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Suicida após a morte

A morte física não é banho milagroso, que converta maus em bons e ignorantes em sábios, de um instante para outro.
Há desencarnados que se apegam aos ambientes domésticos, à maneira da hera às paredes.

Outros, contudo, e em vultoso número, revoltam-se nos círculos da ignorância que lhes é própria e constituem as chamadas legiões das trevas, que afrontaram o próprio Jesus, por intermédio de obsidiados diversos.

Organizam-se diabolicamente, formam cooperativas criminosas e ai daqueles que se transformam em seus companheiros!

Os que caem na senda evolutiva, pelo descaso das oportunidades divinas, são escravos sofredores desses transitários, mas terríveis poderes das sombras, em cativeiro que pode caracterizar-se por longa duração.

Se o desencarnado é um suicida, os espíritos responsáveis pela guarda destes sítios, não poderiam defende-lo.

Entretanto, se fosse vítima de assassínio, sim, porque, na condição real de vítima, o homem segrega determinadas correntes de força magnética suscetíveis de pô-lo em contato com os missionários do auxílio, mas no suicídio previamente deliberado, sem a intromissão de inimigos ocultos, o desequilíbrio da alma é enexprimível e acarreta absoluta incapacidade de sintonia mental com os elementos superiores.

Após a morte, a primeira decepção que os aguarda é a realidade da vida que se não extingue com as transições da morte do corpo físico, vida essa agravada por tormentos pavorosos, em virtude de sua decisão tocada de suprema rebeldia.

Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre, em seu corpo somático, indefinidamente.

Anos a fio, sentem as impressões terríveis do tóxico que lhes aniquilou as energias, a perfuração do cérebro pelo corpo estranho partido da arma usada no gesto supremo, o peso das rodas pesadas sob as quais se atiraram na ânsia de desertar da vida, a passagem das águas silenciosas e tristes sobre os seus despojos, onde procuraram o olvido criminoso de suas tarefas no mundo e, comumente, a pior emoção do suicida é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido.

De todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto dos homens, sem a luz da misericórdia.

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