Skip to main content

Dinheiro

Já passou pela sua cabeça dar volta ao mundo? Acreditamos que sim.

Afinal sonhar não paga nada não é?

Já ouvimos pessoas que dizem querer ganhar muito dinheiro para esbanjar a luxuria, gastar….gastar……comprar uma mansão na beira de uma praia, comprar um jatinho para cruzar os oceanos e por ai vai.

Porem uma hora essa grana acaba. Esse forte desejo chamado ambição termina.

O dinheiro pode ser bom em alguns momentos ou mau dependendo de quem o utiliza.

Podemos comprar alimento para um faminto, remédios para uma criança doente, agasalhar quem tem frio, ajudar um parente que esta necessitando, bancar uma faculdade para um neto, etc.

Também podemos comprar: drogas, arma para assaltar, cigarro, bebidas alcoólicas.

Pesquisas indicam que pessoas com muito dinheiro, são pessoas infelizes.

Será que são todas?

Nota-se que em uma roda de amigos, os homens falam de negócios e as mulheres das compras efetuadas na Daslu em S.Paulo ou em Paris, Miami, etc…

Gostaríamos de ter muito dinheiro e acabar com a fome no mundo, isso sim é ambição de tirar o chapéu, porem o projeto fica somente no papel.

Diz o ditado: “melhor é ter pouco dinheiro numa das mãos, com paz de espírito, do que estar sempre com as duas mãos cheias de trabalho, tentando pegar o vento”.

Dinheiro não vale nada se você não tratar os outros com respeito, gratidão e bondade.

Diz-se que o dinheiro é um dos desafios de número um nos relacionamentos; no entanto, não é apenas a falta de dinheiro que causa problemas. A busca de dinheiro e uso de dinheiro indiscriminado também são capazes de desafio, se não destruir, os relacionamentos.

Por outro lado há ricos com gratidão, bondade, respeito, amizade, humildade, atenção e amor ao próximo.

Dalai Lama mencionou uma vez ao ser convidado de uma família muito rica, em cuja casa ele parou para uma visita de almoço para descansar de uma longa viagem. No banheiro, ele viu timidamente no armário, remédios que estava cheio de tranquilizantes e analgésicos.

Podemos sentir algum alívio temporário com o dinheiro, mas, quando o caixa começa a ficar critico vem a preocupação e dai podemos esquecer a felicidade. Assim, precisamos de uma base mais profunda de contentamento. Procurar novas fórmulas de como adquirir mais e mais.

Hoje em dia, muitas pessoas têm a crença de que se o progresso material continua, então tudo ficará bem. Essa maneira de pensar é um erro, pois bens materiais proporcionam conforto para o corpo físico, mas não para a mente e o espírito..

Dinheiro, não pode comprar o amor, ou a felicidade. Felicidade, depende muito mais da qualidade de nossos relacionamentos pessoais.

Quando estamos meditando, nós viajamos num turbilhão de pensamentos, e emoções que tendem a nos manter presos na história de nosso ego de quem somos. Entramos num estado em que descobrimos a nossa própria fonte interior de alegria, uma fonte de felicidade que não depende de ninguém.

Cada um de nós tem duas coisas para gastar: tempo e dinheiro. No entanto, existem algumas diferenças importantes entre dinheiro e tempo. Podemos poupar dinheiro, mas não o tempo. O tempo não para, independentemente de o que fazer com ele. Nós só podemos substituir uma forma de usar o nosso tempo para visitar outra pessoa, telefonar, enviar um e-mail, etc….

Quais foram os planejamentos de relacionamentos não financeiros que assumimos como nossa esposa? Filhos? E os netos ?

Estamos aguardando acertar na mega-sena para dar felicidade a eles?

A pessoa espiritualmente madura sabe que o dinheiro é uma consequência natural de suas ações, que são determinações de seu coração. O trabalho, é a essência é o fruto que plantou e colheu. É o prazer e sentimento de realização. O dinheiro é parte desta recompensa, que dignifica e alimenta, porém não é o principal objetivo. Você não é escravo do dinheiro e pode se libertar do apego.

Chico cita em seu livro:  O Evangelho de Chico Xavier
“Certa vez, Chico diz, que estava visitando o cemitério de Uberaba, notei a presença de um espírito que, rente ao seu próprio túmulo, chorava arrependido. Fora um rico comerciante na cidade e cometera suicídio. Eu o conhecera de nome. Percebendo que podia conversar comigo, após lamentar o gesto infeliz, que praticara por causa dos negócios que não iam bem, ele me disse:

– Chico, vocês, os espíritas, são os verdadeiros milionários da Terra!
Fiquei com muita pena dele, porque, de fato, o dinheiro, para quem apenas aprendeu a valoriza-lo, é um transtorno muito grande. Fazia muito tempo que ele estava ali, preso aos despojos, se lamentando . . . Conversamos por alguns minutos, e apesar da consciência que revelava de sua situação, ele não se mostrava com a menor disposição íntima de abandonar o local; aquilo era uma auto punição . . .”

Podemos encontrar na fala de Jesus uma chave de compreensão: “Onde estiver o teu tesouro, ali estará o teu coração”.(Mt. 6, 21).

Costuma-se dizer que “quem dá aos pobres, empresta a Deus”.

Agora mais uma história real de quem tinha dinheiro:
Irena Sendler.- Católica- (Anjo do Gueto de Varsóvia)

Local: Varsóvia, Polônia, ocupado pelos nazistas entre 1940 e 1943, guerra.

Os judeus, confinados no gueto passando fome, agredidos moralmente e fisicamente, crianças morrendo.

Irena arriscou sua vida salvando 2.500 ( duas mil e quinhentas crianças judias).

Formada em Assistência Social, Irena atendia os refeitórios populares que acolhia órfãos, anciões e pobres, fornecendo-lhes, ainda, roupas, medicamentos e dinheiro.

No gueto judeu comportava 160.000 ( cento e sessenta mil ) pessoas. Porem, foram jogadas ali 400.000 (quatrocentas mil).

Como funcionária pública e assistente social, tinha livre acesso, o que lhe permitiu conhecer a miséria e o inferno que reinava. A fome era tanta que muitas pessoas deitavam nas ruas a espera da morte, sem forças para esboçar qualquer reação.

Ela começou a contrabandear alimentos, medicamentos e roupas. Logo se deu conta de que isso era apenas paliativo, precisava fazer algo mais.

Sua decisão foi retirar as crianças daquele gueto, que junto a uma organização clandestina da Resistência, conseguia documentos falsos para as crianças e buscava instituições de amparo e casas de família dispostas a correr o risco de aceitá-las.

Espalhou notícias entre os nazistas, que tifo e outras doenças contagiosas estavam se alastrando no gueto, dai Irena facilitaria sua entrada no gueto e  planejou e colocou em prática arriscada estratégia.

A parte mais difícil era convencer as mães a lhe entregarem os filhos: Ela poderia prometer que seus filhos viveriam? Sua resposta era: O que posso prometer, quando nem sequer sei se conseguiremos sair do gueto?

Irena utilizou-se de todas as formas possíveis para retirar as crianças: em sacolas, malas, cestos de lixo. As crianças pequenas assustadas eram sedadas para não correrem o risco de chorar e serem descobertas.

Ela preservou em dois potes, enterrados sob uma árvore, as identidades de cada uma das crianças: nome verdadeiro e para onde fora encaminhada.

Quando os nazistas descobriram o que ela fazia, foi presa e levada à prisão. A Gestapo quebrou seus pés e pernas para que ela confessasse o paradeiro das crianças: Quantas seriam? Quem seriam? Onde estavam? Quem a havia auxiliado?

Condenada à morte, foi salva a caminho da execução por um oficial alemão, subornado pela Resistência.

Quando a guerra acabou, entregou os potes com a documentação Comitê de Salvamento dos Judeus Sobreviventes.

Em 1991, foi reconhecida como cidadã honorária do Estado de Israel.

Em 2007, foi candidata ao Prêmio Nobel da Paz.

As crianças do gueto a conheciam pelo seu nome de código, Jolanta. Quando sua foto saiu nos jornais, pessoas começaram a entrar em contato: Lembro de seu rosto… Sou um daqueles meninos, lhe devo a minha vida.

Irena viveu anos numa cadeira de rodas, por causa das lesões e torturas sofridas . Nunca considerou a si própria, nem permitiu que a investissem na condição de heroína. Sempre ressaltou que trabalhava em equipe, que sem seus companheiros de Resistência não teria sido possível tamanha ousadia.

Essa mulher fantástica disse: Poderia ter feito mais. Este lamento me acompanhará até o dia de minha morte!

Irena faleceu em 12 de maio de 2008, aos noventa e oito anos de idade.

Uma mulher com dinheiro que fez a diferença, com vontade e determinação.