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Presente bom não é presente caro

Há pouco, assistindo a uma reportagem num programa de TV sobre o “dia das crianças”, ouvi um pai dizendo que tentava “ludibriar” a criança para comprar um presente mais barato, mas que não havia negociação.

Onde estão os erros nessa situação?

1. Um educador jamais engana o educando (sentido do verbo “ludibriar”). Ele senta-se diante do educando, carinhosa e respeitosamente, e lhe explica a realidade. Explica que não dar um presente desejado, porque é caro, não significa falta de amor. Que há coisas muito legais que custam pouco ou são de graça. Que terem um ao outro já é uma bênção pra se agradecer.

2. A realidade é inegociável. Se os pais querem se complicar financeiramente; se tentam iludir-se pensando que dar o que os filhos querem significa que são bons pais; se querem se mostrar para os vizinhos, isso tudo é problema de autoestima deles. Mas usar a criança para isso é um triste equívoco, porque dar um presente acima das posses é fruto de uma imposição da sociedade. Esse gesto de modo algum se relaciona à sinceridade de um sentimento, nem atende à possibilidade material.

Os melhores presentes não são os mais caros. A magia de uma caixa de lápis de cor ou de um bom livro duram muito. Ambos têm reflexos positivos na inteligência e imaginação. Custam relativamente pouco, estimulam capacidades importantes no desenvolvimento infantil e o prazer da descoberta e da criação.

Acima de qualquer coisa cara ou barata, criança quer presença, quer ternura, quer atenção. Que tipo de infância você deseja para sua criança? Que tipo de adulto espera que ela se torne?

por Rita Foelker

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