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CRIANÇA PRODÍGIO, TENDÊNCIAS E APTIDÕES

A história nos mostra exemplos de Espíritos que tiveram a manifestação de sua genialidade desde tenra idade. Tal é o exemplo de Mozart no campo da música que, com apenas 4 anos de idade, já executava com maestria ao piano e, aos 8, compôs sua primeira ópera. Paganini, ainda criança, tocava violino de maneira maravilhosa. Pascal descobriu a geometria plana aos 12 anos.
Léon Denis nos conta que “William Hamilton estudava o hebraico aos 3 anos, e aos 7 possuía conhecimentos mais extensos do que a maior parte dos candidatos ao magistério. “Estou vendo-o ainda, dizia um de seus parentes, responder a uma pergunta difícil de Matemática, afastar-se depois, correndo aos pulinhos e puxando o carrinho com que andava a brincar.”
Aos 13 anos conhecia doze línguas, aos 18 pasmava toda a gente da vizinhança…” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor – 2a.parte – item XV).
Willy Ferreros, com 4 anos e meio dirigia com maestria a orquestra do “Folies-Bergêre”, de Paris e depois a do Cassino de Lyon.
O Le Soir, de Bruxelas (n. 25 de julho de 1900) na enumeração que faz de algumas crianças notáveis, cita:
“Entre os rapazes-prodígio do Novo Mundo, devemos citar um, o engenheiro George Steuber, que conta 13 primaveras, e Harry Dugan, que ainda não completou nove anos. Harry Dugan acaba de fazer uma excursão de 1.000 milhas (cerca de 1.600 quilômetros) através da República estrelada, onde realizou negócios colossais para a casa que representa. Por mais incrível que pareça, a Universidade de Nova Orleans acaba de passar diploma de médico a um estudante com 5 anos de idade, chamado Willie Gwin. Os examinadores declararam depois, em sessão pública, que o novel Esculápio era o mais sábio esteólogo a que haviam passado diploma. Willie Gwin é filho de um médico conhecido.
A este propósito, os jornais transatlânticos publicam uma lista de meninos-prodígio. Um deles, mal contando onze anos de idade, fundou recentemente um jornal intitulado The Sunny Home, cuja tiragem, no terceiro número, era já de 20.000 exemplares. Pierre Loti e Sully Prudhomme são colaboradores do Chatterton americano.
Entre os pregadores célebres dos Estados Unidos, cita-se o jovem Dennis Mahan, de Montana, que, desde 6 anos, causava pasmo aos fiéis pelo seu profundo conhecimento das Escrituras e pela eloqüência da sua palavra.” (Citado no livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor, de Léon Denis)
De um lado, somente os renascimentos sucessivos nos fazem compreender a facilidade apresentada por certas crianças chamadas “prodígios” de assimilarem certos conhecimentos ou de demonstrarem tremenda habilidade física ou mental para certas áreas do conhecimento e das artes. De outro lado, compreendemos que cada Espírito renasce com sua bagagem própria, elaborada por ele mesmo em vidas anteriores e, portanto, cada criança reagirá de forma diferente aos estímulos do meio físico ou espiritual que a cerca.
Isso implica em que, ao analisarmos as etapas de desenvolvimento do Espírito em sua nova encarnação, devemos levar em conta que cada Espírito é um ser em particular, que traz consigo uma bagagem do passado que poderá se manifestar muito cedo revelando sua genialidade, como nas “crianças-prodígio” ou poderá apresentar sérios bloqueios na manifestação de sua inteligência, como na criança excepcional.
Além dos casos mais notáveis das crianças-prodígio, toda criança manifesta preferências, tendências, habilidades e pendores para certas áreas do conhecimento que representam os esforços do passado.
Léon Denis em O Problema do Ser, do Destino e da Dor nos relata:
“O trabalho anterior que cada Espírito efetua pode ser facilmente calculado, medido pela rapidez com que ele executa de novo um trabalho semelhante, sobre um mesmo assunto, ou também pela prontidão com que assimila os elementos de uma ciência qualquer. Deste ponto de vista, é de tal modo considerável a diferença entre os indivíduos, que seria incompreensível sem a noção das existências anteriores.”
“Duas pessoas igualmente inteligentes, estudando determinada matéria, não a assimilarão da mesma forma; uma alcançar-lhe-á à primeira vista os menores elementos, a outra só à custa de um trabalho lento e de uma aplicação porfiada conseguirá penetrá-la. É que uma já tem conhecimento dessa matéria e só precisa de recordá-la, ao passo que a outra se encontra pela primeira vez dentro de tais questões.”
O professor ou evangelizador poderá, pois, deparar-se com um Espírito muitíssimo mais elevado do que ele e sua tarefa será auxiliá-lo a desenvolver sua potencialidade interior e não fazê-lo chegar até onde ele, evangelizador, chegou. O Espírito poderá ir muito além e o professor tem o dever de auxiliar o seu desenvolvimento na área em que ele naturalmente se destacar. Mesmo o Espírito superior necessita do apoio dos pais, amigos e evangelizadores para ampliar suas habilidades inatas e desenvolver novas aptidões, cumprindo a tarefa ou missão que deve realizar em nosso mundo.

Fonte: Educação do Espírito – Introdução à Pedagogia Espírita – Walter Oliveira Alves, Araras, SP.

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