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O que você pode fazer

Boa tarde, queridos colegas!

Encontrava-me um dia desses a ler determinado site e me senti compelido,
senão obrigado, a dividir uma história com vocês:

Passava da primeira hora da madrugada do dia 16 de março de 2003. Um jovem
de 16 anos seguia pela rua com 2 amigos  quando foram abordados por 2 homens
armados. Os assaltantes exigiram que os jovens se voltassem para a parede,
tal como a polícia faz com suspeitos em uma ‘revista’ na rua. Dois dos três
amigos assim o fizeram. Infelizmente, e por motivos que nunca vamos
compreender, um deles se colocou a correr, tendo sido alvejado pelas costas,
na altura da escápula, enquanto corria. Tanta adrenalina era secretada
naquele momento que ele demorou quase 10 segundos para tomar consciência de
que tinha sido atingido.

Dadas as circunstâncias, continuou a correr por um quarteirão inteiro,
temendo estar sendo seguido pelo assaltante que havia disparado. Em questão
de minutos sentiu-se muito cansado e parou para pedir ajuda assim que
encontrou um “segurança” de determinada rua, pois percebeu que iria desmaiar
a qualquer momento. O resumo da história, é que nada de mais grave sucedeu
com os outros dois, que minutos depois encontraram seu amigo desmaiado num
quarteirão próximo. Como quarenta e cinco minutos depois a ambulância do
bombeiro não havia ainda aparecido, o jovem baleado implorou que a policia
militar o levasse ao hospital, pois sentia a gravidade do que lhe tinha
acontecido. Relutante, a pm aceitou não mais esperar a remoção dos bombeiros
e levou o jovem à emergência do hospital do Andaraí.

A trajetória do projétil sucedeu verdadeiro milagre anatômico, pois defletiu
ao fraturar a escápula, passando por trás do coração e lhe atravessando o
tronco de ponta a ponta sem atingir qualquer órgão vital, tendo contudo,
perfurado os dois pulmões que rapidamente encheram-se de sangue, tendo seu
volume reduzido a 1/3. Quatro dias depois, os dois drenos já haviam retirado
4,5 litros de sangue de seus pulmões (+ de 50% do total!). Evidentemente, o
jovem sobreviveu porque recebeu transfusão de sangue.

E graças a essa transfusão este jovem sobreviveu a essa experiência e pode,
nesse exato momento dividi-la com vocês, pois esse jovem sou eu.

Às vezes, sentimos a pulsão interna por “fazer alguma coisa”, temos a
vontade de ajudar… Mas a vida moderna é tão acelerada, tão cheia de
demandas, que acabamos nos confortando e suprimindo essa vontade nos
convencendo de que não podemos fazer nada. Atribuímos todo o ‘dever ser’
para um mundo melhor ao Estado ( que em nosso caso sequer foi formado ainda)
Essa não é um spam vazio de inernet feito pra fazer ninguém se comover por
1 minuto  e sentir-se bem pelo que pensou a ler a história. Não é um power
point com fotos de filhotes de cachorro. Essa é a vida real e esse é só um
lembrete, de que SIM, podemos sim fazer alguma coisa concreta pra ajudar o
próximo e afetar o mundo de maneira positiva. Por mais eficiente que o nosso
chamado “Estado” fosse, não houvesse um indivíduo singular gastado seu tempo
e energia para doar um pouco de seu fluido vital, eu não poderia estar aqui.
E isso faz toda diferença.

Pense nisso. Porque todos nós podemos fazer diferença.

E “no final do dia”, acredito que isso é o verdadeiramente importa.

Apelo a consciência de cada um e peço a atenção para a seguinte realidade: A
chance de uma pessoa encontrar um doador de medúla óssea compatível é de
1/100.000 (um para cem mil !). E você pode integrar um cadastro nacional de
doadores e  vindo a ser compatível, você pode salvar uma vida (melhor que
plantar árvores e escrever um livro, não?!). Milhares de pacientes com
leucemia aguardam uma chance (1/100.000) de poder sobreviver.
Autor: Tiago Villas-Bôas

Colaborou:Lúcia Rebelo – Revista Cristã de Espiritismo

Informações em:

http://www.ameo.org.br    (São Paulo-SP)

http://www.vivacaio.org.br  (Americana-SP)

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