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Maravilhoso trabalho!!!

*Solidariedade que veio desde a infância*

Ainda na infância, em Santana do Livramento, Sônia Holmos de Mesquita
tinha o então curioso hábito de doar alimentos para as lavadeiras que
passavam na frente de casa. Por diversas vezes, acabou reprimida pela mãe
por se aproximar de desconhecidos. Hoje, aos 55 anos e morando em Porto
Alegre, Sônia sabe que aquele gesto solidário não era em vão.

Atuando somente com moradores de rua, ela transformou a paixão pelos mais
humildes em trabalho, formando-se em Serviço Social. E, há nove anos, ajudou
a fundar a primeira comunidade de moradores de rua da cidade, na Avenida
Padre Cacique.

Hoje, ela continua prestando serviços na associação de Catadores de
Materiais Recicláveis do Movimento dos Direitos dos Moradores de Rua. É uma
“faz-tudo”, como diz.

*- Sônia ouve desabafos*

Na comunidade, que tem 18 famílias trabalhando na reciclagem, Sônia passa
cinco dias da semana. Ela auxilia na própria seleção do material, cuida de
uma biblioteca com livros retirados do lixo, ouve desabafos, dá conselhos e
é amiga de todos.

– Eu não poderia ser uma assistente social pensando neles como clientes. Me
sentiria um monstro. Eu também faço parte desta realidade – diz.

Na década de 90, Sônia, chegou a contabilizar mil moradores nas ruas da
Capital. Por dois anos, se reuniu com eles, na Redenção, aos domingos, para
ouvi-los. E foi dali que surgiu a comunidade.

– Ouvia os lamentos de quem apanhava na rua, da fome, da dor pela perda da
família. Era uma terapia para eles e para mim – conta.
*“Eles são a história da minha vida”*
*
*
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Sônia conseguiu resgatar dezenas de moradores de rua da escuridão. Entre
eles, Jacques Artur Gonçalves, 36 anos, 15 deles vividos nas ruas.
Ex-alcoólatra e ex-dependente químico, Jacques teve a ajuda de Sônia para
reconstruir a vida. Atualmente, casado e pai de uma menina de cinco meses,
ele trabalha como reciclador:

– Ela é mais que uma amiga para todos. Ela dá apoio psicológico e moral.

E ela resume:

– Este lugar e estas pessoas são mais do que uma paixão. Eles são a história
da minha vida.

Fonte: Diario Gaucho – 23/06/09

De: ALINE CUSTÓDIO
Colaboração: Revista Cristã de Espiritismo
Antonio Toffoli

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