oramos: que o amor, não tema, torne-se viral.
Inspire nossos líderes a discernir e
escolher com sabedoria, alinhados ao
bem comum.
Ajuda-nos a praticar o distanciamento social
e revela-nos
formas novas e criativas de estarmos juntos no espírito
e na solidariedade.
Chame-nos a uma profunda confiança em sua
presença fiel,
Você, o Deus que não abandona,
Você, o Santo,
respirando dentro de nós,
respirando entre nós,
respirando ao nosso redor
em nosso
mundo belo mas ferido.

Colaboração:
Craig Alter e Richard Hendrick

Por que não devemos rotular as pessoas de “tóxicas”?

Aqualidade de vida das pessoas depende da qualidade de seus relacionamentos, pois eles são a substância da vida. E a qualidade de nossos relacionamentos depende da qualidade de nossa comunicação, em todas as áreas de nossas vidas.

Atualmente, um dos grandes desafios no ambiente de trabalho é aprender a se relacionar com pessoas que são fonte de conflito constante e que são rotuladas de “tóxicas”.

Alguns autores usam o termo “pessoa tóxica” para se referir a pessoas que causam esgotamento emocional. Mas aqueles que convivem com tais pessoas costumam qualificá-las também de narcisistas, vitimistas, manipuladoras, neuróticas, agressivas e uma longa lista que mistura transtornos psiquiátricos com características de temperamento.

O adjetivo “tóxico” acaba sendo aplicado indiscriminadamente a qualquer um que tenha problemas de relacionamento ou esteja passando por um momento ruim em sua vida. Existem os que afirmam que existem “relações tóxicas”, mas não “pessoas tóxicas”.

Quando alguém é rotulado de “tóxico” em alguma área, parece ser tratado como uma espécie de “praga social” da qual devemos nos distanciar, quando muitas vezes trata-se apenas de uma pessoa passando por alguma situação crítica.

A falta de uma educação sólida das emoções e o fato de viver no meio de uma crise cultural que atinge as famílias favorece o aumento do número de pessoas com baixa auto-estima. Tais pessoas são sensíveis a qualquer comentário e tentam culpar os outros por tudo de negativo, ou ainda manifestam o desejo de controlar e manipular tudo.

Há muitas pessoas que, por não terem sido educadas dentro de limites saudáveis, não toleram a menor frustração e se tornam insuportáveis ​​para aqueles que vivem ou trabalham com elas. Mas também é verdade que qualquer um de nós, em um contexto cheio de problemas e estresse, também pode ser insuportável para os outros.

Mas nada disso significa que as pessoas, quando se tornam muito conflituosas, são algum tipo de vírus a ser evitado. Na maioria das vezes, nossa incapacidade de lidar com os conflitos ou de ser empáticos nos leva ao caminho mais fácil de nos livrarmos do outro rotulando-o de “pessoa tóxica”. Insisto, ninguém está livre de ser vítima de uma pessoa transtornada ou de um predador emocional, mas isso não significa patologizar tudo que me incomoda.

A resposta: compaixão e alegria

Compaixão é “sentir a dor do outro”, é sentir com o outro. Mas a compaixão vai muito além de compartilhar o sofrimento ou outros sentimentos dos outros, porque nos move para resgatar o outro, para compreendê-lo profundamente. As pessoas são resgatadas da solidão quando alguém se conecta com suas emoções mais profundas.

O ato de entender não é concordar com o outro no que ele pensa ou diz, mas colocar-me em seu lugar. Não apenas para entender o que diz, mas por que diz, o que diz, o que sente, tentando ir além do que percebemos. O entendimento envolve sair de nós mesmos e entrar no mundo do outro, em seus pensamentos e sentimentos, e para isso é necessário aprender a ouvir em profundidade.

Quem tem uma auto-estima saudável pode enfrentar essas situações de conflito com a paz e sem perder a alegria, pois entende que, na maioria dos casos, o que os outros atribuem a ele não necessariamente tem a ver consigo mesmo.

O primeiro e mais eficaz tom na comunicação é a alegria, é sorrir. Não o sorriso superficial, mas o que brota de dentro, por ser uma pessoa feliz. Todos estão felizes com pessoas que são realmente felizes, porque não são competitivas ou estão sempre procurando alguém para atacar com um comentário malicioso. O sorriso é gratuito e também pode desarmar.

Um sorriso sincero pode ser um alívio para um coração que está passando por um momento difícil. Aproximar-se com verdadeiro interesse pela pessoa geralmente faz com que o outro pare de ser defensivo. E assim eu posso entender que o problema não é comigo e que eu não preciso me envolver em um conflito que não tem nada a ver comigo.

Algumas dicas úteis

Amar e ser compassivo não significa expor-se desnecessariamente ao conflito. Se vemos que pessoas más estão abertas a nossa compaixão e proximidade, podemos tentar ter uma conversa que incida sobre elas, não sobre nós. Às vezes, certas pessoas nos abandonam, e temos de aceitar isso porque é sua decisão, sua liberdade.

Mas é importante que, quando você puder oferecer um diálogo com alguém conflituoso, tenha as conversas breves e suaves, não em excesso, para não gerar expectativas que depois são frustradas. Ao ouvir atentamente e orientar o outro a falar dos problemas dele, falando o mínimo possível, evitaremos interpretar erroneamente ou que a outra pessoa interprete mal nossas palavras.

Há pessoas com baixa auto-estima que sempre deixam de lado as coisas positivas para destacar um comentário negativo ou interpretação errada. Quando alguém é muito auto-referencial, ela pensa em tudo de acordo consigo mesma. Por isso é importante ser claro e conciso.

Os gestos da gratuidade diária, pequenas coisas simples, não custam nada e fazem muito bem às pessoas conflituosas. Pessoas que se sentem muito solitárias e isoladas não esperam nada de ninguém e a gratuidade tende a surpreendê-las, especialmente em um mundo dominado pela lógica do interesse.

Finalmente, é importante conhecer a si mesmo, aceitar e fortalecer sua própria auto-estima, aprendendo que nem sempre as atitudes negativas dos outros em relação a nós são baseadas em algo que fizemos. Às vezes nem têm a ver conosco. Perceber isso nos ajuda a nos distanciar e nos vermos com compaixão. Quem exerce sua liderança com amor e compaixão, ganha autoridade e liberdade.

Colaborador- Miguel Pastorino – Fonte: Ateleia

A competição

Eram dois grupos de jovens de comunidades religiosas diferentes. A competição era constante. Cada coordenador procurava evidenciar o seu grupo juvenil.

Competiam em jogos de futebol, em maratonas de conhecimentos bíblicos.

Certo dia, um dos grupos estudava o capítulo treze do Evangelho de João, aquele que narra o episódio de Jesus lavando os pés dos discípulos.

O coordenador achou muito oportuno pedir aos jovens que saíssem e encontrassem uma maneira prática de ajudar alguém.

Para isso, os dividiu em cinco equipes e lhes recomendou: Quero que vocês sejam como Jesus, nesta cidade, durante as próximas duas horasImaginem: se Jesus estivesse aqui, o que Ele faria por este povo?

Entusiasmados, saíram os jovens. Duas horas passadas e eles retornaram à sala de estudos para relatar o que tinham feito.

Uma equipe disse que trabalhara durante aquele período, na limpeza do jardim de um senhor idoso, que morava sozinho.

Outra equipe relatou que visitara um membro da comunidade que se encontrava hospitalizado. Além da presença, levaram um cartão para alegrá-lo.

A terceira equipe informou que comprara sorvetes e os servira a algumas crianças pobres.

A quarta se dirigira a uma casa de repouso e cantara cantigas natalinas. Bom, o mês era agosto.

Mesmo assim, os internos apreciaram muito o recital. Houve até um senhor que comentou que aquele Natal, em pleno agosto, era o mais feliz de sua vida.

A cada relato, o coordenador exultava e elogiava a iniciativa.

Entretanto, quando a quinta equipe disse o que fizera, houve uma exclamação de espanto geral.

Esse grupo visitara a comunidade rival e perguntara ao coordenador de lá se ele conhecia alguém que precisava de ajuda.

Ele os encaminhara à casa de uma senhora que vivia só. Ela precisava de muitas coisas.

Então, durante duas horas, eles varreram as folhas do quintal, apararam a cerca viva, cortaram a grama.

Quando terminaram e foram se despedir da dona da casa, ela agradeceu dizendo: Eu não sei o que faria sem sua ajuda. Vocês, desse grupo de jovens do bairro estão sempre vindo aqui para me socorrer.

Grupo de jovens daquele bairro? Interrompeu o coordenador. Espero que vocês tenham dito a ela a que grupo pertenciam.

Por quê? – Perguntou um dos jovens. Nós não dissemos nada. Achamos que não era importante.

Naquele momento, todos compreenderam que aquela equipe entendera verdadeiramente o significado de servir; de dar-se, anonimamente, sem se importar com agradecimentos, elogios ou qualquer outra deferência.

De todas as equipes, aquela fora a que melhor interpretara, com seu gesto, o exemplo do Modelo e Guia da Humanidade, Jesus.

*   *   *




livro
Histórias para o coração, de Alice Gray,
ed. United Press.
Em 25.7.2018.

Acidentes de trânsito

O número de acidentes de trânsito tem sido gritante. Mal desperta o dia e as notícias pululam, dando-nos ciência dos vários que já aconteceram.

No quadro de tanta tragédia, o que estarrece é que expressivo número deles tem vitimado a juventude.

A juventude que deixa para trás uma existência cheia de promessas de aprimoramento e de libertação positiva.

São muitas as lágrimas vertidas sobre os caixões desses corpos jovens. Lágrimas de pais em desconsolo, noivos em desespero, irmãos sem poder entender o drama.

Num primeiro momento, buscam-se respostas. Por que tão jovem? Por que tão bruscamente?

E elas quase sempre apontam o pensamento simplista de que tudo acontece porque está escrito.

Era o destino daquelas criaturas romper os vínculos da reencarnação dessa forma violenta.

No entanto, isso não é totalmente verdadeiro.

Porque há os que se acidentam por estarem embriagados. Outros, por perderem o controle graças à atuação de substâncias químicas.

Outros mais, por se deixarem empolgar pelo excesso de velocidade, desatentos às limitações do conjunto de engrenagens mecânicas que têm sob seu comando.

Vários se atiram em manobras arriscadas, em nome do espírito de aventura, ou por mero exibicionismo.

Como se vê, não está tudo escrito. O homem constrói o seu dia, utilizando o seu livre-arbítrio, a sua vontade.

Dessa forma, nos compete dirigir com prudência. Não transformarmos a nossa viagem de lazer ou de negócios, em uma tragédia de sombras.

Conduzir a moto ou o carro que o progresso terreno nos confiou, com cuidado.

Não tornarmos nosso veículo uma arma letal.

Em qualquer faixa de idade em que nos encontremos, evitemos promover acidentes pelas estradas.

Busquemos, no respeito às normas de trânsito, a garantia para a nossa tranquilidade íntima. Para que não soframos remorso no amanhã.

Recusemo-nos adotar comportamentos que ponham em risco a nossa vida e as dos que trafegam pelas mesmas vias.

Assim, se viermos a nos envolver em algum acidente, saberemos que não o provocamos.

E estaremos em paz porque não fomos instrumento de resgate alheio. Nem plantamos dores em nenhum coração.

Examinemos prudentemente os nossos impulsos, toda vez que nos encontremos dirigindo qualquer veículo.

Antes de assumirmos a direção, antes de transitarmos pelas ruas ou estradas, paremos um instante.

Dirijamos nosso pensamento ao Senhor da Vida. Entreguemo-nos a Ele com o vigor da nossa sinceridade.

Depois, sigamos confiantes para os nossos destinos.

Se nas rodovias encontrarmos acidentes, oremos pelos envolvidos.

Pelos que provocaram a tragédia. Pelos que foram vitimados. Pelos familiares que sofrem profundo choque emocional de demorada recuperação.

Se formos surpreendidos com a morte dos nossos amores, não reclamemos de Deus.

Não nos desesperemos. Busquemos a prece uma vez mais e adquiramos serenidade na aceitação.

Nada que façamos ou digamos os fará retornar ao corpo físico que acabaram de abandonar.

No entanto, poderemos nos encontrar com eles toda vez que sonharmos, que pensarmos neles ou que a Deus entregarmos o nosso coração em preces.

Livro- Caminhos para o amor e a paz,
Cap.Acidentes automobilísticos pelo Espírito Ivan de Albuquerque, psicografia de Raul Teixeira,

A carne é fraca

Quando alguém procura uma desculpa para justificar suas fraquezas, é comum ouvirmos a afirmativa de que a carne é fraca.

A culpa, portanto, é da carne, ou seja, do corpo físico.

Esse é um assunto que merece mais profundas reflexões.

Hahnemann, criador da medicina homeopática, fez a seguinte afirmativa:

O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade?

Sábia consideração essa, pois encerra grandes verdades.

Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de cólera.

Quando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, não é a comida que excita o órgão do paladar, pois sequer está em contato com ele.

É o Espírito, cuja sensibilidade é despertada, que atua sobre aquele órgão através do pensamento.

Se uma pessoa sensível facilmente verte lágrimas, não é a abundância das lágrimas que dá a sensibilidade ao Espírito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secreção abundante das lágrimas.

Assim, um homem é músico não porque seu corpo seja propenso à musicalidade, mas porque seu Espírito é musicista.

Como podemos perceber, a ação do Espírito sobre o corpo físico é tão evidente que uma violenta comoção moral pode provocar desordens orgânicas.

Quando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a diarreia.

Outras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabeça, taquicardia, e até mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.

Quanto às disposições para a preguiça, a sensualidade, a violência, a corrupção, igualmente não podem ser lançadas à conta da carne, pois são tendências radicadas no Espírito imortal.

Se assim não fosse, seria fácil, pois não teríamos nenhuma responsabilidade pelos nossos atos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equívocos cometidos.

Toda responsabilidade moral dos atos da vida física competem ao Espírito imortal. Nem poderia ser diferente.

Assim, quanto mais esclarecido for o Espírito, menos desculpável se tornam as suas faltas, uma vez que, com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto.

Do livro Hahnemann,
o apóstolo da medicina espiritual, de Hermínio C. Miranda,

QUEM É BOM NÃO PRECISA SER BOBO.

Autor: Regis Mesquita

A maior dificuldade para as pessoas terem uma espiritualidade mais elevada é a falta de confiança na força das ações e sentimentos nobres.

Uma amiga minha me perguntou: porque as pessoas boas são sempre passadas para trás?

Eu respondi: “Quando você é bom, correto e justo é a certeza de que você não fará nada de errado contra os outros. Não é garantia de que os outros não farão nada de errado contra você. A pessoa boa deve aprender a se defender.”

Cada qualidade que você desenvolver te trará algumas facilidades. Se você for uma pessoa dinâmica, estará protegida da preguiça. Se você for honesta, estará protegida da tentação da ganância. Se você for honesto, não quer dizer que será dinâmico. Terá que desenvolver esta qualidade também.

A pessoa boa deve aprender a se defender da maldade. Ela mudou. Outras pessoas não mudaram e algumas até se aperfeiçoaram na maldade.

Todas as pessoas devem buscar a COMPLETUDE. Desenvolver qualidades em sequência e se tornarem cada dia mais evoluídos.

A completude surge quando:

1)   Você preserva suas qualidades. Por exemplo: o honesto deve se manter honesto e desenvolver novas qualidades.

2)   Você é capaz de olhar para si mesmo e encarar suas limitações. Somente assim surgirão novas qualidades.

3)   Você tolera perdas e desilusões. Esta tolerância é fundamental para não encher sua mente de traumas, raivas, mágoas, etc. Ao contrário, você deve fazer uma higiene mental. Deve libertar-se de raivas, mágoas e tristezas formadas no passado. A meta é estar livre para focar nos objetivos do presente.

Porque é importante esvaziar a mente de memórias negativas do passado?

Estas memórias (por serem muitas) conturbam e desgastam a mente da pessoa. Ao libertar-se delas, sua mente se aquieta e fica serena.

Quem tem a mente calma consegue planejar melhor a vida e se organizar com mais eficiência. Desta forma, consegue direcionar seus esforços para desenvolver as qualidades que mais necessita.  

A mente conturbada pela raiva, rancor, mágoa, ódio, é sempre mais limitada. É uma mente com mais dificuldade de buscar soluções. Desta forma, estas pessoas se envolvem mais facilmente em situações negativas.

A pessoa com paz no coração desenvolve sabedoria. A sabedoria gera muitas coisas boas e permite EVITAR PARTE das negativas. Mas, sempre acontecerão as situações negativas. O sábio saberá resolver e superar estes problemas. As pessoas raivosas ficarão ruminando o problema, terão mais problemas e serão menos capazes de solucioná-los.

À medida que a pessoa busca a completude e limpa seu interior, ele vai formando a Mente Neutra. Um dos melhores incentivos para ter a Mente Neutra é a maior capacidade de superar problemas e de evitá-los.

Este caminho NÃO é escolhido pela maior parte das pessoas. Seja por imaturidade, por crenças erradas ou por falta de bons exemplos, as pessoas desconfiam dele e o ABANDONAM facilmente.

Observe o exemplo a seguir:

Uma pessoa é assaltada. Ela mantém dentro de si os sentimentos negativos. Nestas situações, a maior parte dos brasileiros faz questão ALIMENTAR esta raiva dentro dela.

O que acontece quando você considera que manter sentimentos negativos seja o melhor? Quais as consequências desta atitude?

– sua mente estará se desgastando;

– ela ficará gestando outros sentimentos negativos (desânimo e cansaço, por exemplo);

– toda sua realidade atual ficará confusa (assalto é passado, mas o desânimo afetará o presente);

– o pior, este remoer não servirá nada para evitar outras situações negativas (outros assaltos);

– você estará se sabotando e dificultando os próximos passos da sua vida.

Aprenda:

– você pode se proteger estando com a mente em paz;

– você terá melhores condições de se proteger se estiver sereno e com a Mente Neutra;

– você tem tarefas tão importantes quanto se proteger. Você tem que construir o que é bom, nobre e eficiente. Boas escolhas são feitas com a mente calma.

– a maior recompensa frente as perdas que eventualmente acontecerem na sua vida sempre será se oferecer o melhor que há dentro de você.

Quanto mais completo você for, mais qualidades terá. A capacidade de construir o que é bom e nobre sempre aumentará se você se esforçar para desenvolver novas qualidades.

Ter mais qualidades não basta. Você deve preservá-las e usá-las sempre.

Sua grande tarefa na vida é usar o melhor que há dentro de você e persistir nesta escolha. Pode confiar! É o melhor caminho.

Autor: Regis Mesquita

Reflexão baseada nos ensinamentos do livro A Espiritualidade no Dia a Dia

Como atirar vacas no precipício

Um sábio passeava por uma floresta com seu discípulo, conversando sobre a importância dos encontros inesperados. De acordo com o mestre, tudo o que está diante de nós nos oferece uma chance de aprender ou de ensinar.

Quando cruzaram a porteira de um sítio que, embora bem localizado, tinha uma aparência miserável, o discípulo comentou: _ “O senhor tem razão. Veja este lugar… Acabo de aprender que muita gente está no paraíso, mas não se dá conta disso e continua a viver em condições miseráveis”.

_ “Eu disse aprender e ensinar – retrucou o mestre. _ Constatar o que acontece não basta; é preciso verificar as causas, pois só entendemos o mundo quando entendemos as causas”.

Bateram à porta da casa e foram recebidos pelos moradores: um casal e três filhos – todos com as roupas sujas e rasgadas.

_ “O senhor está no meio desta floresta, não há nenhum comércio nas redondezas – observou o mestre ao pai de família. _ Como sobrevivem aqui?”.

E o homem calmamente respondeu: _ “Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Parte desse produto nós vendemos ou trocamos, na cidade vizinha, por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte, produzimos queijo, coalhada e manteiga para o nosso consumo. E assim vamos sobrevivendo”.

O filósofo agradeceu a informação, contemplou o lugar por um momento e foi embora. No meio do caminho, disse ao seu discípulo: _ “Pegue a vaquinha daquele homem, leve-a ao precipício ali adiante e jogue-a lá embaixo”.

_ “Mas ela é a única forma de sustento da família! – espantou-se o discípulo”.

O filósofo permaneceu calado. Sem alternativa, o rapaz fez o que lhe pedia o mestre, e a vaca morreu na queda. A cena ficou gravada em sua memória.

Muitos anos depois, já um empresário bem sucedido, o ex-discípulo resolveu voltar ao mesmo lugar, contar tudo à família, pedir perdão e ajudá-los financeiramente.

Ao chegar lá, para sua surpresa, encontrou o local transformado num belíssimo sítio, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a humilde família tivesse precisado vender o sítio para sobreviver. Apertou o passo e foi recebido por um caseiro muito simpático.

_ “Para onde foi a família que vivia aqui há dez anos?” – perguntou.  

_ “Continuam donos do sítio!” – foi a resposta.

Espantado, ele entrou correndo na casa, e o senhor logo o reconheceu. Perguntou como estava o filósofo, mas o rapaz nem respondeu, pois se achava por demais ansioso para saber como o homem conseguira melhorar tanto o sítio e ficar tão bem de vida.

_ “Bem, nós tínhamos uma vaca, mas ela caiu no precipício e morreu” – disse o senhor.

_ “Então, para sustentar minha família, tive que plantar ervas e legumes. Como as plantas demoravam a crescer, comecei a cortar madeira para vender. Ao fazer isso, tive que replantar as árvores e precisei comprar mudas. Ao comprar as mudas, lembrei-me das roupas de meus filhos e pensei que talvez pudesse cultivar algodão. Passei um ano difícil, mas quando a colheita chegou, eu já estava exportando legumes, algodão e ervas aromáticas. Nunca havia me dado conta de todo o meu potencial aqui: ainda bem que aquela vaquinha morreu!”.

Agora reflita: Relacione as suas vaquinhas que te dão algo básico de sobrevivência e que te levam a rotina. Será este o momento e empurrá-las morro abaixo? 

(Referência: Como atirar vacas no precipício. Ed. Panda Books, 2000).

Colaboração:

Roseli Pinese Macetti

Master Coach e Consultora em Recursos Humanos na PERSORE – Desenvolvimento de Pessoas

O que vai, volta multiplicado

Um pobre fazendeiro escocês, enquanto tentava ganhar a vida para sua família, ouviu um grito de socorro vindo de um pântano próximo.

Ele largou as ferramentas e correu para o pântano.

Lá, ele encontrou um menino até a cintura no estrume negro e úmido, gritando e lutando para se libertar.

O agricultor salvou o menino do que poderia ser uma morte lenta e terrível.

No dia seguinte, uma carruagem elegante chegou à fazenda. Um nobre, elegantemente vestido, saiu e se apresentou como o pai do menino que o fazendeiro ajudou.

“Eu quero recompensá-lo”, disse o nobre.

“Você salvou a vida do meu filho.”

Não, não posso aceitar um pagamento pelo que fiz “, respondeu o agricultor escocês.

Naquele instante, o filho do fazendeiro chegou à porta da cabana.

“É seu filho?” perguntou o nobre.

“Sim”, o fazendeiro respondeu com orgulho.

– Eu proponho fazer um acordo. Permita-me fornecer a seu filho o mesmo nível de educação que meu filho irá gozar. Se o menino se parece com o pai, não duvido que ele cresça para se tornar o homem de que nós dois nos orgulharemos.

E o fazendeiro aceitou.

O filho do fazendeiro cursou as melhores escolas e com o tempo, formou-se pela Faculdade de Medicina do Hospital St. Mary, em Londres, ele passou a se tornar conhecido em todo o mundo como o renomado Dr. Alexander Fleming, o descobridor da penicilina.

Anos depois, o filho do mesmo nobre que foi salvo do pântano adoeceu com pneumonia …

O que salvou sua vida dessa vez? ….

Penicilina!

E você sabe qual era o nome do nobre?

Sir Randolph Churchill.

E o nome do filho dele? !

Sir Winston Churchill !!!

Alguém disse uma vez:

“O que vai, volta multiplicado”

Então trabalhe como se você não precisasse do dinheiro.

Ame como se você nunca tivesse se machucado.

Dance como se ninguém estivesse assistindo.

Cante como se ninguém ouvisse.

Viva como se fosse o paraíso na terra

Colaboração: @maeamormaior por Eliane Oliveira

instagram.com/mae.amor.maior

A indesejada das gentes

Já nos perguntamos, alguma vez, o que faríamos, se, repentinamente, uma doença cruel nos abraçasse e fosse decretada nossa sentença de morte?

Ou, se em plena atividade, a morte chegasse e nos arrebatasse?

A proximidade da morte já levou muitas mentes privilegiadas a refletir sobre a vida. Alguns transformaram essa reflexão em palavras.

O neurologista e escritor inglês Oliver Sacks, com câncer de fígado, aos oitenta e um anos, escreveu, em fevereiro de 2015, no jornal americano The New York Times:

Sinto-me intensamente vivo, e quero e espero, no tempo que resta, aprofundar minhas amizades, dizer adeus aos que amo, escrever mais, viajar. Se eu tiver forças, alcançar novos níveis de compreensão e entendimento.

Professor de neurologia e psiquiatria, estudioso de temas como percepção e consciência, escreveu ainda: Acima de tudo, fui um ser consciente, neste belo planeta, e só isso já foi um enorme privilégio e uma aventura.

Em sua carta-despedida confessou: Não posso fingir que não tenho medo, mas meu sentimento predominante é a gratidão.

Amei e fui amado, recebi muito e dei algo em troca, li, viajei, pensei, escrevi.

Pouco mais de seis meses depois, em agosto daquele ano, ele desencarnou.

Por sua vez, o escritor, educador, teólogo e psicanalista Rubem Alves, que morreu no ano de 2014, deixou uma carta para ser lida, em sua cerimônia fúnebre.

Escrita nove anos antes, além de reflexões sobre a terminalidade da vida, havia instruções para quando sua hora chegasse, como a declamação de poemas de autores que cantavam a morte.

Escreveu ele: Não tenho medo da morte, embora tenha medo de morrer.

O morrer pode ser doloroso e humilhante, mas para a morte tenho uma pergunta: Voltarei para o lugar onde estive sempre, antes de nascer, antes do Big Bang?

Durante esses bilhões de anos, não sofri e não fiquei aflito para que o tempo passasse.

Voltarei para lá até nascer de novo.

Adeus à vida sob o sentimento de gratidão, da revista Iátrico, nº 36, de agosto de 2017, ed. do Conselho Regional de Medicina do Estado doParaná,

12 lições espirituais que precisamos aprender a partir de 2020

Precisamos ouvir nosso coração para ler as mensagens invisíveis da vida

Todos nós estamos passando por tempos difíceis recentemente devido à pandemia e à crise econômica. Todo mundo foi atingido. Estamos presos em nossas casas. Milhões de pessoas estão perdendo seus empregos e correndo atrás de benefícios de desemprego. As empresas estão fechando ou diminuindo a velocidade, com um risco significativo de falência. O mundo parou. Eu quero fazer uma pausa para dar um passo atrás e contemplar para ver o que todos nós precisamos aprender nestes tempos difíceis para tornar nosso mundo melhor e mais feliz para todos. Porque tudo o que é visível é uma manifestação do invisível neste universo e sempre há mensagens espirituais para aprendermos em tudo o que é bom ou mau.

Aqui está uma lista do que meu coração está sussurrando para mim.

Observe que, quando se trata de questões espirituais e intangíveis, ninguém além de Deus pode dizer o que é a Verdade Absoluta . Porque nossos cinco sentidos estão limitados a um baixo espectro de percepção e não podemos perceber tudo. Portanto, essas são minhas deduções. É a intuição , nesses momentos, que sussurra em nossos corações as mensagens invisíveis da vida .

  1. Estamos todos no mesmo barco, não importa quem somos e de onde viemos. O vírus e a pandemia estão tratando a todos igualmente. Não é irônico ver que nós, humanos, ainda não podemos nos tratar igualmente devido ao nosso acúmulo emocional e preconceitos ? É hora de abandonar nossos apegos e tratar todos sob o mesmo sol igualmente. Todos nós viemos da mesma origem e membros da mesma raça humana.
  2. Somos interdependentes e interconectados . Veja a rapidez com que o vírus se espalhou por todo o mundo e desencadeou a crise econômica. Isso deve nos mostrar que a angústia e o sofrimento de outras pessoas em outra parte do mundo podem afetar a todos nós também e, portanto, precisamos cuidar uns dos outros e trabalhar para aumentar o bem-estar global .
  3. As fronteiras são ilusórias. Podemos ter limites físicos que criamos por nossos ancestrais e aqueles que estão no poder. Os cientistas dizem que o universo tem 2 trilhões de galáxias com 100–400 bilhões de estrelas em cada galáxia . Não é hora de reconhecer nossos medos e protecionismo desnecessário e deixá-los ir?
  4. Somos mais fortes quando estamos juntos. Agora, a fragmentada civilização humana se uniu contra um inimigo comum. Numerosos centros de pesquisa e empresas estão tentando encontrar uma cura. Precisamos de desastres para colaborar e ajudar incondicionalmente ?
  5. Podemos nos entender, se quisermos. Apesar de nossa tecnologia avançada e civilização moderna, nem todos podem se beneficiar delas ainda. Ainda há pessoas morrendo de fome em muitas partes do mundo quando muitas pessoas estão jogando comida ou comendo demais. Muitas crianças ainda não têm acesso à educação. Milhões de pessoas ainda vivem como escravos em algumas partes do mundo, enquanto nos países modernos criticamos os políticos por não cumprirem suas promessas financeiras. Não paramos e tentamos compreender a angústia e o sofrimento dos outros, a menos que algo grande venha e nos atinja a todos. Vamos acordar e ajudar uns aos outros.
  6. Consumimos em excesso os recursos limitados do mundo e é hora de resfriar o planeta . Desde que começamos a controlar as temperaturas no final do século 19, o mundo ficou mais quente em mais de 1 Celsius. Em 2030, espera-se que chegue a 2 Celsius , o que será um limiar significativo para as mudanças climáticas . Nossa civilização e a maneira como vivemos mudarão, a menos que possamos desacelerá-la. Veja como as baleias estão visitando nossas costas agora, desde que ficamos presos em casa. O reino animal está nos dando uma mensagem.
  7. Precisamos diminuir o ritmo, e menos é mais. O capitalismo nos ensinou a ser mais rápidos, desfrutar mais, proteger os bens pessoais e consumir mais para aproveitar a vida. Uma cultura de velocidade, prazer e consumo nos escravizou e nos capturou em ilusões materiais . Ele nos separa de nossas origens sagradas e potencial divino, enquanto colocamos dinheiro na frente de tudo. Essa abordagem está confundindo nosso coração e nossa consciência.Não nos ouvimos. Nem sabemos a cor dos olhos de muitas pessoas que encontramos em um dia. Estamos comendo rápido e mais do que o suficiente; também insalubre. Estamos cansados ​​de trabalhar e trabalhar e temos menos ou nenhum tempo para a família e amigos. Nós nos socializamos não para aprender uns com os outros, mas para obter benefícios pragmáticos, financeiros e mundanos. Vamos diminuir o ritmo. Só existe uma vida .
  8. Tudo no mundo é para pessoas. Olhe para as ruas vazias sem multidões. As escolas estão vazias sem o riso de nossos filhos. As áreas sociais estão vazias, sem música e diversão. Sem pessoas, não há vida ou cor no mundo . Então, é melhor nos tratarmos bem.
  9. Precisamos abandonar nossos apegos. As ferramentas e processos que criamos para nosso bem-estar nos tornaram seus escravos. Somos escravos de nossos smartphones, mercados financeiros, reconhecimento e reputação, títulos e posses. Não vamos idolatrá-los. Ainda podemos possuí-los, mas sem apego. Isso é desapego .
  10. Precisamos de governos sociais protegendo o bem-estar das pessoas. Quando se trata de economia de mercado , os estilos de governo diferem entre os EUA, Canadá e Europa. Especialmente nos Estados Unidos, o individualismo tem sido o principal impulsionador das liberdades e do bem-estar. Mas, uma crise tão grande com enormes impactos econômicos nos mostra a necessidade de mais governos sociais e de aplicar um modelo de economia mista . Caso contrário, pessoas e empresas irão à falência sem o apoio do governo. Os sistemas de aposentadoria e saúde precisam ser melhorados e renovados para que as pessoas tenham paz de espírito.
  11. A fé e a ciência podem coexistir. abordagem empírica, determinista, reducionista e racional da ciência nos deu nossa tecnologia avançada e também aumentou nossa arrogância . Esquecemos nossa Fonte Única mais e mais a cada dia à medida que nos sentimos mais fortes porque estamos no topo da cadeia alimentar do mundo. Quando as pessoas enfrentam eventos dramáticos na vida, a quem elas oram? Pelo contrário, a fé não será suficiente para encontrar a cura para a pandemia, e precisamos da ciência. É hora de a ciência e a religião lutarem e, em vez disso, se aceitarem e se abraçarem.
  12. A mente não é suficiente para viver plenamente; também precisamos do coração. Nosso modo individualista de viver nas sociedades ocidentais nos faz rejeitar ou esquecer a importância do coração. Todos nós amamos e sentimos emoções fortes , mas quando se trata de perceber o mundo também com nossos corações, rejeitamos o coração. Apesar de um alto QI, precisamos de QE e QS para viver uma vida feliz e engajada enquanto lemos as mensagens invisíveis da vida. O mundo é um teatro dualístico para aprendermos. É uma plataforma de ganhos para nossas almas imortais, e a vida nos mostra os caminhos por meio de nossos corações. No entanto, a mente sozinha não pode ser suficiente para ler as mensagens porque apenas 6% da nossa mente está consciente; o resto é um subconsciente repleto de maneiras aprendidas de reagir. É hora de abrir nossos corações.

Tenho certeza de que a lista pode continuar indefinidamente, mas preciso parar por aqui. Todos podem certamente adicionar mais a esta lista e enriquecer o conteúdo. Ouça seu coração para ler as mensagens invisíveis da vida.

Kenan Kolday K

O cálice das pérolas

Era uma vez… As histórias maravilhosas começam assim. Não importa o tamanho delas. Se começam por era uma vez, são sempre maravilhosas.

Pois era uma vez um homem. Um homem pobre que de precioso só tinha um cálice.

Nele, ele bebia a água do riacho que passava próximo à sua casa. Nele, bebia leite, quando o conseguia, em troca de algum trabalho.

Era pobre, mas feliz. Feliz com sua esposa, que o amava. Feliz em sua pequena casa, que o sol abraçava nos dias quentes, tornando-a semelhante a um forno.

Feliz com a árvore nos fundos do terreno, onde escapava da canícula.

Saía pelas manhãs em busca de algum trabalho que lhe garantisse o alimento a ele e à esposa, a cada dia.

Assim transcorria a vida, em calma e felicidade. Nas tardes mornas, quando retornava ao lar, era sempre recebido com muita alegria.

Era um homem feliz. Trazia o coração em paz, sem maiores voos de ambição.

Então, um dia… Sempre há um dia em que as coisas acontecem e mudam o rumo da história.

Pois, nesse dia, nem ele mesmo sabendo o porquê, uma lágrima caiu de seus olhos, dentro do cálice.

De imediato, o homem ouviu um pequeno ruído, como de algo sólido, que bateu no fundo do recipiente.

Olhou e recolheu entre os dedos uma pérola. Sua lágrima se transformara em uma pérola.

Então, o homem pensou que poderia ficar muito rico se chorasse bastante.

Como não tinha motivos para chorar, ele começou a criá-los. Precisava se tornar uma pessoa triste, chorosa, para enriquecer.

Com o dinheiro da venda das pérolas pensava comprar lindas roupas para sua esposa, uma casa mais confortável, propriedades, um carro.

E assim foi. Ele começou a buscar motivos para ficar triste e para chorar muito.

Conseguiu muitas riquezas. Ele poderia tornar a ser feliz. No entanto, desejava mais.

As pequenas coisas que antes lhe ofertavam alegrias, agora, de nada valiam.

Que lhe importava o raio de sol para se aquecer no inverno? Com dinheiro, ele mandou colocar calefação interna em toda sua residência.

Por que aguardar os ventos generosos para arrefecer o calor nos dias de verão? Com dinheiro, ele pediu para ser instalado ar condicionado em toda a sua casa.

E no carro, e no escritório que adquiriu para gerir os negócios que o dinheiro gerara.

E a tristeza sempre precisava ser maior. Do tamanho da ambição que o dominava.

Nunca era o bastante. Os afagos da esposa, no final do dia e nos amanheceres de luz deixaram de ser imprescindíveis.

Ele não podia perder tempo. Precisava chorar. Precisava descobrir fórmulas de ficar mais triste e derramar mais lágrimas.

Finalmente, quando o homem se deu conta, estava sem esposa, sem amigos. Só… com seu dinheiro, toda sua imensa fortuna.

Chorando agora, estava tão desolado, que nem mais se importava em despejar o dique das lágrimas no cálice.

A depressão tomara conta dele e nada mais tinha significado.


Pois é….Toda moeda tem dois lados.

<<< Do livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini,
ed. Nova Fronteira.

Vale a pena ser mãe

Ela era jovem e cheia de sonhos. Quando a gravidez se confirmou, plenificou-se de felicidade.

Ela era amada, tinha um lar, e agora um filhinho viria coroar de maiores alegrias a sua vida.

Idealizou, junto com o marido, como seria aquele bebê que se formava, em sua intimidade.

Passou a deter o olhar em vitrines com maior vagar. Vitrines com roupas de bebê, carrinhos, berço, enfim tudo que pudesse compor um quartinho especial para o amor do seu amor.

Algo, contudo, viria empanar a sua felicidade e colocar cores escuras em seus sonhos.

Em um dos exames preliminares, foi-lhe dito que seu bebê apresentava uma dificuldade. Em verdade, uma séria dificuldade.

Ele era anencéfalo. Não tinha cérebro. A orientação foi que ela abortasse.

Adriana chorou muito. Seu marido também. Embora lhe fosse acenada a possibilidade de abortar, pois ao nascer, o bebê não viveria senão algumas horas, ela hesitou.

Portadora da crença na Imortalidade da alma, nas vidas sucessivas, sabedora dos objetivos da reencarnação, tomou uma decisão.

Ela não abortaria. Seu bebê viveria o mais possível, a depender da sua disposição e coragem. E se assim decidiu, seu marido a apoiou.

Foram noites de muitas lágrimas. Noites de incertezas, de dúvidas, de pesar.

Afinal, eles desejavam tanto um bebê, um filho para amar, acarinhar, ver crescer.

E seu filhinho não viveria para isso.

Surpreendentemente, dois meses depois desse diagnóstico, um novo exame revelou algo diferente: seu bebê não era anencéfalo.

O ultrassom detectou o cérebro e apontou que o problema do feto era o não fechamento neural. Um problema que poderia ser corrigido cirurgicamente.

Adriana deixou que as lágrimas lhe lavassem as faces e a alma. Foi um alívio momentâneo, porque logo depois veio o outro diagnóstico.

A sua filhinha era portadora de uma cardiopatia.

Sim, um procedimento cirúrgico poderia resolver.

Assim, a jovem grávida foi encaminhada para um hospital e recebeu acompanhamento médico até o final da gravidez.

Rafaela nasceu de parto cesariana no dia 1º de janeiro de 2005. Era como se desejasse anunciar um novo ano com sua presença.

Nasceu no mesmo dia e no mesmo horário em que seu pai nascera.

Era um presente maravilhoso, consideraram os pais.

É a própria Adriana que conta, com palavras emocionadas: Fizemos tudo para que ela sobrevivesse.

Mas de tudo que esperávamos, foi realmente o melhor da forma como tudo aconteceu.

Rafaela ficou no hospital. Só meu marido e eu podíamos entrar para vê-la.

E a cada vez que a visitávamos fui percebendo que aqueles eram momentos só nossos de conhecê-la.

Rafaela desencarnou no dia 17 de janeiro.

De tudo isso aprendi que o amor é o mais importante. Se realmente o diagnóstico mudou, porque mudou, não sei.

O que sei é que valeu cada minuto ao lado de minha filha.

Hoje, que os dias já acalmaram a dor da separação, tenho sonhado com minha filhinha.

Ela me parece uma criança feliz e agradecida por tudo que passou.

E eu, eu agradeço a Deus a oportunidade de ser mãe de Rafaela.

Minha mensagem a todas as mulheres é que não desistam de serem mães, acima de tudo.

Vale a pena!

Redação do Momento Espírita, baseado em fato
narrado pelo Dr. Laércio Furlan, da AME-PR.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 18, ed. FEP.
Em 6.5.2020.

UM ERRO QUE VOCÊ DEVE EVITAR NA SUA ATUAL ENCARNAÇÃO

Abaixo vou revelar uma ATITUDE NEGATIVA muito comum e prejudicial.

Preste atenção, porque ela atrapalha muito o desenvolvimento da verdadeira espiritualidade.

Adolescentes (e adultos) têm que lutar para retomar o comando de suas mentes. Eles precisam dizer: “eu mando em mim, não o grupo.”

A cultura é composta por uma quantidade incrível de regras e modelos; quando a pessoa incorpora estas regras e modelos sobra muito pouco espaço para a expressão PESSOAL E ESPONTÂNEA (que é a melhor forma para o “espírito se expressar”).

A mente humana não funciona bem quando está estressada por tantos conteúdos que são estranhos aos interesses do espírito.

O resultado é que DIMINUI a capacidade de aprendizado e também a sensibilidade (fundamental para perceber as emanações que vem do “fundo da alma”).

O excesso de regras, informações e crenças dificulta a experiência da espiritualidade.

Uma sociedade composta de pessoas imaturas cria muitas crenças imaturas, parciais, incompletas ou erradas. Elas confundem a consciência e complicam a evolução espiritual.

Tudo fica mais complicado quando a mente está conturbada por causa do que “chega de fora”.

A confusão aumenta ainda mais quando a pessoa REAGE ao exterior se transformando em uma “máquina que não para de desejar”. [ A pessoa que age assim tem a MENTE REATIVA.  ]

Atingir a paz na mente e ter maior experiência espiritual significa, em grande parte, expulsar de nossas mentes estas regras e modelos externos.

Para que o nosso Eu mais profundo (o espírito) possa se manifestar mais fortemente é necessário ESVAZIAR A MENTE do que vem de fora.

Preste atenção: a sua originalidade tem que aflorar. O que é único em você, que vem do seu espírito, tem que se manifestar com mais intensidade.

Você é único! Suas necessidades são únicas. Você é diferente!

Aceite: você é diferente! Sua insegurança é que te faz ter medo da opinião dos outros.

Lá no fundo você tem medo de ser ridicularizado, desprezado, envergonhado, largado, abandonado, rejeitado.

Por isto, você se agarra ao que é externo; assim você SE DISTANCIA do que vem do fundo da sua alma.

O resultado é que você DIMINUI A CONEXÃO entre a sua consciência e as emanações que vem do seu espírito.

Ao diminuir esta conexão, tudo fica mais complicado e difícil na sua evolução espiritual.

Concluindo:

quando você segue os SINAIS que vem do seu espírito, a sua vida se torna única (diferente).

O preço por não seguir o próprio espírito é NÃO ser você mesmo.

A consequência será PERDER o melhor que há dentro de si.

Pessoas imaturas se sentem inseguras ao seguir o que vem do interior.

O resultado é que a falta de sabedoria (a imaturidade) faz as pessoas confiarem excessivamente no que vem do exterior (buscam modelos externos e desprezam “a luz” que vem do interior).

Você tem suas próprias missões de vida, suas próprias vocações e um espírito ativo.

Você precisa se CONECTAR a este “mundo interior” para que as situações da vida sejam transformadas em experiências profundas.

Será através desta conexão que você subirá os degraus da sabedoria e conquistará muita força interior.

Retome o comando da sua mente. Não siga o grupo, não siga a sociedade.

Siga o melhor que há DENTRO de você.

Você será diferente e construirá uma vida com muita sabedoria. Você será diferente e encontrará quem queira estar ao seu lado te aceitando exatamente como você é.

Mostre para o mundo o seu melhor. Você é diferente! Você é único!

Aproveite suas potencialidades e qualidades para construir um bom caminho.

Seu espírito está ativo, vibrando e auxiliando. A conexão dele com a consciência PRECISA ser ampliada.Evite o erro de muitos! Reforce a conexão entre sua consciência e o espírito que você é.

Autor: Regis Mesquita

https://www.instagram.com/regismesquita1/

Dois amigos no deserto

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto. Em um determinado ponto da viagem, eles discutiram, sendo um deles esbofeteado e ofendido. Sem nada mais a dizer, ele escreveu na areia: “hoje meu melhor amigo me bateu no rosto”.

Seguiram e chegaram a um oásis, onde resolveram tomar banho. O amigo que havia sido esbofeteado começou a se afogar e foi salvo pelo outro. Ao se recuperar, o que quase se afogou pegou um estilete e gravou em uma pedra: “hoje meu melhor amigo salvou-me a vida”.

Intrigado, o amigo perguntou:

– Por que depois que te bati você escreveu na areia, mas agora escreveu na pedra?

Sorrindo, o outro amigo respondeu:

– Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, porque o vento do esquecimento e do perdão se encarregarão de apagar, mas quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória e do coração, porque vento nenhum do mundo tem poder de apagar.

Só é necessário um minuto para simpatizar com alguém, uma hora para gostar de alguém e um dia para querer o bem a alguém, mas é preciso de toda uma vida para que possa esquecê-lo.

A viagem continua

Não admitas que desalento e azedume te anulem a confiança em Deus e em ti mesmo…
Estamos todos num curso de aperfeiçoamento espiritual valendo por viagem difícil para os Cimos da espiritualidade.
Toda subida exige suor.
Se já retiraste do vale, no encalço dos montes dedicados ao conhecimento superior, onde se te descerrarão novas luzes segue adiante e não desanimes.

Terás talvez perdido certas preciosidades.
Não te impressiones.
Sabes que os Mensageiros da Luz te esperam à frente e não se te faria possível alcança-los sob o peso de bagagem excessiva.

Provavelmente, sofreste o afastamento de amigos.
Não te aflijas.
Seguindo sempre, obterás mais facilmente as condições precisas a fim de auxilia-los para que se te reinstalem na equipe.

Pessoas amadas resolveram descansar, sem necessidade, nas margens da senda, impondo-te o desapontamento da separação temporária.
Não te incomodes.
Todas elas serão compelidas pelas circunstâncias a retomarem o caminho.

Sugestões de imaginária fadiga te empalidecem o ânimo.
Não te deixes abater por impressões negativas.
Trazes contigo o manancial da fé, sobre o qual se te apóia sustentação na jornada.

A morte, em vários casos, te haverá furtado a presença alentadora de alguém, cujo carinho te escorava a sensibilidade no dia-a-dia.
Não te interrompas, porém.
Essa criatura se adiantou na estrada, de modo a aguardar-te, com mais riqueza de amor, no Mais Além.

Haja o que houver, não te detenhas na subida escabrosa porque a viagem continua, independentemente de nossa própria vontade, e essa viagem é a própria vida que Deus nos concede a cada um para que, gradativamente, nos desfaçamos de qualquer sombra na conquista da luz.

EMMANUEL
(Do livro “Linha Duzentos”, Francisco Cândido Xavier)

Colaboração: Silvia Gomes

Estudo de Harvard revela os ingredientes para a verdadeira felicidade

Em uma palestra recente do TED, o psiquiatra Robert Waldinger descreveu alguns dos segredos da felicidade, que foram revelados em um estudo de Harvard de 75 anos lançado recentemente .

Aparentemente, devemos valorizar o amor acima de tudo. É a principal coisa na vida que nos traz felicidade. Depois de ver o que realmente fez as pessoas felizes ao longo de três quartos de século, você não precisará presumir o que o fará feliz e poderá mudar seus hábitos.

O psiquiatra George Vaillant, que liderou o estudo de 1972 a 2004, escreveu sobre esse importante estudo com humor. Ele disse: “Os 75 anos e 20 milhões de dólares gastos no Grant Study apontam (…) para uma conclusão direta de cinco palavras: ‘Felicidade é amor. Ponto final.’ “

O estudo acompanhou dois grupos de homens brancos: 268 alunos do segundo ano de Harvard fizeram parte do “Grant Study” liderado pelo psiquiatra de Harvard George Vaillant e 456 garotos de 12 a 16 anos que cresceram no centro de Boston fizeram parte do “ Glueck Study ”liderado pelo professor da Harvard Law School Sheldon Glueck.

Os pesquisadores entrevistaram os homens sobre seus empregos, relacionamentos e saúde ao longo de 75 anos.

A maior lição do estudo foi a revelação de que os relacionamentos nos trazem mais alegria. Bons relacionamentos nos trazem mais felicidade.

Fonte: https://funnelwide.com/

Treze motivos para você ficar

Um coração de mãe escreveu uma carta para a jovem filha que acabara de atentar contra a própria vida. E a intitulou: Treze motivos para você ficar.

Filha, imagino que você tenha pensado muito antes de tomar essa decisão. Que tenha buscado acabar com uma dor enorme, cujo tamanho não consigo imaginar.

No entanto, assinalo aqui, de forma muito objetiva algumas razões, alguns motivos para você ficar.

Primeiro: você parou para pensar como ficaremos todos nós se você partir antes da hora? Quão destroçados ficarão nossos corações, os corações que a amam tanto? Pois é… Você tenta acabar com uma dor e cria para nós uma maior ainda.

Segundo: Será que é hora de desistir? Faz tão pouco tempo que você chegou. Menos de duas décadas. Olhe quantos anos tem pela frente. Seu livro ainda está nos primeiros capítulos. Não podemos julgar o livro todo pelas primeiras páginas.

Terceiro: olhe para trás e veja tudo que já venceu, tudo que a trouxe até aqui. Todas as adversidades enfrentadas são vitórias. E uma vida de vitórias não deve ser enxergada com olhos de desânimo.

Quarto: você nos inspira todos os dias. Você é nosso exemplo. E saiba que de outras pessoas também.  Precisamos de exemplos nesse mundo para liderar, para seguir à frente de todos abrindo caminhos!

Quinto: nossa vida foi mais feliz depois que você chegou. Sei que parece conversa clichê de pai e de mãe – como vocês jovens dizem – mas é a mais pura verdade. Você trouxe alegria, vontade de viver para toda nossa família.

Sexto: você ainda precisa ser médica, ser cantora, professora, veterinária, consultora de moda, massoterapeuta – enfim, o que quiser ser profissionalmente, pois o futuro está aberto para você.

Sétimo: lembre quantos momentos deliciosos passamos juntos com nossa família, você com seus sobrinhos pequenos, eles adorando brincar com a tia mais velha. E quantos desses momentos ainda podemos ter!

Oitavo: andar na areia da praia. O mar com sua majestosa segurança nos convida a ter serenidade, mostrando que tudo vai e vem, que a vida é feita de marés altas e baixas controladas por forças invisíveis e grandiosas.

Nono: você ainda precisa ser mãe. Sei que você deseja. Não tenha pressa, mas tenha certeza que será a mais bela experiência da sua vida.

Décimo: você ainda precisa aprender a dirigir para me levar por aí de carro, como prometeu, lembra?

Décimo primeiro: viajar. Se você quer tanto conhecer o mundo, outras culturas, outros lugares, planeje-se e estruture-se para isso.

Décimo segundo: você nunca estará sozinha.

Décimo terceiro: finalmente, não antecipe a sua partida porque queremos, seu pai e eu, estarmos lá para recebê-la quando chegar, de verdade, a sua vez de partir.

*   *   *

Esperamos, sinceramente, que a carta tenha tocado o mais profundo da alma dessa filha.

Os tempos são de lutas. Na qualidade de pais, não esmoreçamos.

Os bons Espíritos atuam sobre nós para nos auxiliar a salvar esses que sofrem dores terríveis no mundo e que insistem em se evadirem pela porta falsa do suicídio.

Estejamos atentos. O Senhor segue conosco.

Redação do Momento Espírita
Em 19.3.2021.

www.livrariamundoespirita.com.brw

Pode isso, Arnaldo

“Quero assistir ao sol nascer

Ver as águas dos rios correr

Ouvir os pássaros cantar

Eu quero nascer

Quero viver”  (Cartola)

Cartola, um dos maiores sambistas da história do Brasil. Compositor de letras que tocam diretamente na alma. Mesmo quem não gosta do estilo musical, não tem como negar a grandeza poética de suas composições. Foi aos 66 anos que gravou o primeiro disco e tornou possível que ainda hoje tantas pessoas possam ouvir suas belas canções.

Eu não sei vocês, mas já ouvi tantas pessoas  relatarem que desistiram de fazer algo novo por causa da idade. Muitos inclusive já se sentem velhos aos 30. Pode isso, Arnaldo?

Acontece que a sociedade estabelece alguns padrões que por muitas vezes se tornam fatores de opressão. Quando menos percebemos já estamos agindo inconscientemente pautados pelas “regras da idade.”

É como se a vida tivesse que seguir uma “receita” exata, onde cada realização está relacionada com uma determinada idade..Nós, espíritos em jornada num mundo de provas e expiações nos deixamos levar pelos anseios do tempo. Sem ao menos nos atentarmos que o tempo é relativo.

 Na Bíblia, em Eclesiastes há um texto atribuído ao  Rei Salomão, que traz uma preciosa lição sobre o tempo.

“ Tudo tem o seu tempo determinado, e que há tempo para todo o propósito sob o céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer. Tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou. Tempo de derrubar, e tempo de edificar. Tempo de chorar, e tempo de rir ou de dançar.Tempo de abraçar, e tempo de afastar-se.  Tempo de buscar, e tempo de perder. Tempo de guardar, e tempo de lançar fora. Tempo de rasgar, e tempo de costurar.Tempo de calar, e tempo de falar.”

Tudo acontece no tempo certo meus amigos. Não se sintam “adiantados” e nem “atrasados”. Aproveitem as oportunidades e desfrutem as alegrias das suas realizações. Não importa se estão no auge da mocidade ou já cultivando a sabedoria do cabelos brancos. Sejam felizes hoje. Ajam, façam, realizem e sigam em frente.

A vida é um presente de Deus. A cada dia nos é concedido uma nova oportunidade, um novo recomeço. No livro Alma e Coração, Emannuel nos traz um reflexão através da psicografia do querido Chico Xavier:

“Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções. Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde demais!”

Lembrem-se sempre disso: Nunca é tarde demais!

“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”

(Jean Cocteau)

Elen de Souza – @elensouzaalarca

Fontes de pesquisa: Chico Xavier, livro Alma e Coração

Bíblia online

Tenhamos paz

Se não é possível respirar num clima de paz perfeita, entre as criaturas, em face da ignorância e da belicosidade que predominam na estrada humana, é razoável procure o aprendiz a serenidade interior, diante dos conflitos que buscam envolvê-lo a cada instante.
Cada mente encarnada constitui extenso núcleo de governo espiritual, subordinado agora a justas limitações, servido por várias potências, traduzidas nos sentidos e percepções.

Quando todos os centros individuais de poder estiverem dominados em si mesmos, com ampla movimentação no rumo do legítimo bem, então a guerra será banida do Planeta.
Para isso, porém, é necessário que os irmãos em humanidade, mais velhos na experiência e no conhecimento, aprendam a ter paz consigo.
Educar a visão, a audição, o gosto e os ímpetos representa base primordial do pacifismo edificante.
Geralmente, ouvimos, vemos e sentimos, conforme nossas inclinações e não segundo a realidade essencial. Registramos certas informações longe da boa intenção em que foram inicialmente vazadas e, sim, de acordo com as nossas perturbações internas. Anotamos situações e paisagens com a luz ou com a treva que nos absorvem a inteligência. Sentimos com a reflexão ou com o caos que instalamos no próprio entendimento.

Eis por que, quanto nos seja possível, façamos serenidade em torno de nossos passos, ante os conflitos da esfera em que nos achamos.
Sem calma, é impossível observar e trabalhar para o bem.
Sem paz, dentro de nós, jamais alcançaremos os círculos da paz verdadeira.

Emmanuel / Chico Xavier

Calma

Se você está no ponto de estourar mentalmente silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é uma bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.

Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma,
pedindo o serviço por solução 

André Luiz / Chico Xavier

Mexa-se

Estou ouvindo repetidas vezes de meus pacientes, aqui na Clínica Ser Uno, a sensação de cansaço, desânimo, fôlego curto, irritação, vontade de parar com tudo, problemas cognitivos. Amigos, o magma planetário está movendo-se mais, o tempo, em decorrência, está “apressado”.

2021 será um ano mais curto. Contudo, essa movimentação toda altera a grade energética da Terra, mexe com todos os seres vivos daqui. Nós, humanos, sentimos sem ver ou ouvir. Acrescesse a isto todos os ônus da pandemia que, em diferentes níveis, acomete a todos nós, mesmo os incríveis negacionistas da verdade. Mas, estamos, sim, sobrecarregados, emocional, energeticamente e nosso corpo físico acusa, violentamente tudo isso. Isso sem falar na procrastinação que está tão epidêmica quanto o covid-19.

Nada há de mais autossabotador que a procrastinação. Por que viver no limite? Por que precisamos tanto de adrenalina? E, ainda por cima, esse calor maluco! Mas, estamos muito necessitados dessa irradiação solar que queima os miasmas, extraordinariamente, densos. Então, como evitar os efeitos nocivos que estamos vivendo? Com MOVIMENTO!!! Fazer exercícios físicos, dentro dos limites pessoais, da extrema responsabilidade para com os demais, mesmo para com os impensáveis negacionistas da verdade. CAMINHAR, PILATES, TAI-CHI, AMARELINHA, ARREMESSO DE BOLA DE MEIA, ETC., TUDO AJUDA, SEMPRE AJUDA, SÓ AJUDA. A movimentação do corpo é movimentação de energia nossa. Estamos muito necessitados dessa movimentação sadia. Longe de nós se vá o medo. Mais longe ainda o desânimo. E, como sempre, mais que nunca: JESUS NO LEME!

De: Dra. Mônica de Medeiros

Fonte: https://www.facebook.com/profile. php?id=100017633641968

Responsabilidade

Praticamente todos os dias vejo publicações nas redes sociais, prometendo que um papiro encontrado nas pirâmides resolve todos os seus carmas; que o passe espiritual ou “exorcismo” vai resolver sua vida inteira ou que a pulseira com as pedras x, y, z o livrará para sempre das energias negativas, ou o colar feito com o cristal X atrairá o seu verdadeiro amor; que carregar a pedra Y afastará todos os seus inimigos, etc, etc. Fico me perguntando como tem gente que acredita em tudo isso, que dá ibope a crendices onde o principal aspecto é acreditar que uma coisa, objeto, ou pessoa fará o que só o próprio indivíduo precisa fazer.

Não interessa quanta energia alguém passe para você, seja lá sob o método que for, essa energia atuará no seu organismo de acordo com a permissão, inteligência e necessidade do seu próprio organismo e não de acordo com a vontade ou anseio de verdade: só você pode modificar sua energia, e consequentemente o que você atrai para você; só você pode trabalhar o seu carma e as aprendizagens que ele contém, e veja bem, ninguém, ninguém mesmo pode fazer sua parte, ok?

Pense como a natureza é sábia: alguém pode tomar remédio por você, alguém pode dormir ou comer por você? Pois é, o resto segue a mesma regra. Acorde e assuma a responsabilidade por si mesmo!!! “A verdadeira sabedoria está na essência da alma e não em objetos ou mensagens escritas. Aprenda a silenciar e atingir a totalidade de sua conexão com o Divino Agora!”. . Abraços!

Lourdes Possatto Psicóloga, terapeuta e escritora

Será que a morte é sinônimo de “descanso”?

Muitas vezes, quando uma pessoa morre, sempre há quem diga, resiliente: “fulano agora vai descansar”. Mas se a morte do corpo não significa o fim da vida do espírito, será que vamos descansar “do lado de lá”?

Matheus Preto, trabalhador do Centro de Educação Espírita Boa Nova, concorda que a vida terrena é mesmo trabalhosa e gera cansaço no corpo físico – findado com a morte desse corpo. No entanto, o espírito, sem o peso da matéria, não sente essa necessidade de descanso, tanto que após a transição do desencarne ele retoma suas atividades no plano espiritual, como narra André Luiz na obra Nosso Lar.

De: Jader Hoffmeister

Coronavírus não pode matar nosso espírito

Eu venho do Levante, uma parte deste mundo famosa por suas rodadas aparentemente intermináveis ​​de derramamento de sangue e conflitos sectários.

Como em outros lugares, o coronavírus trouxe grande angústia para esta região, especialmente para aqueles que ainda sofrem os efeitos da guerra, deslocamento e pobreza.

Mas o vírus teve outro efeito, talvez inesperado – trouxe quase milagrosamente um nível de igualdade e camaradagem que eu nunca tinha visto antes.

Parece que essa crise tem o poder de atravessar todas as nossas diferenças políticas, religiosas, étnicas e culturais.

No Líbano, onde moro agora, uma crise econômica afetou todo o país desde outubro de 2019, com centenas de empresas forçadas a fechar e dezenas de milhares de pessoas perdendo seus empregos. Apesar disso, campanhas de arrecadação de fundos lideradas por cidadãos foram lançadas para apoiar serviços médicos, equipes e hospitais na luta contra o coronavírus.  

Os três principais canais de TV libaneses também se empenharam nessas campanhas, com reportagens noturnas e transmissões ao vivo mostrando como pessoas de todas as classes sociais, tanto ricas quanto pobres, doam o que podem para essas iniciativas. Até as crianças estão enviando seu dinheiro de bolso para ajudar nesta emergência nacional. Até agora, quase 20 milhões de dólares americanos foram coletados de pessoas comuns para apoiar o trabalho médico que salva vidas.

No Iraque, manifestantes marcham nas ruas desde outubro de 2019, exigindo seus direitos e uma chance de uma vida melhor.

Eles foram recebidos com repressão estatal e brutalidade policial; muitos ficaram feridos e muitos morreram. Mas agora, em face desta nova crise, os manifestantes cessaram seus protestos e agora estão cooperando ativamente com o governo que há apenas algumas semanas tentava silenciá-los.

Os jovens deixaram de exigir mudanças políticas e passaram a ser ativistas sociais, canalizando suas energias para aumentar a conscientização pública sobre a doença online e fazer campanha por medidas econômicas para aliviar a pressão sobre as pessoas comuns.

Enquanto as oposições políticas, governos e regimes iraquianos estão trabalhando juntos contra essa ameaça global em um espetáculo muito raro.

Em outros lugares, as circunstâncias desta emergência levaram os regimes linha-dura a aliviar as medidas autoritárias. No Irã, por exemplo, milhares de presos, incluindo muitos presos políticos, foram libertados da prisão.

Não há dúvida de que tais ações também são conduzidas por conveniência; mais fácil libertar os detidos de condições miseráveis ​​e superlotadas do que instituir medidas decentes de higiene e cuidados. E em muitas partes da região do Oriente Médio e do Norte da África – na Síria, Iêmen, Líbia – a quase completa ausência de serviços de saúde pública significa que as comunidades não têm outra opção a não ser fazer o melhor para ajudar a si mesmas.

O estilo de vida que nós, como indivíduos, grupos ou mesmo estados, desenvolvemos nas últimas décadas – com base no rápido crescimento econômico e no desenvolvimento acelerado – fez o mundo parecer menor, mas simultaneamente tirou muitos de nós de nosso senso de comunidade.

Era insustentável. Nossas diferenças se tornaram maiores do que nossas semelhanças, e usamos nossas tecnologias desenvolvidas e sistemas internacionais para acumular e lutar pelo poder.

É trágico que essa pandemia terrível possa ter sido necessária para perceber que a cooperação é uma parte tão vital de nosso futuro. Se as pessoas de todo o mundo podem se unir para responder a uma provação universal, deve ser possível, quando esta crise passar, avançar com um novo espírito para resolver pacificamente nossos desafios e diferenças.

Nabil Khoury é o Diretor do Programa do IWPR para o Iraque.

Estamos todos na fila…..

A cada minuto alguém deixa esse mundo pra trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente.
Não dá pra voltar pro “fim da fila”. Não dá pra sair da fila. Nem evitar essa fila.
Então, enquanto esperamos a nossa vez:
Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra.
Tenha um propósito.
Motive pessoas !!
Elogie mais, critique menos.
Faça um “ninguém” se sentir um alguém do seu lado.
Faça alguém sorrir.
Faça a diferença.
Faça amor.
Faça as pazes.
Faça com que as pessoas se sintam amadas.
Tenha tempo pra você.
Faça pequenos momentos serem grandes.
Faça tudo que tiver que fazer e vá além.
Viva novas experiências.
Prove novos sabores.
Não tenha arrependimentos por ter tentado além do que devia, por ter valorizado alguém mais do que deveria, por ter feito mais ou menos do que podia.
Tudo está no lugar certo.
As coisas só acontecem quando têm quem acontecer.
Releve.
Não guarde mágoas.
Guarde apenas os aprendizados.
Liberte o rancor.
Transborde o amor.
Doe amor.
Ame, mesmo quem não merece.
Ame, sem querer receber nada em troca.
Ame, pelo simples fato de vc vibrar amor e ser amor.
Mas sempre, ame a si mesmo antes de qualquer coisa.” Esteja preparado para partir a qualquer momento. Vc não sabe seu lugar na Fila, então se prepare prá deixar aqui apenas boas lembranças.
Suas mãos vão embora vazias.
Não dá pra levar malas, nem bens…
Se prepare DIARIAMENTE prá levar consigo, somente aquilo que tens guardado no coração.”

Lya Luft 

Saber pedir para Deus

Um grupo de pessoas reza em um kibutz de Israel.

“Deus, o senhor nos deu a água e somos gratos por isto. Pedimos, senhor, que nos inspire para usarmos esta água da melhor forma possível.”

Este grupo vive em uma região com pouca chuva. Eles não pedem mais água. Pedem inspiração para usar a água da melhor forma possível.

O resultado é a grande produção de alimentos e o uso inteligente da pouca água que possuem.

O ato de aprender a usar bem a água exige muitas conquistas. Por exemplo: capacidade de observação, planejamento, organização, resiliência, inovação e muito mais.

As conquistas vão muito além de aprender a usar a água com sabedoria. Qualidades pessoais são desenvolvidas e habilidades são aprendidas.

Este é um caminho muito importante: desenvolver sabedorias que lhe permitam agir com EFICIÊNCIA e BONDADE.

Preste atenção sempre que for pedir algo para Deus! O que você pede deve sempre ser ÚTIL para seu espírito e para o desenvolvimento de qualidades pessoais.

Pedir algo para Deus é se unir a ele em um PACTO de colaboração e ajuda mútua. Deus quer que você seja útil para a humanidade, que traga boas energias, boas ações, bons pensamentos.

Lembre-se do pacto com Deus:

“eu recebo, eu retribuo. Eu sou ajudado, eu ajudo. Eu sou cuidado, eu cuido. E sou grato por hoje e por tudo que ainda virá no amanhã.”

Autor: Regis Mesquita

Antes de condenar

Conta o escritor Stephen Covey um fato ocorrido com ele numa manhã de domingo, no metrô de Nova York.

As pessoas estavam lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranquila.

Então, um homem entrou no vagão com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou de repente.

O homem se sentou ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.

As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos, puxavam os jornais dos passageiros, incomodando a todos.

Mesmo assim o pai não fazia nada.

Para Stephen era quase impossível evitar a irritação. Ele não conseguia acreditar que aquele homem pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.

Ele podia perceber facilmente que as pessoas estavam irritadas.

A certa altura, enquanto ainda conseguia manter o controle, Stephen virou-se para o homem e disse:

Senhor, seus filhos estão perturbando demais. Será que não poderia dar um jeito neles?

O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:

Creio que o senhor tem razão. Acho que eu deveria fazer alguma coisa. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora…

Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso.

*   *   *

Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena.

No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão.

Por isso, é importante que cultivemos a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.

Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades.

No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar…

É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio…

É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança…

As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem…

Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar.

No caso relatado, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen se encheu de compaixão.

Sinto muito, disse ele. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar?

Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que a aparente indiferença de um pai ocultava. Simplesmente porque não sabia como lidar com o próprio sofrimento e o dos seus filhos.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no item De dentro para fora, do  livro Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey,
ed. Best Seller.

A história de Tommy

John Powell, professor de Teologia na Universidade, conta que no primeiro dia de aula conheceu Tommy.

De maneira irreverente, ele entrou penteando seus longos cabelos louros.

Imediatamente, John o classificou com um E de estranho… Muito estranho.

Ele acabou se revelando o ateísta de plantão do seu curso. Constantemente, fazia objeções, ria diante da possibilidade de existir um Deus Pai que amasse Seus filhos, incondicionalmente.

Quando terminou o curso, o aluno perguntou a John, num tom ligeiramente cínico: O senhor acredita que eu possa encontrar Deus algum dia?

O professor respondeu enfaticamente: Não!

Eu pensei que esse fosse o produto que o senhor estava tentando nos impor. – Respondeu o jovem.

John deixou que ele desse uns cinco passos fora da sala e gritou: Tommy, eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará.

Passado algum tempo, John veio a saber que Tommy estava com câncer terminal.

Antes que o ex-professor fosse ao seu encontro, ele veio procurá-lo. Seu físico estava devastado pela doença. Os cabelos longos haviam desaparecido pelo efeito da quimioterapia.

No entanto, os olhos do rapaz estavam brilhantes e a sua voz estava firme.

Tommy, tenho pensado tanto em você! Ouvi dizer que você está doente!

É verdade, estou muito doente. Tenho câncer em ambos os pulmões. Agora é uma questão de semanas. – Foi a resposta.

A razão pela qual eu realmente vim vê-lo, continuou o rapaz, foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula.

Pensei um bocado a respeito, embora naquela época não quisesse procurar Deus.

Quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e disseram que era um tumor maligno, encarei com mais seriedade essa procura.

Quando a doença se espalhou pelos meus órgãos vitais, comecei realmente a dar murros desesperados nas portas do paraíso. Porém, Deus não apareceu.

Um dia acordei e, em vez de atirar mais alguns apelos por cima de um muro, atrás de onde Deus poderia ou não estar, simplesmente desisti.

Decidi que, de fato, não estava me importando… com Deus, com vida eterna ou qualquer coisa parecida.

Resolvi usar o tempo que me restava fazendo alguma coisa proveitosa. Lembrei de outra frase que o senhor havia dito: “A tristeza mais profunda é passar pela vida sem amar.”

Decidi que queria que as pessoas soubessem que eu as amava.

Comecei pela pessoa mais difícil: meu pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei e lhe falei: “Pai.”

O jornal desceu, vagarosamente, alguns centímetros…

“O que é?”

“Papai, queria que soubesse que amo você.”

O jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu não lembro de tê-lo visto fazer jamais.

Chorou e me abraçou. Conversamos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte.

Foi mais fácil com a minha mãe e com meu irmão mais novo.

Então, um dia, eu me voltei e lá estava Deus. Ele não veio ao meu encontro quando eu lhe implorei. Mas, o que é importante é que o senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter parado de procurar por Ele.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.
Conte ao mundo por mim, do livro Histórias
para aquecer o coração dos adolescentes,
de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e
Kimberly Kirberger, ed. Sextante.

A lição positiva do vírus

Percebemos como as pandemias se alastram?

Seja a mais recente, do coronavírus, nossa conhecida, seja a do cólera no século XIX ou da gripe espanhola no século XX.

Embora em épocas diferentes, não houve em nenhuma delas, quem estivesse imune.

Isso porque os vírus atingem a todos igualmente, independente da classe social, da cor da epiderme ou dos títulos acadêmicos.

Somos todos da mesma espécie, ou seja, constituídos da mesma matéria e vulneráveis a eles.

Não importa o que temos ou como pensamos. Não importa a profissão que abraçamos ou nossa religião.

Não há diferença se estamos acima do peso, ou se fizemos plásticas corporais.

Se os cabelos são pintados ou estão embranquecendo naturalmente. Se temos tatuagem ou usamos piercing, se nos vestimos dessa ou daquela forma, se somos moradores de rua ou vivamos em uma mansão.

Para o vírus, somos todos iguais. Simplesmente seres frágeis, diante de sua ação.

É isso que somos, iguais, da mesma espécie, filhos do mesmo pai, experienciando mais uma vida neste planeta.

Por que agimos diferente da ação dos vírus? Por que não nos vemos todos iguais?

Por que, no trato, diferenciamos as pessoas conforme sua classe social?

Por que classificamos pessoas, rotulamos atitudes, conceituamos aparências?

Não somos todos da mesma espécie?

De tempos em tempos a natureza nos obriga a algumas pausas para nos fazer lembrar dessas coisas simples.

Lembrar-nos de que não somos melhores do que ninguém. Somos muito importantes perante a vida. Nosso próximo também.

Temos direitos que defendemos e pelos quais lutamos. Igualmente devemos fazê-lo pelos direitos do próximo.

Quando moramos na mesma casa, somos co-responsáveis uns pelos outros.

Assim somos nós neste lar chamado Terra.

Não existe problema de um. Os problemas do planeta são problemas de todos.

As dores do mundo são as dores que pertencem a todos. A fome que há no mundo, é a fome que diz respeito a todos.

Precisamos nos dar conta de que somos todos iguais. A dor de cabeça, a febre, a tosse que atinge os que vivem no Oriente alcançam, igualmente, os que vivemos no Ocidente.

O que conduz à morte no Norte, de igual forma o fará no Sul.

Somos iguais. Dessa forma, respeito, atenção, consideração para com todos, próximos ou distantes.

Se formos tentados a desqualificar alguém, menosprezar uma pessoa ou tratá-la com preconceito, lembremos dos vírus.

Eles não agiriam assim. Identificariam em nós apenas seres humanos, seres iguais.

Essa seja, talvez, a preciosa lição que as pandemias podem nos oferecer.

Elas nos recordam o que esquecemos um dia: que somos todos filhos da mesma Terra, filhos do mesmo Pai, criados de igual forma.

No mais, tudo é passageiro. Com o tempo, a beleza se vai, a fortuna troca de mãos, o emprego é outro, a saúde se desfaz.

Aprendamos a lição positiva: agir igual para com todos. Tratemos a todos com amorosidade, gentileza e respeito que cabe àqueles que se percebem iguais, seres da mesma espécie.

Redação do Momento Espírita.

O que acontece quando você entra em um Centro Espírita?

Quando você entra em um centro espírita, você não se torna médium. A não ser que você já tenha nascido com o corpo físico preparado para isso, você não começa a ver ou a ouvir os Espíritos.

Quando você entra em um centro espírita, não existe nenhuma espécie de recado dos Espíritos Superiores direcionado exclusivamente a você. Tampouco seus familiares desencarnados te enviarão cartas dizendo o que você deve ou não fazer da vida.

Quando você entra em um centro em espírita, as pessoas não vão te contar quem você foi ou fez em suas vidas passadas. Se essas informações fossem necessárias você se lembraria por conta própria. Basta saber que você colhe hoje aquilo que plantou em outras existências até para que você passe a semear com mais sabedoria e amor no seu dia de hoje.

Quando você entra em um centro espírita, você não recebe a solução mágica para resolver seus problemas. Suas dores continuarão a existir. Suas perdas, suas mágoas, suas dificuldades de relacionamento ou o que quer que você enfrente na vida.

Quando você entra em um centro espírita, você definitivamente não está salvo. Seu lugar no céu jamais poderá ser comprado até porque a ideia de céu do Espiritismo nada tem a ver com anjos tocando harpa nas nuvens, e sim com a consciência tranquila do dever cumprido.

A verdade, que poucos compreendem ou querem compreender, é que quando você começa a frequentar um centro espírita absolutamente nada muda em sua vida.

Acredite. Nada mesmo.

A não ser que você tome a decisão de mudar, que você compreenda que precisa realizar melhorias em si mesmo, que aceite o convite da reforma íntima e moral, tudo continuará da mesma forma que já estava.

Ninguém pode viver nossa vida ou dar por nós os passos que nos cabem. Compete a cada um de nós a construção da nossa própria felicidade. Essa noção de responsabilidade individual, tão pouco considerada nos dias atuais, é, com certeza, uma das primeiras lições, entre tantas outras, que você aprenderá quando de fato entrar em um centro espírita.

Fonte: http://letraespirita.blogspot.com.br

Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de ninguém sem nenhuma razão – Chico Xavier

Todos que estamos aqui hoje, no mesmo meio, nos encontramos em outras vidas; nossa relação de hoje, nosso encontro, é produto de outras existências. Como estamos novamente juntos, agora podemos acertar os erros do passado, para que na próxima vida que nos encontrarmos as coisas possam ser mais fáceis para todos, e os laços estarem mais fortalecidos.

As pessoas entram na nossa vida por uma “Razão”, ou por uma “Estação”, ou por uma “Vida Inteira”. Quando se percebe por qual motivo é, saberemos saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está na nossa vida por uma “Razão”é, geralmente, para suprir uma necessidade que demonstramos. Elas vem para auxiliar numa dificuldade, fornecer orientação e apoio, ajuda física, emocional ou espiritual. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que nós precisa que estejam. Então, sem nenhuma atitude errada da nossa parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação ao fim. Às vezes, eles simplesmente se vão, ou agem de uma forma para tomarmos uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando as pessoas entram em nossas vidas por uma “Estação”, é porque chegou nossa vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem a experiência da paz, nos fazem rir, nos fazem bem. Elas poderão ensinar algo que nunca tínhamos feito antes. Elas, geralmente, dão uma quantidade enorme de prazer. É tudo real. Mas apenas por uma “Estação”.

Relacionamentos de uma “Vida Inteira” ensinam lições para toda a vida: coisas que se deve construir para ter uma formação emocional sólida. A nossa tarefa é aceitar as lições, amar a pessoa, e colocar o que aprendemos em uso em todos os outros relacionamentos e áreas da nossa vida.

Chico Xavier

Se eu soubesse que a vida real não era na Matéria…

Quando chegamos ao plano espiritual, a maioria dos espíritos pensa algo muito parecido:

– Ah se eu soubesse…

Se eu soubesse que a vida real não era na matéria… se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade… se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras…

Ah se eu soubesse…. teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria feito caridade aos necessitados, teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz…

Ah se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.

Ah se eu soubesse… se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.

Ah se eu soubesse… se soubesse que os arrogantes sobem, ficam no topo e caem por si mesmos; caem pelo seu próprio castelo de cartas da ilusão que criaram. Se eu soubesse que os ricos podem se tornar pobres de espírito, e que os pobres podem ser muito ricos de espírito. Se soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência, que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.

Ah se eu soubesse… que a vida espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espirito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.

Ah se eu soubesse… não teria cortejado o sucesso, não teria me atirado ao poço fundo, vazio e solitário da avidez, não teria me enganado de que, ao atingir o topo, a descida é o único caminho. Se eu soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude. Se soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.

Ah se eu soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama. Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de autocobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.

Ah se eu soubesse… que o mar espiritual é infinito de bençãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude. Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.

Ah se eu soubesse… teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.

Autor: Hugo Lapa

O sábio e o pássaro

Conta-se que, certa vez, um homem muito maldoso resolveu pregar uma peça em um mestre, famoso por sua sabedoria.

Preparou uma armadilha infalível, como somente os maus podem conceber.

Tomou de um pássaro e o segurou nas mãos, imaginando que iria até o idoso e experiente mestre, formulando-lhe a seguinte pergunta: Mestre, o passarinho que trago nas mãos está vivo ou morto?

Naturalmente, se o mestre respondesse que estava vivo, ele o esmagaria em sua mão, mostrando o pequeno cadáver. Se a resposta fosse que o pássaro estava morto, ele abriria as mãos, libertando-o e permitindo que voasse, ganhando as alturas.

Qualquer que fosse a resposta, ele incorreria em erro aos olhos de todos que assistissem a cena.

Assim pensou. Assim fez.

Quando vários discípulos se encontravam ao redor do venerando senhor, ele se aproximou e formulou a pergunta fatal.

O sábio olhou profundamente o homem em seus olhos. Parecia desejar examinar o mais escondido de sua alma, depois respondeu, calmo e seguro:

O destino desse pássaro, meu filho, está em suas mãos.

de Richard Simonetti,
publicado na revista 
Reformador, de março/1998,
ed. FEB.

A real decisão de mudar

Em uma grande cidade do Brasil, um garoto de oito anos crescia sob os cuidados do irmão, apenas dois anos mais velho que ele. Os pais trabalhavam o dia todo. E ele apresentava dificuldades na escola.

Sua professora, ao invés de incentivá-lo a melhorar, expunha seus problemas para a classe, de maneira zombeteira. Acabou dizendo para a mãe que ele não tinha jeito mesmo.

O garoto, sentindo-se cada vez mais incapaz, repetiu pela segunda vez o mesmo ano escolar. Revoltado, assaltou a cantina da escola com um revólver de brinquedo. Isso lhe valeu a expulsão da escola.

Sem obrigações, passou a ficar na rua o dia todo, junto a outros garotos desocupados. Assaltavam pessoas, roubavam carros, usavam drogas.

Tempo depois, alguns de seus colegas de crime perderam suas vidas, em função de dívidas com traficantes. Ele imaginou que poderia ser o próximo.

Com medo, procurou uma educadora, que criara uma Fundação no bairro onde morava. Ela ensinava idiomas e música aos jovens carentes.

Ela o aconselhou a sair das ruas. Para ajudá-lo a passar o tempo, emprestou-lhe um livro.

Era o primeiro livro que ele lia em sua vida, mas foi o suficiente para conquistá-lo.

Vieram, depois, outros tantos e a decisão de procurar um emprego. Na Fundação, conheceu outros jovens que estudavam para o vestibular.

Conseguiu apostilas e passou a estudar no intervalo do emprego. Concluiu o curso de educação de jovens e adultos, como é conhecido, hoje, o antigo supletivo, aos vinte e um anos.

Prestou vestibular para um curso de línguas em uma Universidade pública de renome e foi aprovado.

Ainda cursando a Universidade voltou à escola de onde fora expulso. Agora, como professor de português.

Depois de formado, seguiu os estudos ingressando na pós-graduação em Educação Social. Atualmente, trabalha em uma Organização Não Governamental, na região onde mora.

Escreveu um livro sobre o assunto, desejando mostrar, com seu exemplo, que é possível mudar, que nada é irremediável.

Reportagem
O ladrão que virou professor, publicada no Caderno Cidades,
do Jornal “on line” Estadão.com.br.
Em 26.9.2018.

Aprenda a nunca mais ser idiota…

A vida não pode ser só trabalhar e pagar conta.

Seu casamento não pode ser somente cobranças e sexo.

Seu relacionamento com seus filhos não pode ser só perguntar como foi a escola.

Sua preocupação não pode ser somente suas finanças, sua academia e seu próximo apartamento.

Os dias estão passando muito rápido, os celulares estão consumindo nossos preciosos minutos de conversas, de carinho e de risadas. Esse ano já vimos um jornalista dizer: chego em 10 minutos para almoçar e não chegou.

Esse ano vimos um modelo tão entusiasmado para desfilar que o coração não aguentou.

E agora, alguém que foi descansar no mar… e não volta mais pra casa. Organize sua vida colocando prioridades que realmente importam no seu dia a dia.

Peça perdão, libere perdão, seja leve de espírito… beije na boca a quem você ama, abrace, conforte, chore junto, sorria mais ainda… Não gaste energia com quem não quer o seu bem, não perca tempo abrindo a sua boca para falar o que não edifica, a vida é muito curta para viver aborrecido. Brinque com seus filhos, durma com eles, se lambuze ao cozinhar algo e divirta-se….

E busque ganhar dinheiro o suficiente somente para você ter segurança e um pouco de conforto, todo o resto é vaidade, é idiotice… um Dia a hora chega e quem viver, viveu.

Por Pe Fábio de Melo