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Com que palavras você anda sendo descrito por aí?

Infelizmente, a fofoca é uma realidade que está impregnada em todos os meandros da vida social: nas reuniões familiares, nas festas, nos encontros de amigos num barzinho, nos corredores das escolas e faculdades, no ambiente profissional, etc. e provoca um grande mal.

Diante dissso resolvemos editar esta ótima matéria de : Flavia Gamonar.

“Todos os dias vivemos situações corriqueiras em que, percebendo ou sem perceber, fazemos comentários sobre as pessoas ao nosso redor. É comum que pessoas cruzem seu caminho e você comente sobre ela com alguém que estava com você. Neste momento, poderá dizer coisas como “Essa é aquela que comentei com você, que ninguém suporta na empresa”, ou “Esse é o fulano, o maior líder que já conheci na vida”, “Ah, esse aí tem síndrome de perseguição, pensa que todo mundo odeia ele”, “Acabou de conhecer minha maior inspiração no trabalho, essa aí sabe como motivar uma equipe” ou, ainda “não sei como está nesse cargo, algum dia essa máscara vai cair”.

A pergunta que quero lhe fazer depois de descrever esta cena é a seguinte:

O que andam dizendo de você por aí?
Será que as pessoas tem comentado sobre você o que você realmente é ou como gostaria de ser visto? E se as pessoas estiverem falando coisas sobre você que não são verdade e que você sequer tem ideia? Quantas vezes alguém repetiu, falou de novo e levou adiante uma informação sobre alguém que só ouviu falar e criou uma impressão, um preconceito, e que talvez nem fosse a verdade?

Comentários como estes são feitos a todo momento. Pode reparar. É quase impossível viver sua vida sem em algum momento falar sobre outra pessoa. Coisas boas e coisas ruins. A verdade é que em nossa sociedade a reputação que temos importa sim. E infelizmente as pessoas falam por trás sim, pode inclusive existir um grande bafafá acontecendo em suas costas e te impedindo de conquistar coisas boas se você não se permitir uma auto-análise.

Esse comportamento nos mostra que como profissionais podemos ser também marcas. Algumas marcas são bem faladas e as pessoas criaram uma boa impressão. Outras, tiveram uma performance tão ruim que não serão compradas de novo. E quantas vezes você deixou de comprar algo no mercado ou de determinada marca porque alguém havia dito que não valia a pena? Talvez, se você experimentasse por conta própria sem essa influencia tivesse vivido uma experiência positiva, mas preferiu não arriscar. Isso também acontece nas relações humanas e profissionais. Conheço diversos casos em que alguém não conseguiu uma oportunidade porque conversas de corredor e percepções erradas impediram de acontecer.

No meio de tanta gente você se torna mais um se não cuidar de sua marca pessoal, afinal, estamos mergulhados em um completo caos de informação e competição. Estamos afogados, na verdade. Há muitas opções na hora de comprar e igualmente há muitas opções na hora de se contratar ou promover alguém. Quer um exemplo prático sobre isso? Martin Hilbert, um doutor alemão em Comunicação, Economia e Ciências Sociais, que investiga a disponibilidade de informação no mundo contemporâneo, cita que no passado, a referência de maior coleção de informação era a biblioteca do Congresso americano. Hoje a informação disponível no mundo chegou a tal nível que equivale à coleção dessa biblioteca por cada 15 pessoas. E logo passará a ser 7 por cada pessoa. Portanto, é muito fácil tornar-se apenas mais uma marca em meio a esse caos. Ou, apenas mais um profissional em meio a tantos outros.

Ser apenas empurrado pela vida, desejando intimamente que as coisas corram bem e que o milagre caia do céu não vai melhorar a forma como você é visto. Não cuidar de sua imagem e não saber para onde você quer ir pode ser um grande problema. Por mais que você não se importe muito sobre o que possam estar dizendo sobre você, acredite, faz toda a diferença. É sobre como você é percebido, é sobre como vão falar com você, sobre o respeito que lhe atribuirão, sobre os convites que poderão fazer a você. Ser um profissional de carreira desgovernada, que apenas acorda todos os dias para ir trabalhar e não sabe para onde está indo, só o levará, dia a dia ao fracasso.”

Autora: Flavia Gamonar  –   www.flaviagamonar.com
Professora, Doutoranda em Mídia e Tecnologia e estudante de neuromarketing

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