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Consciência é a sabedoria da liberdade

A Consciência é o berço de todas as qualidades e virtudes realmente essenciais. Tudo o que buscamos fora já Somos por Natureza. O ego/mente tenta plagiar e vai em busca de aprimoramento para tentar alcançar este nosso estado intrínseco. Meras tentativas! Ele tenta desenvolver estas qualidades e virtudes através de cursos, palestras, treinamentos, disciplina, métodos, livros, hábitos, rituais e uma infinidade de recursos externos, a fim de melhorar e se tornar mais preparado, mais isso e mais aquilo. Mas o que é a sabedoria? Sabedoria é Consciência! É a capacidade de ver além do que se vê. É lucidez absoluta. É a presença atemporal.

A mente busca acrescentar. Mas, na verdade, precisamos remover o conteúdo mental desnecessário. É nos livrando de nossos condicionamentos que damos espaço a vivência plena das nossas capacidades inatas. Menos é mais! Até porque… Como viver plenamente com tantas mentiras aprendidas? Como acessarmos as nossas virtudes quando nos sentimos culpados? Como nos reconhecermos íntegros se vivemos com a sensação de falta? Como viver sem medo se nos ensinaram que a vida é hostil? Como nos sentirmos, de fato livres, com tantos desejos autoimpostos?

A resposta é sempre: resgatando o que Somos! Despertar é mais uma questão de retorno do que de evolução. É ver o que você não é, para restar O QUE É. É ver o óbvio que pulsa em cada um de nós. O simples não é tolice. É o ápice da experiência humana.

A Luz/Ser/Consciência, quando acordada em nós, não se manifesta no mundo apenas através de virtudes como a gratidão, compaixão, empatia e cooperação. Esta é apenas uma pequena parte de toda a revolução interna desencadeada. A luz também desperta as nossas qualidades naturais. Bem como os nossos talentos! E através deles, o nosso propósito se realiza no mundo, através do “agora”. Tudo o que a mente pensa que não temos, nós já SOMOS! Os atributos que tanto imaginamos ter que “trabalhar”, na verdade são expressões do nosso Ser. Autoconfiança, motivação, transparência, comunicação, criatividade, flexibilidade, espontaneidade, inteligência emocional, autenticidade, entre outras, se manifestam através do autoconhecimento, que nada mais é do que a inteligência da sensibilidade.

A Consciência, através do Silêncio interno, também descarta gradativamente os disfarces inúteis que apenas adornam o ego. As máscaras sociais e familiares, o comportamento forçado da etiqueta, a maquiagem de ética e moralidade, o consumo supérfluo, os relacionamentos artificiais, as “opiniões formadas”, a adoração aos títulos, e toda a programação robótica ao qual fomos submetidos desde a infância. A exigência social de comportamentos impecáveis é fruto do condicionamento religioso. E a religião, como sabemos, mais nos afasta da naturalidade do Ser do que nos aproxima, vista a enorme repressão envolvida.

Então… não há nada a ser aperfeiçoado e buscado. Apenas permita-se a desconstrução do que você não é. Amplie a sensibilidade na tua vida cotidiana. E sem mais autocobranças, se redescubra como TUDO aquilo que você sempre quis SER.V

Colaboração: Valéria Centenaro