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Dalai Lama e Papa Francisco sobre os atentados em Paris

 

‘Nossos problemas vão aumentar se não posicionarmos princípios morais à frente do dinheiro”, disse o líder espiritual Dalai Lama numa entrevista ao canal de televisão alemão Deutsche Welle, que os homens não podem estar à espera que Deus resolva os problemas criados pelos próprios seres humanos.

“As pessoas querem viver as suas vidas em paz. Os terroristas têm visão curta, e esta é uma das razões pela qual tem havido vários atentados suicidas. Não podemos resolver estes problemas apenas através de orações. Eu sou budista e acredito na oração. Mas os seres humanos criaram este problema, e agora estamos a pedir a Deus que o resolva. Não tem lógica. Deus dir-nos-ia ‘resolve-o tu porque foste que o criaste'”.

Afirmou que é necessário insistir na promoção de valores humanos, como união e harmonia. “Se começarmos a fazer isto agora, há esperança que este século seja melhor que o anterior”, adiantou o Dalai Lama, que destacou ainda o fato de o século XX ter sido extremamente violento, com cerca de 200 milhões de pessoas que morreram na sequência de guerras e outros conflitos.

“Trabalhemos pela paz no seio das nossas famílias e sociedades, e não esperemos a ajuda de Deus, Buda ou dos governos”.

Ainda assim, o líder espiritual defende que são poucas as pessoas que recorrem à violência. “Nós somos seres humanos e não há razão para matarmos outras pessoas. Se olharmos para os outros como irmãos e irmãs e respeitarmos os seus direitos, então não há espaço para a violência. Além disso, os problemas que enfrentamos hoje em dia são os resultados das diferenças superficiais relativamente a religiões e nacionalidades. Nós somos um povo”.

O Papa Francisco também afirmou, numa homilia no Vaticano:
“Estamos perto do Natal: haverá luzes, festas, árvores iluminadas, presépios… mas é uma farsa. O mundo continua a fazer as guerras. Não escolheu o caminho da paz. Hoje há guerras em toda a parte e ódio. (…) E o que resta? Ruínas, milhares de crianças sem educação, tantos mortos inocentes. E tanto dinheiro nos bolsos dos traficantes de armas.Defendeu que a guerra é a escolha de quem prefere as “riquezas” ao ser humano. Devemos pedir a graça de chorar por este mundo, que não reconhece o caminho para a paz. Para chorar por aqueles que vivem para a guerra e que têm o cinismo de o negar”, acrescentou o Papa, dizendo que “Deus chora, Jesus chora”.

Pela pesquisa nos livros de Kardec, ninguém pode escolher como prova fazer o mal, pois se a pessoa quer praticar o mal, já tem o mal dentro de si e enquanto estiver neste estado, não escolherá suas provas e expiações na erraticidade (é o intervalo que se encontra o Espírito de uma encarnação para outra).

Tudo aqui na Terra nos é permitido, pois temos livre arbítrio, porem quando for para o plano espiritual a escolha de uma nova reencarnação será analisada pelo seu comportamento no passado, tudo estará registrado dos nossos acertos e erros.

Portanto, Deus não pune ninguém, não aplica castigos pois cada um planta o que quer e colhe os seus próprios frutos. A a Lei da Ação e Reação.

Percebe-se portanto, que praticar o bem não é necessidade religiosa, mística ou esotérica. É uma necessidade de segurança de equilíbrio físico e espiritual com atitudes positivas.

Por isso Jesus falou; “Não pensais que Eu tenha vindo trazer a paz, mas sim a divisão. E o homem terá por inimigos os de sua própria casa”. (Mateus, cap. X vv 34:36)
Kardec nos diz que essas palavras de Jesus devem entender-se como referência às cóleras que a sua doutrina provocaria, aos conflitos a que iria dar causa, às lutas que teria de enfrentar antes de se firmar, e não como decorrentes de um designo premeditado de sua parte de semear a desordem e a confusão. O mal viria dos homens, e não d’Ele.

Jesus nos deu um exemplo muito nítido de viver em paz. Ele nunca impôs os seus conceitos a ninguém. Respeitou os Romanos, os Cesares que dominavam Roma; os Fariseus, os Escribas, os sacerdotes que zombavam dos seus ensinamentos e prosseguiu com o seu exemplo vencendo a todos eles não pela violência, nem pela imposição, mas sim pelo seu exemplo, pela sua autoridade moral, pela paz interior por ele conquistada. O comportamento que devemos ter diante daqueles que não aceitam a nossa opção religiosa é o da não violência, e aí nos lembramos de Ghandi, aquele grande pacifista indiano que conquistou dos ingleses a libertação da Índia com a “não violência”.

Nesta hora em que a terra enlutada chora os filhos mortos, o mundo espiritual recepciona os que, momentaneamente, nos deixaram.

Fontes:
Deutsche Welle (DW)
Livro dos Espiritos – Allan Kardec
http://www.tvi24.iol.pt