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Mãe encontra paredes com símbolos e criptografia após jovem sumir no AC

O estudante de psicologia da Uninorte, Bruno Silva Borges, de 24 anos, que está desaparecido desde a tarde de segunda-feira (27), na cidade de Rio Branco, ainda não foi encontrado pela família, que usa as redes sociais para buscar informações que possam levar ao paradeiro do jovem.

O empresário Athos Borges, pai de Bruno, contou à imprensa que o filho saiu de casa usando apenas uma bermuda listrada e camiseta branca. Segundo, Athos, o celular do filho está desligado e ninguém tem notícias.

Supostos investigadores da polícia entraram no quarto de Bruno para conseguir alguma pista, e fizeram um vídeo onde mostra algumas escritas na parede e chão do imóvel, além de quadros e objetos que estão associados ao ocultismo e alquimia.

Durante a gravação é possível ver no centro do quarto uma estátua do filósofo e teólogo Giordano Bruno avaliada em R$ 20 mil reais, segundo a própria mãe do jovem. Bruno é admirador do pensador que foi morto na fogueira santa em 1600 D.C pela inquisição por questionar erros teológicos.

Além da imagem, é possível notar folhas coladas no chão e parede com escrita enigmática, símbolos de religiões consideradas pagãs e sociedades secretas e uma pintura onde o jovem aparece ao lado de um ET.

O vídeo foi amplamente divulgado nas redes sociais e virou destaque nos sites nacionais de ocultismo e curiosidades. Em um desses portais, um dos leitores afirma ter decifrado trecho de um texto escrito em uma das paredes do quarto de Bruno: Confira a tradução:

“CAMINHO DIFÍCIL

Por milhares de anos o ser humano vem tentando encontrar respostas para perguntas como “qual o sentido da vida”? A filosofia que ao que tudo indica, parece ter se iniciado com Tales de Mileto em meados de 700 a.C. visa encontrar vestígios de perguntas sem respostas. A pesquisa profunda pela verdade absoluta advém da filosofia, e quando falamos a respeito de caminhos fáceis ou difíceis estamos nos referindo a esse tipo de teorema.

É fácil aceitar o que desde criança te ensinaram que é errado. Difícil é quando adulto, entender que te ensinaram errado o que desde criança você suspeitou que fosse correto. Em outras palavras, se você se enquadra em algum cujos estímulos do meio lhe determinaram certo comportamento, fazendo com que estivesse a mercê de crenças já providas e bem estabelecidas em dogmas e rituais, com uma massa concentrada de pessoas nela; ou permitindo-o ficar no conformismo, aceitando o conceito de felicidade e de sentido da vida embutido pela mídia e pela sociedade, então claramente você faz parte do caminho fácil para a busca pela verdade absoluta.

Acaso se enquadra na segunda opção, ou seja, aquele que suspeitava de todo conjunto de crenças que lhe foi enraizado, então este tem tudo para ser um investigador da veracidade nas coisas ao seu redor, entrando em um caminho mais complicado, no qual uma minoria se arrisca ou enfrenta com bravura”.

O mundo de Giordano Bruno

Há 417 anos (17 de fevereiro 1600), um frade dominicano chamado Giordano Bruno foi queimado na fogueira por heresia. Apenas uma semana antes, a cerca de 1.300 km de distância, no mesmo mês e ano, Johannes Kepler estava chegando em Praga a pedido de Tycho Brahe, e percorrendo o “portal” que levou à descoberta das leis do movimento planetário e, eventualmente, a descoberta de inúmeros novos mundos.

“Porque há um único espaço em geral, uma única vasta imensidão que podemos livremente chamar de vácuo; Nele inúmeros globos como este em que vivemos e crescemos. Este espaço declaramos ser infinito, uma vez que nem a razão, conveniência, possibilidade, senso de percepção, nem a natureza atribui a ela um limite. Nele contém uma infinidade de mundos do mesmo tipo que o nosso.” 

— Giordano Bruno

 

 

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