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Experiência de quase-morte causa mudanças psicológicas dramáticas em pacientes

Você acredita que pessoas podem sair de seus corpos e flutuarem como consciências desencarnadas?

Você acredita que nos momentos que antecedem a morte as pessoas veem espíritos de entes queridos que vêm para ajuda-los na passagem?

Você acredita que estranhas coincidências são, de fato, situações que realmente fazem todo o sentido?

Acredite ou não nestas situações, existem pessoas que relatam experiências e exibem impactos psicológicos – geralmente positivos – que são, sem sombra de dúvidas, reais.

Experiência de Quase-Morte (EQM) transforma alcoólatra em bom samaritano

O medico psiquiátra Bruce Greyson, especialista em EQM na Universidade da Virginia, nos Estados Unidos, disse em uma entrevista ao Epoch Times no ano passado: “Como psiquiatra, o que é muito mais interessante para mim não é o fim da experiência em si, mas os efeitos posteriores que mudam a vida das pessoas”.

“Psiquiatras e psicólogos dedicam muito tempo e esforço para conseguirem tímidas mudanças nas pessoas, e nesta experiência, em uma questão de segundos, as pessoas se transformam – esta é uma experiência poderosa!”

Um alcoólatra que abusava de sua esposa transformou-se radicalmente após uma EQM, disse Greyson. “Ele parou de beber, parou de abusar de sua esposa, e até foi para Nova Orleans ajudar no mutirão do Furacão Katrina”.

EQMs são tão diferentes quantos as pessoas que passam por elas, embora alguns pontos sejam sempre comuns, como ver entes queridos que já se foram, encontrar anjos ou outros seres transcendentais, ter sentimento de leveza e euforia, e conseguir ver o próprio corpo por ter saído dele.

Visões em leito de morte trazem paz

Dr. Erlendur Haraldsson, professor emérito de psicologia na Universidade da Islândia, pesquisou profissionais de saúde que atuam nos Estados Unidos e Índia no intuito de descobrir o que seus pacientes disseram sobre as visões no leito de morte.

Os pacientes frequentemente se sentiam em paz com relação à morte, após relatarem ter visto entes queridos que apareciam para ajuda-los a fazerem a passagem para um outro plano.

Tratamento para TEPT?

A enfermeira e Doutora Diane Corcoran, reformada como Coronel do exército dos EUA, presenciou relatos de EQM de muitos soldados ao longo de 40 anos como militar.

Estudos nos EUA, Alemanha e Austrália têm mostrado que cerca de 4-15% da população em geral já teve algum tipo de EQM. Soldados são tão traumatizados e têm tanta probabilidade de se depararem com a morte que Corcoran estimou que mais de 15% ou até quase metade deles já tenha passado por EQM.

Esta é uma experiência tão profunda que Corcoran acredita que possa ajudar no tratamento de recuperação psicológica do Transtorno_de_estresse_pós-traumático (TEPT).

Sincronicidade na psicoterapia

O psiquiátra Carl Gustav Jung criou o termo “sincronicidade”, o qual descreve a surpresa que ocorre quando um pensamento da mente se concretiza em um evento externo que não tenha nenhuma ligação aparente.

Este é um tipo de coincidência estranha (o médico Bernard Beitman definiu o fato como estudo das coincidências). Algumas pessoas entendem que estas coincidências são sinais com significados pessoais.

Outros entendem estes fatos como acontecimentos randômicos, ou seja, como ocorrências casuais.

Jung, no entanto, usou-as para ajudar as pessoas a refletirem sobre seu interior. Beitman também atenta para o potencial uso das coinciências na psicologia.

Os efeitos psicológicos da EQM nas estatísticas

Um livro publicado recentemente, Skeptics May Deny Existence of Paranormal Experiences, but Psychological Effects Are Real Consciousness Beyond the Body: Evidence and Reflections, coleta estudos científicos sobre experiências fora do corpo, incluindo aquelas que ocorrem como parte das EQMs.

Nelson Abreu, um engenheiro, pesquisador de experiências fora do corpo, e ex-estagiário de pesquisas do Laboratório de Pesquisas de Anomalias de Engenharia da Universidade de Princeton, é um dos autores. Ele escreveu: “E, quase todas as pessoas que passaram por EQMs reportaram uma perda acentuada ou total do medo da morte como resultado da experiência. Quase todas as pessoas que passaram por esta experiência (cerca de 98%) começaram a acreditar em vida após a morte”.

Créditos:  Epoch Times em Português 

Por: Tara Maclsaac 

 

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