Skip to main content

Joanna de Ângelis

As mensagens contidas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo IX, item 7: A Paciência, Havre-1862 e Capítulo XVIII, itens 13 a 15: Dar-se-á àquele que tem, Bordeaux (Bordéus)-1862, recebidas de “Um Espírito Amigo”, são de sua autoria
Joanna de Ângelis, coordenadora da obra mediúnica do médium Divaldo Franco é um dos espíritos comprometidos com a Terceira Revelação e assessorou Allan Kardec na codificação do espiritismo. Na imagem ao lado, em uma de suas romagens terrenas, no México, como Soror Juana Inés de la Cruz, desencarnada aos 44 anos em serviço de socorro aos doentes de uma epidemia local.
________________________________________
Coordenadora espiritual da obra mediúnica de Divaldo Pereira Franco, Joanna de Ângelis é um dos espíritos comprometidos com a Terceira Revelação e que assessorou Allan Kardec durante os trabalhos da Codificação.
As mensagens contidas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo IX, item 7: A Paciência, Havre-1862 e Capítulo XVIII, itens 13 a 15: Dar-se-á àquele que tem, Bordeaux (Bordéus)-1862, recebidas de “Um Espírito Amigo”, são de sua autoria.
Este espírito notável deixa transparecer sua elevação moral e intelectual em suas inúmeras obras psicografadas através de Divaldo Pereira Franco.
Como espírito imortal, em suas várias romagens na Terra, foi Joana, esposa de Cuza, procurador do tetrarca Herodes. É mencionada como uma das mulheres piedosas do evangelho, junto a Maria Madalena, Suzana e muitas outras que assistiam ao Mestre com seus bens. Joana havia sido curada por Jesus (Lucas VIII 2 e 3).
Em Lucas 24:10 a encontramos entre as mulheres que, na manhã de Páscoa, tendo ido ao sepulcro de Jesus, o encontram vazio.
No ano de 68, 27 de agosto, em Roma, por não renunciar à fé em Jesus, é sacrificada numa fogueira, no Coliseu. Desencarnou perdoando seus carrascos.
É possível que Joanna tenha vivido no tempo de Francisco de Assis (1182-1226), provavelmente numa das ordens fundadas por Clara de Assis (1193-1252), fundadora da Ordem das Clarissas.
Nilson de Souza Pereira, um dos fundadores da Mansão do Caminho, relata-nos que em 1969, Divaldo encontrava-se proferindo palestras no México, num Congresso Pan-Americano de Espiritismo, quando em San Miguel Nepantla, Joanna pede ao médium que revele a identidade de sua penúltima existência: Sóror Juana Inês de la Cruz. Apesar de relutar um pouco, por se tratar de um vulto muito importante para o México, tanto assim que a cédula de 1000 pesos traz-lhe estampada a efígie, ele obedeceu.
Divaldo então conheceu o Monastério de São Jerônimo, onde ela serviu e desencarnou. Recebeu, mais tarde, o livro Obras Completas de Sóror Juana Inês de la Cruz. Lá, Joanna contou mais detalhes sobre aquela sua existência, inclusive dizendo que Sóror Juana era o seu nome religioso, pois, na verdade, chamava-se no século, Juana de Asbage.
Nesta encarnação, relata, ingressa aos dezesseis anos no Convento das Carmelitas Descalças, indo posteriormente para a Ordem de São Geronimo da Conceição, onde tomou o nome de Sóror Juana Inês de la Cruz. Ficou conhecida na ordem pelos seus hábitos de estudo como Monja da Biblioteca.
Em 1690 dizia da necessidade do conhecimento geral para melhor entender e servir a Deus, defendendo o direito da mulher em se dedicar às atividades intelectuais. Este documento é considerado Carta Magna da liberdade intelectual da mulher americana. Mulher de letras e de ciências, foi a porta-voz das escravatizadas no seu tempo.
A Revista Seleções do Reader´s Digest, de julho de 1972, menciona Sóror Juana Inês de la Cruz como a primeira feminista do Novo Mundo.
Em 1695 houve uma epidemia de peste na região. Juana desencarna com a doença aos 44 anos, socorrendo os enfermos.
Na Bahia, foi Sóror Joana Angélica, religiosa da Ordem das Reformadas de Nossa Senhora da Conceição e Heroína da Independência do Brasil.
Durante as lutas pela independência, em 19 de fevereiro de 1823, foi assassinada por soldados portugueses ao defender o convento de Nossa Senhora da Lapa. Com o seu martírio deu tempo às internas de escaparem, refugiando-se no Convento da Soledade.
Tombando numa luta pelos ideais de liberdade, Sóror Joana Angélica tornou-se mártir da independência do Brasil.
Como Joanna de Angelis prossegue no mundo espiritual como verdadeira benfeitora, como um Espírito Amigo, orientando as criaturas em seu inesgotável testemunho de amor, há dois mil anos morrendo e vivendo por Jesus.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *