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Evangelização Infanto-Juvenil

Entrevista com Divaldo P. Franco – Texto extraído do Livro “Seara de Luz”
1 – Qual a importância da evangelização espírita infanto-juvenil na formação da sociedade do Terceiro Milênio?
DIVALDO:De máxima relevância, por ser a infância de hoje o elemento social que constituirá a nova humanidade programada para o início do Terceiro Milênio.Na alvorada do próximo século, os jovens da atualidade serão chamados a exercer tarefa e a atender os compromissos cujos resultados dependerão da sua formação. Sendo a Doutrina Espírita a mais excelente mensagem de todos os tempos – porque restauradora do pensamento de Jesus Cristo, de forma compatível com as conquistas do conhecimento moderno – é óbvio ser a preparação das mentes infanto-juvenis, à luz da evangelização espírita, a melhor programação para uma sociedade feliz e mais cristã.Considerando-se ainda que Entidades Venerandas retornam para apressar o reino de Deus enquanto outros Espíritos mais infelizes, retidos em regiões de dor, igualmente são trazidos à experiência da reencarnação iluminativa, é justo estejamos preocupados em socorrer estes últimos com a mensagem libertadora e em auxiliar aqueloutros que virão abrir novos caminhos para o bem e a Verdade.
2 – Como se efetua o apoio do Plano Espiritual Superior ao movimento de evangelização espírita infanto-juvenil?
DIVALDO:Sob a inspiração constante e a assistência espiritual aos trabalhadores do relevante mister, os Amigos da Vida Maior trazem idéias que se convertem em programas e técnicas e se transformam em experiências vitoriosas tão logo aplicadas, melhor atendendo às necessidades do movimento de evangelização espírita infanto-juvenil; distendem recursos terapêuticos durante as reuniões específicas, socorrendo e amparando os que trazem marcas mais vigorosas do passado próximo, em forma de limitação, enfermidade ou alienação por obsessão, e despertam os infantes e jovens para melhor compreenderem a necessidade de crescimento para Deus.Muitos Espíritos Nobres já estão reencarnados realizando esse cometimento na condição de evangelizadores e preparadores da juventude.
3 – Como os Espíritos Superiores estão vendo a atuação dos companheiros encarnados com responsabilidade nas tarefas de evangelização espírita infanto-juvenil?
DIVALDO:De forma positiva e muito confortadora, considerando-se os resultados palpáveis, não apenas no Brasil como em diversos países americanos onde têm chegado a sadia orientação e a oportuna ação cristã. Através dos dedicados trabalhadores encarnados, logram aqueles Condutores Espirituais atender à tarefa da espiritualização da criatura humana, com vistas ao futuro melhor de todos nós.
4 – Como os espíritos conceituam, no conjunto das atividades da instituição espírita, a tarefa de evangelização infanto-juvenil?
DIVALDO:Têm-nos informado os Benfeitores Espirituais, entre eles Bezerra de Menezes, Joanna de Ângelis e Amélia Rodrigues, que esse labor necessário é o sêmen fecundante do Bem no organismo da criatura humana, produzindo frutos de sabedoria e de paz. A casa espírita, através das suas diversas atividades doutrinárias, mediúnicas, educacionais e assistenciais compromete-se a ensinar e a viver a doutrina codificada por Allan Kardec, tarefas essas grandiosas e de valor incontestável.No setor doutrinário-educacional, a obra se agiganta quando dirigida às gerações novas, ainda não comprometidas emocionalmente com os problemas da atualidade e receptivas às orientações superiores. A divulgação do Espiritismo sob todas as formas é o grande desafio para os espíritas e suas instituições, neste momento grave da humanidade. A evangelização infanto-juvenil é uma das primeiras atividades a serem encetadas como base para a construção moral do Mundo Novo.
5 – Existem condições mínimas para se desempenhar a tarefa da evangelização? Quais seriam?
DIVALDO:Não pretendemos estabelecer regras de comportamento doutrinário, muito bem já apresentadas no corpo da Doutrina Espírita e em particular nas excelentes páginas “O homem de bem” e a seguir “Os bons espíritas”, no capítulo XVII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.Não obstante, quem deseje desempenhar a tarefa de evangelização infanto-juvenil, deve possuir conhecimento do Espiritismo e boa moral, como embasamentos para essa empreitada.Como requisito igualmente primordial, deve Ter conhecimentos de Pedagogia, Psicologia Infantil e Metodologia sem deixar à margem o alimento do amor, indispensável em todo cometimento de valorização do homem. Aliás, a programação para a preparação de evangelizador infanto-juvenil tem tido a preocupação de oferecer esses elementos básicos nos encontros e cursos ministrados periodicamente em diversas regiões do país, sob a orientação da FEB.
6 – Que papel cabe aos espíritas não envolvidos diretamente na evangelização infanto-juvenil, para o crescimento e maior êxito dessa tarefa?
DIVALDO:O de divulgar esse trabalho importante, estimulando os pais a encaminharem, o quanto antes, os seus filhos à preparação e orientação evangélico-espírita, de modo a contribuírem efetivamente para os resultados almejados. Da mesma forma, exemplificar, levando os filhos às aulas de evangelização e mantendo no lar a vivência espírita, ainda é a melhor metodologia para influenciar e conduzir sentimentos.
7 – Que orientação os Amigos Espirituais dariam aos pais espíritas em relação ao encaminhamento dos filhos à escola de evangelização dos centros espíritas?
DIVALDO:Informa-me Joanna de Ângelis que, na condição de pais e orientadores, nos compete a preocupação de oferecer o bom alimento aos filhos e aos nossos educandos; favorecê-los com o melhor círculo de amigos; vesti-los de forma decente e agradável; encaminhá-los aos bons professores, dentro da nossa renda; proporcionar-lhes o mais eficiente médico e os mais eficazes medicamentos quando estejam enfermos; conceder-lhes meios para a manutenção da vida; guiá-los na profissão escolhida.É natural, também, tenhamos a preocupação de atendê-los com a diretriz segura para uma vida e um porvir espiritual dignos. E esta rota é a Doutrina Espírita.Devemos, portanto, conduzi-los às escolas de evangelização dos centros espíritas, ou, do contrário, não estaremos cumprindo com as nossas obrigações.
8 – Quais recursos poderiam ser, ainda, acionados para expandir a tarefa de evangelização infanto-juvenil?
DIVALDO:Maior e mais constante intercâmbio entre evangelizadores e pais, a fim de conscientizá-los de suas responsabilidades, pois ambos estão interessados na formação moral e espiritual da criança e do jovem.Seria também muito válido que os resultados da evangelização infanto-juvenil fossem mais divulgados nos centros espíritas e se insistisse em difundir que o bem à infância se transforma em bênção para o adulto.
9 – Como vê o papel da evangelização infanto-juvenil na expansão do movimento espírita?
DIVALDO:Muito importante. Graças ao trabalho preparatório, há anos aplicado à criança e ao jovem nos núcleos de evangelização espírita, encontramos hoje uma floração abençoada de trabalhadores devotados. Esse ministério da preparação do homem de amanhã facultará ao Brasil tornar-se realmente “O coração do mundo e a Pátria do Evangelho” conforme a feliz ideação do Espírito Humberto de Campos, por intermédio de Francisco Cândido Xavier, traduzindo o programa do Mundo Maior para a nação brasileira.
10 – Pode o Brasil oferecer colaboração a outros países na área da evangelização infanto-juvenil?
DIVALDO:Sim, conforme já vem ocorrendo, desde quando foram adotadas providências para a participação da América Latina no cometimento dessa evangelização, publicando-se o material didático em castelhano e distribuindo-o gratuitamente por diversos países. Isso ocorreu recentemente, em Cartagena, na Colômbia., por ocasião do Congresso Espírita Pan-Americano.Terminado aquele conclave, a FEB ministrou um curso de preparação de evangelizadores com resultados muito felizes, como me foi possível constatar há pouco naquela cidade.

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