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Suicidio vai crescer 50% nos próximos onze anos, diz OMS

Suicídio vai crescer 50% nos próximos onze anos, diz OMS
Para entidade, educação sobre o tema é a melhor forma de prevenção.
Famílias devem discutir o assunto com pessoas que apresentam risco.
Cerca de um milhão de pessoas cometem suicídio todos os anos no mundo. Por
dia, uma em cada vinte tentativas é consumada.

Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP, na sigla em inglês) que apontam para um cenário ainda pior
para os próximos anos.

De acordo com as entidades, o problema deve crescer 50% e atingir a marca de 1,5 milhão de casos em 2020.

Nesta quinta-feira (10), quando é lembrado o dia internacional para
prevenção do suicídio, as entidades advertem que a educação sobre o tema é a
melhor forma de prevenção.

De acordo com o psiquiatra e professor do curso de atualização em Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Geraldo Possendoro, os grupos mais expostos são o dos pacientes psiquiátricos, como esquizofrênicos e depressivos.

Conversar sobre isso não vai fazer o indivíduo tentar, pelo contrário pode fazer com que ele se abra e procure ajuda”Fatores como a idade, estado civil e uso de drogas também contribuem para o aumento do risco. “Pessoas mais idosas, separadas e que fazem uso de drogas de abuso, como o álcool, cometem mais suicídio”, explica o médico.

Não só os mais idosos, porém, estão expostos. De acordo com a OMS, a taxa de suicídio entre os jovens vem subindo a ponto de essa população ser considerada como a de maior risco em um terço dos países.

Possendoro afirma que, ao contrário do senso comum, conversar sobre o assunto é a melhor forma de proteger as pessoas.

Quando família percebe que um indivíduo, com fatores de risco, começa a desqualificar suas atividades rotineiras e ter um discurso de desesperança recorrente ele pode ser abordada. “Conversar sobre isso não vai fazer o indivíduo tentar, pelo contrário pode fazer com que ele se abra e procure ajuda”, diz o psiquiatra.

g1.globo.com/Noticias/Ciencia

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