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“Quem és, deixa marca”.

Uma professora de Nova York decidiu honrar cada
um de seus alunos que estavam por se graduar no
colégio, falando-lhes da marca que cada um deles
havia deixado.

Chamou cada um dos estudantes à frente da
classe, um a um. Primeiro, contou a cada um como
haviam deixado marca na vida dela e na da turma.

Logo presenteou cada um, com uma faixa azul,
impressa com letras douradas, na qual se lia, “Quem
sou deixa marca.”

Por fim, a mestra decidiu fazer um projeto de aula
para ver o impacto que o reconhecimento teria na
comunidade.

Deu a cada aluno mais três faixas azuis e lhes pediu
que levassem adiante esta cerimônia de
reconhecimento. E que deveriam acompanhar os
resultados, ver quem premiou quem, e informar à
turma no final de uma semana.

Um dos alunos foi ver um jovem executivo

de uma indústria próxima e o premiou por tê-lo
ajudado com o planejamento de sua carreira.
Deu-lhe uma faixa azul, e colou-a em sua camisa.

Em seguida deu-lhe as duas faixas extras e lhe disse:
“Estamos fazendo em aula um projeto de…
‘reconhecimento’, e gostaríamos que você encontrasse
alguém a quem premiar e lhe desse uma faixa azul.”

Mais tarde, nesse mesmo dia, o jovem executivo foi
ver seu chefe que tinha reputação de ser uma
pessoa amargurada, e lhe disse que o admirava
profundamente por ser um gênio criativo.

O chefe pareceu ficar muito surpreso.
Então o jovem executivo lhe perguntou se
ele aceitaria o presente da faixa azul e se
lhe dava permissão de colocá-la em sua
camisa.

O chefe disse: “Bem…claro!” Então o jovem
executivo pegou uma das faixas azuis e a colocou no
casaco do chefe, bem sobre seu coração…

…e oferecendo-lhe a última faixa, perguntou:
“Poderia pegar esta faixa extra e passá-la a alguém
mais a quem queira premiar?”

“O estudante que me deu estas faixas está fazendo um
projeto de aula, e queremos continuar esta cerimônia de
reconhecimento para ver como vai afetar as pessoas.”

Nessa noite, o chefe chegou em casa, sentou- se com seu
filho de 14 anos, e lhe disse: “Hoje me aconteceu algo
incrível!”

“…estava no meu escritório e um de meus
empregados veio e me disse que me admirava;
então me deu uma faixa azul por me considerar
um gênio criativo.”

“Imagina! Ele pensa que eu sou um gênio criativo!

Logo me pôs uma faixa azul que diz:

‘Quem sou deixa marca.’ ”

“Deu-me uma faixa extra e me pediu que encontrasse alguém
mais a quem premiar. Quando eu estava dirigindo para casa
esta noite, comecei a pensar a quem poderia premiar com
esta faixa, e pensei em ti. Quero premiar a ti.”

“Meus dias são muito agitados
e quando venho para casa, não te dou muita
atenção; grito contigo por não tirar boas notas
e pela desordem em teu quarto…”

“Por isso, esta noite, só quero sentar-me aqui e
…bem… te dizer que és muito importante para mim.”

“Tu e tua mãe são as pessoas mais importantes em
minha vida. És um grande garoto e te amo muito!”

O garoto surpreendido começou a soluçar e a chorar,
e não conseguia parar. Todo o seu corpo tremia.

Olhou para seu pai e entre lágrimas lhe disse: “Papai,
momentos atrás me sentei em meu quarto e escrevi
uma carta para ti e para mamãe, explicando porque
tinha tirado minha vida, e lhes pedia que me
perdoassem.”

“Ia me suicidar esta noite depois de vocês terem
dormido. Eu pensava que vocês não se importavam
comigo.”

“A carta está lá em cima, mas não creio que eu vá precisar
dela, depois de tudo o que conversamos.”

Seu pai subiu ao segundo piso e encontrou a
carta, sincera e cheia de angústia e dor.

No dia seguinte, o chefe regressou ao trabalho
totalmente modificado. Já não estava amargurado, e
se empenhou em fazer todos os seus empregados
saberem que cada um deles faz a diferença.

Por outro lado, o jovem executivo ajudou muitos outros jovens a
planejarem suas carreiras, inclusive o filho do chefe,
e nunca se esqueceu de recordar-lhes que
eles deixavam marcas em sua vida.

Ainda mais, o jovem e seus
companheiros de classe aprenderam
uma lição muito valiosa.

“Quem és, deixa marca”.

Felicidade das mães

No Dia das Mães, quando tantas homenagens ocorrem, uma garota escreveu: Durante toda a vida ouvi falar: “Se o filho está feliz, a mãe está feliz. Tudo que eu quero é ver meu filho feliz!”

Francamente, impossível acreditar nisso.

Se fosse verdade, eu teria podido comer aquela barra de chocolate inteirinha. Isso me teria feito muito feliz.

Mas ela não deixou. Cortou minha felicidade ao meio.

Quando quis virar a noite no videogame, eu estava no auge da minha felicidade. Mas ela não entendeu. Por acaso, ela pensou na minha felicidade? É claro que não.

Ela disse que contaria até três e me fez desligar a TV, no meio da última fase do jogo.

Se houvesse sinceridade nesse desejo dela de me ver feliz, ela teria me deixado namorar ao invés de estudar.

Como ela pôde me proibir de sair e me forçar a ficar horas com os livros, quando tudo que me faria feliz naquele momento estava lá fora?

O sol estava lá fora. O namorado estava lá fora. Os amigos estavam se divertindo. Todos… menos eu.

Como sempre, o que eu ouvia era: “Você não é igual a todo mundo. Você é minha filha.”

E, naquele dia, em que cheguei chorando porque tinha sido injustiçada pelos amigos, ela disse: “Você deve ter feito alguma coisa para merecer isso!”

Quanta insensibilidade!  Ela não sabia que me faria feliz se tivesse se unido a mim para dizer que eu estava certa?

Até me ajudasse a encontrar mil defeitos neles.

As mães dizem que nos querem ver felizes. Na verdade, também querem que arrumemos a cama, lavemos a louça, tiremos o lixo, cuidemos dos irmãos. E, ainda, nos forçam a comer o que elas dizem que é saudável.

Garanto que a maioria dos filhos pensa como eu.

Luciana Goldschmidt Costa

Doação de vida

Existem algumas atitudes simples que ajudam muito a outras pessoas. Doar sangue é uma delas.

Dar algo de si, de seu próprio corpo, esse líquido precioso e fundamental para a vida, sem saber para quem irá, quem receberá, que pessoa irá socorrer – isso é parte de ser um doador.

Se todos conhecessem a importância da doação de sangue, não haveria a necessidade de campanhas para solicitar à população. Um ato indolor e seguro, pois não provoca prejuízo algum à saúde do doador.

Poucos sabemos mas cada doação pode atender e até salvar a vida de quatro pessoas. Pensar nisso é incrível.

E são muitas as histórias emocionantes envolvendo esse gesto.

Histórias como a de Paulo, um doador frequente. A cada três meses ele se dirige ao banco de sangue de sua cidade.

Com alegria, afirma que graças a Deus não tem nenhum problema de saúde, nenhuma contraindicação e sempre fica feliz em poder ajudar. Faço questão de doar, diz ele.

Porém, houve uma semana em que ele estava um pouco desanimado. Não sabia se poderia ir. Lembrou que se fazia o tempo para a doação habitual, mas aqueles dias estavam impossíveis: muito trabalho, estresse, preocupações. Faltava lugar na agenda.

Na quinta-feira ele pensou: Vou deixar para mais tarde. Hoje não dá. Estou com muitos problemas em meu serviço.

Era uma manhã gelada. Ir cedo até o posto de coleta não parecia uma boa ideia dessa vez.

Além disso sempre tem fila, fico esperando um bom tempo, pelo menos duas horas e posso até me atrasar para meus compromissos urgentes, pensou ainda.

Um certo mau humor tomou conta dele.

Logo em seguida, pareceu ouvir uma voz em sua cabeça: Vai lá doar. Não deixe de ir.

Ele se incomodou com aquilo. Vou ou não vou?

Dominou a preguiça e acabou indo.

Pareceu-lhe que a voz continuava a lhe dizer: Como você vai doar, vá com boa vontade. Não permaneça mal humorado!

O local estava lotado. Ele se sentou, disposto a aguardar muito tempo.

Lá vou eu ficar aqui umas duas horas, como sempre fico.

Mal haviam passado cinco minutos, uma das enfermeiras adentrou a sala de espera, com sinais de urgência e preocupação, anunciando: Estamos com uma emergência. Quem tem o sangue tipo tal? Temos uma pessoa que está precisando urgentemente.

Em meio àquelas dezenas de pessoas na sala de espera, três levantaram a mão, indicando terem aquele tipo sanguíneo. Uma delas foi Paulo.

Os três foram conduzidos antes dos outros para doar, devido à situação excepcional.

Paulo entendeu a mensagem. Ele era importante ali. Era ali que ele precisava estar naquele momento.

A voz que falou em sua cabeça não era apenas a da sua consciência lhe cobrando o compromisso usual. Era algo maior, que ele não conseguia compreender no momento, mas que respeitava e admirava.

Do livro
Episódios diários, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia
de Divaldo Pereira Franco,


Constelação Familiar

O professor, Bert Hellinger, pra quem não sabe, faleceu no dia 19/9/19. O alemão que já foi padre, deixou o celibato e tornou-se psicoterapeuta e escritor. Tinha 93 anos, é conhecido mundialmente pela criação do método terapêutico “Constelação Familiar”. Ele deixou esse texto maravilhoso abaixo.

“A vida decepciona-o para você parar de viver com ilusões e ver a realidade. A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.

A vida não lhe deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”.

A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.

A vida envia pessoas conflitantes para lhe curar, para você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.

A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.

A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.

A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”.

A vida lhe assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.

A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.

A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.

A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em vc.

A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.

A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.

A vida envia raios e tempestades, para acorda-lo.

A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.

A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.

A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.

A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.

A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.

A vida lhe ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então, tornar-se tudo.

A vida não lhe dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.

A vida lhe machuca e lhe atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.

A vida lhe esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida para buscá-los.

A vida lhe nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.

A vida lhe acorda, lhe poda, lhe quebra, lhe desaponta… Mas, creia, isso é para que o seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em você. “

Bert Hellinger

Não pare de plantar coisas boas

Era uma vez, um homem que entrava todos os dias no ônibus para ir trabalhar. Uma parada depois, uma idosa entrava no ônibus e sentava ao lado da janela.
A idosa abria um saco e durante todo o trajeto, ia jogando algo pela janela, sempre fazia o mesmo e um dia, intrigado, o homem perguntou o que era o que jogava pela janela.

  • São sementes! – lhe disse a idosa.
  • Sementes? Sementes de quê?
  • De flores é que olho para fora e está tudo tão vazio… Queria poder viajar vendo flores durante todo o caminho. Verdade que seria legal?
    Mas as sementes caem em cima do asfalto, esmagam-nas os carros, comem-nas os pássaros… Acha que as suas sementes vão germinar ao lado do caminho?
    Com certeza, sim. Mesmo que algumas se percam, alguma vai acabar na valeta e, eventualmente, brotar.
    Mas… Elas vão demorar a crescer, eles precisam de água…
    Eu faço o que posso fazer. Os dias de chuva virão!
    A idosa continuou com o seu trabalho… E o homem desceu do ônibus para ir trabalhar, achando que a idosa tinha perdido um pouco a cabeça.
    Alguns meses depois… Indo para o trabalho, o homem, olhando pela janela viu todo o caminho cheio de flores…
    Tudo o que eu via era uma paisagem colorida e florida!
    Lembrou-se da idosa, mas há dias que não a via. Perguntou ao motorista: A idosa das sementes não a vejo a tempo?
    Bem, ela morreu há um mês, respondeu o motorista
    O homem voltou para o seu lugar e continuou a olhar para a paisagem.
    ′′ As flores brotaram, disse-se, mas de que lhe serviu o seu trabalho? Ela não conseguiu ver a sua obra “.
    De repente, ele ouviu o rir de um menino. Do outro assento uma menina apontou empolgada para as flores… Olha, pai! Olha quantas flores!
    Não é preciso explicar muito o sentido desta história?
    A senhora da nossa história tinha feito o seu trabalho, deixando a sua herança a todos os que a pudessem receber, a todos os que pudessem contemplar e ser mais feliz.
    Dizem que aquele homem, desde aquele dia, faz a viagem de casa para o trabalho com um saco de sementes que vai atirando pela janela
    Moral:
    Não pare de plantar coisas boas…
    Alguém sempre vai pegar a sua semeadura….plante o bem que ele sempre floresce

Assédios espirituais

É muito importante entendermos que nos casos de obsessão ou assédio, sempre há sintonia psicoemocional entre os envolvidos.

Para que um espírito possa influenciar alguém, transmitindo-lhe ideias ou induzindo essa pessoa a se comportar de determinada maneira, a semelhança de pensamentos e sentimentos (no caso, emoções) entre ambos é fundamental. A pessoa até pode sentir a energia desequilibrada de um espírito atingi-la (e se proteger disso), mas para que o assédio ou obsessão se estabeleça de fato, o desencarnado irá reforçar uma ideia ou emoção que o assediado tenha. Ou seja, a raiz do problema está na “vítima”…

Portanto, todo trabalho de desobsessão deve vir acompanhado por um tratamento de orientação psicoemocional, com base nos princípios do Espiritismo (no caso do tratamento ser em um centro espírita). Muitas vezes, é fundamental também uma orientação psicológica profissional, pois os ensinamentos do Evangelho são um código moral-espiritual e não um tratamento psicológico. Cada área deve cuidar dos seus limites, sendo que o paciente, sim, deve buscar um tratamento integral.

Outra questão importante é entender que a obsessão apresenta graus variados, que vão da simples influenciação – assédio energético (vampirismo) – à subjugação (mais raro). Vejamos:

“Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem. Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se. Os maus, ao contrário, se agarram àqueles de quem podem fazer suas presas. Se chegam a dominar algum, identificam-se com o Espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira criança. A obsessão apresenta caracteres diversos, que é preciso distinguir e que resultam do grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que produz. A palavra obsessão é, de certo modo, um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.“ – Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XXIII.

Assédios são muito mais comuns que as obsessões mais complexas, propriamente ditas. Por exemplo: Um sujeito tem tendência para usar a bebida alcoólica como fuga psicológica das dificuldades que enfrenta. Ele passa na frente de um bar, vê a bebida, pensa no ato de beber e sente o desejo, pois imagina que ao beber sua angústia será amenizada. Este sujeito pode até tentar mudar o rumo dos pensamentos, passar direto… mas, alguns espíritos na mesma carência por álcool, atraídos por sua psicosfera (a aura, formada pelo que sentimos e pensamos), passarão a induzir a “vítima”, num processo de simbiose, que no início pode ser mais sutil, mas que irá se fortalecer conforme o encarnado for se permitindo alimentar os pensamentos e emoções induzidos. Então, o que era um pequeno desejo passa a se tornar algo irresistível. Inevitavelmente, esta pessoa irá voltar a beber, cedo ou tarde, se o processo persistir.

A maneira como um assédio deste tipo ocorre varia… Escreverei mais sobre isso futuramente. Mas, somos nós os principais responsáveis pelo direcionamento de nossas vidas.

Assuma o controle! Busque auxílio espiritual e orientação profissional. Faça as escolhas e mudanças necessárias em sua vida, para não ficar o tempo todo em uma auto-obsessão. Autoconhecimento e reforma íntima são o caminho para a sabedoria. Paz e amor!

A edição 130 da Revista Cristã de Espiritismo 

Escrito por Victor Rebelo 

Papa Francisco

Ao envelhecer tornamo-nos mais sábios e lentamente damos conta de tudo que é supérfluo, assim como um relógio de 3 mil euros dá a mesma hora que um relógio de 30 euros; uma carteira de 300 euros carrega o mesmo dinheiro e documentos que uma de 3 euros; a solidão de uma casa de 30 metros quadrados ou de 300 é a mesma.

Espero que um dia percebas que a tua felicidade interna não vem das coisas materiais no mundo.

Não importa se viajas em primeira classe ou económica, morreras na mesma se o avião cair.

Espero que percebas quando se tem amigos e irmãos, com quem falar, rir e cantar, isso é felicidade verdadeira.

Amanhã

Muitas vezes, por semana, repetimos a palavra “amanhã”.
Costumamos dizer “amanhã” para o vizinho que nos pede cooperação e consolo. Habitualmente relegamos para “amanhã” toda tarefa espinhosa. Sempre que surge a dificuldade, pedindo maior esforço, apelamos para “amanhã”. Sem dúvida, o “amanhã” constitui luminosa esperança, com a renovação do Sol no caminho, mas também representa o serviço que deixamos de realizar.
É da Lei que a conta durma com o devedor, acordando com ele no dia seguinte. No instituto da reencarnação, desse modo, transportamos conosco, seja onde for, as oportunidades do presente e os débitos do passado.
É assim que:
– os ricos de hoje, enquistados na avareza e no egoísmo, voltarão “amanhã” no martírio obscuro dos pobres, para conhecerem, de perto, as garras do infortúnio e as duras lições da necessidade;
– os pobres, envenenados de inveja e ódio, retornarão no conforto dos ricos, a fim de saberem quanto custam a tentação e a responsabilidade de possuir;
– titulados distintos do mundo, quais sejam os magistrados e os médicos, quando menosprezam as concessões com que o Senhor lhes galardoa o campo da inteligência, delas fazendo instrumento de escárnio às lutas do próximo, ressurgirão no banco dos réus e no leito dos nosocômios, de modo a experimentarem os problemas e as angústias do povo;
– filhos indiferentes e ingratos tornarão como servos apagados e humildes no lar que enlameiam, e pais insensatos e desumanos regressarão no tronco doméstico, recolhendo nos descendentes os frutos amargos da criminalidade e do vício que cultivaram com as próprias mãos;
– mulheres enobrecidas que fogem ao ministério familiar, provocando o aborto delituoso pela fome de prazer, reaparecerão enfermas e estéreis, tanto quanto homens válidos e robustos, que envilecem a vida no abuso das forças respeitáveis da natureza, ressurgirão na ribalta do mundo, carregando no próprio corpo o desequilíbrio e a moléstia que adquiriram, invigilantes.
Não te esqueças, portanto, de que o bem é o crédito infalível no livro da eternidade, e recorda que o “depois” será sempre a resultante do “agora”.
Todo dia é tempo de renovar o destino.
Todo instante é recurso de começar o melhor.
Não deixes, assim, para amanhã o bem que possas fazer.
Faze-o hoje…

Página de Chico Xavier ditada pelo Espírito Emmanuel. Livro: Religião dos Espíritos. Lição nº 39. Página 95. Estudos e Dissertações em torno da Substância Religiosa de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. Questão nº 166. Reunião pública de 01/06/1959.

Processo de Despertar

Todo caos do mundo está forçando as pessoas despertarem de uma maneira ou de outra.
A energia que chega está fazendo com que mais pessoas busquem por respostas.

Ninguém mais conseguirá viver na zona de conforto, todos terão que encontrar seu caminho, seja através da dor ou do amor!

O inicio do despertar é muito confuso, conturbado, muitas dúvidas, conflitos internos e familiares. Há muitas rupturas no trabalho, divórcio, separação, fim de amizades, o mundo parece desmoronar, tudo dá errado, nenhuma resposta, nada, um vazio desesperador!
Mas é nesse ponto que encontramos a compreensão, os sinais que tanto precisamos – dentro do vazio, começamos a perceber e sentir outras energias na qual não estamos acostumados a lidar, é tudo muito novo e isso nos encanta e fascina.

Uma nova consciência começa a ser despertada depois um logo sono – acordar para a realidade do mundo 3 D é algo tão absurdo, tão louco, tão enlouquecedor, mas ao mesmo tempo, sentimos que temos um mundo novo a desvendar, várias informações de fontes inesperadas começam a chegar do nada, livros, filmes, amigos distantes, tudo chegando a uma velocidade incrível, e o caminho começa a se abrir, as respostas começam a chegar, e tudo nos força a olhar para dentro de nós mesmos, porque o mundo a nossa volta começa a desmoronar e não encontramos mais respostas nele.

Aí começa outro processo de resistência, porque as sombras assustam tremendamente, não queremos olhar para nossos medos, nossos traumas e bloqueios, assusta demais, então neste momento, muitos escolhem dar um passo para trás, tentam voltar a vida de antes, mas aquele mundo já não os envolve como antes, não encontram mais satisfação nos prazeres que tinham, algo mudou, e dessa forma voltam para o caminho novamente. E entre idas e vindas, caindo e levantando, chorando e rindo, vão se fortalecendo, suportando os sentimentos que afloram a todo momento, a solidão, a falta de amor, a falta de perspectiva no trabalho, pois nada mais o preenche. E ainda tem a família que não o apoia, que por muitas vezes o chama de louco, de irresponsável, cobrando atitudes que não mais condizem com seu estado atual de consciência.

As cobranças chegam de todos os lugares, afinal temos que sobreviver e pagar as contas.
O mundo te pede que aceite a vida como ela é, mas algo muito profundo o faz sentir que esse mundo não é real, que tudo nele soa falso, cheios de hipocrisia e mentiras e queremos nos esconder de tudo e de todos.

Mas também não dá muito certo, porque o despertar exige total entrega à vida e sobretudo, a verdade de quem somos realmente, o que estamos fazendo aqui e o porquê viemos parar neste mundo. Essas questões por si só, nos traz uma reflexão enorme, e daí começamos a movimentar todo um histórico da nossa própria origem estelar, sem ter consciência disso.

A busca pelo caminho, os estudos, novos conhecimentos e a mudança de consciência começam pulsar uma energia e uma frequência tal, que a partir desse momento você é localizado pela sua própria Hierarquia Espiritual, pois a chama do seu cardíaco, os conecta com sua família de alma que te espera do outro lado!

E outro processo é iniciado…

O primeiro passo é o mais difícil, mas não é o fim, é só o começo de uma jornada desafiante, muitas vezes solitária, e sem estímulos daqueles que estão a sua volta.

Portanto, meu caro, você não está sozinho, muitos estão enfrentando desafios que nunca viveram em suas vidas, forçando-os a olhar para dentro, pois a realidade tornou-se pesada demais, pois nada mais aqui fora sustenta a luz e o amor que trazemos dentro de nós!
Não pertencemos a esse mundo, estamos nele para ancorar essa luz e amor…

O despertar é um processo longo, uma jornada que aparentemente torna-se insuportável em alguns momentos de nossa vida, mas nunca estamos sozinhos, existe uma legião de mentores, mestres, anjos ao nosso lado, amparando e protegendo.

Quando ultrapassamos todas as fases deste processo, o caminho vai se tornando mais leve, mais equilibrado, mais forte, e tudo vem como mágica para você, portanto, siga o fluxo, e principalmente, siga teu coração, pois ele é o guia mais confiável de toda sua jornada neste planeta. E nunca tenha medo de lidar com seus medos, traumas, bloqueios, porque você venho fazer isso mesmo neste planeta, curar suas feridas internas, para que todos possam receber esse fluxo de cura ao mesmo tempo.

Agora é e será tudo por amor, cada caminho, cada trilha, cada recomeço, nunca mais pela dor…

É isso…

Escolha o amor em todos os aspectos de sua vida, seja o amor, vibre o amor, porque é dele que é feito o Universo, e você é o próprio Universo.

Não queria menos do que merece, deseje grande, sonhe grande, seja quem você é verdadeiramente, o mundo precisa deste AMOR!

Por SCVentura

Estamos todos na fila

A cada minuto alguém deixa esse mundo pra trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente.
Não dá pra voltar pro “fim da fila”. Não dá pra sair da fila, nem evitar a fila.
Então, enquanto esperamos a nossa vez:
Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra.
Tenha um propósito.
Motive pessoas.
Elogie mais, critique menos.
Faça um “ninguém” se sentir um alguém do seu lado.
Faça alguém sorrir.
Faça a diferença.
Faça amor.
Faça as pazes.
Faça com que as pessoas se sintam amadas.
Tenha tempo pra você.
Faça pequenos momentos serem grandes.
Faça tudo que tiver que fazer e vá além.
Viva novas experiências.
Prove novos sabores.
Não tenha arrependimentos por ter tentado além do que devia, por ter valorizado alguém mais do que deveria, por ter feito mais ou menos do que podia.
Tudo está no lugar certo.
As coisas só acontecem quando têm quem acontecer.
Releve.
Não guarde mágoas.
Guarde apenas os aprendizados.
Liberte o rancor.
Transborde o amor.
Doe amor.
Ame, mesmo quem não merece.
Ame, sem querer receber nada em troca.
Ame, pelo simples fato de vc vibrar amor e ser amor.
Mas sempre, ame a si mesmo antes de qualquer coisa.
Esteja preparado para partir a qualquer momento. Vc não sabe seu lugar na fila, então se prepare prá deixar aqui apenas boas lembranças.
Suas mãos vão embora vazias.
Não dá pra levar malas, nem bens…
Prepare-se DIARIAMENTE prá levar consigo somente aquilo que tens guardado no coração.”

Autora:
Lya Luft

Inimigos em vidas passadas, família na vida atual

De>
Richard Simonetti

Ainda que os adversários pretendam loucamente continuar a se agredir um ao outro, infalivelmente, sempre chega o momento de mudar. Exaustos de tantos rancores, sedentos de paz, os “duelistas” acabam por desejar ardentemente uma trégua, uma possibilidade de renovar seus caminhos.⁣ E um dia, após longo sono, ei-los reencarnados nas experiências em comum, ligados agora por laços de consanguinidade.⁣

Ontem inimigos, hoje irmãos.⁣

Ontem verdugo e vítima, hoje pai e filho.⁣

Ontem obsessor e obsidiado, hoje marido e mulher.⁣

Assim a Justiça Divina exige a reparação.⁣ Assim a Divina misericórdia promove a reconciliação. Assim a Sabedoria do Eterno transforma o ódio em amor. É um momento difícil, sofrida, porquanto, embora as bênçãos do esquecimento e os elos familiares, eles conservam, inconscientemente, o ressentimento. Daí a ausência de afinidade, a dificuldade de relacionamento, a mágoa indefinível, e, não raro, a aversão que experimentam entre si.⁣

A convivência com minha mãe é complicada: Nutro por ela sentimentos contraditórios de amor filial e rancor figadal que revolve minhas entranhas.⁣

Brigamos eu e meu irmão como gato e cachorro: Quando adolescentes era até natural. Agora que somos adultos é inexplicável. Ao menor desentendimento sinto-me possuído de ódio por ele, tentado a ofendê-lo e agredi-lo.⁣

Até hoje não sei como casei com minha mulher: Uma atração física irresistível talvez, mas foi só. Passado o fogo da paixão, resta invencível animosidade. Simplesmente não nos entendemos.⁣

Vivemos às turras, com intermináveis cobranças. Uma situação insustentável.⁣

Amo extremadamente meu filho mais novo: Quanto ao mais velho, não há nenhuma afinidade entre nós. Ele me desrespeita e eu não consigo ser carinhosa com ele. Há momentos em que me parece um estranho. É recíproco. Ele simplesmente me ignora.⁣

Embora se trate de uma situação desconfortável, é preciso lutar pelo aproveitamento da experiência. Não podemos perder a oportunidade de corrigir os erros, e nunca esquecer que as lições serão repetidas tantas vezes quantas forem necessárias, até aprendermos todos que somos irmãos.

Usando a criatividade

Conta-se que certa mãe, desejando encorajar seu filho a tocar piano, o levou a um concerto do polonês Jan Paderewski.

Depois de se sentarem, a mãe viu uma amiga na plateia e dirigiu-se a ela para saudá-la.

Aproveitando a oportunidade, o garotinho se levantou e foi explorar as maravilhas do teatro. Seus passos curiosos o levaram a uma porta onde estava escrito: Proibida a entrada.

Quando as luzes diminuíram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá.

Nesse momento, as cortinas se abriram e as luzes se acenderam sobre um impressionante piano Steinway, localizado bem no centro do palco.

Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao piano, inocentemente catando as notas de uma canção infantil.

E Paderewski fez sua entrada. Rapidamente foi até o piano e sussurrou ao ouvido do menino: Não pare, continue tocando.

Então, debruçando-se sobre o pianista júnior, ele estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do baixo.

Logo depois, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia.

Juntos, o velho mestre e o jovem noviço, transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa.

O público estava perplexo. A mãe estava imóvel na poltrona e sua voz havia sumido da garganta. Mas, o veterano pianista não se perturbou e, usando sua capacidade criativa, tirou de letra, como se diz.

 Ignacy Jan Paderewski
(1860-1941).

O que você fazia no dia 11 setembro de 2001?

Autora> Silvana Carvalho – Gerente, Comercial, B2B, B2C,Team Leader

Analogia com um momento de minha vida pessoal.

21 anos em que o mundo parou diante das telas.

E assistiu com tristeza, indignação e choque o ataque as Torres Gêmeas, onde tantas vidas foram perdidas, sonhos foram ceifados e famílias destruídas.

Neste dia, eu, apesar de ainda estar superando a perda do meu irmão, tinha falecido em julho, a menos de 2 meses, um infarto agudo aos 30 anos, deixando dois meninos, que criei como se fossem meus ..já falei deles em outro post, um na época com 5 anos e outro com 18 meses.

Eu trabalhava no computador , sentada em minha cadeira top, na minha sala em Copacabana, pois era uma diretora rsss (hoje vejo que eu era nada, apenas um ser humano deslumbrado com o sucesso aos 35 anos) e ainda vivia o mundo cor de rosa, tinha a filha que sempre sonhei, minha Victória.

Eu achava que o mundo era perfeito, pois tinha tudo ao meu redor, era o que eu sempre quis ter e viver. Tinha carros na garagem, ganhava cerca de 20.000 por mês, uma boa casa, podia dar conforto a todos; inclusive meus pais, viajava de férias com toda família ou seja era meu mundo perfeito.

Mal sabia eu, que dá mesma forma que os EUA estava sendo pego de surpresa, de uma forma covarde, hostil e sem precedente.

Muito em breve , eu sofreria um golpe que jamais esqueceria, que mudaria a minha vida, derrubando meu mundo de uma só vez.

Eu tinha um sócio, que eu considerava meu melhor amigo, um pai, confiava cegamente nele. Na época ele tinha cerca de 55 anos.
Tudo o que ele dissesse eu nem piscava. Aceitava sem questionar, afinal venho de família humilde, meu pai cursou até a terceira série primária e meu sócio vinha de família nobre européia. Eu nunca tive alguém que me aconselhasse da forma certa. Então meu sócio era meu guru.

Tudo o que me era entregue, documentos em geral, eu nem lia, só assinava. E assim um belo dia ao chegar para trabalhar sou informada que a empresa, agora só pertencia a ele e aos filhos. E se eu quisesse poderia trabalhar para ele a partir daquele momento recebendo 2.000 por mês.

Meu mundo caiu, me senti sendo despedaçada. Como a pessoa em que mais confiei; pode agir pelas minhas costas, me apunhalando, me tirando tudo o que eu tinha.

Mas a humildade e a necessidade fizeram com que eu respirasse e dissesse, vou trabalhar para o senhor.
E assim fiz por um tempo.
Neste período tirei as crianças da escola particular, cortei plano de saúde, todos os extras e passamos a viver com este valor mais a pensão dos meus pais.

Vivi assim até encontrar um bom e novo emprego. E daí a vida seguiu seu rumo !!

Este relato que faço junto com a analogia ao 11 de setembro, fica como um alerta para nunca sermos pegos de surpresa e acharmos que sabemos tudo, que somos maiorais.

E, principalmente, nunca deixarmos as rédeas de nossa vida ; seja pessoal ou profissional nas mãos de quem quer que seja.

Sua vida só você a vive!

Inversão de valores

Autora: Silvana Carvalho –
Gerente, Comercial, B2B, B2C,Team Leader,

O nosso mundo passa por uma grande transição.

Valores se perderam ou estão invertidos.

As pessoas valem pelo que tem e não pelo que são.

Falha de caráter virou qualidade

Racismo, etarismo, gordofobia viraram modinha (de forma velada logicamente, visto que toda empresa, além de Recrutadores e CEO apoiam a igualdade e inclusao ” SQN – só que não ” Infelizmente !

Os cinco sentidos estão um caos, nossas prioridades os tornaram obsoletos.

Ao invés de ouvirmos apenas escutamos,

Ao invés de enxergarmos apenas olhamos,

Ao invés de sentirmos apenas percebemos,

Ao invés de degustarmos apenas engolimos.

Ao invés de sentir o perfume, apenas sentimos cheiro.

Estamos sobrevivendo, quando deveríamos VIVER e saber VIVER !!!

Aproveitando cada minuto, como um milagre que não se repete, simples assim.

Uma sexta feira de paz e luz !

O preço de uma vida

Quando, em nosso país, tantas vozes se erguem na defesa da eliminação da vida, uma pausa para reflexão se faz devida.

Quanto vale uma vida? Será que, por não ser ainda alguém que contribui para a sociedade, por não ter voz suficientemente alta para se defender, o embrião ou o feto merece a morte?

O que pretendemos com tal posicionamento?

Recordamos que na China, entre 1979 e 1980, entrou em vigor a lei de um único filho.

Isso motivou o crescimento do número de crianças abandonadas ao nascer. Sobretudo meninas. Também o infanticídio e o consequente envelhecimento da nação.

Em outubro de 2015, passou a ser permitido o segundo filho.

A jornalista Xinran, hoje radicada em Londres, conta uma de suas experiências dolorosas, do ano de 1990.

Era uma manhã de inverno. Ao passar por um banheiro público, uma multidão ruidosa estava rodeando uma sacola de roupas, entregue ao vento da estrada.

A jornalista se aproximou e recolheu a trouxinha: era uma menina de apenas alguns dias.

Estava azul de tão gelada e o pequeno nariz tremia.

Ninguém ajudou Xinran. Ninguém moveu um dedo para salvar a criança.

Ela a levou ao hospital, pagou pelos primeiros socorros mas ninguém ali estava com pressa de salvar aquela recém-nascida.

Somente quando Xinran apanhou seu gravador e começou a relatar o que via, um médico parou e levou o bebê para a emergência.

Uma enfermeira disse: Perdoe-nos a frieza. Há bebês abandonados demais. Ajudamos mais de dez, mas depois ninguém queria se responsabilizar pelo futuro deles.

A vida se tornou ali tão banal, a sorte das meninas recém-nascidas é tão incerta que se prefere deixá-las morrer.

Será que é algo assim que desejamos para nosso país? Que a vida em formação se torne de importância nenhuma, de forma a que possa ser eliminada, em pleno florescer?

Pensemos nisso.

Em nosso país, se desconhece o número de abortamentos praticados. São milhares de brasileiros que nunca chegarão a ver a luz do sol.

Logo mais, poderemos ter leis que dirão quem pode ou não continuar vivo.

Um idoso que somente onera a sua família merecerá continuar a viver?

E um portador de anomalia grave ou deficiência mental?

Quem está desempregado, quem não contribui eficazmente para a sociedade!?

Para onde caminharemos?

Manifestemo-nos. Digamos aos nossos representantes que somos cristãos e prezamos a vida, que nos é dada por Deus, não competindo ao homem destruí-la, por livre deliberação.

Felizmente, para a pequenina chinesa, a voz da jornalista soou forte. Ela transmitiu a história em seu programa de rádio.

As linhas telefônicas foram tomadas por chamadas de ouvintes. Alguns muito zangados pela sua atitude de salvar uma vida. Outros, solidários.

Três meses depois, a menininha foi entregue à sua nova família: uma professora e um advogado. E ganhou um nome: Better, que, em inglês, significa A melhor.

Do livro…. O que os chineses não comem, de Xinran,

A porta mais larga do mundo

Conta-se que um dia um homem parou na frente de um pequeno bar, tirou do bolso uma fita métrica, mediu a porta e falou em voz alta: Dois metros de altura por oitenta centímetros de largura.

Admirado mediu-a de novo.

Como se duvidasse das medidas que obteve, mediu-a pela  terceira vez. E assim tornou a medi-la várias vezes.

Curiosas, as pessoas que por ali passavam começaram a parar.

Voltando-se para os curiosos o homem exclamou, visivelmente impressionado:

Parece mentira! Esta porta mede apenas dois metros de altura e oitenta centímetros de largura,  no entanto, por ela passou todo o meu dinheiro,  meu carro, o pão dos meus filhos; passaram os meus móveis, a minha casa.

E não foram só os bens materiais. Por ela também passou a minha saúde, passaram as esperanças da minha esposa, passou toda a felicidade do meu lar…

Passou também a minha dignidade, a minha honra, os meus sonhos, meus planos…

Sim, senhores, todos os meus planos de construir uma família feliz, passaram por esta porta, dia após dia… Gole por gole.

Hoje eu não tenho mais nada… Nem família, nem saúde, nem esperança.

Mas quando passo pela frente desta porta, ainda ouço o chamado daquela que é a responsável pela minha desgraça…

Ela ainda me chama insistentemente: “Só mais um trago! Só hoje! Uma dose, apenas!”

Ainda escuto suas sugestões em tom de zombaria: “Você bebe socialmente, lembra?”

Sim, essa era a senha. Essa era a isca. Esse era o engodo.

E mais uma vez eu caía na armadilha dizendo comigo mesmo: “Quando eu quiser, eu paro.”

Isso é o que muita gente pensa, mas só pensa…

Eu comecei com um cálice. Hoje, a bebida me dominou por completo.

Sou um trapo humano. Por isso é que eu lhes digo, senhores: esta porta é a porta mais larga do mundo! Ela tem enganado muita gente…

Por esta porta, que pode ser chamada de porta do vício, de aparência tão estreita, pode passar tudo o que se tem de mais caro na vida.

Hoje eu sei dos malefícios do álcool, mas muita gente ainda não sabe. Ou finge não saber, para não admitir que está sob o jugo da bebida.

E o que é pior, têm esse veneno, destruidor de vidas, dentro do próprio lar, à disposição dos filhos.

Se os senhores soubessem o inferno que é ter a vida destruída pelo vício, certamente passariam longe dele e protegeriam sua família contra suas ameaças.

Visivelmente amargurado, aquele homem se afastou, a passos lentos, deixando a cada uma das pessoas que o ouviram, motivos de profundas reflexões. 

publicado na
Folha de São Paulo, em 24.3.2002

Anjos de plantão

Toda escola promove, com certa regularidade, determinadas festividades, onde as crianças se apresentam.

São danças, pequenas peças teatrais, uma curta declamação, onde os pequenos homenageiam seus pais.

É uma forma da escola mostrar a eles como estão evoluindo seus pequenos, tanto quanto propiciar esse encontro família-escola-professores.

É comum as mães e pais se emocionarem, chorarem mesmo, ao verem aqueles toquinhos de gente dando o máximo de si, para se apresentarem bem.

E todos são aplaudidos, porque sempre tem um pai ou uma mãe que puxa o cordão das palmas.

São momentos especiais. Momentos que se gravam com câmeras de vídeo, câmeras fotográficas, celular mas, sobretudo, com o coração.

Foi com esse espírito que a mãe de Roberto, um adolescente de quinze anos, foi assistir à partida de futebol do campeonato do colégio.

O menino a convidou e ela levou várias de suas amigas consigo.

Ele estava muito entusiasmado porque era uma partida decisiva e, de toda a sua turma, era o único na equipe de futebol.

Aquela era a primeira vez que a mãe assistiria um jogo. Quando terminou, ela foi esperar o filho na porta do vestiário para levá-lo de carro para casa.

Ele veio sorridente, feliz com o resultado e logo a crivou de perguntas:

Mãe, o que achou do jogo?Você viu os três gols sensacionais do nosso time? Viu a defesa?

Viu como, no segundo tempo, conseguimos recuperar a bola, depois de a termos deixado escapar? Que tal, hein, mãe?

Roberto, você foi maravilhoso. Fiquei muito feliz com seu comportamento, durante o jogo.

Você levantou suas meias até o joelho onze vezes. Sei que você estava transpirando muito, porque tomou quatro bebidas energéticas e jogou água no rosto duas vezes.

Achei muito bom quando você saiu do seu lugar e foi dar tapinhas nas costas do número nove, do número cinco e do dezoito, quando eles foram substituídos.

Mãe! Falou o adolescente. Espere aí: como é que você sabe disso tudo? Como você pode dizer que eu fui maravilhoso? Eu nem entrei em campo. Eu não joguei essa partida.

Ela sorriu e o abraçou: Meu filho, eu não entendo nada de futebol. Não vim aqui para ver o jogo. Vim aqui para ver você.

Do livro Histórias para aquecer o coração das mulheres,
de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne

Idoso ou velho ?

Idoso é quem tem o privilégio de viver uma longa vida; velho é quem perdeu a jovialidade.
A idade causa a degenerescência das células; a velhice causa a degenerescência do espírito.
Você é idoso quando sonha; você é velho quando apenas dorme.
Você é idoso quando ainda aprende; você é velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando se exercita; você é velho quando somente descansa.
Você é idoso quando tem planos; você é velho quando só tem saudades.
Para o idoso, a vida se renova a cada dia que começa; para o velho a vida se acaba a cada noite que termina.
Para o idoso, o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida; para os velhos todos os dias parecem o último de uma longa jornada.
Para o idoso, o calendário está repleto de amanhãs; para o velho o calendário só tem ontem .
Que você, quando idoso, viva uma vida longa, mas que nunca fique velho.

Trechos do Livro> Aprenda a curtir seus anos dourados.

Talvez hoje

Surgirá quem procure ditar-lhe o que você precisa fazer, entretanto, embora agradecendo as elogiáveis intenções de quem lhe oferece pontos de vista, ouça, antes de tudo, a sua própria consciência quanto ao dever que lhe cabe; é possível apareça algum coração amigo impondo-lhe quadros de pessimismo e perturbação, relativamente às dificuldades do mundo; compadecendo-se, porém, da criatura que se entrega ao derrotismo e ao desânimo, você observará a renovação para o bem que a Sabedoria Divina promove em toda parte; é provável que essa ou aquela pessoa queira impor a você ideias de fadiga e doenças; mas conquanto a sua gratidão aos que lhe desejem bem estar, você prosseguirá trabalhando e servindo ao alcance de suas forças; possivelmente, notícias menos agradáveis venham a suscitar-lhe inquietações e traçar lhe problemas; no entanto, você conservará a própria paz e não se desligará das suas orações e pensamentos de otimismo e esperança.

Talvez hoje tudo pareça contra você, mas você prosseguirá compreendendo e agindo, em apoio do bem, guardando a certeza de que Deus está conosco e de que amanhã será outro dia.

Livro> Respostas da Vida – André Luiz – Chico Xavier

Guerra e paz

Todos os esforços deverão ser empreendidos pelos seres humanos, para extinguir, em definitivo, a guerra. Poderá ser pela diplomacia, que abençoa os entendimentos por meio do diálogo, ou através da educação popular.

Pela educação, as criaturas poderão ver todos os inconvenientes das atrocidades da guerra, seja em razão do que for.

Vivemos a fase em que a Humanidade deve exercitar a razão com todos os seus componentes, trabalhando na esfera da paz.

As escolas, os templos religiosos, os lares, as empresas trabalharão para a paz. Para isso, todas as baterias de providências estarão voltadas para a educação do indivíduo, de cuja intimidade provêm os delitos, se ele está enfermo, ou todas as luzes, se avança para maior equilíbrio.

Ao se refletir na guerra, pensa-se que tudo estará concluído e solucionados todos os problemas, quando sejam assinados os tratados de paz.

Poucos se dão conta dos desdobramentos da trágica experiência, durante e depois dela.

Nas guerras, não morrem somente os que tombam nos campos de batalha ou são devorados por explosões de quaisquer tipos. Também morre, no abismo da dor, um número ilimitado de pais e de mães, que recebem objetos de uso pessoal e condecorações póstumas dos seus filhos.

Morrem esposas vencidas pela saudade e pela solidão, após receberem as documentações que honram os seus companheiros desencarnados.

Morrem na revolta, na mágoa, no desejo de vingança contra a sociedade, multidões de filhos levados à orfandade, tendo os nomes dos seus pais glorificados no altar frio dos mausoléus dos heróis, que as pátrias lhes constroem, como se isso fosse resolver o drama das dores morais dos seres marcados pela guerra.

E o saldo dos mutilados físicos? Dos mutilados mentais, assinalados por neuroses e psicoses que retornam para os seus lares e para as ruas, muitos deles se envolvendo na violência, no crime, nos vícios e no infortúnio?

do livro
Vozes do Infinito, por Espíritos diversos, psicografia de Raul Teixeira

Você pode pensar que você não importa

Você pode pensar que é completamente insignificante neste mundo, mas alguém bebe café na caneca favorita que você deu. Alguém ouviu uma música que lembrou você.
Alguém leu o livro que você recomendou e mergulhou de cabeça nele.
Alguém sorriu após um árduo dia de trabalho, porque se lembrou da piada que você contou.
Alguém se ama um pouco mais porque você elogiou.
Nunca pense que você não tem nenhuma influência.
As marcas que você deixa nas pessoas não podem ser apagadas.
Existe uma elegância que é independente de qualquer condição social, onde você não precisa ser culto e rico.
É a elegância da alma, um valor que nasce com você e brilha por meio de suas ações.
(Desconheço a autoria)

Ansiedade

A ansiedade é uma inquietação ou sensação de estar “com os nervos à flor da pele”. Dificuldade de concentrar-se, sentir um “branco” na mente. Irritabilidade, “pavio curto” tensão muscular, dificuldade de relaxar. Alteração do sono (dificuldade de pegar no sono ou de mantê-lo. Cansaço fácil. A pessoa ansiosa vive “angustiada”, tensa e preocupada, nervosa ou irritada.

Na ansiedade, são frequentes sintomas como: insônia, dificuldade de relaxar, angústia constante, irritabilidade aumentada e dificuldade de concentrar-se. São também comuns sintomas físicos como: dor de cabeça, dores musculares, dores ou queimação no estômago, taquicardia, tontura, formigamento , dificuldade para respirar. Nossas emoções estão ligadas aos nossos pensamentos, e ambos são os que acabam provocando um estado de estresse, ansiedade ou depressão.

Quando não nos sentimos satisfeitos com o que fazemos, porque no final é o que o outro quer, quando pressionamos demais tentando nos encaixar, quando nos importamos mais com o que as pessoas pensam, em vez de como realmente nos sentimos, geramos em nossa mente um número de pensamentos que se tornarão predominantes. Por ter uma tendência negativa em nossos pensamentos, nosso corpo reagirá com as emoções associadas, e desta maneira nosso corpo nos alertará de que há algo que não estamos fazendo da melhor maneira ou que estamos abrigando e alimentando em nossa mente conteúdo que nos causa dano.

Qualquer indicação de sofrimento emocional deve nos levar a rever nosso estilo de vida, ver a que dedicamos tempo e energia, ver se estamos disponibilizando tempo para nós mesmos, para fazer o que gostamos, mas especialmente é um convite para avaliar quão importante é a nossa vida, a influência de outras pessoas e que lugar na escala de prioridades que damos a ela.

Esta vida é curta demais para atuar como extras ou para viver os sonhos dos outros. Dedique-se a viver cada segundo da maneira mais apaixonada e busque sempre seus sonhos, em vez de buscar a aceitação dos outros.

Por: Sara Espejo – Canto do Tibete

Miriam Volpato – Espaço Vitalità- 19-99842-0063

Anjos da noite

Durante todos esses anos encarnou no planeta várias ondas de espíritos voluntários.
E esses voluntários vieram para transformar o meio que eles vivem, quebrar paradigmas, trazer o novo e transmutar.
Mais afinal quem são esses voluntários? São seres que vieram de várias partes do universo para ajudar na transição planetária.
São aqueles que levantaram a mão quando foram perguntados quem queria ajudar a terra!
São vocês que agora leem esse texto! Sim vocês.
Alguns se sentem deslocados, não se encaixam e sentem saudades de um lugar que não sabem onde é.
Adoram olhar as estrelas!
O DNA de todos no planeta já está sendo ativado e isso vai ajudar a aqueles que ainda não descobriram sua missão, despertar.
Muitos perguntam qual é a missão de um voluntário?
E eu respondo: Você só precisa existir aqui!
A energia que você emite é tão forte e tão poderosa que ajuda a mudar o mundo!
Se você não se encaixa é porque veio criar novas formas de existir!
Você não está aqui para ser igual, está aqui para transformar!
No seu interior já existe um modelo de um planeta maravilhoso onde o amor, a paz e a gentileza reina e é essa energia que você trouxe pra cá! Sinta o amor que você é!
Muitos de nós não sentem mais vontade de estar aqui e querem voltar pra casa!
Mas você está aqui com um propósito e quando entender isso você saberá a importância do seu papel no todo!
Não se desanimem achando que vocês não estão fazendo nada, porque estão!
Cada um tem o seu papel, uma parte no quebra cabeça.
É sutil, mais muito importante por causa da energia que acumula e vai criando uma transformação positiva para o mundo!
E é isso que você veio ser. É isso que se trata sua vinda ao planeta!
Apenas ser quem você veio ser! Completo e preparado.
Ser diferente faz parte de sua origem cósmica!
Então aprecie e traga felicidade para sua vida! Aprecie a natureza e o que está a sua volta! Você está aqui para isso!”

Fonte: Mensagens Espíritas –

Fato verídico ocorrido em 1892

Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem
universitário, que lia o seu livro de ciências .

O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos .

Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:

O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?

Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?

Respondeu o jovem:

  • Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda creem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
  • É mesmo? Disse o senhor.

E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

  • Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação,
    falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.

O velho então cuidadosamente abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se a pior pessoa do mundo.

No cartão estava escrito: Professor Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional
da França. E um pouco mais abaixo a frase estava escrito em letras góticas e em negrito:
“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muita, nos aproxima”.

Fato verídico ocorrido em 1892, integrante da biografia de Louis Pasteur…

Tu e tua casa

No lar onde exista uma só pessoa que creia sinceramente em Jesus e se lhe adapte aos ensinamentos redentores, pavimentando o caminho pelos padrões do Mestre, aí permanecerá a suprema claridade para a elevação.
Não importa que os progenitores sejam descrentes, que os irmãos se demorem endurecidos, nem interessam a ironia, a discussão áspera ou a observação ingrata.
O cristão, onde estiver, encontra-se no domicílio de suas convicções regenerativas, para servir a Jesus, aperfeiçoando e iluminando a si mesmo.
Basta uma estaca para sustentar muitos ramos.
Uma pedra angular equilibra um edifício inteiro.
Não te esqueças, pois, de que se verdadeiramente aceitas o Cristo e a Ele te afeiçoas, serás conduzido para Deus, tu e tua casa.”

Livro: Vinha de Luz
Capítulo 88: Tu e tua casa

Cartinha para quem tem medo do sofrimento não terminar

Autor: Regis Mesquita 

Existem realidades da vida que gostaríamos que não existissem. Mas, elas existem. Um filho que se perde para as drogas, um acidente que traz o sofrimento, um amigo que trai a confiança. Nós sofremos e queremos que o sofrimento acabe. É natural desejar um FINAL para tudo o que nos incomoda.

Aí aparece Allan Kardec lhe explicando que não tem fim. A vida do espírito é muito longa… E você se pergunta, será que meus sofrimentos nunca vão acabar?

A sua vida tem sido difícil. Vários sofrimentos e tristezas minam a sua esperança. As ocorrências infelizes se multiplicam e você quer DESCANSAR. Quer ter paz! Mesmo que seja após a morte.

Você quer ter paz! Já não aguenta as notícias negativas, as preocupações, os conflitos. Você se esforça, mas o que é INESPERADO te tira a segurança e o conforto da alma.

Você quer ter um pouco de tranquilidade. Você quer se sentir tranquilo e protegido. E tudo o que você escuta é que a vida continua. Escuta que a reencarnação te trará muitas vezes mais ao planeta Terra.

Será que não tem fim? Será que o meu descanso nunca vai chegar? Será que após esta montanha que estou subindo terá inúmeras outras? Você espera uma placa dizendo: “seu caminho termina aqui. Sente-se e relaxe.” Mas, você receia que esta placa nunca irá aparecer.

Descanso! Consolação para a alma ferida. Ser cuidado, se sentir amparado. É tudo o que você quer.

A vida no corpo é transitória. Você sabe disso, mas TEME que seja realmente verdade. Você TEME pelas novas oportunidades da vida. Já se cansou de desilusões e desencantos. Mesmo ferido, você se mantém caminhando, orando, suplicando. Parece que Deus e o universo estão surdos às suas súplicas.

Por isto, a reencarnação lhe parece mais uma MALDIÇÃO do que uma libertação. De verdade, ela é uma libertação. Eu entendo sua dificuldade de entender a liberdade que a evolução espiritual lhe trará. Nada foi da forma como você gostaria que tivesse sido. Por que acreditar na liberdade que vem junto com a evolução e a sabedoria?

Você me pergunta: por que eu sofro tanto? Eu te respondo que as razões são várias. Desde pessoas imaturas à nossa volta, erros de interpretações que geram injustiças, perdas originadas em nossa falta de sabedoria e muitos outros motivos.

Todavia, amigo, quero te lembrar de um motivo: você sofre porque sua mente hipervaloriza o que acontece na Terra. Ou seja, você ainda está muito ligado ao plano material.

Todos os seres humanos devem treinar o desapego. Quando muito se perde, esta lição passa a ser a principal em sua vida. Uma de suas MISSÕES nesta vida é desenvolver o desapego.

As pessoas desejam muitas coisas, quando perdem vem o sofrimento. É difícil dizer para um pai e uma mãe que tem um filho no caminho do crime que eles devem se desapegar para sofrer menos. Mas, é justamente isso o que devem fazer. Não precisam abandonar o filho. Apenas desapegar; entender que ele é um espírito construindo seu caminho e que terá condições de se redimir (e talvez demore).

O mundo é o espaço de educação da alma. Faça a sua parte! Colabore! Aprenda o desapego; e deixe a outra pessoa aprender a lição dela.

Se teu problema for dinheiro, desapegue-se também. Se proporcione a serenidade para que suas ações sejam mais racionais e sensatas.

Observe que se desapegar é se proporcionar melhores condições de raciocínio e descanso. A Filosofia Caminho Nobre ensina que devemos nos oferecer aquilo que cobramos dos outros. Ou seja, desapegue-se e se dê momentos de serenidade.

O desapego não é desistir. O desapego é lutar muito, com mais paz no coração. Lutar com a mente em paz é melhor. Ter uma vida com mais equilíbrio é sensatez. Os resultados serão melhores. Quem está mais equilibrado enxerga o que o desesperado não vê. Quem está em paz termina o dia menos cansado e, na hora do descanso, descansa mais. O desapego te ajuda a renovar as energias.

Desapego é NÃO perder tempo brigando dentro de você com a realidade e com você mesmo. O desapego te permite fazer o que é possível e dizer: este é o meu limite. Estabelecer limites é honrar a Deus e a si mesmo.

Quem perde e fica apegado se inunda de negatividades. A fixação se transforma em constante guerra interna. Perde-se muito tempo pensando em como poderia ser e não é. Desapegue-se! Deixe ir, solte, liberte-se.

Para ter a paz que você tanto busca, você precisa desenvolver o que é realmente importante para seu espírito. São os valores do espírito que devem ser cultivados. O que é material, o que é fruto do orgulho e da vaidade, o que fruto dos desejos e da vontade de ter conforto, tudo isto é irrelevante para o espírito.

Tudo fica PEQUENO, quando se vive o desapego. Chico Xavier disse que não julgava ninguém, que deixava as pessoas serem do jeito delas. É uma forma linda de dizer: o que eles fazem e dizem não me atinge porque eu estou SINTONIZADO em outros interesses.

O médium ensinou algo muito simples. Ofereço o meu melhor e não me APEGO aos resultados. Por isso, ele oferecia muitas coisas boas: respeito, compaixão, ternura, orientação e… o mais importante: um bom exemplo. No final do dia ele estava em paz, pronto para orar e descansar.

Preste atenção, querido amigo, em um mundo de provas e expiações sempre haverá eventos negativos. Portanto, você tem que SE OFERECER a paz. É você quem tem que se oferecer carinho. Hoje você se maltrata sempre que o mundo não cuida de você. Isso precisa mudar.

E quando o mundo cuida de você? Você está preparado para reconhecer e aproveitar? Para o sofrimento ter um ponto final, você precisa aproveitar as oportunidades e usar o melhor que há em você.

A vida é como estar em um barco a vela e aproveitar o vento. Ele te levará para outras lugares; ou seja, ele te levará para outras etapas. Muito vai ficar para trás SEM RESOLVER da forma como você queria. Finalize no seu coração essas histórias para que elas não te perturbem. Entenda, você precisa cuidar de si.

A imaturidade das pessoas vai gerar um mundo com muita confusão, conflitos, injustiças e perdas. São eventos negativos que formam uma teia que toma conta da vida das pessoas quando elas não usam esta poderosa arma chamada desapego.

Liberte-se dessa prisão! Muitas vezes não precisa (e nem deve) mudar nada no exterior, mas mudando no seu interior. Quem se dá amor aprende que muitas histórias precisam ser finalizadas em nosso interior para que tenhamos paz e nosso melhor possa brilhar.

Tenha certeza de que, ao diminuir sua confusão mental, as vibrações dos espíritos de luz poderão te intuir com maior facilidade. E seu caminhar será mais leve e direcionado para o que é mais importante para o seu espírito.

Sua evolução espiritual será seu maior descanso. Mesmo que algumas atribulações da vida continuem, a paz e a serenidade continuarão fazendo morada em seu coração.

Baseado nos ensinamentos do livro “ A Espiritualidade no Dia a Dia”

Afirmações positivas realmente funcionam? É uma pergunta muito comum entre as pessoas que buscam o desenvolvimento pessoal.

Durante  o dia, você fala a si mesmo palavras positivas ou negativas,  diz o que pensa e reage as situações, mas até que ponto suas afirmações influenciam em sua vida. Na verdade o que você diz a si mesmo uma ou mais vezes com sentimento, imprime em sua mente subconsciente e isso sim influencia o seu comportamento.

Por exemplo, se em toda a sua vida você sempre diz a si mesmo: “Eu não sou bom nisso ou aquilo. Eu não sei fazer algo, mesmo as coisas mais simples, isso é um comando. Com a repetição, você começa a acreditar que isso é uma verdade e não conseguirá realmente fazer o que deseja. Assim, com base em todos os pensamentos negativos que você está se submetendo com resultados negativos, se você mudar sua forma de falar para afirmações positivas, o seu comportamento e os resultados irão mudar para melhor com base nos sentimentos que será gerado.

Afirmações positivas ou sentimentos positivos ?

Sabendo que ao ouvir a si mesmo sua mente obedece ao seus comandos, aqui estão algumas dicas para dizer as afirmações positivas corretas no caminho certo, que serão eficaz na criação de uma vida melhor:Em primeiro lugar, reavalie o significado da palavra “afirmações” do seu vocabulário, caso você já tentou  dizer afirmações positivas no passado e não deu certo. Pense que essas afirmações são Comandos, e assim você perceberá o poder e o seu papel.E agora sim, as Dicas:

1. Esteja em um bom estado de Espírito – Atividade Física pode Ajudar

Isso nem sempre é possível, por exemplo, se você está enterrado em dívidas, e consequentemente estressado por isso, e quer mudar sua situação financeira. Mas você pode fazê-lo. A atividade física é uma maneira de sair dessa atitude negativa, de modo que você pode usar sentimentos positivos para conduzir o seus comandos. Se você está estressado, seu Eu cria sentimentos negativos, por sua vez faz com que você desenvolva mais pensamentos negativos. Mude esse jogo agora. Se exercite em uma corrida, passeie de bicicleta, caminhada, pratique Yoga, dança, enfim, qualquer esporte irá liberar  endorfinas pelo seu corpo e em seguida, quando você estiver se sentindo melhor, faça uma conversa consigo mesmo (mesmo durante o exercício, se você quiser).

2 Concentre-se e enfatize apenas no que você quer.

Pense no objetivo final e quão incrivelmente fabuloso é quando você pensa sobre esse objetivo realizado. Nunca mencione sua situação atual, porque cada menção ou pensamento negativo sobre isso, só lhe dará muito mais importância. O trabalho do seu subconsciente é para coincidir com a sua realidade exterior a sua realidade interior, então não pense sobre o que você quer ficar longe, mas pense apenas sobre o que você quer que se aproxime.

3. Sinta-o.

Na verdade, você vai usar esses sentimentos positivos para impulsionar a ideia em seu subconsciente. A chave secreta é estar bem consigo mesmo, e falar sobre como você se sente bem quando pensa sobre o seu objetivo realizado. Por exemplo: “Eu amo o que eu sinto quando penso em ter um negócio com web design bem sucedido” ou “Eu me sinto tão bem quando eu imagino ajudar alguém com sua carreira empresarial”. Isso é se cuidar. Usar os sentimentos é o segredo para se mover do passado que criou sua realidade física e permitindo-se a acreditar que a realidade sonhada, encontra-se em sua imaginação, mas que precisa deixar de ser distante e impossível e se tornar mentalmente real para em seguida, ser trazido para sua realidade física. A razão utilizada com sentimentos funciona porque, sua mente subconsciente tem filtros que não autoriza ideias conflitantes. É por isso que afirmações como: “Eu sou um artista de sucesso” irá funcionar caso essa afirmação seja coerente com seu sentimento e não uma auto sabotagem no subconsciente. No entanto, a mente não filtra sentimentos. Portanto, use os sentimentos como um portador. É a melhor forma para imprimir novas ideias e novas crenças em sua mente subconsciente.

4. Não pense “como”.

Esse é o trabalho da sua mente subconsciente, por isso, apenas deixe ela fazer o seu trabalho. Diga suas afirmações positivas no tempo presente, e deixe essa ideia enraizar em sua mente e soluções surgirão. Você sempre pode adicionar outros comandos a qualquer afirmação, para que se fortaleça a ideia positiva.Alinhe suas crenças com o que você quer.

5. Nunca coloque prazos em suas afirmações positivas

Quem vai dizer que não vai acontecer mais cedo do que você pensa? O fato é que, caso suas crenças estejam alinhadas com o que você quer, você receberá o que emana em pensamento.Portanto, seja paciente e trabalhe sobre essas crenças. Uma vez que elas estejam alinhadas na vibração do que deseja, a manifestação será bastante espontânea.

6 prática diária.

Deve ter levado tempo para você criar hábitos mentais autodestrutivos, por isso vai levar algum tempo para criar hábitos mentais saudáveis. Pode-se levar de 21 à 90 dias para se imprimir uma nova crença. Não desista de suas afirmações positivas enquanto elas serem naturais e confortáveis. Faça do seu pensamento uma visualização verdadeira da sua realidade. Incorpore o seu comando com sentimentos, visualização e repetição.

7. Seja feliz agora.

Nunca espere até que seu desejo se manifeste para ser feliz. Não é assim que funciona. Você não pode atrair a felicidade com a infelicidade.A Lei da Atração só atrai o que você vibra. Então, seja feliz agora. Seja grato pelo que existe em sua vida agora e coloque um sorriso em seu rosto, esteja com esse grande sentimento  durante todo o dia.

8. Finalmente, solte para receber o que deseja.

Isso significa que precisa parar de se preocupar sobre se você vai alcançar o seu desejo através das afirmações positivas. Trate as afirmações como parte de sua existência cotidiana, como os pratos em sua cozinha, as roupas em seu armário, o sofá que você se senta e faça o seu desejo de algo com o sentimento de já se ter realizado. Apenas espere que ele venha até você. Se você foi fiel em dizer suas afirmações positivas de forma consistente, persistente e com sentimento, os comandos não serão ignorados e qualquer experiência, coisa ou situação que você quer em sua vida, irá se manifestar.

fonte : love or above

Verdades e fantasias

base no cap. 78, do livro Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel,
psicografia de Francisco Cândido Xavier,

Em certo trecho do Evangelho, Jesus discursa sobre Sua missão.

Ele fala de modo especial da desconfiança de muitos fariseus a Seu respeito.

Diz que eles, por terem desejos estranhos, não podiam entender a Sua linguagem.

E afirma que não acreditavam nEle, porque dizia a verdade.

O homem costuma mesmo buscar soluções fáceis para os problemas mais difíceis.

Guiado pela lei do menor esforço, almeja tudo resolver sem qualquer sacrifício.

Esse gênero de ilusão medra mesmo entre os cristãos.

Muitos entendem que basta seguir alguns rituais para resolver o problema de sua redenção espiritual.

Nessa linha, o relevante se resumiria em dar algum dinheiro para uma organização religiosa, nela comparecer com frequência e se submeter a certas práticas.

Arrependimentos de última hora, sem a correspondente reparação, anulariam uma vida toda de mau proceder.

Outros já acreditam que basta aceitar Jesus para ficar rico, saudável e virtuoso, sem a necessidade de tomar a própria cruz, por entre renúncias, a fim de seguir o Cristo.

O mundo sempre distingue ruidosamente os expositores de fantasias.

É comum observar-se, em quase toda parte, a vitória dos homens que prometem milagres e fantasias.

Esses merecem das criaturas grande crédito.

Basta encobrirem a enfermidade, a ignorância ou a fraqueza humanas, para receberem acatamento.

Não acontece o mesmo com os cultivadores da verdade, por mais simples que esta seja.

Através de todos os tempos, para esses últimos, a sociedade reservou a fogueira, a cruz, a punição implacável.

O homem, em regra, aprecia meios de fugir da própria situação espiritual.

A receita da paz, consistente na reforma íntima e na vida honesta, costuma parecer muito onerosa.

Alvitres como perdoar e pedir perdão, trabalhar duro e assumir as consequências dos próprios atos soam antipáticos.

Então, ele prefere soluções mais fáceis.

Inventa métodos e simpatias para atrair boa sorte.

Se as coisas vão mal, quer acreditar em fantasias e soluções milagrosas.

Quem inventa as mentiras mais brilhantes, como a prosperidade sem trabalho, tem a clientela mais numerosa.

Por isso, o alerta de Jesus segue muito atual.

É preciso cuidar para não simpatizar com mentiras agradáveis, em detrimento da realidade.

A cada um segundo suas obras.

O homem é o arquiteto de seu destino.

Quem deseja prosperidade, precisa estudar e trabalhar com afinco.

A paz é construída mediante atitudes dignas e consistentes.

A saúde física resulta de uma vida regrada.

Para ter bons amigos é preciso ser uma pessoa boa.

A fim de merecer perdão para os próprios erros, impõe-se aprender a perdoar o semelhante.

A preguiça e a venalidade podem fazer surgir o desejo de perseguir ilusões.

Mas a felicidade é construção pessoal e intransferível.

Pense nisso.

Todo filho é pai da morte de seu pai

Autor> Fabricio Carpinejar, -poeta, cronista e jornalista brasileiro.

Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai.

Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Das primeiras transformações acontece no banheiro.

Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.

A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:

Deixa que eu ajudo.

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.

Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

Embalou o pai de um lado para o outro.

Aninhou o pai.

Acalmou o pai.

E apenas dizia, sussurrado:

Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.

M A T E R I A L I S T A

Hermínio C. Miranda / Livro: ‘Diálogo com as Sombras

“Viveu, na carne, convicto de que além da matéria nada existe; de que, além da morte, só há o silêncio e a escuridão do não-ser. Às vezes, tais posições foram meramente filosóficas, isto é, platônicas. A despeito da descrença em qualquer tipo de realidade póstuma, não foram intrinsecamente maus, apenas desencantados, indiferentes, desarvorados intimamente, embora, na aparência, seguros e tranquilos.
Outros, porém, são daqueles que, descrentes da vida espiritual, entregaram-se de corpo e alma ao culto desenfreado da matéria. Ao contrário dos teóricos do materialismo, estes são os que o praticam em todos os sentidos. Disputaram fortunas a ferro e fogo, intrigando, matando, se preciso fosse, promovendo negociatas, roubando, falsificando, ao mesmo tempo em que se deixaram arrastar pelo sensualismo pesado, que avilta todos os sentidos e anestesia cada vez mais as faculdades e a sensibilidade. Para estes, nada é sagrado, nada importa, senão a satisfação de suas ambições, de seus desejos, de suas vontades.
A objetiva realidade da vida póstuma põe-nos em estado de total confusão. Alguns, endurecidos nas suas convicções, continuam a viver no mesmo clima de maquinações e articulações, ainda presos aos seus interesses terrenos, perseguindo aqueles encarnados e desencarnados que se atravessaram no seu caminho. Geralmente desejam voltar à carne, pois somente nela se sentem relativamente felizes, não apenas pelo esquecimento de suas misérias íntimas, mas porque lhes proporciona os prazeres mais grosseiros a que se habituaram…” –

Água fluidificada

Autor: Edvaldo Kulcheski –

Coordenador Controle da Qualidade na Sanepar-Curitiba
Fonte: Mediunidade Sem Preconceito.

A água fluidificada é a água normal, acrescida de fluidos curadores. Em termos de Espiritismo, entende-se por água fluidificada aquela em que fluidos medicamentosos são adicionados à água. É a água magnetizada por fluidos

Quem faz a fluidificação da água?

Em geral, são os Espíritos desencarnados que, durante as sessões de fluidoterapia, fluidificam a água, mas a água pode ser magnetizada tanto pelos fluidos espirituais quanto pelos fluidos dos homens encarnados, assim como ocorre com os passes, sendo necessário, para isso, da parte do indivíduo que irá realizar a fluidificação, a realização de preces e a imposição das mãos, a fim de direcionar os fluidos para o recipiente em que se encontrar a água.
Como é feita a fluidificação da água?
A água é um dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação Espiritual pode ser impressa. O processo é invisível aos olhos mortais, por isso, a confiança e a fé do paciente são partes essenciais para que tratamento alcance o efeito desejado. A água é um ótimo condutor de força eletro-magnética e absorverá os fluidos sobre ela projetados, conserva-los-á e os transmitirá ao organismo doente, quando ingerida. A água fluidificada expande os átomos físicos, ocasionando a entrada de átomos espirituais, ainda desconhecidos, e que servem para ajudar na cura.
Procedimentos para a fluidificação da água:

Tipos de fluidificação da água

Fluidificação Magnética: É aquela em que fluidos medicamentosos são adicionados na água por ação magnética da pessoa (encarnada) que coloca suas mãos sobre o recipiente com água e projeta seus próprios fluidos.

Fluidicação Espiritual: É aquela em que os Espíritos aplicam fluidos (sem intermediários) diretamente sobre os frascos com água. Na Fluidificação Espiritual a água não recebe fluidos magnéticos do indivíduo encarnado, mas somente os trazidos pelos Espíritos. A Fluidificação Espiritual é a mais comumente utilizada nos Centros Espíritas.

Fluidificação Mista: É uma modalidade de fluidificação onde se misturam os fluidos do indivíduo encarnado com os fluidos trazidos pelos Espíritos.

Como vimos, o processo de fluidificação da água independe da presença de médiuns curadores, pois os Espíritos podem aplicar os fluidos sem intermediários, diretamente sobre os frascos com água, além disso, qualquer pessoa pode fluidificar a água, basta ter fé e concentrar-se naquilo que estiver fazendo, projetando assim os seus próprios fluidos e recebendo o auxílio da Espiritualidade amiga, sempre presente.

Ação da água fluidificada no organismo

A água é uma molécula polar composta e é facilmente absorvida no nosso organismo. Por isso e aproveitando-se de algumas de suas propriedades (tensão superficial, condutividade elétrica e susceptibilidade magnética), é usada como agente do tratamento de fluidoterapia.
Todas as reações que acontecem no nosso organismo são em soluções aquosas, e as proteínas, membranas, enzimas, mitocôndrias e hormônios somente são funcionais na presença desta substância (água).
A ciência denomina a água de “Líquido Vital”. Uma vez fluidificada e ingerida, a água pode provocar os seguintes efeitos:

Inibição da formação de radicais livres, ou seja, diminuição dos processos oxidativos celulares, diminuição da taxa de produção de gás carbônico, aceleração dos processos de fagocitose, incremento na produção de linfócitos (células de defesa);
Observa-se na membrana celular uma maior mobilidades de íons Sódio e Potássio, melhorando o processo de osmose celular, tendo um efeito rejuvenescedor no organismo. Há uma distribuição no mecanismo de transporte de vários tipos de cátions, como é o caso do cálcio;
Efeitos sobre os hormônios receptores, ativação dos linfócitos por antígenos e várias lecitinas. O processo de polarização magnética induzida (imantação) da água no organismo produz a captura e precipitação do cálcio em excesso no meio celular;
Reposição da energia espiritual, renovando a estrutura perispiritual.

A terapêutica com a água fluidificada traz muitos benefícios ao organismo, apesar de não poder parar ou regredir as doenças geradas por resgates, doenças crônicas e degenerativas, porém facilita a ação medicamentosa e tem se mostrado eficiente na cura das doenças psicossomáticas.

Conclusão

A água fluidificada, portanto, é uma água magnetizada, principalmente, pelos Espíritos, contendo, assim, alterações ocasionadas pelos fluidos salutares ali colocados e direcionados para o equilíbrio de alguma enfermidade física ou espiritual.
Para cada paciente o fluido medicamentoso será específico não só para a sua enfermidade física, mas também para as necessidades espirituais de cada um. Deve ser usada como um medicamento. Manda o bom senso que não se utilize remédios sem necessidade, portanto, da mesma maneira, só deve usar a água fluidificada quem de fato estiver necessitando dela. Tudo em excesso faz mal, não é mesmo.

Termômetros são seguros para a glândula pineal

Carlos Orsi é jornalista, editor-chefe da Revista Questão de Ciência e coautor do livro “Ciência no Cotidiano” (Editora Contexto)

Termômetros infravermelhos, do tipo que se tornou popular na atual pandemia de COVID-19, não emitem energia, captam-na. São detectores, não transmissores. Eles coletam ondas de infravermelho produzidas pelo objeto para o qual estão apontados, e estimam a temperatura da superfície a partir dessa leitura.

Os termômetros usados para medir a temperatura do corpo humano, e detectar febre à distância, são equipados com algoritmos que permitem converter a temperatura estimada da superfície (na maior parte das vezes, da pele da testa) numa estimativa da temperatura interna do corpo.

Eles são, em sua maioria, calibrados para medir a temperatura da artéria temporal, que como o nome diz, passa pela têmpora, na lateral da testa: medir a temperatura em outra parte do corpo é inútil. De fato, muitas dessas medições realizadas fora do lugar geram leituras sem sentido, como temperaturas abaixo dos 36o C,  o que, se interpretado ao pé da letra, significa que a pessoa está morta, é um zumbi vagando pela cidade.

Alguns desses equipamentos têm miras laser, mas elas não são parte do processo de leitura, nem o laser tem potência suficiente para penetrar a pele ou causar efeitos no cérebro ou outros órgãos. Trata-se, apenas, de uma mira, para que o operador saiba para onde o sensor do dispositivo está apontado.

Dúvidas e temores quanto à suposta “radiação” dos termômetros infravermelhos e seus “possíveis” efeitos sobre a glândula pineal (uma estrutura que fica no centro do cérebro, onde produz melatonina, o hormônio que regula o ciclo do sono) têm se multiplicado a partir de uma mensagem apócrifa — isto é, de cuja autoria real é desconhecida —, geralmente atribuída a uma “enfermeira australiana” preocupada com a saúde da glândula pineal exposta a alguma radiação do termômetro, e/ou ao laser.

Mas não há motivos para preocupação: além de não haver radiação nenhuma e de o laser ser fraco, a pineal está muito bem protegida, atrás da pele, do crânio e do próprio córtex cerebral.

Agora, por que um boato de sabor conspiratório haveria de se preocupar com essa glândula em particular? Aí temos uma boa história.

Alma cartesiana

Depois do coração, a glândula pineal talvez seja a estrutura do corpo humano que mais aparece em especulações mágicas e esotéricas. Mas, ao contrário do músculo cardíaco — cuja importância simbólica nas artes, na religião e na literatura é amplamente reconhecida —, a pineal é mais misteriosa: suas implicações simbólicas a atribuições místicas parecem mais reservadas a “iniciados”.

Por exemplo, uma postagem de Facebook, citada pela Associated Press, diz que “há séculos a glândula pineal conecta-se à espiritualidade… e acredita-se que seja o meio de comunicação com Deus”.

Essas afirmações são parcialmente corretas, mais ainda se os “séculos” em questão forem quatro: em seu último livro publicado em vida, Paixões da Alma, concluído em 1649, o filósofo e matemático René Descartes (1596-1650) sugere, no artigo 31, que “há uma pequena glândula no cérebro onde a alma exerce suas funções de modo mais particular do que em outras partes”.

Em 1888, a grande charlatã russa Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), unindo Descartes à mitologia hindu (e com uma pitada de darwinismo malpassado no meio), sugeriu, em seu livro A Doutrina Secreta, que a pineal seria um terceiro olho atrofiado, um órgão de visão espiritual, perdido ao longo da evolução.

“O terceiro olho está morto, e não atua mais”, escreveu Blavatsky. “Mas deixou para trás uma testemunha de sua existência. Essa testemunha é, hoje, a glândula pineal”.

Essa identificação da glândula com o “olho espiritual” (via Blavatsky) ou com a morada da alma (via Descartes) faz desse órgão um alvo atraente tanto para quem busca construir pontes metafóricas entre misticismo e ciência (seria a pineal a fonte do Sexto Chacra?) quanto para teorias de conspiração: o que eles podem querer, quando tentam manipular nossas glândulas pineais?

Do Além

Em seu conto Do Além, escrito há 100 anos, em 1920 (mas publicado apenas em 1934), o escritor americano HP Lovecraft (1890-1937) conta a trágica aventura de Crawford Tillinghast, um cientista que descobriu como “estimular a glândula pineal”, abrindo o terceiro olho para a visão de novas realidades e dimensões. Como é habitual na obra de Lovecraft (a imagem que ilustra este artigo é de uma estátua dele), nada de bom advém disso.

Quem, como eu, viveu a aventura de adolescer nos anos 80 talvez se lembre de ter encontrado, nas videolocadoras, a adaptação para o cinema dirigida por Stuart Gordon (1947-2020) e lançada em 1986, com Jeffrey Combs no papel de Tillinghast.

Basicamente uma tentativa barata de surfar na onda do terror explícito movido a deformidades prostéticas e bonecos de látex, lançada em 1982 com O Enigma do Outro Mundo, de John Carpenter, o filme transforma as glândulas pineais “despertas” em antenas, parecidas com vermes, que irrompem da testa das pobres cobaias dos cientistas malucos.

Caso alguém esteja se perguntando, Crawford Tillinghast não era um fabricante de termômetros.

Neurocirurgião volta do coma e se convence que há vida após a morte

MICHAEL GROSSO, Ph.D.

Professor de filosofia e religião no Jersey City State College.

Alexander Eben entrou em coma profundo, teve visões de uma espécie de paraíso, e voltou convencido de que existe vida do outro lado.

O Fantástico conta uma história do além! Um neurocirurgião americano nunca acreditou em vida após a morte até passar por uma experiência dramática. Ele entrou em coma profundo, teve visões de uma espécie de paraíso, e voltou convencido de que existe vida do outro lado.

O que existe depois que a vida acaba? Para o neurocirurgião Alexander Eben, a morte sempre significou o fim de tudo. Ele entende do assunto: foi professor da escola de medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e há mais de 25 anos estuda o cérebro.

Sempre tinha uma explicação científica para os relatos dos pacientes que voltavam do coma com histórias de jornadas fora do corpo para lugares desconhecidos. Até que ele próprio vivenciou uma delas. E agora afirma: existe vida após a morte.

Era 10 de novembro de 2008. O doutor Alexander é levado às pressas para o hospital, com fortes dores de cabeça. Ao chegar lá, é imediatamente internado na UTI. Em poucas horas já estava em coma profundo.

Ele havia contraído uma forma rara de meningite. Quando o doutor Alexander entrou no hospital os médicos disseram à família que a possibilidade dele sobreviver seria muito baixa.  Ele ficou em coma profundo por sete dias. E foi durante esse período que o doutor Alexander afirma ter tido a experiência mais fantástica que um ser humano pode ter.

Na jornada que eu tive não existia corpo, apenas a minha consciência, diz o médico. Meu cérebro não funcionava. Eu não me lembrava de nada da minha vida pessoal, meus filhos, ou quem eu era.

Ele escreveu um livro para relatar a sua experiência de quase morte. E conta que primeiro foi levado para um ambiente escuro, lamacento e sem seguida chegou a um lugar bonito e tranquilo. Um vale extenso, muito verde, cheio de flores e repleto de borboleta, diz ele. Ele conta que viu também um espírito lindo, uma mulher com uma roupa simples e com asas. Ela me disse: ‘você vai ser amado para sempre, não há nada a temer, nós vamos cuidar de você’.

Perguntamos ao doutor Alexander se ele viu Deus. Ele disse que sim: Deus estava em tudo ao meu redor, ele estava lá o tempo todo.

Um pesquisador da Universidade Federal de Juiz de Fora participa do maior estudo mundial já feito sobre as experiências de quase morte.

“Os estudos mostram que apenas 10%, uma em cada dez pessoas que tiveram uma ressuscitação bem-sucedida relatam experiência de quase morte. Os pacientes que vivenciaram uma experiência de quase morte tendem a ter ao longo do tempo, por exemplo, aumento da satisfação com a vida, tendem a ter diminuição do medo da morte, maior apreciação da espiritualidade, maior apreciação da natureza”, afirma o professor de psiquiatria da Universidade de Juiz de Fora Alexander Moreira-Almeida.

A morte é uma transição, não é o fim de tudo, resume o doutor Alexander. Minha jornada serviu para me mostrar que a consciência nossa existe além do corpo, e ela é muito mais rica fora dele. Isso pode significar que a nossa alma, nosso espírito, seria eterno.

No Brasil, existem pacientes como o doutor Alexander.  Outro caso aconteceu com a mãe de Vera Tabach que passou três meses em coma. Ela voltou contando uma história incrível.

“Ela confessou que nesse período de coma ela se viu como se fosse num quarto de hospital sempre numa cama com várias pessoas em volta de branco. Ela disse que tinha feito um acordo. Que eles tinham dado mais 20 anos para ela, que ela ia conseguir criar os filhos e depois ela ia embora. E a gente acho aquilo uma história, mas realmente aconteceu”, lembra a jornalista Vera Tabach.

Dia 17 de outubro de 1974, quando ela foi para UTI. E voltou depois de um tempo. Quando passou 20 anos, em 1994, em abril, ela começou a se sentir mal. Às 05h, 18 de outubro de 1994, ela morreu.

“Ela sempre dizia que na vida só não tinha jeito pra morte. E depois que ela voltou ela disse que até para morte tinha jeito” conta Vera Tabach.

O doutor Alexander diz que por dois anos tentou achar uma explicação científica para o que aconteceu com ele e com esses outros pacientes.

Queria saber se tudo podia ser uma ilusão produzida de alguma maneira pelo cérebro, conversei com colegas da área e cheguei à conclusão de que não há como que explicar. Não foi alucinação, não foi sonho.

Mas nem todos concordam. O professor de neurociências da Universidade de Columbia, Dean Mobbs, diz que é difícil acreditar num desligamento completo do cérebro. E que mesmo no caso do doutor Alexander, outras áreas do cérebro podem ter permanecido ativas, provocando as sensações que ele descreve.

O nosso cérebro é muito bom em transformar a realidade. Em um acidente, como um trauma na cabeça, os caminhos do cérebro podem ser danificados mas é possível que ele encontre outras maneiras de identificar os sinais que vêm de fora e criar uma nova experiência como a da quase morte, por exemplo.

O uso de fortes analgésicos e a baixa oxigenação do cérebro durante estados de coma podem explicar que luzes e sons estranhos sejam percebidos pela mente.

E a sensação de estar fora do corpo já foi induzida artificialmente em muitas pesquisas. Eu acho que essas experiências de quase morte na realidade são uma maneira do cérebro lidar com um trauma.

A ciência ainda não tem respostas conclusivas sobre as experiências de quase morte.

“A grande discussão que existe hoje é: a mente é um produto do cérebro, o cérebro produz a mente; ou a mente é algo além do cérebro, mas que se relaciona com o cérebro”, questiona Alexander.

Independentemente do que tem acontecido, diz a esposa do doutor Alexander, para ela, que ficou ao lado do leito do hospital esperando o marido voltar, o final foi feliz. Quando chegamos em casa e sentamos no sofá, não acreditei que ele estava junto comigo de novo.

Psicografia no tribunal: por que o Além não vale como prova?

AUTOR – BRUNO VAIANO- Jornalista

Henrique Emmanuel Gregóris costumava andar armado em Hidrolândia, cidade goiana de 20 mil habitantes, 30 km ao sul da capital. O cerrado de Goiás, na época da ditadura, ainda era um cenário de filme western. No verão de 1976, Henrique começa a reformar um imóvel. Com medo de que roubassem o material de construção, empresta seu revólver aos pedreiros e encomenda um sobressalente a João Batista França.

Em 10 de fevereiro, os dois amigos se encontram para beber e levam duas prostitutas para um motel. Henrique, embriagado, pergunta se João já está com arma nova. João vai buscá-la no carro. Os dois homens brincam de roleta russa e o tambor sorteia a cabeça de Henrique, que morre no hospital. João é acusado de homicídio culposo, em que não há intenção de matar.

Meses depois, às 21h de uma noite de junho, o juiz Orimar de Bastos, encarregado do caso, está trabalhando até tarde no fórum de Piracanjuba, 40 km distante de Hidrolândia. Escreve as três primeiras páginas da sentença. Depois, de acordo com seu relato, perde a consciência e entra em transe, sem parar de datilografar. Orimar teria agido guiado por um espírito.

As próximas seis páginas saem impecáveis, sem erros de ortografia ou gramática, e isentam João de qualquer responsabilidade: não houve negligência, imperícia ou imprudência no manejo do revólver. A família de Henrique, indignada com a decisão, apela para a próxima instância.

Dois dias depois, Chico Xavier (1910-2002) entra na história, alegando não saber de antemão nenhum detalhe sobre o caso. Em Uberaba, a 450 km de distância, o médium anuncia que acaba de incorporar o espírito de Henrique em uma sessão de psicografia. A carta resultante diz: “Avise a mamãe para suspender o processo contra João França. Ele é inocente e essa história tem prejudicado o meu crescimento”. Chico vai a Goiânia entregar o manuscrito nas mãos da mãe de Henrique – que se emociona e manda o advogado encerrar o caso.

Tribunais do Além

Essa foi a primeira vez em que uma carta psicografada interferiu no rumo de um processo no Brasil. Desde então, houve no mínimo outros onze casos similares, seis envolvendo Chico Xavier (em um deles, a carta era falsificada e o próprio Chico a denunciou). O mais recente ocorreu há pouco mais de um mês, em 9 de dezembro de 2021, durante o julgamento dos responsáveis pelo incêndio na Boate Kiss.

Existem pelo menos nove livros publicados em português que compilam esses casos e defendem abertamente ou discutem, em tom amistoso, o uso de provas atribuídas a comunicações do Além. Alguns tornaram-se assunto de episódios do programa policial Linha Direta, uma série que misturava técnicas de documentário e ficção para falar, de modo sensacionalista, sobre crimes não resolvidos e outros “mistérios”, incluindo uma suposta abdução alienígena. A mais recente encarnação do programa foi encerrada em 2007.

Na história de Henrique Gregóris e João França, a sentença em si saiu sob suposta influência do Além, e o médium mineiro apenas deu respaldo a uma decisão já tomada. O caso foge um pouco do padrão dos demais. O mais comum é que os advogados de defesa apresentem cartas psicografadas como provas, e que esses documentos acabem influenciando a decisão do júri popular (quando um comitê de cidadãos comuns vota se o acusado é culpado ou não, um procedimento previsto apenas em casos de homicídio doloso e outros crimes deliberados contra a vida).

Esses casos não contam apenas como interferências de ordem religiosa no andamento de processos em um Estado laico – o que seria um problema por si só. Eles também se enquadram como casos de pseudociência no tribunal.

Afinal, os seguidores da doutrina kardecista afirmam que suas crenças na imortalidade da alma e no contato dos mortos são parte de uma teoria verificável empiricamente, e não como questões de fé. Existem muitos experimentos (em geral, repletos de problemas éticos e metodológicos) que buscam validar cartas psicografadas por meio do método científico. Esse é um problema com mais de um século: ainda em 1871, o periódico Nature já publicava uma crítica aos estudos sobre espíritos conduzidos por um pesquisador outrora respeitável, o químico britânico William Crookes (1832-1919).

Aliás: para quem acha que as acusações de incompetência (ou venalidade, dependendo do historiador) lançadas contra Crookes são exageradas, a foto que ilustra este texto é de um dos “fantasmas” autenticados por ele, o suposto espírito de Katie King.

Esse verniz de seriedade, somado à popularidade do espiritismo no Brasil – temos o maior número de seguidores da doutrina no mundo, 3,8 milhões –, dificulta discussões sérias sobre o uso de cartas psicografadas como provas em processos. Textos como este, publicado pela Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, ou este, no ConJur, expõem o problema como um debate, dando peso igual aos argumentos de juristas que concordam e discordam da prática.

“Os juristas contrários às cartas dizem que, se o Estado é laico, não podemos aceitar provas que dependem de fé, porque isso significaria privilegiar uma religião específica. Mas os juristas que são favoráveis dizem justamente que, se o Estado é laico, proibir as cartas configura perseguição aos espíritas”, explica à RQC a pesquisadora Juliana Melo Dias, que estuda criticamente as provas psicografadas no Grupo de Pesquisa sobre Epistemologia Aplicada aos Tribunais (Great) da UFRJ.

O problema é que essa é uma falsa simetria. Não há evidências empíricas de que a comunicação com os mortos seja possível. Isso limita a crença na psicografia à fé individual, o que a mantém fora da alçada de um Estado laico. Esse pode parecer um debate puramente teórico, mas não é: tratar cartas psicografadas como documentos (ou melhor, depoimentos) fiáveis também gera problemas práticos no andamento dos processos.

Argumentando com os mortos

Juliana e sua orientadora na pós-graduação, a professora da UFRJ Rachel Herdy, explicam que um dos conceitos mais importantes do Direito é o princípio do contraditório: os dois lados de um processo têm a prerrogativa de contestar todas as evidências apresentadas. As cartas psicografadas não obedecem a esse princípio porque, caso seu conteúdo não bata com os depoimentos de pessoas vivas, fica impossível chamar o espírito no tribunal para uma acareação – nome do procedimento em que o juiz confronta versões.

“A parte contrária tem direito a contradizer a prova e periciar a prova”, explica à RQC o advogado criminalista Fernando Augusto Fernandes. “Ocorre que uma carta psicografada decorre de um sentimento religioso. Portanto, é uma ‘prova’ que não pode ser periciada, e nem pode o lado contrário contradizê-la. Pode-se até dizer que tem a similitude de uma prova falsificada, porque se atribui a autoria de uma carta a alguém que não está mais na Terra. É absolutamente inadmissível”.

O princípio do contraditório também abre espaço para que uma das partes, diante de uma carta psicografada, cobre o direito de apresentar sua própria carta, quiçá escrita pelo mesmo espírito. Supondo que os dois documentos apresentem versões diferentes dos acontecimentos, como fica a acareação? “Estaria ferido de morte o princípio de não-contradição, de Aristóteles, porque pelo menos uma delas [as cartas], sem dúvida, seria inverídica, sem que se pudesse dizer qual”, escreve no ConJur Jacinto de Miranda Coutinho, professor da UFPR.

Alguns juristas que defendem a admissão de cartas psicografadas afirmam que é possível, sim, verificar a veracidade desses documentos: médiuns mais poderosos supostamente escrevem com a caligrafia do morto, o que permite a um perito comparar o texto psicografado com documentos escritos em vida. Mas a perícia grafoscópica, embora útil para as ciências forenses, tem um grau de incerteza razoável.

E mais. Partindo da premissa de que existam cartas psicografadas autênticas, elas devem exibir, além da caligrafia, outras características da escrita do morto: estilo, erros ortográficos ou gramaticais recorrentes, vícios de linguagem, escolhas lexicais e um grau de erudição condizente com a escolaridade e as experiências de vida. Não há perícia capaz de bater o martelo em torno desses critérios. E o que fazer se um parente próximo afirmar que a carta não parece ter sido escrita por seu ente querido?

Foi o que aconteceu na cidade gaúcha de Viamão, nos arredores de Porto Alegre. Resumindo a história: em 2003, o tabelião Ercy da Silva Cardoso foi encontrado morto em casa, com dois tiros na cabeça. O caseiro de Ercy, autor dos disparos, apontou Iara Marques Barcelos como mandante do crime. Iara era amante de Ercy e casada com outro homem, chamado Alcides. Ercy e Alcides eram amigos.

O médium Jorge José Santa Maria, da Sociedade Beneficente Espírita Amor e Luz, supostamente recebeu o espírito de Ercy, que endereçou uma carta a Alcides e outra a Iara, e defendeu a mulher em ambas. “O que mais me pesa no coração é ver a Iara acusada desse jeito por mentes ardilosas como as dos meus algozes (…). Um abraço fraterno do Ercy”. O júri popular se comoveu e inocentou Iara. Mas o filho de Ercy, que não é espírita, afirma que o documento foi forjado, e não corresponde ao que ele conhece da personalidade do pai.

Perceba que todas essas dificuldades emergem ao aceitar-se a premissa de que existem cartas verdadeiras e de que é razoável debater sua adoção em processos. Em outras palavras, correspondência psicografada gera impasses no tribunal que mesmo um kardecista é capaz de admitir.

A melhor forma de evitar esse tipo de conflito é eliminando suas causas. Marcella Nardelli, professora de Direito da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), defende que, como as pessoas comuns não precisam justificar sua decisão no júri popular – um conceito chamado de íntima convicção–, então as provas a que elas têm acesso precisam ser filtradas com critérios ainda mais rígidos.

Caso contrário, advogados podem utilizar uma carta psicografada para inocentar um réu culpado, ou para prender um inocente contra quem não há evidências conclusivas. A decisão vai depender apenas das crenças religiosas de cidadãos convidados, por sorteio, a compor o júri. Hoje, vigora algo chamado plenitude de defesa: os advogados podem apresentar ao júri argumentos não jurídicos, de ordem política, religiosa ou moral. A plenitude de defesa acaba sendo usada como argumento a favor da legalidade das cartas.

Uma maneira de evitar para sempre o emprego de cartas psicografadas seria o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir que elas são um meio de prova ilegal. O STJ é o órgão responsável por bater o martelo quando as outras instâncias não conseguem concordar, por exemplo, com a maneira correta de interpretar uma lei. (A exceção é quando o problema envolve algo regido diretamente pela Constituição – aí a responsabilidade é do Supremo Tribunal Federal, o STF.)

O STJ já foi chamado a decidir sobre as cartas uma vez, mas o crime prescreveu antes que a corte tomasse uma decisão. Especialistas interessados podem entender os detalhes aqui.

Chamem os universitários

A argumentação acima fica no âmbito do Direito, é claro. Do ponto de vista do método científico – em especial sua formulação mainstream, baseada na obra do filósofo austríaco Karl Popper (1902-1994) –, já estamos na arena do nonsense há alguns parágrafos.

A hipótese de que existem espíritos e de que são capazes de ditar cartas a humanos seletos não pode ser confirmada nem refutada empiricamente, pois o único meio de fazê-lo seria acessar a consciência de um médium autêntico no momento da psicografia. Sem esse recurso, resta apenas a palavra dos envolvidos. E afirmações que não podem ser verificadas por testes são questões de fé.

O método científico também depende da repetição. Uma teoria só pode ser confirmada se uma série de experimentos similares, conduzidos por diferentes pesquisadores, levarem sempre à mesma conclusão. Se um único perito em grafoscopia, declaradamente enviesado a favor do espiritismo, analisa uma única carta de um médium e declara sua veracidade, essa não é – nem de longe – evidência conclusiva.

De acordo com Juliana Dias e Rachel Herdy, é exatamente isso que o perito Carlos Augusto Perandréa faz no livro A psicografia à luz da grafoscopia (1991): analisa uma única carta psicografada de Chico Xavier, comparando-a a um cartão de Natal escrito pela pessoa  ainda em vida. Embora a obra seja citada com frequência por outros juristas, ela só tem valor como caso isolado misturado a opinião pessoal.

Para realmente testar a hipótese de que a caligrafia dos médiuns reproduz a dos mortos, precisaríamos de uma grande amostra de cartas, analisadas por peritos idôneos, e essa análise precisaria ser organizada de modo a minimizar vieses (na testagem de um medicamento, por exemplo, isso é feito com o cegamento duplo, em que nem os médicos nem os pacientes sabem quem está tomando o placebo e quem está tomando a droga verdadeira). Por fim, os resultados deveriam levar em consideração o grau de incerteza intrínseco à grafoscopia.

Só após muitos estudos com um crivo de qualidade alto, exibindo resultados muito acima dos esperados por pura sorte, poderíamos dizer que há algo próximo de um consenso. Esse processo leva anos, ou décadas. A detecção de ondas gravitacionais em 2015 e a fotografia do buraco negro M87* em 2019 serviram como confirmações para as equações da Relatividade Geral de Einstein, que datam de 1915. 

Outro problema é o argumento falacioso do apelo à autoridade. Existem alguns cientistas razoavelmente famosos – como o já mencionado William Crookes – que se tornaram espíritas em alguma etapa da vida e buscaram testar sua fé aplicando o método científico.  Até hoje existem espíritas com linhas de pesquisa dúbias trabalhando em universidades.

Ideias erradas nascem em berço de ouro. Até Linus Pauling, com seus dois Prêmios Nobel, defendeu o uso de doses cavalares de vitamina C contra resfriados – uma ideia que não encontra respaldo em nenhum estudo de nutrição, mas leva mães preocupadas a comprarem comprimidos efervescentes até hoje. O que interessa é ler criticamente o trabalho de qualquer especialista consultado, sem se deixar levar pelo currículo Lattes.

As cartas psicografadas são só mais um capítulo do flerte do Judiciário com as pseudociências – que passa, por exemplo, pelo uso de uma psicoterapia new age machista chamada constelação familiar como ferramenta de conciliação.

Se o Estado laico deve respeitar provas que são questão de fé e não têm base no método científico, então voltamos à era em que o Judiciário era desnecessário. Afinal, o Deus onisciente e onipresente sabe o que aconteceu; basta consultá-lo. Essa é a prova medieval da ordália, cuja versão mais antiga está no livro bíblico Números: a mulher suspeita de adultério bebe água contaminada. Se ela passar mal, é porque traiu. Se ficar bem, Deus a protegeu e ela é inocente (Nm 5:11-31). Haja anticorpos para sobreviver a esse júri.

Bruno Vaiano é jornalistajudiciário

A ciência comprova a reencarnação?

Carlos Orsi é jornalista e editor-chefe da Revista Questão de Ciência

Reencarnação é o tipo de assunto que muitas vezes acaba indo parar naquela região instável do espaço mental em que parece haver alguma intersecção entre crença religiosa e conhecimento científico. Enquanto artigo de fé, não há exatamente o que discutir: cada um acredita no que quiser.

 Também é claro que a relevância emocional ou social de uma crença pode ser totalmente independente de sua aprovação científica. Entre hinduístas, budistas e espíritas, estima-se que cerca de 20% da população mundial tem algum tipo de familiaridade cultural com a ideia de que o espírito dos mortos retorna para viver novas vidas.

Mas quando o tema deixa a esfera religiosa e se arroga o tipo de validade peculiar das ciências naturais – por exemplo, se propõe a embasar tratamentos de saúde custeados com dinheiro público – a coisa muda de figura. Muitos católicos talvez experimentem efeitos psicológicos salutares do sacramento da Confissão, por exemplo, mas nem por isso teremos padres confessores integrados ao SUS.

Nesse contexto, pelo menos duas modalidades – antroposofia e constelação familiar – acolhidas no Plano Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), do Ministério da Saúde, pressupõem alguma forma de transmigração de almas. Além disso, outras propostas terapêuticas que, embora não integradas ao SUS, buscam se apresentar como cientificamente embasadas e surfar na onda de aceitação geral das práticas alternativas, como a regressão terapêutica, dependem de haver alguma realidade mensurável ligada a esse suposto fenômeno.

Estudos que tentam estabelecer a reencarnação em bases científicas costumam vir em duas modalidades: regressão hipnótica e depoimentos de crianças pequenas (geralmente, entre dois e seis anos). O segundo tipo costuma ser apontado como o corpo de evidência mais forte – ainda que, como veremos, esteja bem longe de conclusivo –, e atualmente é alvo, no Brasil, de pesquisa realizada na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Irlanda imaginária

A regressão hipnótica ganhou fama no Ocidente a partir do caso de Bridey Murphy, divulgado nos Estados Unidos no início da década de 50. Entre 1951 e 1953, o americano Morey Bernstein conduziu meia dúzia de sessões de hipnose com a dona-de-casa Virginia Tighe, em que Tighe “relembrou” uma vida pregressa como Bridey Murphy, uma irlandesa nascida no fim do século 18.

Publicado em 1956, o livro “A Busca por Bridey Murphy” vendeu mais de um milhão de exemplares nos EUA e desencadeou uma verdadeira mania popular por reencarnação, que incluiu a realização de festas a fantasia a que os convidados deveriam comparecer vestidos de acordo com suas “vidas passadas”.

Resenhas do livro por estudiosos da história da Irlanda não demoraram a pôr a biografia de Bridey em xeque, e a investigação de diversos detalhes sobre a vida da suposta encarnação irlandesa (nomes de ruas, professores, datas, etc.) falhou em produzir evidência confirmatória. A maioria dos cientistas que se debruçaram sobre o caso considera o produto da regressão de Virgina Tighe uma mistura de fantasia e criptomnésia – quando a pessoa se lembra de uma informação, mas não da fonte.

Mesmo o psiquiatra canadense Ian Stevenson (1918-2007), talvez o  maior propositor, no Ocidente, do estudo científico de supostos casos de reencarnação (e um dos poucos que seguiu levando o caso Bridey Murphy a sério, após todas as investigações), considerava a regressão hipnótica um instrumento perigoso e inadequado, pela facilidade com que fantasia, drama e imaginação podem moldar relatos. Em geral, apontou Stevenson em seu livro “Children Who Remember Previous Lives” (“Crianças Que Se Lembram de Vidas Passadas”), o uso de hipnose para revelar lembranças de vidas pregressas tende a produzir resultados “vergonhosos” ou “constrangedores”.

Sublinhando a baixíssima confiabilidade de informações obtidas hipnoticamente, em 1983 o autor britânico Chet Snow teve seu espírito “enviado para o futuro” por meio de hipnose e testemunhou uma invasão da Europa por tropas soviéticas na segunda metade da década de 90 (a União Soviética, claro, deixou de existir  1991), além do afundamento da Califórnia e do Havaí no Oceano Pacífico, também nos anos 1990.

Pergunte às crianças

Ao longo de décadas, Ian Stevenson colecionou milhares de depoimentos de crianças que supostamente se lembravam de vidas passadas. Mais de 90% da amostra começava a falar sobre existências anteriores entre as idades de dois e quatro anos, e perdia o interesse no assunto a partir dos cinco. E a esmagadora maioria vinha de culturas onde a reencarnação é um fenômeno aceito e esperado por razões religiosas, como os drusos do Líbano ou os hindus.

Crianças pequenas representam uma vantagem para esse tipo de pesquisa por uma série de fatores: se a reencarnação realmente ocorre, é de se esperar que as memórias da vida anterior, caso se transmitam entre encarnações, ainda estejam “frescas” na mente recém-nascida; e a criança supostamente ainda não teve experiência de vida suficiente para sofrer influência cultural do meio ou para ser vítima de criptomnésia.

As desvantagens, no entanto, são tão grandes ou maiores, ainda que menos óbvias. Primeiro, declarações feitas por crianças assim tão pequenas requerem, quase que inevitavelmente, interpretação por parte dos pais, que em geral estavam culturalmente predispostos a ver sinais de reencarnação.

Além disso, crianças, mesmo as menores, estão abertas a condicionamento, têm o desejo instintivo de atrair a atenção e o carinho dos adultos ao redor e encontram-se sempre atentas a pistas ambientais. Se um grupo de adultos apresenta a um menino pequeno duas fotos e lhe pergunta qual delas é sua esposa, não é difícil a criança intuir, pelos olhares e linguagem corporal, qual a imagem que deve escolher.

Problemas

Stevenson tinha consciência dessas limitações, e geralmente se referia a seus casos como “sugestivos” de reencarnação, ou “do tipo” reencarnação, evitando tratar qualquer peça de evidência isolada como conclusiva. Mesmo assim, ele parecia convencido de que, ao menos em certas ocasiões, a melhor explicação envolveria algum tipo de transmissão paranormal de informação e, possivelmente, de personalidade.

Críticos de seu trabalho, no entanto, apontam que a conclusão é inválida,  baseada num mero acúmulo de relatos anedóticos, desprovido de coerência teórica e que, no fim, reduz-se à falácia do apelo à ignorância: o fato de um pesquisador acreditar ter descartado as explicações de que não gosta não basta para demonstrar que aquela do seu agrado é a correta. Na verdade, se a explicação preferida tem uma probabilidade prévia muito baixa, o melhor é rever os procedimentos utilizados e reanalisar os dados.

“O maior problema com o trabalho de Stevenson é que os métodos usados por ele para investigar os alegados casos de reencarnação são inadequados para eliminar, como explicação, a simples imaginação das crianças que alegam ser reencarnações”, aponta o neurologista Terence Hines no livro “Pseudoscience and the Paranormal” (“Pseudociência e o Paranormal”).

O filósofo Leonard Angel analisou os métodos aplicados por Stevenson em um de seus casos considerados mais convincentes, o do garoto libanês Imad Elawar, e encontrou graves falhas. Champe Ramson, que durante algum tempo foi assistente de Stevenson, também produziu uma crítica dos métodos usados nas pesquisas .

Para além de questões metodológicas específicas, as tentativas de estabelecer a reencarnação sobre bases científicas sofrem ainda com um grave problema conceitual: o de o quê, exatamente, estaria “reencarnando”. Toda a neurociência sugere que memórias são estados físicos do cérebro. E o cérebro se desfaz junto com o resto do corpo, após a morte.

As religiões podem postular forças e entidades além do físico, mas aí as bases deixam de ser científicas, e voltamos à questão inicial sobre se deve haver confessionários no SUS. Resumindo: a ideia de reencarnação pode ser muita coisa, mas ciência, certamente, não é.

A envelhescência

De: Sandra Pujol

Se observamos com cuidado, podemos detectar a aparição de uma nova faixa social que não existia antes: pessoas que hoje têm entre sessenta e oitenta anos.
A esse grupo pertence uma geração que expulsou da terminologia a palavra envelhecer, porque simplesmente não tem em seus planos atuais a possibilidade de fazê-lo. É uma verdadeira novidade demográfica, semelhante ao surgimento da adolescência; na época, que também era uma nova faixa social, que surgiu em meados do século XX para dar identidade a uma massa de crianças desabrochando, em corpos adultos, que não sabiam, até então, para onde ir ou como se vestir.
Este novo grupo humano, que hoje tem cerca de sessenta, setenta ou 80 anos, levou uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes que trabalharam durante muito tempo e conseguiram mudar o significado sombrio que tanta literatura latino-americana deu por décadas ao conceito de trabalho. Longe dos tristes escritórios, muitos deles procuraram e encontraram, há muito tempo, a atividade que mais gostavam e na qual ganham a vida.
Supostamente é por isso que eles se sentem plenos; alguns nem sonham em se aposentar.
Aqueles que já se aposentaram desfrutam plenamente de seus dias, sem medo do ócio ou solidão, crescem internamente. Eles desfrutam do tempo livre, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, carências, esforços e eventos fortuitos, vale bem a pena contemplar o mar, a serra e o céu.
Mas algumas coisas já sabemos que, por exemplo, não são pessoas paradas no tempo; pessoas de cinquenta, sessenta ou setenta, homens e mulheres, operam o computador como se tivessem feito isso durante toda a vida.
Eles escrevem e veem os filhos que estão longe e até esquecem o antigo telefone para entrar em contato com seus amigos para os quais escrevem e-mails ou mandam whatssapps.
Hoje, pessoas de 60, 70 ou 80 anos, como é seu costume, estão lançando uma idade que AINDA NÃO TEM NOME. Antes, os que tinham essa idade, eram velhos e hoje não são mais… hoje estão física e intelectualmente plenos, lembram-se da sua juventude , mas sem nostalgia, porque a juventude também é cheia de quedas e nostalgias e eles bem sabem disso. Hoje, as pessoas de 60, 70 e 80 anos celebram o Sol todas as manhãs e sorriem para si mesmas com muita frequência … Elas fazem planos para suas próprias vidas, não com as vidas dos demais.
Talvez, por algum motivo secreto que apenas os do século XXI conheçam e saberão, a juventude é carregada internamente. A diferença entre uma criança e um adulto é, simplesmente, o preço de seus brinquedos.
Nota: Por favor, não guarde, passe adiante, sei que você tem uma juventude acumulada , não importa se são 60 s 70 s 80 ou mais …

O caminho de volta

(Teta Barbosa, jornalista, publicitária, reside no Recife )

Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.

Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra “fim”. Antes dela, avistei a placa de “retorno” e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz “a internet voltou!” já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook e o Twitter juntos.

Aqui se chama “aldeia” e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.

Aí eu me lembro da placa “retorno” e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: “retorno – última chance de você salvar sua vida!” Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: “Compre um e leve dois”. Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.

Equilíbrio e harmonia – limpando a energia negativa

Por: Christie Marie Sheldon

 

Como a energia negativa afeta sua vida e como limpá-la

Você sabe que semelhante atrai semelhante, certo? Então aqui está o negócio: as pessoas positivas são atraídas para a energia positiva, as pessoas negativas são atraídas para as energias negativas.

Nós tendemos a perceber a energia negativa como algo que outras pessoas têm. Claro, às vezes nos sentimos negativos – como em “vá embora e me deixe em paz, mundo!” Mas você sabia que a negatividade pode ser tão enrraizada em você que passa despercebida?

Isso porque a negatividade às vezes usa um disfarce chamado “realidade”. É fácil racionalizar e dizer que está “sendo apenas realista” em não ousar agir em um sonho – e acreditar nele!

Você pode supor que as pessoas positivas não estão sendo realistas – que estão sendo ingênuas, que estão em negação com a cabeça enterrada na areia, que eles colocaram sorrisos falsos diante da dificuldade e assim por diante. Mas eles são realmente idiotas felizes ou há algo de bom na sua positividade?

Considere o seguinte: desde quando é que “ser realista” significa necessariamente que as coisas vão dar errado e que você tem que aceitar isso como a verdade?

Isso não significa que ser realista é automaticamente negativo. Quando você vê o mundo do ponto de vista “realista”, você não pode deixar de ser negativo se a sua versão da realidade é negativa.

Se a sua versão da realidade é negativa, você está condicionado a acreditar que tudo pode dar errado, vai dar errado e o que pode dar certo, provavelmente vai dar errado também. Suas crenças inconscientemente detidas farão de você uma pessoa negativa sem que você saiba disso!

Portanto – se essa negatividade é tão enrraizada em você que você não perceba, como você determina se você está preso em uma nuvem de energia negativa que está atraindo as pessoas erradas, situações erradas e sentimentos errados? E como você pode ter certeza que você não está perpetuando essa negatividade?

Aqui está um rápido teste para medir o nível de energia negativa dentro de você:

  • Você reclama? Todo o tempo ou apenas algumas vezes?
  • Você costuma discutir o que há de errado no mundo mais do que o que é certo? Isso inclui o tempo ‘terrível’, o tráfego ‘horrível’, o governo ‘idiota’, a economia ‘ruim’, ‘estúpido’ chefe, etc;
  • Você critica? O tempo todo ou apenas a determinadas pessoas?
  • Você é atraído para o drama e desastre (você pode descolar-se da TV, quando há uma notícia de um desastre e você pode evitar se envolver na vida das celebridades disfuncionais?)
  • Você culpa? O tempo todo ou apenas a determinadas situações?
  • Você acredita que você não tem controle sobre a maioria de seus resultados?
  • Você se sente como uma vítima? Você fala de pessoas fazendo coisas para você?
  • Você é grato por aquilo que é ou vai ser grato quando as coisas finalmente começarem a dar certo para você?
  • Você sente que as coisas estão acontecendo com você? Ou você acha que elas estão acontecendo através de você?

Este dois últimos pontos são importantes:

Se você não é grato, exceto quando as coisas dão certo, você é negativo. A gratidão é positiva. Se você é grato por aquilo que é (incluindo a escola desagradável de lições de vida), então você pode convidar mais e mais energia positiva em sua vida.

Acreditando que as coisas acontecem para que você o colocando no papel de vítima; então é fácil ser negativo, porque é conveniente dar-se esse poder. Portanto, considere esta alternativa: quem ou o que é a culpa quando as coisas boas acontecem para você? Você reconhece que é responsável pelas coisas boas – como, você trabalhou duro, você ganhou, etc … mas culpar eventos externos ou outras pessoas por suas falhas? Então como é que, quando coisas boas acontecem, elas são um resultado do que você faz, mas quando coisas ruins acontecem, não são culpa sua?

Ninguém gosta de ouvir isso. É preciso coragem para aceitar que você cria a sua experiência de vida!

Se você respondeu sim a alguma das perguntas acima, você está segurando a energia negativa em algum grau! Para limpar a sua energia negativa e elevar a sua vibração, você terá que treinar-se para escolher uma atitude positiva.

Aqui está outra idéia interessante a considerar: você já reparou que as pessoas positivas parecem conseguir o que querem da vida, e mesmo se as coisas não ocorrem a sua maneira, elas ainda desfrutam de suas vidas … enquanto as pessoas negativas lamentam e reclamam sobre os seus infortúnios e mesmo as coisas boas em suas vidas?

Para limpar a energia negativa, tente este processo de 3 passos:

1. Aproprie-se: “Quando você pensa que tudo é culpa de alguém, você vai sofrer muito. Quando você percebe que tudo nasce apenas de si mesmo, você vai aprender a paz e a alegria. “- Dalai Lama

2. Cancele pensamentos negativos e substitua-os por pensamentos positivos. Isso requer prática, dedicação e de tomar uma decisão de ver o mundo através dos olhos de “o que pode dar certo” em vez de “o que pode dar errado.” Você vai ter que pegar a si mesmo quando você estiver agindo ou falando da sua negatividade, e imediatamente mudar sua melodia.

3. Visualize o positivo em vez de ficar sugando negatividade; supere condicionamentos passados, pense intuitivamente com a alma, em vez da “realidade”; crie uma nova, desejada realidade em sua imaginação e manifeste-a no mundo exterior. Ninguém quer a energia negativa para permear suas vidas, mas muitos de nós permitimos isso. Mas nós permitimos inconscientemente, com base no condicionamento passado que sugere um resultado inevitável de determinadas situações. Quando você superar esse condicionamento e perceber que o futuro não está gravado em pedra, mas que você tem mais controle sobre suas circunstâncias do que você acredita – então você pode começar a projetar conscientemente sua vida.

O que vai acontecer então? Sua energia positiva irá atrair magneticamente o que você considera ser bom e certo para você: as pessoas, situações, coisas … e você vai notar um aumento enorme, enorme na sua felicidade e paz interior.

Porque não escolher a energia positiva? Faça algumas alterações no interior, e você verá rapidamente mudanças positivas em sua vida. Aproveite os bons sentimentos e abundância!

Mãe

A renomada cientista chegou na escola do município. Sua chegada atraiu repórteres, políticos e os curiosos pais. Dra. Brown, com mestrados e doutorados, dominando vários idiomas, ministrou uma aula para a quinta série.

Seu objetivo era demonstrar o que havia de mais moderno e eficiente em termos de tecnologia, no mundo. Para atender a curiosidade, a aula foi transmitida por vídeo-conferência para a praça da cidade. Ela falou sobre as mais avançadas invenções tecnológicas e fascinou as crianças com aparelhos que trouxera em uma grande mala.

Finalizou dizendo que cada aluno deveria trazer, no dia seguinte, um texto descrevendo o que de mais moderno e eficiente havia em sua própria casa. O melhor relato ganharia relevante amparo financeiro.

No outro dia, havia ainda mais pessoas na praça desejando saber quem seria o premiado. Dra. Brown leu todos os textos e depois de algum tempo, emocionada, anunciou o vencedor.

Era um menino de dez anos que escrevera: A senhora pediu para escrever sobre o que houvesse de mais moderno e eficiente em minha casa.

Bom, eu moro longe da escola. Levanto bem cedo porque venho a pé. Minha mãe me oferece um copo de café com leite quentinho. Ela é muito rápida para acender o fogão a lenha.

Dos aparelhos que a senhora citou na aula não tem nenhum lá em casa. Não temos energia elétrica. Minha mãe ilumina toda a casa com uma lamparina, movida a querosene. Acho que ela também é cientista, como a senhora.

A pouca roupa que temos é lavada no rio, com sabão de cinza.

Quando volto da escola, o almoço está pronto. Mamãe e eu cuidamos da plantação em volta da casa: uma rocinha de arroz, feijão, algumas verduras.

A refeição é sempre deliciosa, até com alguns ovos, porque temos galinhas. E um pomar, que visito todo dia.

Gostei da máquina que filtra água, que a senhora mostrou. Lá em casa, também mamãe nos dá água boa. Ela ferve bastante a água do rio, deixa esfriar e coloca em vidros esterilizados.

A senhora devia conhecer a minha mãe. Ela é linda. Seu maior sonho é aprender a ler. Mas contas ela faz muito bem. Até me ajuda na tarefa.

De noite, ela narra histórias de um homem chamado Jesus e fazemos oração, antes de dormir.

Às vezes, escuto meus colegas conversando sobre o que passou na televisão. Nesses dias, tenho vontade de ter uma em minha casa, mas depois a vontade passa.

Porque sou muito feliz ajudando minha mãe, conversando com ela, sendo amado por ela. Aí, chego a ter certeza que lá em casa não falta nada.

Lembrei do espremedor de frutas ultrapotente que a senhora mostrou. Achei interessante. Mas, lá em casa, comemos a fruta no pé, todo dia.

Bom, acho que o meu texto não servirá para o que a senhora pediu. Escrevi porque minha mãe me ensinou a cumprir em dia tudo que for solicitado.

Agradeço a sua visita à minha escola e a oportunidade de conhecer a segunda mulher mais importante do mundo. A primeira, sem dúvida, é a minha mãe.

Termino minha redação seguro e certo: o que há de mais moderno e eficiente em minha casa atende pelo nome de mamãe.

Terminada a leitura, concluiu a Dra. Brown: Descobri hoje, nesta cidade do interior, uma lição que nenhuma universidade do mundo conseguiu me ensinar.

Eu me preocupei muito em ter, em inventar, em chamar a atenção. Deixei de enxergar o que realmente vale a pena nesta vida: a extraordinária tarefa de ser mãe. O grande tesouro do amor.

de Ângela Aparecida Gonçalves Reis Ferreira,

do jornal A voz da cidade, Paraguaçu, de 4 de maio de 2013.

A recompensa da gratidão

Ela viera das terras distantes de Cesaréia de Filipe, na Decápole. Era considerada impura, pois há doze anos um fluxo sanguíneo não a deixava. Recorrera a todos os métodos possíveis, na ânsia da cura.

Tudo inútil. Seu mal era considerado um sinal de desventura, um castigo divino.

Após ter gasto tudo que possuía, ela resolvera buscar a próspera Cafarnaum, na esperança de encontrar um remédio ainda não experimentado, um médico ainda não consultado.

Chegou à cidade no momento em que o sublime profeta de Nazaré acabava de saltar nas brancas praias de Cafarnaum.

Pelos caminhos, ela ouvira falar dAquele Homem, pela boca dos que tinham sido abençoados por Suas mãos e haviam recuperado a saúde.

O povo se comprime. Todos almejam chegar mais perto. A figura de Jesus se destaca com Sua túnica tecida sem costura, seu manto quadrangular de borlas tecidas em fios de linho.

A mulher tenta se aproximar dEle. O coração parece lhe saltar do peito. O que dizer-lhe? Como falar da sua desdita, expondo-se, em meio a tanta gente?

Ela já fora tão humilhada. As marcas da problemática orgânica lhe denunciavam a enfermidade. Estava descarnada, anêmica.

Ela acreditava nEle. Parecia sentir que uma força extraordinária se desprendia dEle. Todo Ele era grandeza. Almejava gritar, tocá-lO. Isto: tocá-lO seria suficiente para que se curasse.

Então, numa rua estreita, enquanto a multidão se adensava cada vez mais, ela aproximou-se e por trás, alongou o braço esquálido e lhe tocou as vestes com a ponta dos dedos.

Maravilha! O sangue estancou de imediato. A dor se foi. Uma sensação estranha a dominou. Sentiu-se renovada. Foram alguns segundos de êxtase. Logo, a voz dEle se destacou na multidão:

Quem me tocou?

Os discípulos dizem que é impossível saber, pois todos O apertam, comprimem.

Ela se atira aos pés dEle e confessa:

Fui eu, Senhor. Guardava a certeza que, em tocando-te as vestes, recuperaria a saúde.

Jesus a envolve em Seu olhar e a sossega:

Filha, vai em paz. A fé te salvou. Fica livre do teu mal!

Algum tempo depois, Ele foi preso. Às horas de angústia da incerteza do destino dEle, se seguiu a cruel subida até à Colina da Caveira.

Sob o peso do madeiro que carrega, enfraquecido por não ter se alimentado desde a noite anterior e pelas longas horas de flagelação, ele cai.

Ela não se contém. Burla a vigilância dos soldados e corre-lhe ao encontro. Com uma toalha branca, limpa-lhe a face ensanguentada e dorida.

Quando a retira, nela estava estampado o rosto dEle, tingido pelo sangue.

Vai em paz! Lembrar-me-ei de ti…- Escuta ela em seu coração.

A mulher hemorroíssa, do livro As primícias do reino, pelo
Espírito Amélia Rodrigues, 

Terapia das Vivências Passadas

Escrito por Richard Simonetti –
Do livro: Reencarnação: Tudo o que você precisa Saber

1 – O que é a TVP?

É a terapia das vivências passadas, envolvendo pesquisas em torno de
experiências traumáticas ocorridas no passado próximo ou remoto; na existência
atual ou anteriores. O objetivo é ajudar o paciente a lidar com os conflitos e
fobias resultantes desses traumas, a partir de uma catarse.

2 – O que é catarse?

Ao recordar a situação dramática que motivou seu problema, experimentando as
mesmas emoções, o paciente aprende a lidar melhor com ele, superando-o. Alguém
tem irracional pavor de recintos fechados, a claustrofobia. Submetendo-se à TVP
descobre que em existência anterior morreu emparedado (preso num cubículo sem
portas ou janelas). Ao reviver aquelas emoções, tomando consciência da origem de
seu medo, começa a vencê-lo. É a catarse.

3 – Freud praticava a TVP?

Freud, que desenvolveu a teoria das emoções reprimidas, tentou a hipnose,
como caminho para liberá-las, mas desistiu, considerando algumas dificuldades:
nem todas os pacientes são hipnotizáveis e poucos atingem o estado mais profundo
de transe, necessário à regressão. E o fato de não reviverem conscientemente as
experiências passadas impedia a catarse. Partiu para outros métodos, como a
livre associação de idéias e a interpretação dos sonhos.

4 – Se não deu certo com Freud, por que dá certo com a TVP?

A metodologia é diferente. O paciente não é hipnotizado. Ele é conduzido pelo
terapeuta a técnicas de relaxamento que o induzem a recordar, conscientemente.

5 – Se o esquecimento do passado é útil e necessário, na medida em que nos
ajuda em vários aspectos, principalmente a superar paixões e fixações que
precipitaram nossos fracassos no pretérito, não seria inconveniente a TVP?

A função da TVP não é desvendar existências pretéritas, mas ajudar o paciente
a lidar com experiências que o traumatizaram. São flashs, não uma história
completa, passível de causar-lhe embaraços.

6 – E quanto às fantasias do paciente, reportando-se a supostas
experiências anteriores?

Em qualquer terapia psicossomática o terapeuta lidará com fantasias
conscientes ou inconscientes do paciente. Compete-lhe treinar a habilidade de
separar a realidade da imaginação.

7 – A TVP é uma terapia espírita?

É uma especialidade médica, a ser exercitada por profissionais de saúde
habilitados. O terapeuta não precisa sequer conhecer o Espiritismo, embora venha
a lidar com um de seus princípios básicos – a reencarnação.

8 – Tem futuro a TVP?

Sem dúvida. Ela se expande com grande velocidade, mundo afora, exercitada por
psicólogos, psiquiatras e psicanalistas. Contribuirá decisivamente para o
reconhecimento da reencarnação como lei natural.

O medicamento está em você e você não o usa

Somos as únicas criaturas na superfície da Terra capazes de transformar nossa biologia por meio do que pensamos e sentimos.

📌

Suas células estão constantemente observando seus pensamentos e sendo modificadas por eles.

📌

Um surto de depressão destrói o sistema imunológico. No entanto serenar você, fortifica tremendamente.

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A alegria e a atividade harmoniosa mantêm você saudável e prolongam sua vida.

📌

A memória de uma situação negativa ou triste libera em você os mesmos hormônios destrutivos e substâncias biológicas que o estresse.

📌

As Suas células estão constantemente processando todas as suas experiências e metabolizando-as de acordo com seus pontos de vista.

📌

Em seu corpo, a produção de neurotransmissores é alterada, o nível de hormônios varia, seu ciclo de sono é interrompido, a superfície externa de suas células torna-se mais viscosa e mais propensa a se aglomerar e até mesmo suas lágrimas contêm traços químicos diferentes dos lágrimas de alegria.

📌

Todo esse perfil bioquímico será modificado drasticamente quando você se sentir calmo, e até mesmo seu envelhecimento será neutralizado a cada dia.

📌

Shakespeare não estava sendo metafórico quando, por meio de seu personagem Próspero, disse: “Somos feitos da mesma matéria dos sonhos.”

📌

Quer saber como está seu corpo hoje?

📌

Portanto, lembre-se do que você pensou e sentiu ontem.

📌

Quer saber como estará seu corpo amanhã?Observe seus pensamentos e emoções hoje!

📌

Ao abrir o coração e a mente, você evitará que um cirurgião faça isso por você.

📌

O remédio está em você e você não o usa. A doença vem de você mesmo e você não percebe.

📌

Lembre-se, não somos o que pensamos que somos, mas o que pensamos e sentimos sem saber.

Psicóloga Sandra Bezerra
@PsicologaSandraBezerra
Clinica Vetoreana

Confiança sempre

Não percamos a nossa fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os nossos pés estejam sangrando, sigamos em frente, erguendo-a por luz celeste, acima de nós mesmos.

Esforcemo-nos no bem e esperemos com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.

Elevemos, pois, o nosso olhar e caminhemos.

Lutemos e sirvamos.

Brilha a alvorada além da noite.

Hoje é possível que a tempestade nos maltrate o coração e nos atormente o ideal, afligindo-nos ou ameaçando-nos com a morte…

Não nos esqueçamos, porém, de que amanhã será outro dia.

Arthur Moreira Lima

É assim. Muitos simplesmente apontam o caos. E não fazem nada.

Outros, arregaçam as mangas e se lançam por este imenso país a realizar maravilhas. Pelo povo. Para o povo.

Um desses se chama Arthur Moreira Lima, uma das mais importantes personalidades da cultura brasileira.

Projetou-se internacionalmente no concurso Chopin, de Varsóvia. Também nos Concursos de Leeds, na Inglaterra e Tchaicovsky, em Moscou.

Em suas turnês por todos os continentes, lota sempre as principais salas de concertos.

A crítica mundial o considera extraordinário intérprete do grande repertório romântico. E não tem poupado elogios à beleza da sua sonoridade e ao seu virtuosismo.

Pois esse brasileiro tem uma iniciativa inédita no Brasil. Ele é o criador, produtor e empresário do programa Um piano pela estrada.

O pianista transporta, literalmente, o concerto todo, dentro de um caminhão-baú.

Inclusive seus sofisticados pianos de cauda. O próprio palco é o resultado da conversão do baú do veículo, a cada concerto, em área de cena.

E tem som amplificado independente, iluminação, telão, camarim com ar condicionado.

Arthur Moreira Lima viaja pelo Brasil. Já foram mais de quinhentos concertos, desde 2003, para cerca de um milhão de pessoas.

Pessoas que nunca tinham presenciado um concerto de piano, que é oferecido em lugares públicos, de forma gratuita.

Música para o povo. Música erudita e popular.

Para um povo cuja esperança parece ir se diluindo a cada dia, ante tantas notícias tristes que tomam as mídias, é um momento de quase êxtase.

Durante cerca de hora e meia, o pianista mescla música clássica universal a clássicos da nossa música popular.

Ele interpreta Bach, Beethoven, Chopin, Mozart e Villa-Lobos, intercalando com nossas músicas populares, que se tornaram clássicas.

Em setembro, ele esteve na capital paranaense e seu espetáculo foi aberto por crianças integrantes do Musicar, projeto de música desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba.

Esses meninos e meninas, estudantes de escolas municipais, estudaram músicas eruditas e populares, buscando fazer uma ponte com o programa que seria apresentado pelo pianista.

Para muitos deles, foi a primeira vez que assistiram a um concerto de piano.

Mais do que isso, participaram ao lado do grande virtuose.

Jornal Bem Paraná, edição de 5 de setembro de 2018

Não tentemos esquecer o passado

Não tentemos esquecer o passado, porque ninguém pode apagar as cicatrizes da alma e nem a força das alegrias vividas. Contudo, não devemos, também, ficar amarrados no passado, presos no saudosismo dos bons momentos ou na amargura dos fracassos.

Não tentemos atropelar o presente, porque ele só existe no agora e se for antecipado já se torna amanhã. De igual forma não queiramos viver o futuro antes do tempo, porque ninguém pode ser feliz em um tempo que não conhece.

A vida é um fenômeno ao vivo, onde podemos encontrar a prosperidade, o sucesso, a evolução, mas, tudo depende de como interpretamos as coisas que chegam até nós ou são criadas por nós.

Não importa o que o mundo ou as pessoas nos apresentem, o que vale é como reagimos aos fatos. Se tirarmos o medo de nossas escolhas e realizações, veremos que as coisas são bem mais simples e fáceis de serem atingidas.

Portanto, procuremos viver o presente da melhor forma que pudermos, aprendendo com as experiências e lições do passado, mas confiantes num futuro que, embora incerto, será reflexo do melhor que fizermos no “agora”.

Neste domingo, roguemos ao Criador que nos municie de suficiente sabedoria para fazermos as melhores escolhas, na busca natural e incessante da nossa felicidade! E iniciemos uma excelente semana!

Um abraço!

A palavra da inocência

Quase sempre acreditamos que as crianças não entendem o que acontece ao seu redor. Tomamos decisões, inclusive a respeito de suas próprias vidas, sem nos importar com seus sentimentos.

Assim acontece nas separações conjugais, em que se decide com quem ficarão os filhos. Assim é quando se decide mudar de residência e até mesmo quando se opta por transferi-los de uma para outra escola.

No entanto, as crianças estão atentas e percebem os acontecimentos muito mais do que possamos imaginar.

A jornalista Xiran que, apesar do regime de opressão e abandono que viveu na China, manteve um programa de rádio, em Nanquim, conta uma história singular, em seu livro As boas mulheres da China.

Havia uma jovem que se casou com um rapaz muito culto e de projeção política na China. Durante três anos, pelo seu status, ele foi estudar em Moscou.

Ela viveu anos de felicidade ao seu lado. Um casamento que foi abençoado com dois filhos. Era uma mulher de sorte, comentava-se.

Então, exatamente no momento em que o casal se alegrava com o nascimento do segundo filho, o marido teve um ataque cardíaco e morreu, repentinamente.

No final do ano seguinte, o filho mais novo morreu de escarlatina.

Com o sofrimento causado pela morte do marido e do filho, ela perdeu a coragem de viver.

Um dia, pegou o filho que restava e seguiu para a margem do rio Yang-Tsé. Seu intuito era se unir ao marido e ao bebê na outra vida.

Parada à beira do rio, ela se preparava para se despedir da vida, quando o filho perguntou, inocentemente:

Nós vamos ver o papai?

Ela levou um choque. Como é que uma criança de cinco anos podia saber o que ela pretendia fazer?

E perguntou: O que é que você acha?

Ele respondeu: É claro que vamos ver o papai! Mas eu não trouxe o meu carrinho de brinquedo para mostrar para ele!

Ela começou a chorar. Nada mais perguntou. Deu-se conta de que ele sabia muito bem o que ela pretendia.

Compreendia que o pai não estava no mesmo mundo que eles, embora não fizesse uma distinção muito clara entre a vida e a morte.

As lágrimas reavivaram nela o instinto materno e o senso de dever.

Tomou o filho no colo e, deixando a correnteza do rio levar a sua fraqueza, retornou para sua casa.

A mensagem de suicida que tinha escrito foi destruída.

Enquanto fazia o caminho de volta ao lar, o menino tornou a perguntar:

E então, não vamos ver o papai?

Procurando engolir o pranto, ela respondeu:

O papai está muito longe. Você é pequeno demais para ir até lá. A mamãe vai ajudá-lo a crescer, para que você possa levar para ele mais coisas. E coisas muito melhores.

Depois disso, ela fez tudo o que uma mãe sozinha pode fazer para dar ao filho o melhor.

A catadora de lixo, do livro As boas mulheres da China,
de autoria de Xinran, 


Como o pensamento positivo constrói suas habilidades, melhora sua saúde e melhora seu trabalho

por James Clear psicologia ComportamentalJ

O pensamento positivo parece útil na superfície. (A maioria de nós prefere ser positivo em vez de negativo.) Mas “pensamento positivo” também é um termo suave e fofo que é fácil de descartar. No mundo real, raramente tem o mesmo peso de palavras como “ética de trabalho” ou “persistência”.

Mas essas visões podem estar mudando.

A pesquisa está começando a revelar que o pensamento positivo é muito mais do que apenas ser feliz ou exibir uma atitude otimista. Pensamentos positivos podem realmente criar valor real em sua vida e ajudá-lo a construir habilidades que duram muito mais do que um sorriso.

O impacto do pensamento positivo em seu trabalho, sua saúde e sua vida está sendo estudado por pessoas que são muito mais inteligentes do que eu. Uma dessas pessoas é Barbara Fredrickson.

Fredrickson é pesquisadora de psicologia positiva na Universidade da Carolina do Norte e publicou um artigo que fornece percepções surpreendentes sobre o pensamento positivo e seu impacto em suas habilidades. Seu trabalho está entre os mais referenciados e citados em sua área e é surpreendentemente útil na vida cotidiana.

Vamos falar sobre a descoberta de Fredrickson e o que isso significa para você…

O que os pensamentos negativos fazem ao seu cérebro

Jogue junto comigo por um momento.

Digamos que você está andando pela floresta e de repente um tigre aparece no caminho à sua frente. Quando isso acontece, seu cérebro registra uma emoção negativa – neste caso, o medo.

Os pesquisadores sabem há muito tempo que as emoções negativas programam seu cérebro para realizar uma ação específica. Quando aquele tigre cruza seu caminho, por exemplo, você corre. O resto do mundo não importa. Você está focado inteiramente no tigre, no medo que ele cria e em como você pode fugir dele.

Em outras palavras, as emoções negativas estreitam sua mente e concentram seus pensamentos. Nesse mesmo momento, você pode ter a opção de subir em uma árvore, pegar uma folha ou um graveto – mas seu cérebro ignora todas essas opções porque elas parecem irrelevantes quando um tigre está na sua frente.

Este é um instinto útil se você está tentando salvar vidas e membros, mas em nossa sociedade moderna não temos que nos preocupar em tropeçar em tigres no deserto. O problema é que seu cérebro ainda está programado para responder às emoções negativas da mesma maneira – desligando o mundo exterior e limitando as opções que você vê ao seu redor.

Por exemplo, quando você está brigando com alguém, sua raiva e emoção podem consumi-lo a ponto de você não conseguir pensar em mais nada. Ou, quando você está estressado com tudo o que precisa fazer hoje, pode achar difícil começar qualquer coisa porque está paralisado com o tamanho da sua lista de tarefas. Ou, se você se sente mal por não se exercitar ou não comer de forma saudável, tudo em que você pensa é em quão pouca força de vontade você tem, como você é preguiçoso e como você não tem nenhuma motivação.

Em cada caso, seu cérebro se fecha do mundo exterior e se concentra nas emoções negativas de medo, raiva e estresse – assim como fez com o tigre. Emoções negativas impedem seu cérebro de ver as outras opções e escolhas que o cercam. É o seu instinto de sobrevivência.

Agora, vamos comparar isso com o que as emoções positivas fazem ao seu cérebro. É aqui que Barbara Fredrickson retorna à história.

O que os pensamentos positivos fazem ao seu cérebro

Fredrickson testou o impacto das emoções positivas no cérebro fazendo um pequeno experimento. Durante este experimento, ela dividiu seus sujeitos de pesquisa em 5 grupos e mostrou a cada grupo diferentes clipes de filmes.

Os dois primeiros grupos viram clipes que criaram emoções positivas. O grupo 1 viu imagens que criaram sentimentos de alegria. O grupo 2 viu imagens que criaram sentimentos de contentamento.

O grupo 3 foi o grupo controle. Eles viram imagens que eram neutras e não produziam nenhuma emoção significativa.

Os dois últimos grupos viram clipes que criaram emoções negativas. O grupo 4 viu imagens que criaram sentimentos de medo. O grupo 5 viu imagens que criaram sentimentos de raiva.

Em seguida, cada participante foi solicitado a se imaginar em uma situação em que sentimentos semelhantes surgiriam e a escrever o que faria. Cada participante recebeu um pedaço de papel com 20 linhas em branco que começavam com a frase “Eu gostaria de…”

Os participantes que viram imagens de medo e raiva anotaram o menor número de respostas. Enquanto isso, os participantes que viram imagens de alegria e contentamento anotaram um número significativamente maior de ações que realizariam, mesmo quando comparados ao grupo neutro.

Em outras palavras, quando você está experimentando emoções positivas como alegria, contentamento e amor, você verá mais possibilidades em sua vida. Essas descobertas estão entre as primeiras que provaram que as emoções positivas ampliam seu senso de possibilidade e abrem sua mente para mais opções.

Mas aquilo foi só o inicio. O impacto realmente interessante do pensamento positivo acontece mais tarde…

Como o pensamento positivo constrói seu conjunto de habilidades

Os benefícios dos pensamentos positivos não param depois que alguns minutos de bons sentimentos diminuem. Na verdade, o maior benefício que os pensamentos positivos proporcionam é uma capacidade aprimorada de desenvolver habilidades e desenvolver recursos para uso posterior na vida.

Vamos considerar um exemplo do mundo real.

Uma criança que corre ao ar livre, balançando em galhos e brincando com amigos, desenvolve a capacidade de se mover atleticamente (habilidades físicas), a capacidade de brincar com os outros e se comunicar com uma equipe (habilidades sociais) e a capacidade de explorar e examinar o mundo ao seu redor (habilidades criativas). Dessa forma, as emoções positivas da brincadeira e da alegria levam a criança a construir habilidades que são úteis e valiosas na vida cotidiana.

Essas habilidades duram muito mais do que as emoções que as iniciaram. Anos depois, essa base do movimento atlético pode se transformar em uma bolsa de estudos como atleta universitário ou as habilidades de comunicação podem florescer em uma oferta de emprego como gerente de negócios. A felicidade que promovia a exploração e a criação de novas habilidades há muito acabou, mas as próprias habilidades continuam vivas.

Fredrickson se refere a isso como a teoria de “ampliar e construir” porque as emoções positivas ampliam seu senso de possibilidades e abrem sua mente, o que, por sua vez, permite que você construa novas habilidades e recursos que podem agregar valor em outras áreas de sua vida.

Como discutimos anteriormente, as emoções negativas fazem o oposto. Por quê? Porque construir habilidades para uso futuro é irrelevante quando há ameaça ou perigo imediato (como o tigre no caminho).

Toda essa pesquisa levanta a questão mais importante de todas: se o pensamento positivo é tão útil para desenvolver habilidades valiosas e apreciar o panorama geral da vida, como você realmente se torna positivo?

Como aumentar o pensamento positivo em sua vida

O que você pode fazer para aumentar os pensamentos positivos e aproveitar a teoria do “ampliar e construir” em sua vida?

Bem, qualquer coisa que desperte sentimentos de alegria, contentamento e amor fará o truque. Você provavelmente sabe o que as coisas funcionam bem para você. Talvez seja tocar guitarra. Talvez seja passar tempo com uma determinada pessoa. Talvez esteja esculpindo pequenos gnomos de madeira.

Dito isto, aqui estão três ideias para você considerar…

1. Meditação —Uma pesquisa recente de Fredrickson e seus colegas revelou que as pessoas que meditam diariamente exibem mais emoções positivas do que aquelas que não meditam. Como esperado, as pessoas que meditaram também desenvolveram habilidades valiosas de longo prazo. Por exemplo, três meses após o término do experimento, as pessoas que meditavam diariamente continuaram a apresentar maior atenção plena, propósito na vida, apoio social e diminuição dos sintomas da doença.

2. Redação — Um estudo publicado no Journal of Research in Personality , examinou um grupo de 90 alunos de graduação que foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo escreveu sobre uma experiência intensamente positiva a cada dia durante três dias consecutivos. O segundo grupo escreveu sobre um tópico de controle.

Três meses depois, os alunos que escreveram sobre experiências positivas apresentaram melhores níveis de humor, menos visitas ao centro de saúde e menos doenças. (Isso me surpreendeu. Melhor saúde depois de apenas três dias escrevendo sobre coisas positivas!)

Felicidade vs. Sucesso (o que vem primeiro?)

Não há dúvida de que a felicidade é o resultado da realização. Ganhar um campeonato, conseguir um emprego melhor, encontrar alguém que você ama – essas coisas trarão alegria e contentamento à sua vida. Mas muitas vezes assumimos erroneamente que isso significa que a felicidade sempre segue o sucesso.

Quantas vezes você já pensou: “Se eu conseguir apenas ___, então estarei pronto”.

Ou: “Quando eu conseguir ___, ficarei satisfeito”.

Eu sei que sou culpado de adiar a felicidade até atingir algum objetivo arbitrário. Mas, como prova a teoria de “ampliar e construir” de Fredrickson, a felicidade é essencial para desenvolver as habilidades que permitem o sucesso.

Em outras palavras, a felicidade é tanto o precursor do sucesso quanto o resultado dele.

Na verdade, os pesquisadores muitas vezes notaram um efeito de composição ou uma “espiral ascendente” que ocorre com pessoas felizes. Eles estão felizes, então eles desenvolvem novas habilidades, essas habilidades levam a um novo sucesso, o que resulta em mais felicidade, e o processo se repete.

Para onde ir a partir daqui

O pensamento positivo não é apenas um termo suave e fofo para se sentir bem. Sim, é ótimo simplesmente “ser feliz”, mas esses momentos de felicidade também são críticos para abrir sua mente para explorar e desenvolver as habilidades que se tornam tão valiosas em outras áreas de sua vida.

Encontrar maneiras de construir felicidade e emoções positivas em sua vida – seja através da meditação, da escrita, de uma partida de basquete ou qualquer outra coisa – fornece mais do que apenas uma diminuição momentânea do estresse e alguns sorrisos.

Períodos de emoção positiva e exploração desimpedida são quando você vê as possibilidades de como suas experiências passadas se encaixam em sua vida futura, quando você começa a desenvolver habilidades que se transformam em talentos úteis mais tarde e quando desperta o desejo de mais exploração e aventura.

Simplificando: busque a alegria, brinque com frequência e persiga a aventura. Seu cérebro fará o resto.

A técnica do grito

Conta-se que nas Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, os nativos descobriram um jeito inteiramente diferente de derrubar árvores.

Se algum tronco é grosso demais para ser abatido com os seus machados, eles o derrubam no grito.

Isso mesmo, no grito. Lenhadores sobem na árvore toda manhã bem cedinho e se põem a gritar.

Repetem o ritual durante trinta dias. A árvore morre e cai por terra. Segundo eles, o método nunca falha e a explicação, também segundo os nativos, é que, gritando, eles matam o espírito da árvore.

Os civilizados logo pensam que se eles dispusessem de tecnologia moderna, poderiam simplesmente derrubar a árvore com máquinas poderosas, rapidamente e de forma mais eficiente.

Entretanto, a técnica desses nativos nos leva a pensar em como nós ainda utilizamos o grito em nossas vidas.

Gritamos no trânsito, quando um motorista desatento executa alguma manobra infeliz, dificultando a nossa livre circulação.

Gritamos no jogo de futebol, com o juiz, o bandeirinha, o jogador, e até mesmo com a bola que parece desviar do gol só para nos provocar.

Falamos alto com o segurança do banco porque a porta giratória nos impede a entrada. Xingamos o caixa do supermercado porque é muito lento, porque não empacota a mercadoria, porque nos fornece o troco errado.

Brigamos com os aparelhos eletrodomésticos porque não funcionam direito.

Em casa, muitas vezes, ao chamarmos a atenção para o que está errado, esquecemos de controlar o volume da voz e falamos alto demais com nossos filhos, com a esposa, com nossos irmãos.

Quase sempre gritamos com as crianças quando estão fazendo alguma traquinagem. Contudo, o grito, além de não educar, assusta.

Podemos imaginar os distúrbios provocados no organismo frágil dos pequenos, com um grande susto?

Com os colegas de trabalho, é comum exagerarmos no tom da voz apenas para dizer que determinada tarefa deve ser refeita.

Em locais públicos, como restaurantes, lanchonetes, quando em grupos, nos esquecemos do respeito que devemos às pessoas, e nos permitimos gargalhar, falar alto demais. E nem nos damos conta do quanto a nossa algazarra perturba os ouvidos alheios.

Tudo isso nos faz reflexionar. Se os nativos das Ilhas Salomão descobriram que as árvores são sensíveis aos gritos, que dizer dos seres humanos!

Pensemos: com gritos e gargalhadas, perturbamos ambientes e pessoas. Com palavras grosseiras, ditadas pela nossa impaciência, podemos partir corações que nos amam ou criar inseguranças em filhos pequenos, que passam a nos temer, em vez de respeitar.

artigo de Robert Fulghum, da
Revista 
Presença Espírita, nº 222,


Afetividade e educação

Grandes pensadores, estudiosos e formadores de opinião deixaram contribuições notáveis na área da educação.

Discutiram seu conceito, métodos de aprendizagem e diversas outras nuances da temática educacional.

Alguns elementos, no entanto, são comuns nas teses e doutrinas desses missionários da Terra. Um deles diz respeito ao afeto.

Comenius, conhecido como criador da Pedagogia Moderna, afirmava no início do século dezessete:

Os mestres conquistarão com tanta facilidade o coração das crianças que elas terão mais vontade de passar o tempo na escola do que em casa, se forem afáveis e doces, se não as assustarem de modo algum com a austeridade, mas, ao contrário, as atraírem com afeto, gestos e palavras paternais; se exaltarem os estudos que estejam fazendo, por sua importância, por sua facilidade e pelo prazer que proporcionam… Numa palavra, se os tratarem com amabilidade.

Jean Jacques Rousseau propôs uma educação inovadora em meados do século dezoito. Era uma proposta de incentivo à expressão das tendências naturais da criança, em vez de reprimi-las ou discipliná-las, como era o mais comum naquele tempo.

Dizia que a educação na infância deveria ser feita com amor e carinho, não com punições e castigos, através de exemplos práticos, despertando na criança a naturalidade, sobretudo os bons sentimentos, deixando em segundo plano o aspecto teórico e racional.

Depois dele, como um dos principais sucessores, surgiu Johann Heinrich Pestalozzi, pedagogo suíço que defendeu que a escola deveria ser não só uma extensão do lar, mas também precisava se inspirar nele para oferecer uma atmosfera de segurança e afeto.

Seguiram-se outros: Steiner, Montessori, Piaget… A lista se alonga.

Todos eles trouxeram como bandeira a afetividade, pois perceberam que só aprendemos quando o componente dos sentimentos está envolvido.

No que diz respeito à aprendizagem moral isso se amplia ainda mais, uma vez que a arte de formar os caracteres, como conceituou Kardec, é uma arte que precisa ser exercida com observação, tato e experiência, e se não houver o afeto, o vínculo amoroso permeando tudo isso, teremos apenas condicionamentos e não hábitos adquiridos.

do livro
Didátida Magna, de Joannis Amos Comenius,


Algo grande que sirva para alguém

A moça trabalhava como voluntária numa loja de roupas usadas, um brechó de um hospital.

Certo dia, conta ela, adentrou a loja uma certa senhora bastante obesa.

Logo a atendente pensou, entristecida: Puxa… Ela não vai encontrar nada na numeração dela…

A partir daquele momento, ficou bastante apreensiva, conforme observava a senhora passando de arara em arara, procurando algo.

Pensava numa forma de evitar que a cliente se sentisse mal, uma vez que tinha certeza de que não encontraria nada que lhe servisse.

Não queria que ela se sentisse excluída e nem que a questão de seu sobrepeso viesse à tona, deixando a estranha sem jeito.

Fez, então, uma breve oração, pedindo uma luz para se sair bem daquela situação delicada, evitando que a senhora passasse por qualquer tipo de humilhação naquele momento.

Foi quando o esperado aconteceu. A cliente se dirigiu à moça e afirmou, um pouco entristecida e constrangida:

É… Não tem nada grande, não é?

E a moça, que até aquele instante não soubera o que fazer, abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu, sorrindo:

Quem disse?? É claro que tem! Olha só o tamanho desse abraço! – E a abraçou com muito carinho.

A loja toda parou para observar a cena inusitada e bela.

A senhora, pega de surpresa, entregou-se àquele abraço acolhedor, deixou-se tomar por algumas lágrimas discretas e exclamou:

Há quanto tempo ninguém me dava um abraço…

Depois de alguns instantes, buscando se recompor, ainda emotiva, finalizou a conversa breve dizendo:

Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava…

…….depoimento anônimo,


Desacelerando

É bastante comum ouvirmos que o tempo está passando mais rápido que nunca. Que nem bem começamos o mês e ele já acabou, que o dia deveria ter mais horas porque elas não nos bastam para tudo que temos a fazer.
Será mesmo tudo verdade?

Que tal pararmos um momento, olharmos para a nossa vida e nos indagarmos: Para onde estou indo? Estou feliz? Que desejo da vida?
Alguns andamos muito estressados, numa maratona até uma linha de
chegada que nunca alcançamos. O som do relógio nos desperta, levantamos, nos arrumamos, engolimos um café às pressas, saímos, nos irritamos no trânsito. As exigências se multiplicam no trabalho, almoçamos de qualquer jeito e prosseguimos, tentando vencer a quantidade de e-mails, de
compromissos, de telefonemas.

O dia se encerra, nos deitamos já pensando nas tarefas do dia seguinte.
Será isso viver? Que tal tirar o pé do acelerador? Na década de 1980,
nasceu na Itália o Slow movement. Em tradução livre, o movimento sem
pressa. Nada mais do que o resgate de um modo mais tranquilo de viver, no qual se valorizam pequenas coisas. O preparo de uma comida, um
bate papo em família, o sentar-se, tranquilo, para ouvir uma música.
Tudo com um detalhe muito importante: estar verdadeiramente
presente, ou seja,
dedicar atenção ao que está fazendo. Trata-se de saborear cada momento da vida.

E não pensemos que isso signifique produzir menos, ou ser menos efetivo em nossas atividades.Viver devagar é viver em equilíbrio, é observar,
refletir, cuidar de si mesmo e dos outros. Estar presente de forma total
em tudo que fazemos nos permitirá desfrutar de forma especial de coisas
simples.Assim, ao saborear uma guloseima, permitamo-nos sentir o
cheiro, comer devagar, deliciando-nos. Veremos que não somente
comeremos menos, o que, de modo geral, buscamos para manter a forma física, quanto sentiremos o verdadeiro prazer da degustação.

Quando um amigo nos falar de um problema que enfrenta, não nos
apressemos em dar conselhos. Ouçamos com calma. Perguntemos.
Sentemos ao lado dele. Permitamos que ele nos diga algo mais, que
desabafe o que lhe machuca a intimidade.Se ouvirmos uma canção,
busquemos prestar atenção na letra. O que nos diz? Percebemos a forma poética e a harmonia das palavras que se juntam em versos e em
melodia? Sejamos, em cada ação, dedicados totalmente.

E aprendamos a nos desligar, temporariamente, do celular. Aprendamos a perceber o movimento do nosso próprio corpo em cada atividade física
que realizarmos. Caminhemos, ao ar livre, pouco que seja, mas o façamos com qualidade.Sintamos o pulsar do coração, que nos garante a vida, o
trabalho dos pulmões que se inflam no processo da respiração ritmada.
Por fim, pensemos quem são as pessoas mais importantes em nossa vida.

Deixemos de nos desculpar com não termos tempo e valorizemos as
relações humanas. Abracemos, olhemos nos olhos do outro, ofereçamos afeto. Cuidemos de quem amamos, brinquemos, pratiquemos a escuta
atenta.Isso é desacelerar, viver com qualidade.

Trabalhemos, estudemos, ofereçamos o melhor de nós. E façamos
pequenas pausas em nossas horas.Comecemos hoje.

de Helaine Martins,
da revista 
Sorria, de  setembro/outubro 2019.


A visão de cada um

Dois homens muito doentes ocupavam uma mesma enfermaria em um grande hospital.

Sua única comunicação com o mundo de fora era uma janela. Um deles tinha a sua cama perto da janela e, todos os dias,  tinha permissão para se sentar em sua cama, por algumas horas. Tudo como parte do tratamento dos pulmões.

O outro, cuja cama ficava no lado oposto do pequeno cômodo, ficava o dia todo deitado de barriga para cima.

Todas as tardes, quando o homem, cuja cama ficava perto da janela, era colocado sentado, ele passava a descrever para o companheiro de quarto o que havia lá fora.

Falava do grande parque, cheio de grama verde, de árvores frondosas e flores mais além, em canteiros bem cuidados.

Descrevia o lago, onde havia patos e cisnes. Falava das crianças que jogavam migalhas de pão para as aves e dos barcos de brinquedo que coloriam as tardes de verão.

Falava dos casais de namorados que passeavam de mãos dadas entre as árvores, dos jogos de bola muito disputados entre a criançada.

Dizia que, bem além da linha das árvores, ele podia ver um pouco da cidade, o contorno dos altos prédios contra o azul do céu.

O homem deitado somente escutava e escutava. Houve um dia em que ouviu, preocupado, o caso de uma criança que quase caiu no lago, sendo salva a tempo por sua mãe.

Num outro dia, a descrição minuciosa foi a respeito dos lindos vestidos das moças que saudavam a primavera em flor.

O homem deitado quase podia ver o que o outro descrevia, tantos eram os detalhes e a emoção do companheiro sentado. E, aos poucos, foi se tomando de inveja.

Por que somente o outro, que ficava perto da janela, podia ter aquele prazer? Por que ele também não podia ter aquela mesma oportunidade?

Enquanto assim pensava, mais se envergonhava e, no entanto, não conseguia evitar que tais pensamentos o atormentassem.

Certa noite, enquanto estava ali olhando para o teto, como sempre, percebeu que o outro começou a passar mal. Acordou tossindo, parecendo sufocar.

Com desespero, o botão de emergência foi acionado. As enfermeiras correram. O médico veio. Nova aparelhagem respiratória foi providenciada. Mas, tudo em vão. O homem morreu.

Pela manhã, seu corpo sem vida foi retirado dali. Então, o homem que permanecia sempre deitado, pediu para que o colocassem na cama do outro, próximo da janela.

Logo que assim foi feito e a enfermeira saiu do quarto, ele fez um grande esforço, apoiou-se sobre o cotovelo, na tentativa de se erguer no leito.

A dor era intensa mas ele insistiu. Com muita dificuldade, ele olhou pela janela e viu… apenas um enorme, alto e feio muro de pedras nuas.

A mulher perfeita

Conta-se que um mestre, chamado Nasrudin, conversava com um amigo, que lhe fez a seguinte pergunta: E então, mestre, nunca pensaste em casamento?

Já pensei, respondeu Nasrudin. Em minha juventude, resolvi conhecer a mulher perfeita. Atravessei o deserto, cheguei a Damasco e conheci uma mulher espiritualizada e linda. Mas ela não sabia nada das coisas do mundo.

Continuei a viagem e fui à cidade de Isfahan. Lá encontrei uma mulher que conhecia o reino da matéria e do Espírito, mas não era bonita.

Então, resolvi ir até o Cairo, onde jantei na casa de uma moça bonita, religiosa e conhecedora da realidade material.

Intrigado, o amigo indagou:

E por que não casaste com ela?

Ah! Meu companheiro! Suspirou Nasrudin. Infelizmente ela também procurava um homem perfeito.

do livro Histórias para pais,
filhos e netos, de Paulo Coelho, ed. Globo.


Médico psiquiatra, dirigiu por muito tempo o Sanatório Espírita de Uberaba. Desencarnado em 1988 vem, através da psicografia, nos dar esse importante alerta.

PARA OS ESPÍRITAS
(Mas vale para todos)

Irmãos e irmãs, o que vale no Espiritismo é o que você faça dos conhecimentos que for adquirindo nele. O resto – acredite -, não conta muito.
Quando desencarnei, ninguém queria saber qual era o meu nome, endereço, tampouco os títulos que eu possuía – A minha consciência é que, insistentemente, me pedia contas.
A bem dizer, a minha condição de espírita nada significava, e nem significa até hoje. o que vale é o valor – o seu valor pessoal, sem rótulos, ou faixas, de qualquer espécie. Deste Outro Lado, a única coisa capaz de lhe valer é o seu currículo – o seu currículo de bondade! Porque, no fundo, é isto que irá proporcionar a você alguma réstea de luz, para que, mesmo caminhando na escuridão, consiga evitar o abismo…
Não cometa a tolice de imaginar que, na Vida de além-túmulo, o espírita possa ser tratado com deferência. Privilégio, ou o famoso “jeitinho” brasileiro, é algo que por aqui não existe!
Chico Xavier dizia, e com razão, que os espíritas estavam desencarnando mal – estavam, e, em geral, ainda estão!
Sinceramente, o único predicado que eu invejo numa pessoa, seja ela qual for, é a bondade! Depois que a gente larga a carcaça, para quem é realmente bom, aqui todas as portas se abrem, e todos os caminhos se desimpedem!
Por isto, eis o conselho que lhe dou: teorize menos, e procure servir mais!
De uma encarnação a outra, o espírito melhora muito pouco… A evolução, para quem não se conscientiza, acontece quase que a passo de lesma – dessas que deixam o seu rastro gosmento no chão!
Não creia ser diferente. Não estou querendo desanimar a quem seja, mas, se você se interessa pela Verdade, ei-la aqui de maneira nua e crua.
“Nosso Lar”, a colônia espiritual que muita gente na Terra almeja habitar, tem muito mais católicos, protestantes, umbandistas, e até mais ateus, do que espíritas…
Não, não se creia o suprassumo, porque você não o é!
Como é que eu posso dizer isto?! Ser espírita é só acréscimo de responsabilidade espiritual – nada mais do que isto.
Conheço muita gente que não quer saber o que a gente sabe só para não ter que responder pelo que respondemos, ou responderemos.
Deixe, pois, de professar o Espiritismo como quem joga em um clube de futebol, ou um partido político.
Enquanto é tempo, pare de fazer “guerra santa” – contra os outros, e contra os próprios companheiros que você considera equivocados!
Cuide-se, porque a morte já vem chegando, e ela é uma locomotiva, que, para atropelá-lo, não pedirá licença!…

INÁCIO FERREIRA
Psicografia de Carlos Baccelli

Uberaba – MG, 22 de julho de 2013.

Anjos da ponte

A ponte Golden Gate, na baía de São Francisco, Califórnia, Estados Unidos, é a ponte mais visitada por turistas.

Não há quem não admire sua imponência e a vista que oferece a quem por ela transite.

No entanto, o monumento guarda um outro recorde, nada animador: é um dos principais pontos de suicídio do planeta.

A questão é tão séria que a ponte tem a sua própria equipe de voluntários, a Bridgewatch Angels – anjos da brigada da ponte, dedicada a detectar potenciais suicidas e salvar suas vidas com um método simples: ouvir o que têm a dizer.

Desde sua inauguração, em 1937, a ponte conta com o triste índice de mais de mil e setecentos suicídios.

No ano de 2018, duzentas e quatorze pessoas tentaram pular. O fato de apenas vinte e sete terem realizado o seu desejo é um sinal do sucesso do trabalho conjunto desses voluntários com a polícia.

Apesar de viver na região, a policial Mia Munayer não tinha conhecimento do legado sombrio da Golden Gate, até assistir em 2010 ao documentário The bridge.

Tinha que fazer algo para ajudar a impedir que mais pessoas morressem, diz ela, que fundou a Bridgewatch Angels.

Desde 2011, os voluntários percorrem a ponte em datas importantes, como Dia dos namorados, véspera de Natal, e outras. São treinados para abordar qualquer pessoa que acreditem possa estar em perigo.

Munayer gastou mais de dez mil dólares do próprio bolso para financiar as campanhas, que incluem seminários para pessoas interessadas em ajudar a patrulhar a ponte em épocas de maior preocupação.

A policial treina os voluntários para lidar com aqueles que parecem isolados e angustiados. Eles aprendem a detectar os sinais de alerta e maneiras de reagir a isso. Os voluntários fazem perguntas que podem começar com um simples Você está bem?

É uma questão de estimular a pessoa a falar.

Conversamos com as pessoas. Mostramos que não estão sozinhas. Nós ouvimos. Às vezes, essa é a melhor resposta. Mas é importante tentar não tocar em assuntos sensíveis e apenas mantê-las conversando. – Diz a policial.

reportagem do site BBC News Brasil.


Sem recolher detritos

O homem estava a caminho do aeroporto. O táxi rodava pela faixa devida, quando um outro veículo saiu, subitamente, de um estacionamento, cortando-lhe a frente.

O taxista pisou no freio com força, deslizou e escapou de bater em outro carro por um triz!

O motorista começou a gritar, nervoso. Porém, o taxista manteve-se inalterado. Apenas sorriu e acenou, fazendo um sinal de positivo, de maneira bastante amigável.

O passageiro do táxi, de certa forma indignado, perguntou:

Por que você fez isso? Aquele cara quase arruína o seu carro e quase nos manda para o hospital!!!

O taxista, traduzindo tranquilidade deu uma explicação singela e profunda:

Muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de detritos, cheias de frustrações, de raiva e traumas!

À medida que o lixo aumenta, elas precisam de um lugar para descarregar e, às vezes, descarregam sobre a gente.

Nunca tomo isso como pessoal. O problema não é meu!  É delas!

Apenas sorrio, aceno, desejo-lhes sempre o bem, e sigo em frente.

Não pego o lixo das pessoas e nem o espalho sobre os outros, seja no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fico tranquilo…

Respiro… E deixo o lixeiro passar.

Pessoas felizes não deixam qualquer detrito estragar o seu dia.

 livro Convites da Vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Franco, ed. LEAL.


Você nasceu no lar que precisava nascer.

Você nasceu no lar que precisava nascer, vestiu o corpo físico que merecia, mora onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com o teu adiantamento.
Você possui os recursos financeiros coerentes com tuas necessidades… nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para a sua realização.
Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as fontes de atração e repulsão na jornada da tua vivência.
Não reclame, nem se faça de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

(Chico Xavier)

O melhor conselho na área mental é meditação e ioga,em tempos de Covid

O surto de Covid nos afeta física, mental e espiritualmente. Sabemos sobre auto-isolamento, distanciamento social . O melhor conselho na área mental é meditação e ioga, técnicas de relaxamento para encontrar mas alegria e conforto em sua vida.

O vírus torna mais urgente a necessidade de uma resposta psicológica positiva, e a boa notícia é que a meditação e a ioga são boas para o anti estresse, que está ligado a uma forte resposta imunológica.

O efeito espiritual do surto queiramos ou não, evoque preocupação com o estado de nossas almas. Não gaste mais do que alguns minutos diagnosticando esses sentimentos; todos estão experimentando. Nem é necessário entrar em especulações metafísicas sobre o que é a vida.

Não precisamos aplicar as palavras “religioso” ou “espiritual” a esses modos de cura. Eles são baseados em longas tradições, tanto do Oriente como do Ocidente, que examinaram e compreenderam a condição humana. Mais ao ponto, eles são práticos. Eles lhe dão uma sensação de controle sobre sua vida. Ao aproximá-lo de sua alma, espírito, consciência superior ou eu mais profundo (escolha qualquer termo que preferir), essas coisas revertem a tendência espiritual mais prejudicial da sociedade moderna: o desejo desesperado de fugir de nós mesmos.

Sua alma é a parte mais íntima de você, e não é encontrada fugindo. Escreva como você pode realizar um ato de bondade hoje, mostrar gratidão a alguém, oferecer ajuda a quem precisa ou trazer conforto a alguém que se sente solitário e ansioso – os gestos humanos simples que tendemos a ignorar. Em um momento de crise, o impulso é entrar em modo de emergência, medo, preocupação e pânico. Ceder a esses impulsos gerará uma epidemia de doença da alma.
O Antigo Testamento diz: “Acalme-se e saiba que eu sou Deus”. 

A meditação nada mais é do que estar sozinho em silêncio consigo mesmo e deixar sua consciência ir para o lugar onde a paz e a alegria são eternas. É assim que você testa uma verdade eterna e a torna verdadeira para você.

Não importa muito que tipo de meditação você faça; qual local você faça, um pensamento simples com fé é eficaz, a questão é que, entre todas as maneiras de encontrar a realização espiritual, esta é a mais duradoura, a mais satisfatória e a mais significativa. Reflita e medite.

Sermão pronunciado durante o funeral do Rei Eduardo VII pelo padre Henry Scott Holland (1847-1918)

A morte não é nada.

Eu somente passei para o outro lado do caminho. Eu sou eu, vocês são vocês.

O que eu era para vocês continuarei sendo. Deem-me o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo, sem nenhum traço de sombra ou tristeza.

A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado.  Por que eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vidas?

Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho…

Você que aí ficou, siga em frente. A vida continua linda e bela como sempre foi.

Auxilia hoje

               Não existe mal em possuir o dinheiro. O mal decorre da invigilância, quando permitimos na Terra que o dinheiro nos possua.
               A fortuna é responsabilidade.
               A moeda é instrumento.
               Certo que o ouro transviado garante furna brilhante ao vício; contudo, não é menos certo que o ouro dignamente conduzido assegura pouso à atividade edificante.
               A finança que patrocina os excessos da mesa é igual àquela outra que se faz pão em socorro dos companheiros que enlanguescem de fome.
               Recursos materiais que favorecem o mercado de entorpecentes, são aqueles mesmos que alimentam a forja bendita da indústria.
               Orientemos o dinheiro na direção da caridade e se transfigurará ele em sementeira de bênçãos.
               Empreguemos simples migalha de que possamos dispor, em benefício dos semelhantes e verificaremos que alguns cruzeiros realizam vasta lavoura de simpatia e cooperação que os mais alentados créditos bancários não conseguiriam comprar.
               Observemos a fonte que espalha os tesouros da natureza. Se prossegue no curso traçado, será sempre a base da vida, mas se frustrada na tarefa que lhe cabe cumprir, gera o pântano, que canaliza a morte.
               Dinheiro será sempre um agente do bem para que o mal desapareça da Terra. 
               O essencial é que venhamos a utilizá-lo a serviço do próximo, na direção da felicidade de todos.
               À vista disso, se podes amparar alguém com o dinheiro que te foi confiado, não adies para amanhã o trabalho de fraternidade que pretendes fazer.
               Auxilia hoje...
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Página de Chico Xavier ditada pelo Espírito André Luiz. Livro: Marcas do Caminho. Lição nº 20. Página 66. Mensagem recebida no Centro Espírita Amor e Luz em Matozinhos em 10.07.1963.

Siga o melhor que há dentro de você

Preste atenção: a sua originalidade tem que aflorar.

O que é único em você, que vem do seu espírito, tem que se manifestar com mais intensidade.

Seus interesses mais nobres e suas intuições, vocações, ideias e vibrações elevadas devem ser fortalecidas.

Você é único! Suas necessidades são únicas. Você é diferente!

Aceite: você é diferente!

Sua insegurança é que te faz ter medo da opinião dos outros. Você tem medo de ser ridicularizado, desprezado, envergonhado, largado, abandonado, rejeitado.

Ser você mesmo fará com que algumas pessoas te rejeitem. Mas, NÃO ser você mesmo te fará PERDER o melhor que há dentro de você e o resultado não será bom.

Você tem suas próprias missões de vida, suas próprias vocações e precisa de suas próprias experiências.

Será assim que conseguirá subir cada degrau da sabedoria e conquistar muita força interior.

Retome o comando da sua mente. Não siga o grupo, não siga a sociedade. Siga o melhor que há DENTRO de você.

Siga o seu melhor! Você será diferente e encontrará quem queira estar ao seu lado por ser exatamente o que você é.

Mostre para o mundo o seu melhor. Seja quem coloca em prática e desenvolve muitas qualidades.

Aguente firme, porque alguns te desprezarão por causa de suas vibrações elevadas. Não se deixe ser machucado por estas pessoas.

Você é diferente! Você é único! Não vá atrás de quem não aceita o seu melhor. Se for atrás, estará matando uma parte importante de suas potencialidades e qualidades.

Se você quer uma vida melhor, jamais atrofie a sua vida. Desenvolva suas potencialidades, desenvolva qualidades.

Autor: Regis Mesquita 

do livro A Espiritualidade no Dia a Dia

Profundo , triste , mas Real. Lya Luft escritora Brasileira postou nas redes sociais esse texto lindo, prá gente refletir !!

“Estamos todos na fila…..
A cada minuto alguém deixa esse mundo pra trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente.
Não dá pra voltar pro “fim da fila”. Não dá pra sair da fila. Nem evitar essa fila.
Então, enquanto esperamos a nossa vez:-
Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra.
Tenha um propósito.
Motive pessoas !!
Elogie mais, critique menos.
Faça um “ninguém” se sentir um alguém do seu lado.
Faça alguém sorrir.
Faça a diferença.
Faça amor.
Faça as pazes.
Faça com que as pessoas se sintam amadas.
Tenha tempo pra você.
Faça pequenos momentos serem grandes.
Faça tudo que tiver que fazer e vá além.
Viva novas experiências.
Prove novos sabores.
Não tenha arrependimentos por ter tentado além do que devia, por ter valorizado alguém mais do que deveria, por ter feito mais ou menos do que podia.
Tudo está no lugar certo.
As coisas só acontecem quando têm quem acontecer.
Releve.
Não guarde mágoas.
Guarde apenas os aprendizados.
Liberte o rancor.
Transborde o amor.
Doe amor.
Ame, mesmo quem não merece.
Ame, sem querer receber nada em troca.
Ame, pelo simples fato de vc vibrar amor e ser amor.
Mas sempre, ame a si mesmo antes de qualquer coisa.” Esteja preparado para partir a qualquer momento. Vc não sabe seu lugar na Fila, então se prepare para deixar aqui apenas boas lembranças.
Suas mãos vão embora vazias.
Não dá pra levar malas, nem bens…
Se prepare DIARIAMENTE para levar consigo, somente aquilo que tens guardado no coração.”
❤🌻🌿

Ah se eu soubesse… que nesta vida, “Projetamos o perispírito” da próxima reencarnação…tudo que gravamos nele,será reproduzido, gostando ou não”…

Se Eu Soubesse que a vida real não era na matéria… Se Eu Soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade… Se Eu Soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras…
Ah Se Eu Soubesse…. teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria feito caridade aos necessitados, teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz…
Ah Se Eu Soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.
Ah Se Eu Soubesse… se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.
Se Soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência, que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.
Ah Se Eu Soubesse… que a Vida Espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espirito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.
Se Eu Soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude. Se soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.
Ah Se Eu Soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama. Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de auto cobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.
Se Eu Soubesse… que o mar espiritual é infinito de bençãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude. Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.
Ah Se Eu Soubesse… teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.

Fonte: Mensagens Espíritas

O que acontece quando você entra em um Centro Espírita?

Quando você entra em um centro espírita, você não se torna médium. A não ser que você já tenha nascido com o corpo físico preparado para isso, você não começa a ver ou a ouvir os Espíritos.

🏠🚶 Quando você entra em um centro espírita, não existe nenhuma espécie de recado dos Espíritos Superiores direcionado exclusivamente a você. Tampouco seus familiares desencarnados te enviarão cartas dizendo o que você deve ou não fazer da vida.

🏠🚶 Quando você entra em um centro espírita, as pessoas não vão te contar quem você foi ou fez em suas vidas passadas. Se essas informações fossem necessárias você se lembraria por conta própria. Basta saber que você colhe hoje aquilo que plantou em outras existências até para que você passe a semear com mais sabedoria e amor no seu dia de hoje.

🏠🚶 Quando você entra em um centro espírita, você não recebe a solução mágica para resolver seus problemas. Suas dores continuarão a existir. Suas perdas, suas mágoas, suas dificuldades de relacionamento ou o que quer que você enfrente na vida.

🏠🚶 Quando você entra em um centro espírita, você definitivamente não está salvo. Seu lugar no céu jamais poderá ser comprado até porque a ideia de céu do Espiritismo nada tem a ver com anjos tocando harpa nas nuvens, e sim com a consciência tranquila do dever cumprido.

A verdade, que poucos compreendem ou querem compreender, é que quando você começa a frequentar um centro espírita absolutamente nada muda em sua vida.

Acredite! Nada mesmo, a não ser que você tome a decisão de mudar, que você compreenda que precisa realizar melhorias em si mesmo, que aceite o convite da reforma íntima e moral, ou tudo continuará da mesma forma que já estava.

Ninguém pode viver nossa vida ou dar por nós os passos que nos cabem.

Compete a cada um de nós a construção da nossa própria felicidade. Essa noção de responsabilidade individual, tão pouco considerada nos dias atuais, é, com certeza, uma das primeiras lições, entre tantas outras, que você aprenderá quando de fato entrar em um centro espírita

Desencarnes coletivos

“Muitos deles estão sendo recolhidos por não estarem prontos para uma era de fraternidade e perdão maior… Alguns precisam ir para retornar e nos ajudar na nova fase…. Estamos vivendo uma fase de limpeza…

Muitos desencarnes coletivos estão ocorrendo.

Muitas pessoas estão sentindo a necessidade de buscar mais a natureza e sair do stress das grandes cidades e empresas…

Muitos estão se conectando de forma muito mais forte com animais e sentindo uma vontade imensa de mais amor fraterno e praticar mais esse amor…

Muitos estão tendo dores de cabeça, dores nas costas, estão sensíveis “choro fácil”,
Se sentindo deslocados e até com insônia…

Mas com tudo isso, sentem que tem algo bom chegando…

Essas pessoas estão sensíveis porque de certa forma fazem parte desta Nova fase na Terra…

Estamos sendo trabalhados pela espiritualidade para expansão mental, saindo dos sentimentos de terceira dimensão para irmos para quarta ou quinta dimensão, conforme a evolução de cada um…

Infelizmente muitos não irão neste momento conseguir praticar o perdão,
Ter uma conexão com a natureza com facilidade…

Esses irmãos, se não forem recolhidos para colônias de padrão vibracional igual ao deles, ficarão aqui em verdadeiro caos existencial, se sentindo revoltados, tristes e etc…

Esses irmãos se ficarem ou partirem, terão a misericórdia divina sempre para buscarem luz e amor, porém somente quem se permitir a prática da gratidão, amor fraternal e perdão… poderá receber as graças da nova era.

Aos observarem tragédias, orem, vibrem por todos…

Mas, jamais se esqueçam que mesmo doendo, jamais cairá uma folha sem que Deus permita…

De todo coração, vibrem diariamente por luz, amor e perdão.
Evitem estar com pessoas de pensamentos negativos.
Não assistam programas de fofoca, jornais que mostram tragédias…
Se afastem de qualquer sentimento contrário ao amor fraterno…
Vibrem pela chegada da Nova Era…

E sejam gratos por estar aqui…
É merecimento.” (Plano Espiritual)

www.meulivroespirita.com.br

PATO OU ÁGUIA ?

                                 Tu decide.

Eu estava no aeroporto quando um taxista se aproximou.

A primeira coisa que notei no  táxi foi uma frase, logo li:

– Pato ou Águia?

Você decide.

A segunda coisa que notei foi um táxi limpo e brilhante, o motorista bem vestido, camisa branca e calças bem passadas, com gravata.

O taxista saiu, me abriu a porta e disse:

“Eu sou João, seu chofer.

Enquanto guardo sua bagagem, gostaria que o senhor lesse neste cartão qual é a minha missão.”

No cartão estava escrito:

Missão de João

– Levar meus clientes a seu destino de forma rápida, segura e econômica, oferecendo um ambiente amigável.

Fiquei impressionado.

O interior do táxi estava igualmente limpo.

João  me perguntou:

“O sr. aceita um café?”

Brincando com ele eu disse:

“Não, eu prefiro um suco”.

Imediatamente ele respondeu:

“sem problema.

Eu tenho uma térmica com suco normal e também diet, bem como água” também me disse:

“Se desejar ler,  tenho o jornal de hoje e também algumas revistas.”

Ao começar a corrida João  me disse:

“Essas são as estações de rádio que tenho e esse é o repertórios que elas tocam.”

Como se já não fosse muito, o João ainda me perguntou se a temperatura do ar condicionado estava boa.

Daí me avisou qual era a melhor rota para meu destino e se eu queria conversar com ele ou se preferia que eu não fosse interrompido.

Eu perguntei:

“Você sempre atende seus clientes assim?”

 “Não”, ele respondeu.

“Não sempre.

Somente nos últimos dois anos.

Meus primeiros anos como taxista passei a maior parte do tempo me queixando igual aos demais taxistas.

Um dia ouvi um doutor especialista em desenvolvimento pessoal.

Ele escreveu um livro chamado Quem você é faz a diferença.

Ele dizia:

Se você levanta pela manhã esperando ter um péssimo dia, certamente o terá.

Não seja um PATO!

Seja uma ÁGUIA!

Os patos só fazem barulho e se queixam, as águias se elevam acima do grupo.

Eu estava todo o tempo fazendo barulho e me queixando.

Então decidi mudar minhas atitudes e ser uma águia.

Olhei os outros táxis e motoristas.

Os táxis sujos, os motoristas pouco amigáveis e os clientes insatisfeitos.

Decidi fazer umas mudanças.

Como meus clientes responderam bem, fiz mais algumas mudanças.

No meu primeiro ano como águia,  dupliquei meu faturamento.

Este ano, já quadrupliquei.

O senhor teve sorte de tomar meu táxi hoje. Já não estou mais na parada de táxis.

Meus clientes fazem reserva pelo meu celular ou mandam mensagem.

Se não posso atender, consigo um amigo taxista “águia” confiável para fazer o serviço.”

João era diferente.

Oferecia um serviço de limusine em um táxi normal.

João, o taxista, decidiu deixar de fazer ruído e queixar-se como fazem os patos e passou a voar por sobre o grupo, como fazem as águias.

Não importa se você trabalha em um escritório, com manutenção, professor, servidor público, político, executivo, empregado ou profissional liberal ou taxista!

Como você se comporta?

Se dedica a fazer barulho e se queixar? Ou está se elevando acima dos demais?

Lembre: A DECISÃO É SUA

Essa chave só abre pelo lado de dentro!

E CADA VEZ VOCÊ TEM MENOS TEMPO PARA MUDAR!

2022 não terá nada de novo se nós não tivermos atitudes novas!

Que  possamos ser melhores pais, melhores maridos melhores esposas, melhores mães, melhores filhos, melhores amigos, melhores cristãos!

Que  não venhamos a repetir os erros do passado!

Que possamos abraçar mais, elogiar mais, agradecer mais!

Que  Jesus possa nos dar a sabedoria necessária, para  podermos ser Águias, fazendo grandes vôos e bem vivermos num mundo melhor e de muita paz!!!!

VAMOS SER ÁGUIAS 🦅 EM 2022!

Feliz ano novo ! Feliz 2022!

Rose e Doni

Uma certa Aracy

Eles se conheceram em Hamburgo, na Alemanha, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

Ele, menino pobre, viu na carreira diplomática uma maneira de conhecer o mundo.

Em 1934, prestou o concurso para o Itamaraty e foi ser cônsul adjunto na Alemanha.

Ela, paranaense, foi morar com uma tia na Alemanha, após a sua separação matrimonial.

Por dominar o idioma alemão, o inglês e o francês, fácil lhe foi conseguir uma nomeação para o Consulado Brasileiro em Hamburgo.

Acabou sendo encarregada da seção de vistos.

No ano de 1938, entrou em vigor, no Brasil, a célebre Circular Secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país.

É aí que se revela o coração humanitário de Aracy.

Ela resolveu ignorar a Circular que proibia a concessão de vistos a judeus.

Por sua conta e risco, à revelia das ordens do Itamaraty, continuou a preparar os processos de vistos a judeus.

Como despachava com o cônsul geral, ela colocava os vistos entre a papelada para as assinaturas.

Quantas vidas terá salvo das garras nazistas? Quantos descendentes de judeus andarão pelo nosso país, na atualidade, desconhecedores de que devem sua vida a essa extraordinária mulher?

Cônsul adjunto à época, seu futuro segundo marido, João Guimarães Rosa, não era responsável pelos vistos.

Mas sabia o que ela fazia e a apoiava.

Em Israel, no Museu do Holocausto, há uma placa em homenagem a essa excepcional brasileira.

Fica no bosque que tem o nome de Jardim dos Justos entre as Nações.

O nome dela consta da relação de dezoito diplomatas que ajudaram a salvar judeus, durante a Segunda Guerra.

Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é a única mulher.

Mas seu denodo, sua coragem não pararam aí.

Na vigência do infausto AI 5, já no Brasil, numa reunião de intelectuais e artistas, ela soube que um compositor era procurado pela ditadura militar.

Naquele ano de 1968, ela deu abrigo durante dois meses ao cantor e compositor que conseguiu, sem ser molestado, fugir para país vizinho.

Ela o escondeu no escritório de seu apartamento. Aquele mesmo local onde seu marido, João Guimarães Rosa, escrevera tanta história de coronel e jagunço.

Durante todos aqueles dias, o abrigado observava, da janela, a movimentação frenética do Exército no quartel do Forte de Copacabana.

Reservada, Aracy enviuvou em 1967 e jamais voltou a se casar. Recusou-se a viver da glória de ter sido a mulher de um dos maiores escritores de todos os tempos.

Em verdade, ela tem suas próprias realizações para celebrar.

Morreu em 28 de fevereiro de 2011, em São Paulo. Poucos conhecem sua história cheia de coragem, aventura, determinação, romance, literatura e solidariedade.

Mas os seus feitos merecem ser conhecidos por todos, ensinados nas escolas.

Nossas crianças, os cidadãos do Brasil necessitam de tais modelos para os dias que vivemos.

Seu marido a imortalizou em seu livro Grande sertão: veredas. Doou a ela a sua obra mais importante.

Aracy desafiou o nazismo, o Estado Novo de Getúlio Vargas e a ditadura militar dos anos 60.

Uma mulher que merece nossas homenagens. Uma brasileira de valor. Uma verdadeira cidadã do mundo.


Uma certa Aracy, um certo João, de René Daniel Decol,
publicado na Revista Gol (de bordo), de agosto 2007.

Lição de Vida

Os veículos de comunicação se esmeram em apresentar informações dos ídolos atuais. Suas vidas são vasculhadas e seus passos seguidos, fotografados, filmados.

Informam aos fãs, com detalhes, os seus gostos alimentares, desejos mais secretos, intimidades.

É de estranhar, no entanto, que quando algumas das chamadas desgraças terrenas os abatem, eles desaparecem do cenário e nada mais é comentado.

Todavia, quantos deles manifestam sua força, seu valor verdadeiro em meio às dores e enfermidades terríveis que os acometem.

Certa vez, lemos a respeito da batalha ferrenha que empreendeu um jornalista brasileiro que durante trinta anos manteve uma coluna diária em jornal.

A doença foi diagnosticada e os médicos informaram que ele entraria em depressão. É o comportamento padrão, disseram.

Convicto, ele afirmou: Não me deixarei deprimir, nem um minuto. E também não cederei à revolta. Vou à luta.

Amante da vida, viajara pelo mundo e conhecera da selva do Nepal às cidades mais belas e sofisticadas.

Agora, a sua peregrinação ao hospital era pela cura. Aos cinquenta e seis anos e com a cabeça cheia de sonhos, ele imaginava que venceria.

Queria ainda escrever a respeito da sua luta para vencer o fumo e o álcool. Poderia auxiliar pessoas.

O tempo haveria de lhe estabelecer regras rígidas e lhe dizer que seu destino próximo era a morte.

Não tenho medo nenhum, comentou um dia. Pode parecer estranho, mas é assim. Deus tem sido generoso comigo e só me resta agradecer. Gostaria muito de conhecer o meu anjo de guarda. Afinal, ele tem sido um amigão.

Os seus últimos dias foram um calvário. Entubado, por várias vezes, não podia falar.

Bastava que lhe retirassem o tubo e ele falava, sereno. Brincava muito. Por diversas vezes foi desenganado. Mas ressurgia com energia e vigor, surpreendendo médicos e enfermeiras.

Jamais reclamou de coisa alguma. Nele sobrou coragem e dignidade.

Quando uma amiga lhe disse que não conseguia acreditar que ele estivesse tão doente, pois o vira há pouco tempo tão bem, ele sorriu e disse:

Pois é, por fora belo, por dentro como pão bolorento.

Nas horas finais, não podia quase falar. Somente escutava as frases de amor que sua esposa lhe dizia:

Estamos juntos há muitos anos. Vamos continuar outros tantos. Vá agora, amor, liberte-se. Busque a luz. Vá em paz.

Você não desejava conhecer seu anjo de guarda? Chegou a hora.

Ele partiu serenamente. Com esforço, balbuciou: Amorzinho.

Foi sua última palavra.

O amorzinho… Merry XMas, da revista
Seleções Reader´s Digest, dezembro de 1998.

Um estímulo para você buscar o seu propósito

– Quando o bilionário nigeriano Femi Otedola, em uma entrevista por telefone, foi questionado pelo apresentador de rádio: “Senhor, o que você se lembra que o tornou o homem mais feliz da vida?”

Femi disse:
“Passei por quatro estágios de felicidade na vida e finalmente entendi o significado da verdadeira felicidade”.

“A primeira etapa foi acumular riquezas e meios. Mas nesta fase não consegui a felicidade que queria.

“Em seguida, veio a segunda etapa de coleta de objetos de valores. Mas percebi que o efeito dessa coisa também é temporário e o brilho das coisas valiosas não dura muito.

“Então veio a terceira fase de obtenção de grandes projetos. Foi quando eu tinha 95% do fornecimento de diesel na Nigéria e na África. Também fui o maior proprietário de navios da África e da Ásia. Mas mesmo aqui não obtive a felicidade que tinha imaginado.

“A quarta etapa foi quando um amigo meu me pediu para comprar cadeiras de rodas para algumas crianças com deficiência. Quase 200 crianças.

“A pedido do amigo, comprei imediatamente as cadeiras de rodas.

“Mas o amigo insistiu que eu fosse com ele e entregasse as cadeiras de rodas às crianças. Eu me preparei e fui com ele.

“Lá eu dei essas cadeiras de rodas para essas crianças com minhas próprias mãos. Eu vi o estranho brilho de felicidade nos rostos dessas crianças. Eu os vi todos sentados nas cadeiras de rodas, se movendo e se divertindo.

“Era como se eles tivessem chegado a um local de piquenique onde estão compartilhando um prêmio acumulado.

“Eu senti uma alegria REAL dentro de mim. Quando decidi ir embora, uma das crianças agarrou minhas pernas. Tentei libertar minhas pernas suavemente, mas a criança olhou para meu rosto e segurou minhas pernas com força.

“Abaixei-me e perguntei à criança: Precisa de mais alguma coisa?

“A resposta que essa criança me deu não só me deixou feliz, mas também mudou completamente minha atitude em relação à vida. Esta criança disse:

“Quero me lembrar do seu rosto para que, quando me encontrar com você no céu, eu possa reconhecê-lo e agradecê-lo mais uma vez.”

Esse foi o momento mais feliz da minha vida.

Pelo que você seria lembrado depois de deixar o local que você está agora

Colaboração: Paulo Cesar Silva

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www.ameripanfestas.com.br/

Ficar magoado é aceitar a maldade que há em seu coração

Qual a diferença da mágoa para outros sentimentos negativos?

A pessoa ACEITA a mágoa com a desculpa de que “tem razão”.

Ou seja, a mágoa é aceita e cultivada por grande parte das pessoas.

Como não ficar chateado com alguém que te prejudicou?

É difícil. Porém, esta sensação negativa poderia acabar rápido.

Mas, ela fica dentro da pessoa por muitos anos.

Se a situação que a criou acabou, o que sustenta esta mágoa por tanto tempo?

Tudo que guardamos dentro da nossa mente se torna memória.

Estas memórias precisam ser reestimuladas diariamente.

Se não forem reestimuladas, elas perdem sua força e seu significado.

Explico:

Uma mãe perde um filho. A memória dele sempre estará forte porque existe o amor que não deixa esta memória perder força.

Neste caso, o amor reestimula a memória do filho e a mantém sempre forte.

Uma vizinha desta mãe também terá a memória da criança que se foi.

Esta memória será pequena e sem força porque quase não será reestimulada.

Conclusão:

1) manter memórias exige gasto energético;

2) os sentimentos que as pessoas produzem dentro delas é que servirão para reforçar ou enfraquecer uma memória;

3) memórias mais fracas influenciam menos os pensamentos, escolhas e atitudes das pessoas. Por outro lado, memórias fortes influenciam mais.

Os dois principais “sentimentos” que fortalecem as memórias relacionadas à mágoa?

– raiva;

– frustração;

Assim como o amor reestimula memórias relacionadas ao amor, a raiva e a frustração vão reestimular memórias relacionadas à elas.

Todas as pessoas produzem amor no seu interior. Produzem também  muitos outros sentimentos. Somos produtores de sentimentos.

O que varia é:

– a quantidade que produzimos (os sentimentos podem ser estimulados ou não);

– a forma como eles são usados.

Quanto mais a pessoa ama, mais amor ela produz. Quanto mais odeia, mais ódio produz. Quanto mais raiva ela usa em sua vida, mais raiva ela terá que processar dentro dela.

Um sentimento de raiva pura, por longo tempo, gera muito desprazer. Por isto a raiva “procura formas de se CAMUFLAR” para ser aceita.

Aí é que entra a mágoa. A mágoa é a raiva camuflada, aceita e estimulada.

A mágoa é estimulada em nossa sociedade.

Ninguém quer ser bobo. Ninguém quer perder. Ninguém quer sofrer.

As pessoas perdem, fazem papel de bobo, se decepcionam, sofrem.

A pessoa humilde aceita a perda. Ela possui menos orgulho e menos raiva dentro dela. Quem torna a perda mais dolorida e persistente é o orgulho.

Preste atenção: o humilde sofre com a decepção, por exemplo. Mas, como tem menos orgulho e menos raiva a dor será menor.

O humilde segue em frente, desapega da situação e reorganiza a vida. Basicamente, ele perdeu, mas a perda deixou de doer dentro dele.

O orgulhoso (a imensa maioria da população) aumenta a dor da perda. Ele usa a raiva para reestimular a dor da perda. Transforma a perda em mágoa e guarda a mágoa “para sempre”.

Exemplo real:

Uma pessoa humilde foi abandonada pelo marido. Ela sofreu, mas logo refez sua vida. Um orgulhoso chegou para ela e a chamou de boba (por não odiar o ex-marido).

A pessoa orgulhosa disse: “você é trouxa. Ele te abandonou e você o trata bem.”

A pessoa orgulhosa faz questão de manter a mágoa ativa. Manter a mágoa ativa é associada a positividades (não ser boba, por exemplo).

A mágoa se mantém forte dentro das pessoas porque ela permite pequenas “vitórias” para o ego.

O orgulhoso produz muita raiva. Ele precisa processar esta raiva.

As mágoas são mecanismos que permitem este processamento.

Para que este processamento aconteça é necessário que as pessoas aceitem a mágoa.

Para aceitar as mágoas, elas usam desculpas. Estas desculpas associam a mágoa a algumas “positividades” (por exemplo: não sou boba).

Estas mágoas duram muito tempo dentro da mente das pessoas. Elas se acumulam às dezenas ou centenas.

Quanto mais raiva, mais mágoas as pessoas acumulam.

Quanto mais maldade dentro de si, mais as pessoas usam as mágoas como desculpas para serem como são.

Por serem muitas, as mágoas acabam moldando parte do comportamento das pessoas.

Todos precisam evoluir muito. Devemos abandonar a vida de desculpas e assumir plena responsabilidade pela nossa vida, pelo que somos e pelos nossos atos.

Limpar o coração, fazer a higiene mental, é uma das principais tarefas de quem quer realmente evoluir.

O que fazer?

Hoje você protege seu ego e seu orgulho. Não protege a sua alma. Você abandona seu espírito, como se ele não existisse.

Seu espírito precisa evoluir, ele tem “fome” de amor e compaixão. Mas, cada vez que você é frustrado você responde com raiva. A raiva interessa ao ego. O espírito precisa de amor para evoluir mesmo em meio à situações ruins.

Você vive para seu ego, vive para seu orgulho. O pior: muitas vezes acredita que não age assim. Mas, você age exatamente assim.

Seu ego e sua vaidade/orgulho te direcionaram para muita mágoa, raiva, angústia, insatisfação. E você caminhou junto delas. Gerou sofrimentos desnecessários, criou conflitos absurdos, ampliou a tristeza e desconstruiu o que era bom.

É o seu ego que sofre quando alguém te maltrata, despreza, abandona, desqualifica. Mas, seu espírito está preservado. Ele está intacto, sólido e pronto para seguir a vida usando o amor e a compaixão.

É preciso SACRIFÍCIO. Você precisa sacrificar o seu ego. É hora de você decidir quem vai mandar na sua vida: o ego ou o teu espírito?

O ego tem sede de revanche, o espírito quer amar.

O ego quer uma compensação para a perda.

O espírito sabe que a perda logo é superada se a pessoa se focar no amor que recria a vida.

Qual caminho você escolherá daqui para frente?

DICA:

O que vem do seu espírito precisa de espaço na sua mente.

Existe muita energia bela em seu interior que precisa aparecer.

Você precisa aprender a usar o melhor que existe em você.

Mas, para isto você tem que limpar sua mente e tornar neutras as lembranças do passado.

O LEMA SAGRADO DO CAMINHO NOBRE (use-o contra a mágoa):

Eu sofro, mas não me destruo.

Leia também:

Pablo Neruda, o poeta, explica os dois caminhos da vida e do amor

https://caminhonobre.com.br/2012/04/28/neruda/

Autor: Regis Mesquita

Fonte: BLOG NASCER VÁRIAS VEZES – https://www.nascervariasvezes.com/

Tristeza sem razão

Por vezes, erguemo-nos pela manhã envoltos em nuvens de tristeza. Se alguém nos perguntar a causa, com certeza não saberemos responder.

Naturalmente, atravessamos as nossas dificuldades. Não há quem não as tenha. É o filho que não vai bem na escola, o marido que vive a incerteza do desemprego, um leve transtorno de saúde.

Nada, contudo, que seja motivo para a tristeza profunda que nos atinge.

Nesse dia tudo parece difícil. Saímos de casa e a entrevista marcada não se concretiza. A pessoa que marcou hora conosco cancelou por compromisso de última hora. E lá se vão as nossas esperanças de emprego, outra vez.

O material que vimos anunciado com grande desconto já se esgotou nas prateleiras, antes de nossa chegada. A fila no banco está enorme, o cheque que fomos receber não tinha saldo suficiente.

É… Nada dá certo mesmo! Dizemos que nem deveríamos ter saído de casa, nesse dia. Agora, à tristeza se soma o desalento, o desencanto.

Consideramo-nos a última pessoa sobre a face da Terra. Infelizes, abandonados, sozinhos.

Ninguém que nos ajude.

E, no entanto, Deus vela. Ao nosso lado, seguem os seres invisíveis que nos amam, que se interessam por nós e tudo fazem para o nosso bem-estar.

O que está errado, então? Com certeza, a nossa visão do que nos acontece.

Quando a tristeza nos invade no nascer do dia, provavelmente tivemos encontros espirituais, durante o sono físico, que para isso colaboraram.

Seja porque buscamos companhias não muito agradáveis ou porque não nos preparamos para dormir, com a oração. Seja porque reencontramos amores preciosos e os temos que deixar para retornar à nossa batalha diária, entristecendo-nos sobremaneira.

Ao nos sentirmos assim, busquemos de imediato a luz da prece, que fortalece e ilumina, espancando as sombras do desalento.

Abrir as janelas, observar a natureza, mesmo que o dia seja de chuva e frio. Verifiquemos como as árvores, quando castigadas pelos ventos e pela água, balançam ao seu compasso.

Passada a tempestade, se recompõem e continuam enriquecendo a paisagem com seus galhos, folhas, flores e frutos.

Olhemos para as flores. Mesmo que a chuva as despedace, elas, generosas, deixam suas marcas coloridas pelo chão, ou permitem-se arrastar pela correnteza, criando um rio de cores e perfumes pelo caminho.

Aprendamos com a natureza e afugentemos o desânimo com a certeza de que, depois da tempestade, retornará o tempo bom, o sol, o calor.

Não nos permitamos sintonias inferiores, porque se vibrarmos mal, nos sentiremos mal e, naturalmente, tudo se nos tornará mais difícil.

Nunca estaremos sós. Jesus está no leme das nossas vidas, atento, vigilante, e não nos faltará em nossas necessidades.

Livro> Revelações da luz, pelo Espírito
 Camilo, psicografia de Raul Teixeira

Você pode fazer a diferença

No primeiro dia de aula, ela parou em frente aos seus alunos da quinta série e lhes disse que gostava de todos.

No entanto, ela sabia que isso era quase impossível. Na primeira fila estava um garoto chamado Teddy. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e, muitas vezes, suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.

A senhora Thompson fez isso alguns meses depois que as aulas tinham iniciado. Quando leu a de Teddy ficou surpresa. A professora do primeiro ano havia anotado:

Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é agradável estar perto dele.

A professora do segundo ano escrevera: Teddy é um aluno excelente e muito querido por seus colegas. Tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave. A vida em seu lar deve estar muito difícil.

Da professora do terceiro ano: A morte de sua mãe foi um golpe duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.

A professora do quarto ano escrevera: Teddy anda muito distraído e não mostra interesse pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A senhora Thompson se deu conta do problema. Lembrou dos presentes que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel marrom de mercado.

Os outros garotos riram ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.

Ela disse que o presente era precioso, pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.

Naquela ocasião, Teddy ficou um pouco mais de tempo na escola. Lembrou-se que ele dissera que ela estava cheirosa como sua mãe.

Nesse dia, a professora Thompson chorou…

Em seguida, mudou sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy.

O menino foi se animando e se tornou o melhor da classe.

Seis anos depois, a professora recebeu uma carta de Teddy contando que havia concluído o ensino médio e que ela tinha sido a sua melhor professora.

Então, um dia, ela recebeu uma carta assinada pelo Doutor Theodore Stoddard, seu antigo aluno Teddy.

Quando os dois se encontraram, no casamento dele, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.

Ela, com os olhos banhados em pranto, sussurrou: Você está enganado! Foi você quem me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.

*   *   *

Mais do que ensinar a ler, escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.

Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor, mostrando que sempre é possível fazer a diferença…

Redação do Momento Espírita, com base
em texto de autor desconhecido.
Em 10.1.2020.

Ansiedade sagrada: ansiedade como um emblema de espiritualidade

Será que sua ansiedade é um emblema de sua espiritualidade?

A pesquisa sobre ansiedade indica que quase todos os animais experimentam ansiedade – desde o início, pelo menos, até o nível da lesma do mar. (Você pode se perguntar como se pode inferir que uma lesma do mar experimenta ansiedade, mas isso terá de ser o tópico de uma postagem futura – talvez de um blogueiro diferente!) Essa é a ansiedade que Freud chamou de ansiedade da realidade. É a ansiedade que uma zebra pode sentir quando está com sede e se aproxima da margem de um rio, onde existem alguns grandes predadores, como crocodilos ou leões. Essa é a ansiedade que uma pessoa pode sentir ao caminhar sozinha à noite em um bairro violento. Assim, a marca registrada da ansiedade da realidade é que uma ameaça objetivamente perigosa está se aproximando.

Existe uma segunda forma de ansiedade que também não parece ser exclusivamente humana – ansiedade que é opressora e prejudica o funcionamento. O manual de diagnóstico atual da American Psychiatric Association reconhece vários transtornos de ansiedade – transtorno do pânico, transtorno do pânico com agorafobia, fobia social , fobia específica, transtorno de estresse pós- traumático , obsessivo-compulsivo e transtorno de ansiedade generalizada. Uma coisa que cada uma dessas condições tem em comum é a ansiedade, que é intensa o suficiente para prejudicar o funcionamento. Sabemos que outros animais também são capazes de sentir ansiedade intensa o suficiente para prejudicar o funcionamento. Por exemplo, em um estudo de 1936, Yerkes e Yerkes (p. 59) descreveram um chimpanzé macho adulto – Jack – que tinha um medo tão forte de cobras que até mesmo uma cobra de brinquedo “fazia Jack mostrar os dentes e recuar. Ele bateu nele várias vezes, com a boca aberta e, tendo saído de seu alcance, vocalizou suavemente, como se estivesse falando animadamente consigo mesmo. Ele olhava para a cobra [de brinquedo] de vez em quando e se arrumava de maneira bastante abstrata ”.

Existe pelo menos uma forma de ansiedade, no entanto, que quase certamente é exclusivamente humana. Esta é a ansiedade que um atual paciente meu de 60 anos sente quando tento dormir à noite e percebe que ainda não escreveu a música que sonhou em escrever – e se pergunta se a escreverá antes de morrer. Ou a ansiedade que uma ex-paciente minha sentiu quando se viu em espaços amplos e abertos e se sentiu oprimida por sentimentos de pequenez e de estar sozinha.

Essa ansiedade está focada na consciência de nossa mortalidade e / ou consciência de nossa individualidade e, portanto, de sermos pequenos seres separados em um vasto universo, separados da fonte da criação (seja ela qual for) e uns dos outros. Essa é a ansiedade que Robert Gerzon, em seu maravilhoso livro intitulado Finding Serenity In the Age of Anxiety, chama de “ansiedade sagrada”. Meu velho rabino hippie de Eugene, Oregon, Rabino Hannan Sills, costumava pregar que a função de Rosh Hashanah e Yom Kippur era precisamente aumentar essa ansiedade.

Por que possivelmente desejaríamos aumentar essa ansiedade? Por que Gerzon o chama de sagrado? A maneira como o rabino Hannan costumava dizer é que, quando nos permitimos enfrentar essa ansiedade, temos duas escolhas. Uma dessas opções é se recusar a sair da cama pela manhã, cobrir a cabeça com as cobertas e dizer: “Ai de mim!” (ou se envolver em outras formas de evitação, incluindo nos entorpecer com álcoolou drogas). Os perigos dessa escolha incluem alguns que são óbvios e outros mais sutis. Obviamente, quanto mais nos engajamos na evitação, mais restritas nossas vidas se tornam – possivelmente até o ponto em que se pode questionar se vale a pena viver a vida. Talvez mais sutilmente, Gerzon afirma que se evitarmos e tentarmos nos esconder da ansiedade sagrada, ela ainda estará conosco, mas fora da consciência e vazará de outras maneiras – talvez como ataques de pânico que parecem vir do nada ou quando nos sentimos sozinhos ou quando sentimos sensações que interpretamos como um sinal de uma catástrofe física iminente, como um ataque cardíaco.

A outra escolha quando nos tornamos conscientes de nossa ansiedade sagrada é tentar celebrar todo e qualquer presente precioso e limitado de um momento que recebemos – se a ansiedade estiver focada na mortalidade – ou tentar nos conectar com algo maior do que nós ( por exemplo, uma conexão espiritual e / ou uma conexão com uma comunidade de outras pessoas) se a ansiedade está focada na separação. Em outras palavras, a ansiedade sagrada pode ajudar a nos motivar a manter nossas prioridades em ordem e a viver de acordo com nossos valores mais elevados. Esse também é o tema do livro de Stephen Levine intitulado Um ano de vida: Como viver este ano como se fosse o seu último.

Por vários anos, tenho carregado um cronômetro de areia no bolso para cultivar a consciência da quantidade finita de tempo que tenho nesta terra e acredito que me ajudou a conter minha raiva com minha família e substituí-la por mais atos de bondade amorosa (não quero que a última lembrança que meu cônjuge ou meus filhos tenha de mim seja uma de mim gritando). Eu mantenho um estoque de cronômetros de areia em meu consultório para dar aos meus pacientes que estão dispostos a aceitá-lo e espero que eles tenham achado útil.

Certamente, carregar um cronômetro de areia não é a única maneira de cultivar a consciência da ansiedade sagrada. Na verdade, se não me falha a memória, Levine inclui alguns exercícios ao longo dessas linhas em seu livro (como escrever o próprio obituário). Mesmo que você não se importe em cultivar a ansiedade sagrada, se você lutou muito contra a ansiedade em sua vida e a considerou um sinal de fraqueza ou defeito pessoal, a noção de ansiedade sagrada de Gerzon oferece uma perspectiva diferente sobre sua ansiedade. Ou seja, Gerzon nos diz que sua ansiedade é um emblema de sua espiritualidade . Se você acredita que tem mais ansiedade do que os outros ao seu redor, em vez de ser fraco ou defeituoso, pode ser que esteja lutando mais profundamente com os desafios fundamentais que surgem, parafraseando Howard Liddell, como a sombra do ser humanointeligência e que moldam e definem a espiritualidade.

Richard Zinbarg, Ph.D. , é professor de psicologia e diretor do Programa de Tratamento de Ansiedade e Pânico da Northwestern University.

O que devo fazer? Decisões por meio do discernimento

Devo aceitar essa oferta de emprego? É esta a pessoa com quem devo casar? Devo ir para a pós-graduação? Como posso ajudar uma criança com problemas? Essas decisões nos deixam perplexos. Como escolhemos?

A espiritualidade inaciana há muito tempo é associada ao discernimento – a arte de descobrir como melhor responder a Deus na vida diária. Por séculos, as pessoas usaram as regras de Santo Inácio de Loyola para discernir para ajudar a fazer escolhas sábias e decisões acertadas.

O primeiro princípio é o desejo de escolher o bem. Como disse Santo Inácio: “nossa única escolha deve ser esta: eu quero e escolho o que melhor conduz ao aprofundamento da vida de Deus em mim”. As outras regras de discernimento de Santo Inácio ajudam-nos a fazer escolhas entre alternativas atraentes. De particular importância são os movimentos internos de nossos corações. As regras inacianas de discernimento fornecem uma maneira disciplinada e sistemática de refletir sobre nossos sentimentos à medida que respondemos a Deus e aos acontecimentos de nossa vida diária. Eles nos dão “o dom do coração racional”, nas palavras de David L. Fleming, SJ, o famoso escritor espiritual jesuíta.

O discernimento inaciano se baseia na convicção de que Deus fala diretamente a cada um de nós. Podemos ter confiança em nossa própria experiência de Deus ao desenvolvermos olhos para ver e ouvidos para ouvir.

As escolhas que fazemos

Em vez de repetir o que Chris Lowney diz no capítulo 8 de Heroic Living sobre como fazer boas escolhas, vou insistir no que atrapalha a tomada de decisões sábias.

Não é informação suficiente.

Às vezes, não consigo tomar uma decisão porque não sei o suficiente sobre a situação – ou porque minhas informações são desequilibradas. Por exemplo, ao pensar em trabalhar com uma determinada organização, devo estar aberto para ouvir o que outras pessoas dizem sobre suas experiências com essa organização. Isso significa que eu escuto aqueles que tiveram boas experiências, mas também aqueles que têm algumas críticas a expressar.

Não há desapego suficiente para ser objetivo.

Quanto mais emocionado estou com as opções possíveis, mais cuidado devo ter para não deixar que essas emoções me atrapalhem na minha tomada de decisão. Por exemplo, eu realmente quero me mudar para uma determinada cidade porque cresci lá ou porque por alguma razão me sinto seguro lá. Dê-me opções para outros locais e procurarei automaticamente os motivos pelos quais eles não são bons o suficiente. Enquanto eu mantiver a opção que desejo, não posso avaliar se essa é a opção que realmente é a melhor.

Não tenho confiança suficiente em minha própria capacidade de ouvir o Espírito Santo.

Às vezes, estou esperando por um sinal “sobrenatural” de Deus, quando o tempo todo o Espírito Santo está trabalhando dentro de mim – mesmo dentro de minhas emoções e desejos – para me dar aquela sensação intuitiva de que A é a coisa errada a se fazer e D é a coisa certa coisa. É claro que, para prestar atenção a esse movimento interior, devo aprender a ficar quieto o tempo suficiente para senti-lo. O que significa que um processo sábio de tomada de decisão inclui tempo para silêncio e reflexão.

Não é um bom conselho o suficiente.

Deus nos criou para florescer em comunidade. Às vezes, não tenho a resposta para um problema porque preciso encontrá-la na presença de outras pessoas. Isso equilibra o que percebo de meus próprios impulsos e opiniões. Outra pessoa pode me ajudar a entender o que estou sentindo, bem como a examinar cuidadosamente as informações que tenho em mãos. Às vezes, a resposta só vem depois de ter orado com outras pessoas. Nenhum de nós – independentemente da personalidade – foi projetado para tomar todas as decisões no vácuo.

Em um processo de tomada de decisão ideal, reúno as informações de que preciso, aplico um certo distanciamento emocional se necessário, passo um tempo ouvindo e sentindo minha sabedoria mais profunda em silêncio e aceito a ajuda de bons conselheiros (amigos, família ou profissionais) enquanto pondero as possibilidades.

Deus quer que tomemos decisões com sabedoria, mas nem tudo se resume ao resultado. Muito do que ganhamos acontece em meio à oração e ao discernimento. Considere isso um tempo de qualidade com Jesus!

Por:
Vinita Hampton Wright

Libertação espiritual em um mundo emocional

O que significa ser espiritualmente livre quando a vida é uma montanha-russa emocional? Sou livre quando sou capaz de reprimir qualquer emoção que atrapalhe o fluxo do meu trabalho ou relacionamento? Sou livre quando tenho permissão para expressar toda e qualquer emoção? Serei livre se não experimentar nenhuma emoção em um grau extremo, mas mantiver as coisas mais moderadas e equilibradas? Sou livre quando experimento principalmente emoções positivas, como felicidade ou paz, em vez de emoções negativas, como raiva ou ansiedade?

O que as emoções têm a ver com a liberdade espiritual, ou têm alguma coisa a ver com isso?

Santo Inácio de Loyola foi um tipo de pioneiro na área de direção espiritual. Quando ele estava desenvolvendo seus Exercícios Espirituais, ele encorajou as pessoas a serem abertas às suas emoções e aprender como atendê-las e entender o que significavam. Inácio era um ex-soldado e, como ele mesmo admitiu, sempre teve um ego forte. Como homem, ele teria sido ensinado a valorizar a razão, o autocontrole e o planejamento racional. No entanto, suas próprias experiências de despertar espiritual o introduziram a uma consciência mais profunda da vida interior com todas as suas facetas e nuances.

Os Exercícios Espirituais encorajam o envolvimento total – com os sentidos físicos, com devoção espiritual, com o que geralmente chamaríamos de intuição, com desejos profundos e com quaisquer “movimentos” interiores, incluindo emoções. Você pode dizer que Inácio de Loyola estava entrando em contato com qualidades “femininas” séculos antes do psicólogo Carl Jung aparecer para nomeá-las e explicá-las.

Menciono Santo Inácio porque a liberdade interior – liberdade espiritual – requer o tipo de compromisso que é o foco de seus Exercícios Espirituais. A liberdade pede que aprendamos a discernir nossos movimentos interiores pessoais da alma. Se quisermos ser verdadeiramente livres, teremos que reconhecer nossas emoções, recebê-las, senti-las e refletir sobre elas. As emoções são ferramentas poderosas na vida espiritual; eles são indicadores do que está acontecendo dentro de nós. E se aprendermos a aceitá-los como dádivas na experiência humana, podemos começar a trabalhar com eles de maneiras espiritualmente saudáveis.

Esta semana, considere como você lidou com suas emoções – como os outros o ensinaram a lidar com elas, como você de fato trabalhou com elas ou como evitou trabalhar com elas. A maioria de nós viveu uma combinação de envolvimento e evitação na área das emoções. Tente identificar seus próprios padrões.

Por:
Vinita Hampton Wright


Mensagens de esperança para ajudar durante o COVID-19

Atualmente, vivemos tempos incertos com o surto de COVID-19 . Em momentos como este, nossa fé pode ser desafiada, e pode ser difícil ver onde Deus se encaixa nessa nova normalidade.

Reunimos algumas de nossas orações, poemas, citações inspiradoras e reflexões favoritas para dar esperança a você e seus entes queridos durante este tempo. Ao ler essas mensagens de esperança, reserve algum tempo para refletir calmamente sobre as palavras e também sobre as emoções que elas despertam em você.

“2020/21”

Anos marcados por reflexão e mudança;
alguns dias parecem bem e outros parecem estranhos.
Aprendemos a trabalhar de maneira diferente;
e ame mais incondicionalmente.
Tentamos nos desligar do estresse;
mas às vezes a vida ainda parece uma bagunça.
Encontramos maneiras de transformar o negativo em bom;
e aprender novas habilidades que pensávamos que nunca poderíamos.
Encontramos maneiras de viajar para lugares menos congestionados;
e encontramos nossos amigos com os rostos cobertos.
Esperançosamente, este ano foi repleto de oportunidades;
e tentamos exercitar e fortalecer nossa imunidade.
2020 não foi como esperávamos;
mas descobrimos novas maneiras de nos mantermos conectados.
Abrace seus filhos e aproveite o ar livre;
preocupe-se menos com as tarefas muito pequenas.
As coisas vão melhorar porque geralmente melhoram;
aproveite o que você ama e aprenda algo novo.
Não se esqueça de orar e ser sempre gentil;
tente permanecer positivo e aprender a relaxar.
A história foi escrita, boas vitórias no final;
orações por toda minha família e amigos.

“O outro lado do vírus, uma oportunidade de despertar”

Sim, há compra de pânico.
Sim, há doença.
Sim, existe até a morte.
Mas,
eles dizem que em Wuhan depois de tantos anos de barulho
Você pode ouvir os pássaros novamente.
Dizem que depois de apenas algumas semanas de silêncio
O céu não está mais denso de vapores
Mas é azul, cinza e claro.
Dizem que nas ruas de Assis as
Pessoas cantam umas para as outras
nas praças vazias,
mantendo as janelas abertas
para que os que estão sozinhos
ouçam os sons da família à sua volta.
Eles dizem que um hotel no oeste da Irlanda
está oferecendo refeições gratuitas e entrega para os que ficam sem casa.
Hoje uma jovem que conheço
está ocupada espalhando panfletos com seu número
pela vizinhança
para que os mais velhos tenham alguém para ligar.
Hoje, igrejas, sinagogas, mesquitas e templos
se preparam para acolher
e acolher os desabrigados, os enfermos, os cansados.
Em todo o mundo, as pessoas estão desacelerando e refletindo.
Em todo o mundo, as pessoas estão olhando para seus vizinhos de uma nova maneira.
Em todo o mundo, as pessoas estão acordando para uma nova realidade de
como realmente somos grandes.
Para quão pouco controle realmente temos.
Para o que realmente importa.
Amar.
Então oramos e lembramos que
Sim, há medo.
Mas não precisa haver ódio.
Sim, existe isolamento.
Mas não precisa haver solidão.
Sim, há compra de pânico.
Mas não precisa haver maldade.
Sim, há doença.
Mas não precisa haver doença da alma.
Sim, existe até a morte.
Mas sempre pode haver um renascimento do amor.
Desperte para as escolhas que você faz sobre como viver agora.
Hoje, respire.
Ouça, por trás dos ruídos de fábrica do seu pânico-
Os pássaros estão cantando novamente
O céu está clareando, A
primavera está chegando,
E nós sempre estamos rodeados pelo Amor.
Abra as janelas da sua alma
E embora você não consiga
tocar na praça vazia,
Cante.

Oração durante uma pandemia

Amoroso Deus, Santo,
Seu desejo é para nossa integridade e bem-estar.
Preservamos com ternura e oração
o sofrimento coletivo de
nosso mundo neste momento.
Lamentamos vidas preciosas perdidas e
vidas vulneráveis ​​ameaçadas.
Sofremos por nós mesmos e por
nossos vizinhos,
diante de um futuro incerto.
Oramos: que o amor, não tema, torne-se viral.
Inspire nossos líderes a discernir e
escolher com sabedoria, alinhados ao
bem comum.
Ajuda-nos a praticar o distanciamento social
e revela-nos
formas novas e criativas de estarmos juntos no espírito
e na solidariedade.
Chame-nos a uma profunda confiança em sua
presença fiel,
Você, o Deus que não abandona,
Você, o Santo,
respirando dentro de nós,
respirando entre nós,
respirando ao nosso redor
em nosso
mundo belo mas ferido.

Colaboração:
Craig Alter e Richard Hendrick

Por que não devemos rotular as pessoas de “tóxicas”?

Aqualidade de vida das pessoas depende da qualidade de seus relacionamentos, pois eles são a substância da vida. E a qualidade de nossos relacionamentos depende da qualidade de nossa comunicação, em todas as áreas de nossas vidas.

Atualmente, um dos grandes desafios no ambiente de trabalho é aprender a se relacionar com pessoas que são fonte de conflito constante e que são rotuladas de “tóxicas”.

Alguns autores usam o termo “pessoa tóxica” para se referir a pessoas que causam esgotamento emocional. Mas aqueles que convivem com tais pessoas costumam qualificá-las também de narcisistas, vitimistas, manipuladoras, neuróticas, agressivas e uma longa lista que mistura transtornos psiquiátricos com características de temperamento.

O adjetivo “tóxico” acaba sendo aplicado indiscriminadamente a qualquer um que tenha problemas de relacionamento ou esteja passando por um momento ruim em sua vida. Existem os que afirmam que existem “relações tóxicas”, mas não “pessoas tóxicas”.

Quando alguém é rotulado de “tóxico” em alguma área, parece ser tratado como uma espécie de “praga social” da qual devemos nos distanciar, quando muitas vezes trata-se apenas de uma pessoa passando por alguma situação crítica.

A falta de uma educação sólida das emoções e o fato de viver no meio de uma crise cultural que atinge as famílias favorece o aumento do número de pessoas com baixa auto-estima. Tais pessoas são sensíveis a qualquer comentário e tentam culpar os outros por tudo de negativo, ou ainda manifestam o desejo de controlar e manipular tudo.

Há muitas pessoas que, por não terem sido educadas dentro de limites saudáveis, não toleram a menor frustração e se tornam insuportáveis ​​para aqueles que vivem ou trabalham com elas. Mas também é verdade que qualquer um de nós, em um contexto cheio de problemas e estresse, também pode ser insuportável para os outros.

Mas nada disso significa que as pessoas, quando se tornam muito conflituosas, são algum tipo de vírus a ser evitado. Na maioria das vezes, nossa incapacidade de lidar com os conflitos ou de ser empáticos nos leva ao caminho mais fácil de nos livrarmos do outro rotulando-o de “pessoa tóxica”. Insisto, ninguém está livre de ser vítima de uma pessoa transtornada ou de um predador emocional, mas isso não significa patologizar tudo que me incomoda.

A resposta: compaixão e alegria

Compaixão é “sentir a dor do outro”, é sentir com o outro. Mas a compaixão vai muito além de compartilhar o sofrimento ou outros sentimentos dos outros, porque nos move para resgatar o outro, para compreendê-lo profundamente. As pessoas são resgatadas da solidão quando alguém se conecta com suas emoções mais profundas.

O ato de entender não é concordar com o outro no que ele pensa ou diz, mas colocar-me em seu lugar. Não apenas para entender o que diz, mas por que diz, o que diz, o que sente, tentando ir além do que percebemos. O entendimento envolve sair de nós mesmos e entrar no mundo do outro, em seus pensamentos e sentimentos, e para isso é necessário aprender a ouvir em profundidade.

Quem tem uma auto-estima saudável pode enfrentar essas situações de conflito com a paz e sem perder a alegria, pois entende que, na maioria dos casos, o que os outros atribuem a ele não necessariamente tem a ver consigo mesmo.

O primeiro e mais eficaz tom na comunicação é a alegria, é sorrir. Não o sorriso superficial, mas o que brota de dentro, por ser uma pessoa feliz. Todos estão felizes com pessoas que são realmente felizes, porque não são competitivas ou estão sempre procurando alguém para atacar com um comentário malicioso. O sorriso é gratuito e também pode desarmar.

Um sorriso sincero pode ser um alívio para um coração que está passando por um momento difícil. Aproximar-se com verdadeiro interesse pela pessoa geralmente faz com que o outro pare de ser defensivo. E assim eu posso entender que o problema não é comigo e que eu não preciso me envolver em um conflito que não tem nada a ver comigo.

Algumas dicas úteis

Amar e ser compassivo não significa expor-se desnecessariamente ao conflito. Se vemos que pessoas más estão abertas a nossa compaixão e proximidade, podemos tentar ter uma conversa que incida sobre elas, não sobre nós. Às vezes, certas pessoas nos abandonam, e temos de aceitar isso porque é sua decisão, sua liberdade.

Mas é importante que, quando você puder oferecer um diálogo com alguém conflituoso, tenha as conversas breves e suaves, não em excesso, para não gerar expectativas que depois são frustradas. Ao ouvir atentamente e orientar o outro a falar dos problemas dele, falando o mínimo possível, evitaremos interpretar erroneamente ou que a outra pessoa interprete mal nossas palavras.

Há pessoas com baixa auto-estima que sempre deixam de lado as coisas positivas para destacar um comentário negativo ou interpretação errada. Quando alguém é muito auto-referencial, ela pensa em tudo de acordo consigo mesma. Por isso é importante ser claro e conciso.

Os gestos da gratuidade diária, pequenas coisas simples, não custam nada e fazem muito bem às pessoas conflituosas. Pessoas que se sentem muito solitárias e isoladas não esperam nada de ninguém e a gratuidade tende a surpreendê-las, especialmente em um mundo dominado pela lógica do interesse.

Finalmente, é importante conhecer a si mesmo, aceitar e fortalecer sua própria auto-estima, aprendendo que nem sempre as atitudes negativas dos outros em relação a nós são baseadas em algo que fizemos. Às vezes nem têm a ver conosco. Perceber isso nos ajuda a nos distanciar e nos vermos com compaixão. Quem exerce sua liderança com amor e compaixão, ganha autoridade e liberdade.

Colaborador- Miguel Pastorino – Fonte: Ateleia

A competição

Eram dois grupos de jovens de comunidades religiosas diferentes. A competição era constante. Cada coordenador procurava evidenciar o seu grupo juvenil.

Competiam em jogos de futebol, em maratonas de conhecimentos bíblicos.

Certo dia, um dos grupos estudava o capítulo treze do Evangelho de João, aquele que narra o episódio de Jesus lavando os pés dos discípulos.

O coordenador achou muito oportuno pedir aos jovens que saíssem e encontrassem uma maneira prática de ajudar alguém.

Para isso, os dividiu em cinco equipes e lhes recomendou: Quero que vocês sejam como Jesus, nesta cidade, durante as próximas duas horasImaginem: se Jesus estivesse aqui, o que Ele faria por este povo?

Entusiasmados, saíram os jovens. Duas horas passadas e eles retornaram à sala de estudos para relatar o que tinham feito.

Uma equipe disse que trabalhara durante aquele período, na limpeza do jardim de um senhor idoso, que morava sozinho.

Outra equipe relatou que visitara um membro da comunidade que se encontrava hospitalizado. Além da presença, levaram um cartão para alegrá-lo.

A terceira equipe informou que comprara sorvetes e os servira a algumas crianças pobres.

A quarta se dirigira a uma casa de repouso e cantara cantigas natalinas. Bom, o mês era agosto.

Mesmo assim, os internos apreciaram muito o recital. Houve até um senhor que comentou que aquele Natal, em pleno agosto, era o mais feliz de sua vida.

A cada relato, o coordenador exultava e elogiava a iniciativa.

Entretanto, quando a quinta equipe disse o que fizera, houve uma exclamação de espanto geral.

Esse grupo visitara a comunidade rival e perguntara ao coordenador de lá se ele conhecia alguém que precisava de ajuda.

Ele os encaminhara à casa de uma senhora que vivia só. Ela precisava de muitas coisas.

Então, durante duas horas, eles varreram as folhas do quintal, apararam a cerca viva, cortaram a grama.

Quando terminaram e foram se despedir da dona da casa, ela agradeceu dizendo: Eu não sei o que faria sem sua ajuda. Vocês, desse grupo de jovens do bairro estão sempre vindo aqui para me socorrer.

Grupo de jovens daquele bairro? Interrompeu o coordenador. Espero que vocês tenham dito a ela a que grupo pertenciam.

Por quê? – Perguntou um dos jovens. Nós não dissemos nada. Achamos que não era importante.

Naquele momento, todos compreenderam que aquela equipe entendera verdadeiramente o significado de servir; de dar-se, anonimamente, sem se importar com agradecimentos, elogios ou qualquer outra deferência.

De todas as equipes, aquela fora a que melhor interpretara, com seu gesto, o exemplo do Modelo e Guia da Humanidade, Jesus.

*   *   *




livro
Histórias para o coração, de Alice Gray,
ed. United Press.
Em 25.7.2018.

Acidentes de trânsito

O número de acidentes de trânsito tem sido gritante. Mal desperta o dia e as notícias pululam, dando-nos ciência dos vários que já aconteceram.

No quadro de tanta tragédia, o que estarrece é que expressivo número deles tem vitimado a juventude.

A juventude que deixa para trás uma existência cheia de promessas de aprimoramento e de libertação positiva.

São muitas as lágrimas vertidas sobre os caixões desses corpos jovens. Lágrimas de pais em desconsolo, noivos em desespero, irmãos sem poder entender o drama.

Num primeiro momento, buscam-se respostas. Por que tão jovem? Por que tão bruscamente?

E elas quase sempre apontam o pensamento simplista de que tudo acontece porque está escrito.

Era o destino daquelas criaturas romper os vínculos da reencarnação dessa forma violenta.

No entanto, isso não é totalmente verdadeiro.

Porque há os que se acidentam por estarem embriagados. Outros, por perderem o controle graças à atuação de substâncias químicas.

Outros mais, por se deixarem empolgar pelo excesso de velocidade, desatentos às limitações do conjunto de engrenagens mecânicas que têm sob seu comando.

Vários se atiram em manobras arriscadas, em nome do espírito de aventura, ou por mero exibicionismo.

Como se vê, não está tudo escrito. O homem constrói o seu dia, utilizando o seu livre-arbítrio, a sua vontade.

Dessa forma, nos compete dirigir com prudência. Não transformarmos a nossa viagem de lazer ou de negócios, em uma tragédia de sombras.

Conduzir a moto ou o carro que o progresso terreno nos confiou, com cuidado.

Não tornarmos nosso veículo uma arma letal.

Em qualquer faixa de idade em que nos encontremos, evitemos promover acidentes pelas estradas.

Busquemos, no respeito às normas de trânsito, a garantia para a nossa tranquilidade íntima. Para que não soframos remorso no amanhã.

Recusemo-nos adotar comportamentos que ponham em risco a nossa vida e as dos que trafegam pelas mesmas vias.

Assim, se viermos a nos envolver em algum acidente, saberemos que não o provocamos.

E estaremos em paz porque não fomos instrumento de resgate alheio. Nem plantamos dores em nenhum coração.

Examinemos prudentemente os nossos impulsos, toda vez que nos encontremos dirigindo qualquer veículo.

Antes de assumirmos a direção, antes de transitarmos pelas ruas ou estradas, paremos um instante.

Dirijamos nosso pensamento ao Senhor da Vida. Entreguemo-nos a Ele com o vigor da nossa sinceridade.

Depois, sigamos confiantes para os nossos destinos.

Se nas rodovias encontrarmos acidentes, oremos pelos envolvidos.

Pelos que provocaram a tragédia. Pelos que foram vitimados. Pelos familiares que sofrem profundo choque emocional de demorada recuperação.

Se formos surpreendidos com a morte dos nossos amores, não reclamemos de Deus.

Não nos desesperemos. Busquemos a prece uma vez mais e adquiramos serenidade na aceitação.

Nada que façamos ou digamos os fará retornar ao corpo físico que acabaram de abandonar.

No entanto, poderemos nos encontrar com eles toda vez que sonharmos, que pensarmos neles ou que a Deus entregarmos o nosso coração em preces.

Livro- Caminhos para o amor e a paz,
Cap.Acidentes automobilísticos pelo Espírito Ivan de Albuquerque, psicografia de Raul Teixeira,

A carne é fraca

Quando alguém procura uma desculpa para justificar suas fraquezas, é comum ouvirmos a afirmativa de que a carne é fraca.

A culpa, portanto, é da carne, ou seja, do corpo físico.

Esse é um assunto que merece mais profundas reflexões.

Hahnemann, criador da medicina homeopática, fez a seguinte afirmativa:

O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade?

Sábia consideração essa, pois encerra grandes verdades.

Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de cólera.

Quando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, não é a comida que excita o órgão do paladar, pois sequer está em contato com ele.

É o Espírito, cuja sensibilidade é despertada, que atua sobre aquele órgão através do pensamento.

Se uma pessoa sensível facilmente verte lágrimas, não é a abundância das lágrimas que dá a sensibilidade ao Espírito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secreção abundante das lágrimas.

Assim, um homem é músico não porque seu corpo seja propenso à musicalidade, mas porque seu Espírito é musicista.

Como podemos perceber, a ação do Espírito sobre o corpo físico é tão evidente que uma violenta comoção moral pode provocar desordens orgânicas.

Quando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a diarreia.

Outras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabeça, taquicardia, e até mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.

Quanto às disposições para a preguiça, a sensualidade, a violência, a corrupção, igualmente não podem ser lançadas à conta da carne, pois são tendências radicadas no Espírito imortal.

Se assim não fosse, seria fácil, pois não teríamos nenhuma responsabilidade pelos nossos atos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equívocos cometidos.

Toda responsabilidade moral dos atos da vida física competem ao Espírito imortal. Nem poderia ser diferente.

Assim, quanto mais esclarecido for o Espírito, menos desculpável se tornam as suas faltas, uma vez que, com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto.

Do livro Hahnemann,
o apóstolo da medicina espiritual, de Hermínio C. Miranda,

QUEM É BOM NÃO PRECISA SER BOBO.

Autor: Regis Mesquita

A maior dificuldade para as pessoas terem uma espiritualidade mais elevada é a falta de confiança na força das ações e sentimentos nobres.

Uma amiga minha me perguntou: porque as pessoas boas são sempre passadas para trás?

Eu respondi: “Quando você é bom, correto e justo é a certeza de que você não fará nada de errado contra os outros. Não é garantia de que os outros não farão nada de errado contra você. A pessoa boa deve aprender a se defender.”

Cada qualidade que você desenvolver te trará algumas facilidades. Se você for uma pessoa dinâmica, estará protegida da preguiça. Se você for honesta, estará protegida da tentação da ganância. Se você for honesto, não quer dizer que será dinâmico. Terá que desenvolver esta qualidade também.

A pessoa boa deve aprender a se defender da maldade. Ela mudou. Outras pessoas não mudaram e algumas até se aperfeiçoaram na maldade.

Todas as pessoas devem buscar a COMPLETUDE. Desenvolver qualidades em sequência e se tornarem cada dia mais evoluídos.

A completude surge quando:

1)   Você preserva suas qualidades. Por exemplo: o honesto deve se manter honesto e desenvolver novas qualidades.

2)   Você é capaz de olhar para si mesmo e encarar suas limitações. Somente assim surgirão novas qualidades.

3)   Você tolera perdas e desilusões. Esta tolerância é fundamental para não encher sua mente de traumas, raivas, mágoas, etc. Ao contrário, você deve fazer uma higiene mental. Deve libertar-se de raivas, mágoas e tristezas formadas no passado. A meta é estar livre para focar nos objetivos do presente.

Porque é importante esvaziar a mente de memórias negativas do passado?

Estas memórias (por serem muitas) conturbam e desgastam a mente da pessoa. Ao libertar-se delas, sua mente se aquieta e fica serena.

Quem tem a mente calma consegue planejar melhor a vida e se organizar com mais eficiência. Desta forma, consegue direcionar seus esforços para desenvolver as qualidades que mais necessita.  

A mente conturbada pela raiva, rancor, mágoa, ódio, é sempre mais limitada. É uma mente com mais dificuldade de buscar soluções. Desta forma, estas pessoas se envolvem mais facilmente em situações negativas.

A pessoa com paz no coração desenvolve sabedoria. A sabedoria gera muitas coisas boas e permite EVITAR PARTE das negativas. Mas, sempre acontecerão as situações negativas. O sábio saberá resolver e superar estes problemas. As pessoas raivosas ficarão ruminando o problema, terão mais problemas e serão menos capazes de solucioná-los.

À medida que a pessoa busca a completude e limpa seu interior, ele vai formando a Mente Neutra. Um dos melhores incentivos para ter a Mente Neutra é a maior capacidade de superar problemas e de evitá-los.

Este caminho NÃO é escolhido pela maior parte das pessoas. Seja por imaturidade, por crenças erradas ou por falta de bons exemplos, as pessoas desconfiam dele e o ABANDONAM facilmente.

Observe o exemplo a seguir:

Uma pessoa é assaltada. Ela mantém dentro de si os sentimentos negativos. Nestas situações, a maior parte dos brasileiros faz questão ALIMENTAR esta raiva dentro dela.

O que acontece quando você considera que manter sentimentos negativos seja o melhor? Quais as consequências desta atitude?

– sua mente estará se desgastando;

– ela ficará gestando outros sentimentos negativos (desânimo e cansaço, por exemplo);

– toda sua realidade atual ficará confusa (assalto é passado, mas o desânimo afetará o presente);

– o pior, este remoer não servirá nada para evitar outras situações negativas (outros assaltos);

– você estará se sabotando e dificultando os próximos passos da sua vida.

Aprenda:

– você pode se proteger estando com a mente em paz;

– você terá melhores condições de se proteger se estiver sereno e com a Mente Neutra;

– você tem tarefas tão importantes quanto se proteger. Você tem que construir o que é bom, nobre e eficiente. Boas escolhas são feitas com a mente calma.

– a maior recompensa frente as perdas que eventualmente acontecerem na sua vida sempre será se oferecer o melhor que há dentro de você.

Quanto mais completo você for, mais qualidades terá. A capacidade de construir o que é bom e nobre sempre aumentará se você se esforçar para desenvolver novas qualidades.

Ter mais qualidades não basta. Você deve preservá-las e usá-las sempre.

Sua grande tarefa na vida é usar o melhor que há dentro de você e persistir nesta escolha. Pode confiar! É o melhor caminho.

Autor: Regis Mesquita

Reflexão baseada nos ensinamentos do livro A Espiritualidade no Dia a Dia

Como atirar vacas no precipício

Um sábio passeava por uma floresta com seu discípulo, conversando sobre a importância dos encontros inesperados. De acordo com o mestre, tudo o que está diante de nós nos oferece uma chance de aprender ou de ensinar.

Quando cruzaram a porteira de um sítio que, embora bem localizado, tinha uma aparência miserável, o discípulo comentou: _ “O senhor tem razão. Veja este lugar… Acabo de aprender que muita gente está no paraíso, mas não se dá conta disso e continua a viver em condições miseráveis”.

_ “Eu disse aprender e ensinar – retrucou o mestre. _ Constatar o que acontece não basta; é preciso verificar as causas, pois só entendemos o mundo quando entendemos as causas”.

Bateram à porta da casa e foram recebidos pelos moradores: um casal e três filhos – todos com as roupas sujas e rasgadas.

_ “O senhor está no meio desta floresta, não há nenhum comércio nas redondezas – observou o mestre ao pai de família. _ Como sobrevivem aqui?”.

E o homem calmamente respondeu: _ “Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Parte desse produto nós vendemos ou trocamos, na cidade vizinha, por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte, produzimos queijo, coalhada e manteiga para o nosso consumo. E assim vamos sobrevivendo”.

O filósofo agradeceu a informação, contemplou o lugar por um momento e foi embora. No meio do caminho, disse ao seu discípulo: _ “Pegue a vaquinha daquele homem, leve-a ao precipício ali adiante e jogue-a lá embaixo”.

_ “Mas ela é a única forma de sustento da família! – espantou-se o discípulo”.

O filósofo permaneceu calado. Sem alternativa, o rapaz fez o que lhe pedia o mestre, e a vaca morreu na queda. A cena ficou gravada em sua memória.

Muitos anos depois, já um empresário bem sucedido, o ex-discípulo resolveu voltar ao mesmo lugar, contar tudo à família, pedir perdão e ajudá-los financeiramente.

Ao chegar lá, para sua surpresa, encontrou o local transformado num belíssimo sítio, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a humilde família tivesse precisado vender o sítio para sobreviver. Apertou o passo e foi recebido por um caseiro muito simpático.

_ “Para onde foi a família que vivia aqui há dez anos?” – perguntou.  

_ “Continuam donos do sítio!” – foi a resposta.

Espantado, ele entrou correndo na casa, e o senhor logo o reconheceu. Perguntou como estava o filósofo, mas o rapaz nem respondeu, pois se achava por demais ansioso para saber como o homem conseguira melhorar tanto o sítio e ficar tão bem de vida.

_ “Bem, nós tínhamos uma vaca, mas ela caiu no precipício e morreu” – disse o senhor.

_ “Então, para sustentar minha família, tive que plantar ervas e legumes. Como as plantas demoravam a crescer, comecei a cortar madeira para vender. Ao fazer isso, tive que replantar as árvores e precisei comprar mudas. Ao comprar as mudas, lembrei-me das roupas de meus filhos e pensei que talvez pudesse cultivar algodão. Passei um ano difícil, mas quando a colheita chegou, eu já estava exportando legumes, algodão e ervas aromáticas. Nunca havia me dado conta de todo o meu potencial aqui: ainda bem que aquela vaquinha morreu!”.

Agora reflita: Relacione as suas vaquinhas que te dão algo básico de sobrevivência e que te levam a rotina. Será este o momento e empurrá-las morro abaixo? 

(Referência: Como atirar vacas no precipício. Ed. Panda Books, 2000).

Colaboração:

Roseli Pinese Macetti

Master Coach e Consultora em Recursos Humanos na PERSORE – Desenvolvimento de Pessoas

O que vai, volta multiplicado

Um pobre fazendeiro escocês, enquanto tentava ganhar a vida para sua família, ouviu um grito de socorro vindo de um pântano próximo.

Ele largou as ferramentas e correu para o pântano.

Lá, ele encontrou um menino até a cintura no estrume negro e úmido, gritando e lutando para se libertar.

O agricultor salvou o menino do que poderia ser uma morte lenta e terrível.

No dia seguinte, uma carruagem elegante chegou à fazenda. Um nobre, elegantemente vestido, saiu e se apresentou como o pai do menino que o fazendeiro ajudou.

“Eu quero recompensá-lo”, disse o nobre.

“Você salvou a vida do meu filho.”

Não, não posso aceitar um pagamento pelo que fiz “, respondeu o agricultor escocês.

Naquele instante, o filho do fazendeiro chegou à porta da cabana.

“É seu filho?” perguntou o nobre.

“Sim”, o fazendeiro respondeu com orgulho.

– Eu proponho fazer um acordo. Permita-me fornecer a seu filho o mesmo nível de educação que meu filho irá gozar. Se o menino se parece com o pai, não duvido que ele cresça para se tornar o homem de que nós dois nos orgulharemos.

E o fazendeiro aceitou.

O filho do fazendeiro cursou as melhores escolas e com o tempo, formou-se pela Faculdade de Medicina do Hospital St. Mary, em Londres, ele passou a se tornar conhecido em todo o mundo como o renomado Dr. Alexander Fleming, o descobridor da penicilina.

Anos depois, o filho do mesmo nobre que foi salvo do pântano adoeceu com pneumonia …

O que salvou sua vida dessa vez? ….

Penicilina!

E você sabe qual era o nome do nobre?

Sir Randolph Churchill.

E o nome do filho dele? !

Sir Winston Churchill !!!

Alguém disse uma vez:

“O que vai, volta multiplicado”

Então trabalhe como se você não precisasse do dinheiro.

Ame como se você nunca tivesse se machucado.

Dance como se ninguém estivesse assistindo.

Cante como se ninguém ouvisse.

Viva como se fosse o paraíso na terra

Colaboração: @maeamormaior por Eliane Oliveira

instagram.com/mae.amor.maior

A indesejada das gentes

Já nos perguntamos, alguma vez, o que faríamos, se, repentinamente, uma doença cruel nos abraçasse e fosse decretada nossa sentença de morte?

Ou, se em plena atividade, a morte chegasse e nos arrebatasse?

A proximidade da morte já levou muitas mentes privilegiadas a refletir sobre a vida. Alguns transformaram essa reflexão em palavras.

O neurologista e escritor inglês Oliver Sacks, com câncer de fígado, aos oitenta e um anos, escreveu, em fevereiro de 2015, no jornal americano The New York Times:

Sinto-me intensamente vivo, e quero e espero, no tempo que resta, aprofundar minhas amizades, dizer adeus aos que amo, escrever mais, viajar. Se eu tiver forças, alcançar novos níveis de compreensão e entendimento.

Professor de neurologia e psiquiatria, estudioso de temas como percepção e consciência, escreveu ainda: Acima de tudo, fui um ser consciente, neste belo planeta, e só isso já foi um enorme privilégio e uma aventura.

Em sua carta-despedida confessou: Não posso fingir que não tenho medo, mas meu sentimento predominante é a gratidão.

Amei e fui amado, recebi muito e dei algo em troca, li, viajei, pensei, escrevi.

Pouco mais de seis meses depois, em agosto daquele ano, ele desencarnou.

Por sua vez, o escritor, educador, teólogo e psicanalista Rubem Alves, que morreu no ano de 2014, deixou uma carta para ser lida, em sua cerimônia fúnebre.

Escrita nove anos antes, além de reflexões sobre a terminalidade da vida, havia instruções para quando sua hora chegasse, como a declamação de poemas de autores que cantavam a morte.

Escreveu ele: Não tenho medo da morte, embora tenha medo de morrer.

O morrer pode ser doloroso e humilhante, mas para a morte tenho uma pergunta: Voltarei para o lugar onde estive sempre, antes de nascer, antes do Big Bang?

Durante esses bilhões de anos, não sofri e não fiquei aflito para que o tempo passasse.

Voltarei para lá até nascer de novo.

Adeus à vida sob o sentimento de gratidão, da revista Iátrico, nº 36, de agosto de 2017, ed. do Conselho Regional de Medicina do Estado doParaná,

12 lições espirituais que precisamos aprender a partir de 2020

Precisamos ouvir nosso coração para ler as mensagens invisíveis da vida

Todos nós estamos passando por tempos difíceis recentemente devido à pandemia e à crise econômica. Todo mundo foi atingido. Estamos presos em nossas casas. Milhões de pessoas estão perdendo seus empregos e correndo atrás de benefícios de desemprego. As empresas estão fechando ou diminuindo a velocidade, com um risco significativo de falência. O mundo parou. Eu quero fazer uma pausa para dar um passo atrás e contemplar para ver o que todos nós precisamos aprender nestes tempos difíceis para tornar nosso mundo melhor e mais feliz para todos. Porque tudo o que é visível é uma manifestação do invisível neste universo e sempre há mensagens espirituais para aprendermos em tudo o que é bom ou mau.

Aqui está uma lista do que meu coração está sussurrando para mim.

Observe que, quando se trata de questões espirituais e intangíveis, ninguém além de Deus pode dizer o que é a Verdade Absoluta . Porque nossos cinco sentidos estão limitados a um baixo espectro de percepção e não podemos perceber tudo. Portanto, essas são minhas deduções. É a intuição , nesses momentos, que sussurra em nossos corações as mensagens invisíveis da vida .

  1. Estamos todos no mesmo barco, não importa quem somos e de onde viemos. O vírus e a pandemia estão tratando a todos igualmente. Não é irônico ver que nós, humanos, ainda não podemos nos tratar igualmente devido ao nosso acúmulo emocional e preconceitos ? É hora de abandonar nossos apegos e tratar todos sob o mesmo sol igualmente. Todos nós viemos da mesma origem e membros da mesma raça humana.
  2. Somos interdependentes e interconectados . Veja a rapidez com que o vírus se espalhou por todo o mundo e desencadeou a crise econômica. Isso deve nos mostrar que a angústia e o sofrimento de outras pessoas em outra parte do mundo podem afetar a todos nós também e, portanto, precisamos cuidar uns dos outros e trabalhar para aumentar o bem-estar global .
  3. As fronteiras são ilusórias. Podemos ter limites físicos que criamos por nossos ancestrais e aqueles que estão no poder. Os cientistas dizem que o universo tem 2 trilhões de galáxias com 100–400 bilhões de estrelas em cada galáxia . Não é hora de reconhecer nossos medos e protecionismo desnecessário e deixá-los ir?
  4. Somos mais fortes quando estamos juntos. Agora, a fragmentada civilização humana se uniu contra um inimigo comum. Numerosos centros de pesquisa e empresas estão tentando encontrar uma cura. Precisamos de desastres para colaborar e ajudar incondicionalmente ?
  5. Podemos nos entender, se quisermos. Apesar de nossa tecnologia avançada e civilização moderna, nem todos podem se beneficiar delas ainda. Ainda há pessoas morrendo de fome em muitas partes do mundo quando muitas pessoas estão jogando comida ou comendo demais. Muitas crianças ainda não têm acesso à educação. Milhões de pessoas ainda vivem como escravos em algumas partes do mundo, enquanto nos países modernos criticamos os políticos por não cumprirem suas promessas financeiras. Não paramos e tentamos compreender a angústia e o sofrimento dos outros, a menos que algo grande venha e nos atinja a todos. Vamos acordar e ajudar uns aos outros.
  6. Consumimos em excesso os recursos limitados do mundo e é hora de resfriar o planeta . Desde que começamos a controlar as temperaturas no final do século 19, o mundo ficou mais quente em mais de 1 Celsius. Em 2030, espera-se que chegue a 2 Celsius , o que será um limiar significativo para as mudanças climáticas . Nossa civilização e a maneira como vivemos mudarão, a menos que possamos desacelerá-la. Veja como as baleias estão visitando nossas costas agora, desde que ficamos presos em casa. O reino animal está nos dando uma mensagem.
  7. Precisamos diminuir o ritmo, e menos é mais. O capitalismo nos ensinou a ser mais rápidos, desfrutar mais, proteger os bens pessoais e consumir mais para aproveitar a vida. Uma cultura de velocidade, prazer e consumo nos escravizou e nos capturou em ilusões materiais . Ele nos separa de nossas origens sagradas e potencial divino, enquanto colocamos dinheiro na frente de tudo. Essa abordagem está confundindo nosso coração e nossa consciência.Não nos ouvimos. Nem sabemos a cor dos olhos de muitas pessoas que encontramos em um dia. Estamos comendo rápido e mais do que o suficiente; também insalubre. Estamos cansados ​​de trabalhar e trabalhar e temos menos ou nenhum tempo para a família e amigos. Nós nos socializamos não para aprender uns com os outros, mas para obter benefícios pragmáticos, financeiros e mundanos. Vamos diminuir o ritmo. Só existe uma vida .
  8. Tudo no mundo é para pessoas. Olhe para as ruas vazias sem multidões. As escolas estão vazias sem o riso de nossos filhos. As áreas sociais estão vazias, sem música e diversão. Sem pessoas, não há vida ou cor no mundo . Então, é melhor nos tratarmos bem.
  9. Precisamos abandonar nossos apegos. As ferramentas e processos que criamos para nosso bem-estar nos tornaram seus escravos. Somos escravos de nossos smartphones, mercados financeiros, reconhecimento e reputação, títulos e posses. Não vamos idolatrá-los. Ainda podemos possuí-los, mas sem apego. Isso é desapego .
  10. Precisamos de governos sociais protegendo o bem-estar das pessoas. Quando se trata de economia de mercado , os estilos de governo diferem entre os EUA, Canadá e Europa. Especialmente nos Estados Unidos, o individualismo tem sido o principal impulsionador das liberdades e do bem-estar. Mas, uma crise tão grande com enormes impactos econômicos nos mostra a necessidade de mais governos sociais e de aplicar um modelo de economia mista . Caso contrário, pessoas e empresas irão à falência sem o apoio do governo. Os sistemas de aposentadoria e saúde precisam ser melhorados e renovados para que as pessoas tenham paz de espírito.
  11. A fé e a ciência podem coexistir. abordagem empírica, determinista, reducionista e racional da ciência nos deu nossa tecnologia avançada e também aumentou nossa arrogância . Esquecemos nossa Fonte Única mais e mais a cada dia à medida que nos sentimos mais fortes porque estamos no topo da cadeia alimentar do mundo. Quando as pessoas enfrentam eventos dramáticos na vida, a quem elas oram? Pelo contrário, a fé não será suficiente para encontrar a cura para a pandemia, e precisamos da ciência. É hora de a ciência e a religião lutarem e, em vez disso, se aceitarem e se abraçarem.
  12. A mente não é suficiente para viver plenamente; também precisamos do coração. Nosso modo individualista de viver nas sociedades ocidentais nos faz rejeitar ou esquecer a importância do coração. Todos nós amamos e sentimos emoções fortes , mas quando se trata de perceber o mundo também com nossos corações, rejeitamos o coração. Apesar de um alto QI, precisamos de QE e QS para viver uma vida feliz e engajada enquanto lemos as mensagens invisíveis da vida. O mundo é um teatro dualístico para aprendermos. É uma plataforma de ganhos para nossas almas imortais, e a vida nos mostra os caminhos por meio de nossos corações. No entanto, a mente sozinha não pode ser suficiente para ler as mensagens porque apenas 6% da nossa mente está consciente; o resto é um subconsciente repleto de maneiras aprendidas de reagir. É hora de abrir nossos corações.

Tenho certeza de que a lista pode continuar indefinidamente, mas preciso parar por aqui. Todos podem certamente adicionar mais a esta lista e enriquecer o conteúdo. Ouça seu coração para ler as mensagens invisíveis da vida.

Kenan Kolday K

O cálice das pérolas

Era uma vez… As histórias maravilhosas começam assim. Não importa o tamanho delas. Se começam por era uma vez, são sempre maravilhosas.

Pois era uma vez um homem. Um homem pobre que de precioso só tinha um cálice.

Nele, ele bebia a água do riacho que passava próximo à sua casa. Nele, bebia leite, quando o conseguia, em troca de algum trabalho.

Era pobre, mas feliz. Feliz com sua esposa, que o amava. Feliz em sua pequena casa, que o sol abraçava nos dias quentes, tornando-a semelhante a um forno.

Feliz com a árvore nos fundos do terreno, onde escapava da canícula.

Saía pelas manhãs em busca de algum trabalho que lhe garantisse o alimento a ele e à esposa, a cada dia.

Assim transcorria a vida, em calma e felicidade. Nas tardes mornas, quando retornava ao lar, era sempre recebido com muita alegria.

Era um homem feliz. Trazia o coração em paz, sem maiores voos de ambição.

Então, um dia… Sempre há um dia em que as coisas acontecem e mudam o rumo da história.

Pois, nesse dia, nem ele mesmo sabendo o porquê, uma lágrima caiu de seus olhos, dentro do cálice.

De imediato, o homem ouviu um pequeno ruído, como de algo sólido, que bateu no fundo do recipiente.

Olhou e recolheu entre os dedos uma pérola. Sua lágrima se transformara em uma pérola.

Então, o homem pensou que poderia ficar muito rico se chorasse bastante.

Como não tinha motivos para chorar, ele começou a criá-los. Precisava se tornar uma pessoa triste, chorosa, para enriquecer.

Com o dinheiro da venda das pérolas pensava comprar lindas roupas para sua esposa, uma casa mais confortável, propriedades, um carro.

E assim foi. Ele começou a buscar motivos para ficar triste e para chorar muito.

Conseguiu muitas riquezas. Ele poderia tornar a ser feliz. No entanto, desejava mais.

As pequenas coisas que antes lhe ofertavam alegrias, agora, de nada valiam.

Que lhe importava o raio de sol para se aquecer no inverno? Com dinheiro, ele mandou colocar calefação interna em toda sua residência.

Por que aguardar os ventos generosos para arrefecer o calor nos dias de verão? Com dinheiro, ele pediu para ser instalado ar condicionado em toda a sua casa.

E no carro, e no escritório que adquiriu para gerir os negócios que o dinheiro gerara.

E a tristeza sempre precisava ser maior. Do tamanho da ambição que o dominava.

Nunca era o bastante. Os afagos da esposa, no final do dia e nos amanheceres de luz deixaram de ser imprescindíveis.

Ele não podia perder tempo. Precisava chorar. Precisava descobrir fórmulas de ficar mais triste e derramar mais lágrimas.

Finalmente, quando o homem se deu conta, estava sem esposa, sem amigos. Só… com seu dinheiro, toda sua imensa fortuna.

Chorando agora, estava tão desolado, que nem mais se importava em despejar o dique das lágrimas no cálice.

A depressão tomara conta dele e nada mais tinha significado.


Pois é….Toda moeda tem dois lados.

<<< Do livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini,
ed. Nova Fronteira.

Vale a pena ser mãe

Ela era jovem e cheia de sonhos. Quando a gravidez se confirmou, plenificou-se de felicidade.

Ela era amada, tinha um lar, e agora um filhinho viria coroar de maiores alegrias a sua vida.

Idealizou, junto com o marido, como seria aquele bebê que se formava, em sua intimidade.

Passou a deter o olhar em vitrines com maior vagar. Vitrines com roupas de bebê, carrinhos, berço, enfim tudo que pudesse compor um quartinho especial para o amor do seu amor.

Algo, contudo, viria empanar a sua felicidade e colocar cores escuras em seus sonhos.

Em um dos exames preliminares, foi-lhe dito que seu bebê apresentava uma dificuldade. Em verdade, uma séria dificuldade.

Ele era anencéfalo. Não tinha cérebro. A orientação foi que ela abortasse.

Adriana chorou muito. Seu marido também. Embora lhe fosse acenada a possibilidade de abortar, pois ao nascer, o bebê não viveria senão algumas horas, ela hesitou.

Portadora da crença na Imortalidade da alma, nas vidas sucessivas, sabedora dos objetivos da reencarnação, tomou uma decisão.

Ela não abortaria. Seu bebê viveria o mais possível, a depender da sua disposição e coragem. E se assim decidiu, seu marido a apoiou.

Foram noites de muitas lágrimas. Noites de incertezas, de dúvidas, de pesar.

Afinal, eles desejavam tanto um bebê, um filho para amar, acarinhar, ver crescer.

E seu filhinho não viveria para isso.

Surpreendentemente, dois meses depois desse diagnóstico, um novo exame revelou algo diferente: seu bebê não era anencéfalo.

O ultrassom detectou o cérebro e apontou que o problema do feto era o não fechamento neural. Um problema que poderia ser corrigido cirurgicamente.

Adriana deixou que as lágrimas lhe lavassem as faces e a alma. Foi um alívio momentâneo, porque logo depois veio o outro diagnóstico.

A sua filhinha era portadora de uma cardiopatia.

Sim, um procedimento cirúrgico poderia resolver.

Assim, a jovem grávida foi encaminhada para um hospital e recebeu acompanhamento médico até o final da gravidez.

Rafaela nasceu de parto cesariana no dia 1º de janeiro de 2005. Era como se desejasse anunciar um novo ano com sua presença.

Nasceu no mesmo dia e no mesmo horário em que seu pai nascera.

Era um presente maravilhoso, consideraram os pais.

É a própria Adriana que conta, com palavras emocionadas: Fizemos tudo para que ela sobrevivesse.

Mas de tudo que esperávamos, foi realmente o melhor da forma como tudo aconteceu.

Rafaela ficou no hospital. Só meu marido e eu podíamos entrar para vê-la.

E a cada vez que a visitávamos fui percebendo que aqueles eram momentos só nossos de conhecê-la.

Rafaela desencarnou no dia 17 de janeiro.

De tudo isso aprendi que o amor é o mais importante. Se realmente o diagnóstico mudou, porque mudou, não sei.

O que sei é que valeu cada minuto ao lado de minha filha.

Hoje, que os dias já acalmaram a dor da separação, tenho sonhado com minha filhinha.

Ela me parece uma criança feliz e agradecida por tudo que passou.

E eu, eu agradeço a Deus a oportunidade de ser mãe de Rafaela.

Minha mensagem a todas as mulheres é que não desistam de serem mães, acima de tudo.

Vale a pena!

Redação do Momento Espírita, baseado em fato
narrado pelo Dr. Laércio Furlan, da AME-PR.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 18, ed. FEP.
Em 6.5.2020.

UM ERRO QUE VOCÊ DEVE EVITAR NA SUA ATUAL ENCARNAÇÃO

Abaixo vou revelar uma ATITUDE NEGATIVA muito comum e prejudicial.

Preste atenção, porque ela atrapalha muito o desenvolvimento da verdadeira espiritualidade.

Adolescentes (e adultos) têm que lutar para retomar o comando de suas mentes. Eles precisam dizer: “eu mando em mim, não o grupo.”

A cultura é composta por uma quantidade incrível de regras e modelos; quando a pessoa incorpora estas regras e modelos sobra muito pouco espaço para a expressão PESSOAL E ESPONTÂNEA (que é a melhor forma para o “espírito se expressar”).

A mente humana não funciona bem quando está estressada por tantos conteúdos que são estranhos aos interesses do espírito.

O resultado é que DIMINUI a capacidade de aprendizado e também a sensibilidade (fundamental para perceber as emanações que vem do “fundo da alma”).

O excesso de regras, informações e crenças dificulta a experiência da espiritualidade.

Uma sociedade composta de pessoas imaturas cria muitas crenças imaturas, parciais, incompletas ou erradas. Elas confundem a consciência e complicam a evolução espiritual.

Tudo fica mais complicado quando a mente está conturbada por causa do que “chega de fora”.

A confusão aumenta ainda mais quando a pessoa REAGE ao exterior se transformando em uma “máquina que não para de desejar”. [ A pessoa que age assim tem a MENTE REATIVA.  ]

Atingir a paz na mente e ter maior experiência espiritual significa, em grande parte, expulsar de nossas mentes estas regras e modelos externos.

Para que o nosso Eu mais profundo (o espírito) possa se manifestar mais fortemente é necessário ESVAZIAR A MENTE do que vem de fora.

Preste atenção: a sua originalidade tem que aflorar. O que é único em você, que vem do seu espírito, tem que se manifestar com mais intensidade.

Você é único! Suas necessidades são únicas. Você é diferente!

Aceite: você é diferente! Sua insegurança é que te faz ter medo da opinião dos outros.

Lá no fundo você tem medo de ser ridicularizado, desprezado, envergonhado, largado, abandonado, rejeitado.

Por isto, você se agarra ao que é externo; assim você SE DISTANCIA do que vem do fundo da sua alma.

O resultado é que você DIMINUI A CONEXÃO entre a sua consciência e as emanações que vem do seu espírito.

Ao diminuir esta conexão, tudo fica mais complicado e difícil na sua evolução espiritual.

Concluindo:

quando você segue os SINAIS que vem do seu espírito, a sua vida se torna única (diferente).

O preço por não seguir o próprio espírito é NÃO ser você mesmo.

A consequência será PERDER o melhor que há dentro de si.

Pessoas imaturas se sentem inseguras ao seguir o que vem do interior.

O resultado é que a falta de sabedoria (a imaturidade) faz as pessoas confiarem excessivamente no que vem do exterior (buscam modelos externos e desprezam “a luz” que vem do interior).

Você tem suas próprias missões de vida, suas próprias vocações e um espírito ativo.

Você precisa se CONECTAR a este “mundo interior” para que as situações da vida sejam transformadas em experiências profundas.

Será através desta conexão que você subirá os degraus da sabedoria e conquistará muita força interior.

Retome o comando da sua mente. Não siga o grupo, não siga a sociedade.

Siga o melhor que há DENTRO de você.

Você será diferente e construirá uma vida com muita sabedoria. Você será diferente e encontrará quem queira estar ao seu lado te aceitando exatamente como você é.

Mostre para o mundo o seu melhor. Você é diferente! Você é único!

Aproveite suas potencialidades e qualidades para construir um bom caminho.

Seu espírito está ativo, vibrando e auxiliando. A conexão dele com a consciência PRECISA ser ampliada.Evite o erro de muitos! Reforce a conexão entre sua consciência e o espírito que você é.

Autor: Regis Mesquita

https://www.instagram.com/regismesquita1/

Dois amigos no deserto

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto. Em um determinado ponto da viagem, eles discutiram, sendo um deles esbofeteado e ofendido. Sem nada mais a dizer, ele escreveu na areia: “hoje meu melhor amigo me bateu no rosto”.

Seguiram e chegaram a um oásis, onde resolveram tomar banho. O amigo que havia sido esbofeteado começou a se afogar e foi salvo pelo outro. Ao se recuperar, o que quase se afogou pegou um estilete e gravou em uma pedra: “hoje meu melhor amigo salvou-me a vida”.

Intrigado, o amigo perguntou:

– Por que depois que te bati você escreveu na areia, mas agora escreveu na pedra?

Sorrindo, o outro amigo respondeu:

– Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, porque o vento do esquecimento e do perdão se encarregarão de apagar, mas quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória e do coração, porque vento nenhum do mundo tem poder de apagar.

Só é necessário um minuto para simpatizar com alguém, uma hora para gostar de alguém e um dia para querer o bem a alguém, mas é preciso de toda uma vida para que possa esquecê-lo.

A viagem continua

Não admitas que desalento e azedume te anulem a confiança em Deus e em ti mesmo…
Estamos todos num curso de aperfeiçoamento espiritual valendo por viagem difícil para os Cimos da espiritualidade.
Toda subida exige suor.
Se já retiraste do vale, no encalço dos montes dedicados ao conhecimento superior, onde se te descerrarão novas luzes segue adiante e não desanimes.

Terás talvez perdido certas preciosidades.
Não te impressiones.
Sabes que os Mensageiros da Luz te esperam à frente e não se te faria possível alcança-los sob o peso de bagagem excessiva.

Provavelmente, sofreste o afastamento de amigos.
Não te aflijas.
Seguindo sempre, obterás mais facilmente as condições precisas a fim de auxilia-los para que se te reinstalem na equipe.

Pessoas amadas resolveram descansar, sem necessidade, nas margens da senda, impondo-te o desapontamento da separação temporária.
Não te incomodes.
Todas elas serão compelidas pelas circunstâncias a retomarem o caminho.

Sugestões de imaginária fadiga te empalidecem o ânimo.
Não te deixes abater por impressões negativas.
Trazes contigo o manancial da fé, sobre o qual se te apóia sustentação na jornada.

A morte, em vários casos, te haverá furtado a presença alentadora de alguém, cujo carinho te escorava a sensibilidade no dia-a-dia.
Não te interrompas, porém.
Essa criatura se adiantou na estrada, de modo a aguardar-te, com mais riqueza de amor, no Mais Além.

Haja o que houver, não te detenhas na subida escabrosa porque a viagem continua, independentemente de nossa própria vontade, e essa viagem é a própria vida que Deus nos concede a cada um para que, gradativamente, nos desfaçamos de qualquer sombra na conquista da luz.

EMMANUEL
(Do livro “Linha Duzentos”, Francisco Cândido Xavier)

Colaboração: Silvia Gomes

Estudo de Harvard revela os ingredientes para a verdadeira felicidade

Em uma palestra recente do TED, o psiquiatra Robert Waldinger descreveu alguns dos segredos da felicidade, que foram revelados em um estudo de Harvard de 75 anos lançado recentemente .

Aparentemente, devemos valorizar o amor acima de tudo. É a principal coisa na vida que nos traz felicidade. Depois de ver o que realmente fez as pessoas felizes ao longo de três quartos de século, você não precisará presumir o que o fará feliz e poderá mudar seus hábitos.

O psiquiatra George Vaillant, que liderou o estudo de 1972 a 2004, escreveu sobre esse importante estudo com humor. Ele disse: “Os 75 anos e 20 milhões de dólares gastos no Grant Study apontam (…) para uma conclusão direta de cinco palavras: ‘Felicidade é amor. Ponto final.’ “

O estudo acompanhou dois grupos de homens brancos: 268 alunos do segundo ano de Harvard fizeram parte do “Grant Study” liderado pelo psiquiatra de Harvard George Vaillant e 456 garotos de 12 a 16 anos que cresceram no centro de Boston fizeram parte do “ Glueck Study ”liderado pelo professor da Harvard Law School Sheldon Glueck.

Os pesquisadores entrevistaram os homens sobre seus empregos, relacionamentos e saúde ao longo de 75 anos.

A maior lição do estudo foi a revelação de que os relacionamentos nos trazem mais alegria. Bons relacionamentos nos trazem mais felicidade.

Fonte: https://funnelwide.com/

Treze motivos para você ficar

Um coração de mãe escreveu uma carta para a jovem filha que acabara de atentar contra a própria vida. E a intitulou: Treze motivos para você ficar.

Filha, imagino que você tenha pensado muito antes de tomar essa decisão. Que tenha buscado acabar com uma dor enorme, cujo tamanho não consigo imaginar.

No entanto, assinalo aqui, de forma muito objetiva algumas razões, alguns motivos para você ficar.

Primeiro: você parou para pensar como ficaremos todos nós se você partir antes da hora? Quão destroçados ficarão nossos corações, os corações que a amam tanto? Pois é… Você tenta acabar com uma dor e cria para nós uma maior ainda.

Segundo: Será que é hora de desistir? Faz tão pouco tempo que você chegou. Menos de duas décadas. Olhe quantos anos tem pela frente. Seu livro ainda está nos primeiros capítulos. Não podemos julgar o livro todo pelas primeiras páginas.

Terceiro: olhe para trás e veja tudo que já venceu, tudo que a trouxe até aqui. Todas as adversidades enfrentadas são vitórias. E uma vida de vitórias não deve ser enxergada com olhos de desânimo.

Quarto: você nos inspira todos os dias. Você é nosso exemplo. E saiba que de outras pessoas também.  Precisamos de exemplos nesse mundo para liderar, para seguir à frente de todos abrindo caminhos!

Quinto: nossa vida foi mais feliz depois que você chegou. Sei que parece conversa clichê de pai e de mãe – como vocês jovens dizem – mas é a mais pura verdade. Você trouxe alegria, vontade de viver para toda nossa família.

Sexto: você ainda precisa ser médica, ser cantora, professora, veterinária, consultora de moda, massoterapeuta – enfim, o que quiser ser profissionalmente, pois o futuro está aberto para você.

Sétimo: lembre quantos momentos deliciosos passamos juntos com nossa família, você com seus sobrinhos pequenos, eles adorando brincar com a tia mais velha. E quantos desses momentos ainda podemos ter!

Oitavo: andar na areia da praia. O mar com sua majestosa segurança nos convida a ter serenidade, mostrando que tudo vai e vem, que a vida é feita de marés altas e baixas controladas por forças invisíveis e grandiosas.

Nono: você ainda precisa ser mãe. Sei que você deseja. Não tenha pressa, mas tenha certeza que será a mais bela experiência da sua vida.

Décimo: você ainda precisa aprender a dirigir para me levar por aí de carro, como prometeu, lembra?

Décimo primeiro: viajar. Se você quer tanto conhecer o mundo, outras culturas, outros lugares, planeje-se e estruture-se para isso.

Décimo segundo: você nunca estará sozinha.

Décimo terceiro: finalmente, não antecipe a sua partida porque queremos, seu pai e eu, estarmos lá para recebê-la quando chegar, de verdade, a sua vez de partir.

*   *   *

Esperamos, sinceramente, que a carta tenha tocado o mais profundo da alma dessa filha.

Os tempos são de lutas. Na qualidade de pais, não esmoreçamos.

Os bons Espíritos atuam sobre nós para nos auxiliar a salvar esses que sofrem dores terríveis no mundo e que insistem em se evadirem pela porta falsa do suicídio.

Estejamos atentos. O Senhor segue conosco.

Redação do Momento Espírita
Em 19.3.2021.

www.livrariamundoespirita.com.brw

Pode isso, Arnaldo

“Quero assistir ao sol nascer

Ver as águas dos rios correr

Ouvir os pássaros cantar

Eu quero nascer

Quero viver”  (Cartola)

Cartola, um dos maiores sambistas da história do Brasil. Compositor de letras que tocam diretamente na alma. Mesmo quem não gosta do estilo musical, não tem como negar a grandeza poética de suas composições. Foi aos 66 anos que gravou o primeiro disco e tornou possível que ainda hoje tantas pessoas possam ouvir suas belas canções.

Eu não sei vocês, mas já ouvi tantas pessoas  relatarem que desistiram de fazer algo novo por causa da idade. Muitos inclusive já se sentem velhos aos 30. Pode isso, Arnaldo?

Acontece que a sociedade estabelece alguns padrões que por muitas vezes se tornam fatores de opressão. Quando menos percebemos já estamos agindo inconscientemente pautados pelas “regras da idade.”

É como se a vida tivesse que seguir uma “receita” exata, onde cada realização está relacionada com uma determinada idade..Nós, espíritos em jornada num mundo de provas e expiações nos deixamos levar pelos anseios do tempo. Sem ao menos nos atentarmos que o tempo é relativo.

 Na Bíblia, em Eclesiastes há um texto atribuído ao  Rei Salomão, que traz uma preciosa lição sobre o tempo.

“ Tudo tem o seu tempo determinado, e que há tempo para todo o propósito sob o céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer. Tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou. Tempo de derrubar, e tempo de edificar. Tempo de chorar, e tempo de rir ou de dançar.Tempo de abraçar, e tempo de afastar-se.  Tempo de buscar, e tempo de perder. Tempo de guardar, e tempo de lançar fora. Tempo de rasgar, e tempo de costurar.Tempo de calar, e tempo de falar.”

Tudo acontece no tempo certo meus amigos. Não se sintam “adiantados” e nem “atrasados”. Aproveitem as oportunidades e desfrutem as alegrias das suas realizações. Não importa se estão no auge da mocidade ou já cultivando a sabedoria do cabelos brancos. Sejam felizes hoje. Ajam, façam, realizem e sigam em frente.

A vida é um presente de Deus. A cada dia nos é concedido uma nova oportunidade, um novo recomeço. No livro Alma e Coração, Emannuel nos traz um reflexão através da psicografia do querido Chico Xavier:

“Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções. Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde demais!”

Lembrem-se sempre disso: Nunca é tarde demais!

“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”

(Jean Cocteau)

Elen de Souza – @elensouzaalarca

Fontes de pesquisa: Chico Xavier, livro Alma e Coração

Bíblia online

Tenhamos paz

Se não é possível respirar num clima de paz perfeita, entre as criaturas, em face da ignorância e da belicosidade que predominam na estrada humana, é razoável procure o aprendiz a serenidade interior, diante dos conflitos que buscam envolvê-lo a cada instante.
Cada mente encarnada constitui extenso núcleo de governo espiritual, subordinado agora a justas limitações, servido por várias potências, traduzidas nos sentidos e percepções.

Quando todos os centros individuais de poder estiverem dominados em si mesmos, com ampla movimentação no rumo do legítimo bem, então a guerra será banida do Planeta.
Para isso, porém, é necessário que os irmãos em humanidade, mais velhos na experiência e no conhecimento, aprendam a ter paz consigo.
Educar a visão, a audição, o gosto e os ímpetos representa base primordial do pacifismo edificante.
Geralmente, ouvimos, vemos e sentimos, conforme nossas inclinações e não segundo a realidade essencial. Registramos certas informações longe da boa intenção em que foram inicialmente vazadas e, sim, de acordo com as nossas perturbações internas. Anotamos situações e paisagens com a luz ou com a treva que nos absorvem a inteligência. Sentimos com a reflexão ou com o caos que instalamos no próprio entendimento.

Eis por que, quanto nos seja possível, façamos serenidade em torno de nossos passos, ante os conflitos da esfera em que nos achamos.
Sem calma, é impossível observar e trabalhar para o bem.
Sem paz, dentro de nós, jamais alcançaremos os círculos da paz verdadeira.

Emmanuel / Chico Xavier

Calma

Se você está no ponto de estourar mentalmente silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é uma bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.

Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma,
pedindo o serviço por solução 

André Luiz / Chico Xavier

Mexa-se

Estou ouvindo repetidas vezes de meus pacientes, aqui na Clínica Ser Uno, a sensação de cansaço, desânimo, fôlego curto, irritação, vontade de parar com tudo, problemas cognitivos. Amigos, o magma planetário está movendo-se mais, o tempo, em decorrência, está “apressado”.

2021 será um ano mais curto. Contudo, essa movimentação toda altera a grade energética da Terra, mexe com todos os seres vivos daqui. Nós, humanos, sentimos sem ver ou ouvir. Acrescesse a isto todos os ônus da pandemia que, em diferentes níveis, acomete a todos nós, mesmo os incríveis negacionistas da verdade. Mas, estamos, sim, sobrecarregados, emocional, energeticamente e nosso corpo físico acusa, violentamente tudo isso. Isso sem falar na procrastinação que está tão epidêmica quanto o covid-19.

Nada há de mais autossabotador que a procrastinação. Por que viver no limite? Por que precisamos tanto de adrenalina? E, ainda por cima, esse calor maluco! Mas, estamos muito necessitados dessa irradiação solar que queima os miasmas, extraordinariamente, densos. Então, como evitar os efeitos nocivos que estamos vivendo? Com MOVIMENTO!!! Fazer exercícios físicos, dentro dos limites pessoais, da extrema responsabilidade para com os demais, mesmo para com os impensáveis negacionistas da verdade. CAMINHAR, PILATES, TAI-CHI, AMARELINHA, ARREMESSO DE BOLA DE MEIA, ETC., TUDO AJUDA, SEMPRE AJUDA, SÓ AJUDA. A movimentação do corpo é movimentação de energia nossa. Estamos muito necessitados dessa movimentação sadia. Longe de nós se vá o medo. Mais longe ainda o desânimo. E, como sempre, mais que nunca: JESUS NO LEME!

De: Dra. Mônica de Medeiros

Fonte: https://www.facebook.com/profile. php?id=100017633641968

Responsabilidade

Praticamente todos os dias vejo publicações nas redes sociais, prometendo que um papiro encontrado nas pirâmides resolve todos os seus carmas; que o passe espiritual ou “exorcismo” vai resolver sua vida inteira ou que a pulseira com as pedras x, y, z o livrará para sempre das energias negativas, ou o colar feito com o cristal X atrairá o seu verdadeiro amor; que carregar a pedra Y afastará todos os seus inimigos, etc, etc. Fico me perguntando como tem gente que acredita em tudo isso, que dá ibope a crendices onde o principal aspecto é acreditar que uma coisa, objeto, ou pessoa fará o que só o próprio indivíduo precisa fazer.

Não interessa quanta energia alguém passe para você, seja lá sob o método que for, essa energia atuará no seu organismo de acordo com a permissão, inteligência e necessidade do seu próprio organismo e não de acordo com a vontade ou anseio de verdade: só você pode modificar sua energia, e consequentemente o que você atrai para você; só você pode trabalhar o seu carma e as aprendizagens que ele contém, e veja bem, ninguém, ninguém mesmo pode fazer sua parte, ok?

Pense como a natureza é sábia: alguém pode tomar remédio por você, alguém pode dormir ou comer por você? Pois é, o resto segue a mesma regra. Acorde e assuma a responsabilidade por si mesmo!!! “A verdadeira sabedoria está na essência da alma e não em objetos ou mensagens escritas. Aprenda a silenciar e atingir a totalidade de sua conexão com o Divino Agora!”. . Abraços!

Lourdes Possatto Psicóloga, terapeuta e escritora

Será que a morte é sinônimo de “descanso”?

Muitas vezes, quando uma pessoa morre, sempre há quem diga, resiliente: “fulano agora vai descansar”. Mas se a morte do corpo não significa o fim da vida do espírito, será que vamos descansar “do lado de lá”?

Matheus Preto, trabalhador do Centro de Educação Espírita Boa Nova, concorda que a vida terrena é mesmo trabalhosa e gera cansaço no corpo físico – findado com a morte desse corpo. No entanto, o espírito, sem o peso da matéria, não sente essa necessidade de descanso, tanto que após a transição do desencarne ele retoma suas atividades no plano espiritual, como narra André Luiz na obra Nosso Lar.

De: Jader Hoffmeister

Coronavírus não pode matar nosso espírito

Eu venho do Levante, uma parte deste mundo famosa por suas rodadas aparentemente intermináveis ​​de derramamento de sangue e conflitos sectários.

Como em outros lugares, o coronavírus trouxe grande angústia para esta região, especialmente para aqueles que ainda sofrem os efeitos da guerra, deslocamento e pobreza.

Mas o vírus teve outro efeito, talvez inesperado – trouxe quase milagrosamente um nível de igualdade e camaradagem que eu nunca tinha visto antes.

Parece que essa crise tem o poder de atravessar todas as nossas diferenças políticas, religiosas, étnicas e culturais.

No Líbano, onde moro agora, uma crise econômica afetou todo o país desde outubro de 2019, com centenas de empresas forçadas a fechar e dezenas de milhares de pessoas perdendo seus empregos. Apesar disso, campanhas de arrecadação de fundos lideradas por cidadãos foram lançadas para apoiar serviços médicos, equipes e hospitais na luta contra o coronavírus.  

Os três principais canais de TV libaneses também se empenharam nessas campanhas, com reportagens noturnas e transmissões ao vivo mostrando como pessoas de todas as classes sociais, tanto ricas quanto pobres, doam o que podem para essas iniciativas. Até as crianças estão enviando seu dinheiro de bolso para ajudar nesta emergência nacional. Até agora, quase 20 milhões de dólares americanos foram coletados de pessoas comuns para apoiar o trabalho médico que salva vidas.

No Iraque, manifestantes marcham nas ruas desde outubro de 2019, exigindo seus direitos e uma chance de uma vida melhor.

Eles foram recebidos com repressão estatal e brutalidade policial; muitos ficaram feridos e muitos morreram. Mas agora, em face desta nova crise, os manifestantes cessaram seus protestos e agora estão cooperando ativamente com o governo que há apenas algumas semanas tentava silenciá-los.

Os jovens deixaram de exigir mudanças políticas e passaram a ser ativistas sociais, canalizando suas energias para aumentar a conscientização pública sobre a doença online e fazer campanha por medidas econômicas para aliviar a pressão sobre as pessoas comuns.

Enquanto as oposições políticas, governos e regimes iraquianos estão trabalhando juntos contra essa ameaça global em um espetáculo muito raro.

Em outros lugares, as circunstâncias desta emergência levaram os regimes linha-dura a aliviar as medidas autoritárias. No Irã, por exemplo, milhares de presos, incluindo muitos presos políticos, foram libertados da prisão.

Não há dúvida de que tais ações também são conduzidas por conveniência; mais fácil libertar os detidos de condições miseráveis ​​e superlotadas do que instituir medidas decentes de higiene e cuidados. E em muitas partes da região do Oriente Médio e do Norte da África – na Síria, Iêmen, Líbia – a quase completa ausência de serviços de saúde pública significa que as comunidades não têm outra opção a não ser fazer o melhor para ajudar a si mesmas.

O estilo de vida que nós, como indivíduos, grupos ou mesmo estados, desenvolvemos nas últimas décadas – com base no rápido crescimento econômico e no desenvolvimento acelerado – fez o mundo parecer menor, mas simultaneamente tirou muitos de nós de nosso senso de comunidade.

Era insustentável. Nossas diferenças se tornaram maiores do que nossas semelhanças, e usamos nossas tecnologias desenvolvidas e sistemas internacionais para acumular e lutar pelo poder.

É trágico que essa pandemia terrível possa ter sido necessária para perceber que a cooperação é uma parte tão vital de nosso futuro. Se as pessoas de todo o mundo podem se unir para responder a uma provação universal, deve ser possível, quando esta crise passar, avançar com um novo espírito para resolver pacificamente nossos desafios e diferenças.

Nabil Khoury é o Diretor do Programa do IWPR para o Iraque.

Estamos todos na fila…..

A cada minuto alguém deixa esse mundo pra trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente.
Não dá pra voltar pro “fim da fila”. Não dá pra sair da fila. Nem evitar essa fila.
Então, enquanto esperamos a nossa vez:
Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra.
Tenha um propósito.
Motive pessoas !!
Elogie mais, critique menos.
Faça um “ninguém” se sentir um alguém do seu lado.
Faça alguém sorrir.
Faça a diferença.
Faça amor.
Faça as pazes.
Faça com que as pessoas se sintam amadas.
Tenha tempo pra você.
Faça pequenos momentos serem grandes.
Faça tudo que tiver que fazer e vá além.
Viva novas experiências.
Prove novos sabores.
Não tenha arrependimentos por ter tentado além do que devia, por ter valorizado alguém mais do que deveria, por ter feito mais ou menos do que podia.
Tudo está no lugar certo.
As coisas só acontecem quando têm quem acontecer.
Releve.
Não guarde mágoas.
Guarde apenas os aprendizados.
Liberte o rancor.
Transborde o amor.
Doe amor.
Ame, mesmo quem não merece.
Ame, sem querer receber nada em troca.
Ame, pelo simples fato de vc vibrar amor e ser amor.
Mas sempre, ame a si mesmo antes de qualquer coisa.” Esteja preparado para partir a qualquer momento. Vc não sabe seu lugar na Fila, então se prepare prá deixar aqui apenas boas lembranças.
Suas mãos vão embora vazias.
Não dá pra levar malas, nem bens…
Se prepare DIARIAMENTE prá levar consigo, somente aquilo que tens guardado no coração.”

Lya Luft 

Saber pedir para Deus

Um grupo de pessoas reza em um kibutz de Israel.

“Deus, o senhor nos deu a água e somos gratos por isto. Pedimos, senhor, que nos inspire para usarmos esta água da melhor forma possível.”

Este grupo vive em uma região com pouca chuva. Eles não pedem mais água. Pedem inspiração para usar a água da melhor forma possível.

O resultado é a grande produção de alimentos e o uso inteligente da pouca água que possuem.

O ato de aprender a usar bem a água exige muitas conquistas. Por exemplo: capacidade de observação, planejamento, organização, resiliência, inovação e muito mais.

As conquistas vão muito além de aprender a usar a água com sabedoria. Qualidades pessoais são desenvolvidas e habilidades são aprendidas.

Este é um caminho muito importante: desenvolver sabedorias que lhe permitam agir com EFICIÊNCIA e BONDADE.

Preste atenção sempre que for pedir algo para Deus! O que você pede deve sempre ser ÚTIL para seu espírito e para o desenvolvimento de qualidades pessoais.

Pedir algo para Deus é se unir a ele em um PACTO de colaboração e ajuda mútua. Deus quer que você seja útil para a humanidade, que traga boas energias, boas ações, bons pensamentos.

Lembre-se do pacto com Deus:

“eu recebo, eu retribuo. Eu sou ajudado, eu ajudo. Eu sou cuidado, eu cuido. E sou grato por hoje e por tudo que ainda virá no amanhã.”

Autor: Regis Mesquita

Antes de condenar

Conta o escritor Stephen Covey um fato ocorrido com ele numa manhã de domingo, no metrô de Nova York.

As pessoas estavam lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranquila.

Então, um homem entrou no vagão com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou de repente.

O homem se sentou ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.

As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos, puxavam os jornais dos passageiros, incomodando a todos.

Mesmo assim o pai não fazia nada.

Para Stephen era quase impossível evitar a irritação. Ele não conseguia acreditar que aquele homem pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.

Ele podia perceber facilmente que as pessoas estavam irritadas.

A certa altura, enquanto ainda conseguia manter o controle, Stephen virou-se para o homem e disse:

Senhor, seus filhos estão perturbando demais. Será que não poderia dar um jeito neles?

O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:

Creio que o senhor tem razão. Acho que eu deveria fazer alguma coisa. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora…

Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso.

*   *   *

Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena.

No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão.

Por isso, é importante que cultivemos a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.

Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades.

No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar…

É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio…

É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança…

As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem…

Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar.

No caso relatado, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen se encheu de compaixão.

Sinto muito, disse ele. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar?

Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que a aparente indiferença de um pai ocultava. Simplesmente porque não sabia como lidar com o próprio sofrimento e o dos seus filhos.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no item De dentro para fora, do  livro Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey,
ed. Best Seller.

A história de Tommy

John Powell, professor de Teologia na Universidade, conta que no primeiro dia de aula conheceu Tommy.

De maneira irreverente, ele entrou penteando seus longos cabelos louros.

Imediatamente, John o classificou com um E de estranho… Muito estranho.

Ele acabou se revelando o ateísta de plantão do seu curso. Constantemente, fazia objeções, ria diante da possibilidade de existir um Deus Pai que amasse Seus filhos, incondicionalmente.

Quando terminou o curso, o aluno perguntou a John, num tom ligeiramente cínico: O senhor acredita que eu possa encontrar Deus algum dia?

O professor respondeu enfaticamente: Não!

Eu pensei que esse fosse o produto que o senhor estava tentando nos impor. – Respondeu o jovem.

John deixou que ele desse uns cinco passos fora da sala e gritou: Tommy, eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará.

Passado algum tempo, John veio a saber que Tommy estava com câncer terminal.

Antes que o ex-professor fosse ao seu encontro, ele veio procurá-lo. Seu físico estava devastado pela doença. Os cabelos longos haviam desaparecido pelo efeito da quimioterapia.

No entanto, os olhos do rapaz estavam brilhantes e a sua voz estava firme.

Tommy, tenho pensado tanto em você! Ouvi dizer que você está doente!

É verdade, estou muito doente. Tenho câncer em ambos os pulmões. Agora é uma questão de semanas. – Foi a resposta.

A razão pela qual eu realmente vim vê-lo, continuou o rapaz, foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula.

Pensei um bocado a respeito, embora naquela época não quisesse procurar Deus.

Quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e disseram que era um tumor maligno, encarei com mais seriedade essa procura.

Quando a doença se espalhou pelos meus órgãos vitais, comecei realmente a dar murros desesperados nas portas do paraíso. Porém, Deus não apareceu.

Um dia acordei e, em vez de atirar mais alguns apelos por cima de um muro, atrás de onde Deus poderia ou não estar, simplesmente desisti.

Decidi que, de fato, não estava me importando… com Deus, com vida eterna ou qualquer coisa parecida.

Resolvi usar o tempo que me restava fazendo alguma coisa proveitosa. Lembrei de outra frase que o senhor havia dito: “A tristeza mais profunda é passar pela vida sem amar.”

Decidi que queria que as pessoas soubessem que eu as amava.

Comecei pela pessoa mais difícil: meu pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei e lhe falei: “Pai.”

O jornal desceu, vagarosamente, alguns centímetros…

“O que é?”

“Papai, queria que soubesse que amo você.”

O jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu não lembro de tê-lo visto fazer jamais.

Chorou e me abraçou. Conversamos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte.

Foi mais fácil com a minha mãe e com meu irmão mais novo.

Então, um dia, eu me voltei e lá estava Deus. Ele não veio ao meu encontro quando eu lhe implorei. Mas, o que é importante é que o senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter parado de procurar por Ele.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.
Conte ao mundo por mim, do livro Histórias
para aquecer o coração dos adolescentes,
de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e
Kimberly Kirberger, ed. Sextante.

A lição positiva do vírus

Percebemos como as pandemias se alastram?

Seja a mais recente, do coronavírus, nossa conhecida, seja a do cólera no século XIX ou da gripe espanhola no século XX.

Embora em épocas diferentes, não houve em nenhuma delas, quem estivesse imune.

Isso porque os vírus atingem a todos igualmente, independente da classe social, da cor da epiderme ou dos títulos acadêmicos.

Somos todos da mesma espécie, ou seja, constituídos da mesma matéria e vulneráveis a eles.

Não importa o que temos ou como pensamos. Não importa a profissão que abraçamos ou nossa religião.

Não há diferença se estamos acima do peso, ou se fizemos plásticas corporais.

Se os cabelos são pintados ou estão embranquecendo naturalmente. Se temos tatuagem ou usamos piercing, se nos vestimos dessa ou daquela forma, se somos moradores de rua ou vivamos em uma mansão.

Para o vírus, somos todos iguais. Simplesmente seres frágeis, diante de sua ação.

É isso que somos, iguais, da mesma espécie, filhos do mesmo pai, experienciando mais uma vida neste planeta.

Por que agimos diferente da ação dos vírus? Por que não nos vemos todos iguais?

Por que, no trato, diferenciamos as pessoas conforme sua classe social?

Por que classificamos pessoas, rotulamos atitudes, conceituamos aparências?

Não somos todos da mesma espécie?

De tempos em tempos a natureza nos obriga a algumas pausas para nos fazer lembrar dessas coisas simples.

Lembrar-nos de que não somos melhores do que ninguém. Somos muito importantes perante a vida. Nosso próximo também.

Temos direitos que defendemos e pelos quais lutamos. Igualmente devemos fazê-lo pelos direitos do próximo.

Quando moramos na mesma casa, somos co-responsáveis uns pelos outros.

Assim somos nós neste lar chamado Terra.

Não existe problema de um. Os problemas do planeta são problemas de todos.

As dores do mundo são as dores que pertencem a todos. A fome que há no mundo, é a fome que diz respeito a todos.

Precisamos nos dar conta de que somos todos iguais. A dor de cabeça, a febre, a tosse que atinge os que vivem no Oriente alcançam, igualmente, os que vivemos no Ocidente.

O que conduz à morte no Norte, de igual forma o fará no Sul.

Somos iguais. Dessa forma, respeito, atenção, consideração para com todos, próximos ou distantes.

Se formos tentados a desqualificar alguém, menosprezar uma pessoa ou tratá-la com preconceito, lembremos dos vírus.

Eles não agiriam assim. Identificariam em nós apenas seres humanos, seres iguais.

Essa seja, talvez, a preciosa lição que as pandemias podem nos oferecer.

Elas nos recordam o que esquecemos um dia: que somos todos filhos da mesma Terra, filhos do mesmo Pai, criados de igual forma.

No mais, tudo é passageiro. Com o tempo, a beleza se vai, a fortuna troca de mãos, o emprego é outro, a saúde se desfaz.

Aprendamos a lição positiva: agir igual para com todos. Tratemos a todos com amorosidade, gentileza e respeito que cabe àqueles que se percebem iguais, seres da mesma espécie.

Redação do Momento Espírita.

O que acontece quando você entra em um Centro Espírita?

Quando você entra em um centro espírita, você não se torna médium. A não ser que você já tenha nascido com o corpo físico preparado para isso, você não começa a ver ou a ouvir os Espíritos.

Quando você entra em um centro espírita, não existe nenhuma espécie de recado dos Espíritos Superiores direcionado exclusivamente a você. Tampouco seus familiares desencarnados te enviarão cartas dizendo o que você deve ou não fazer da vida.

Quando você entra em um centro em espírita, as pessoas não vão te contar quem você foi ou fez em suas vidas passadas. Se essas informações fossem necessárias você se lembraria por conta própria. Basta saber que você colhe hoje aquilo que plantou em outras existências até para que você passe a semear com mais sabedoria e amor no seu dia de hoje.

Quando você entra em um centro espírita, você não recebe a solução mágica para resolver seus problemas. Suas dores continuarão a existir. Suas perdas, suas mágoas, suas dificuldades de relacionamento ou o que quer que você enfrente na vida.

Quando você entra em um centro espírita, você definitivamente não está salvo. Seu lugar no céu jamais poderá ser comprado até porque a ideia de céu do Espiritismo nada tem a ver com anjos tocando harpa nas nuvens, e sim com a consciência tranquila do dever cumprido.

A verdade, que poucos compreendem ou querem compreender, é que quando você começa a frequentar um centro espírita absolutamente nada muda em sua vida.

Acredite. Nada mesmo.

A não ser que você tome a decisão de mudar, que você compreenda que precisa realizar melhorias em si mesmo, que aceite o convite da reforma íntima e moral, tudo continuará da mesma forma que já estava.

Ninguém pode viver nossa vida ou dar por nós os passos que nos cabem. Compete a cada um de nós a construção da nossa própria felicidade. Essa noção de responsabilidade individual, tão pouco considerada nos dias atuais, é, com certeza, uma das primeiras lições, entre tantas outras, que você aprenderá quando de fato entrar em um centro espírita.

Fonte: http://letraespirita.blogspot.com.br

Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de ninguém sem nenhuma razão – Chico Xavier

Todos que estamos aqui hoje, no mesmo meio, nos encontramos em outras vidas; nossa relação de hoje, nosso encontro, é produto de outras existências. Como estamos novamente juntos, agora podemos acertar os erros do passado, para que na próxima vida que nos encontrarmos as coisas possam ser mais fáceis para todos, e os laços estarem mais fortalecidos.

As pessoas entram na nossa vida por uma “Razão”, ou por uma “Estação”, ou por uma “Vida Inteira”. Quando se percebe por qual motivo é, saberemos saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está na nossa vida por uma “Razão”é, geralmente, para suprir uma necessidade que demonstramos. Elas vem para auxiliar numa dificuldade, fornecer orientação e apoio, ajuda física, emocional ou espiritual. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que nós precisa que estejam. Então, sem nenhuma atitude errada da nossa parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação ao fim. Às vezes, eles simplesmente se vão, ou agem de uma forma para tomarmos uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando as pessoas entram em nossas vidas por uma “Estação”, é porque chegou nossa vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem a experiência da paz, nos fazem rir, nos fazem bem. Elas poderão ensinar algo que nunca tínhamos feito antes. Elas, geralmente, dão uma quantidade enorme de prazer. É tudo real. Mas apenas por uma “Estação”.

Relacionamentos de uma “Vida Inteira” ensinam lições para toda a vida: coisas que se deve construir para ter uma formação emocional sólida. A nossa tarefa é aceitar as lições, amar a pessoa, e colocar o que aprendemos em uso em todos os outros relacionamentos e áreas da nossa vida.

Chico Xavier

Se eu soubesse que a vida real não era na Matéria…

Quando chegamos ao plano espiritual, a maioria dos espíritos pensa algo muito parecido:

– Ah se eu soubesse…

Se eu soubesse que a vida real não era na matéria… se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade… se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras…

Ah se eu soubesse…. teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria feito caridade aos necessitados, teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz…

Ah se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.

Ah se eu soubesse… se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.

Ah se eu soubesse… se soubesse que os arrogantes sobem, ficam no topo e caem por si mesmos; caem pelo seu próprio castelo de cartas da ilusão que criaram. Se eu soubesse que os ricos podem se tornar pobres de espírito, e que os pobres podem ser muito ricos de espírito. Se soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência, que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.

Ah se eu soubesse… que a vida espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espirito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.

Ah se eu soubesse… não teria cortejado o sucesso, não teria me atirado ao poço fundo, vazio e solitário da avidez, não teria me enganado de que, ao atingir o topo, a descida é o único caminho. Se eu soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude. Se soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.

Ah se eu soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama. Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de autocobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.

Ah se eu soubesse… que o mar espiritual é infinito de bençãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude. Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.

Ah se eu soubesse… teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.

Autor: Hugo Lapa