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Chefes terríveis, síndrome de Estocolmo e a “dieta do desaforo”

Com a crise no Brasil, muita gente está fazendo a “dieta do desaforo”. Todo dia engolindo absurdos para não entrar no “clube dos 12 milhões” (de desempregados). Um número que eu acredito ser bem maior…

Uma tristeza aqui, um desânimo lá. Aquele esquecimento frequente. A mente que não para. Você não consegue decidir nada e nem se concentrar. O peso parece ação da OGX, subindo e descendo intensamente o tempo todo… muitos sinais de algo pior que está chegando – a depressão.

Como deveria ser

Se você já trabalhou com pessoas ótimas, sabe a diferença que isso faz. As coisas fluem. A empresa parece um reloginho e você pode trabalhar intensamente por horas e mais horas sem sentir o peso.

Mas, se você está na “dieta do desaforo”, a menor atividade é desgastante. Não é uma coisa racional. Quem passou a infância nos anos 80/90, talvez lembre do Goku com um casco de tartaruga nas costas no desenho Dragon Ball. Acredito que seja assim que as pessoas que passam por isso se sintam…

O perigo mora ao lado

Na minha opinião, tirando questões de predisposição genética, são as pessoas que deixam as pessoas mentalmente doentes. Não a figura sociológica da empresa, mas quem está dentro dela mesmo.

Já falei em um outro texto sobre pessoas tóxicas, mas resumo aqui. Existem dezenas de tipos, mas tem uns 8 que considero mais comuns:

Pessoas que só respeitam quem tem poder
Pessoas que se esforçam demais para os outros gostarem delas
Pessoas que são desesperadas por atenção
Pessoas que se gabam o tempo todo
Pessoas fofoqueiras
Pessoas que se comprometem rápido, mas não cumprem nada
Pessoas invejosas e que criticam os outros para se sentirem melhores
Pessoas parasitas
Quanto antes reconhecer as pessoas tóxicas ao seu redor, melhor. O ser humano se acostuma e até cria laços com seus agressores. É uma coisa bizarra, mas acontece. Chamamos isso de “síndrome de Estocolmo”.

Basicamente, a nossa mente cria uma estratégia para se preservar, para não sentirmos todo o peso da realidade perigosa e violenta. Isso pode explicar um pouco porque tem gente que atura e defende chefes babacas. Cuidado!

Falando em chefes…

Engana-se quem acha que “chefe ruim” é coisa de filme. Essa figura mítica está longe de ser um unicórnio.

O Dr. Travis Bradberry foi muito esperto em um de seus artigos ao dizer que trabalhar para um desses pode ser igual ou pior do que fumar. Particularmente, acredito muito nisso.

Pior do que os colegas que tem um poder limitado sobre você, alguém que está acima de você pode tornar sua vida um inferno (facilmente). Desprezo, birras, expectativas não razoáveis, entre outras coisas fazem parte desse pacote.

Existe saída?

Como dizem os antigos, “só não existe um jeito para a morte”. A situação do país está ruim? Está. Mas, se você ficar doente, como isso será melhor?

No início do texto, eu falei de alguns sintomas, mas a lista é bem maior. Caso queira fazer uma autoavaliação, segue:

Baixo astral ou tristeza;
Perda de interesse em atividades cotidianas;
Problemas para dormir ou insônia;
Mudança de peso e apetite;
Dificuldade em planejar atividades diárias;
Dificuldade de concentração;
Indecisão;
Esquecimento.
E aí? Marcou quantos pontos? Não vou fazer uma buzzfeedização agora. Talvez eu faça depois. Mas, quantos desses sintomas você precisa ter para mudar de vida?

Cada um sabe onde dói o calo, mas não fazer nada pode ser muito pior. “O que não te mata, te fortalece”, como disse o Nietzsche. A saída desse ciclo vicioso não será fácil, mas valerá cada centavo. Tem coisas bem melhores do que “desaforo à milanesa”.

Pense nisso!

Por: Robson Cristian Tomaz Pereira  –  RobsonCristian.com

https://www.linkedin.com/pulse/chefes-terr%C3%ADveis-s%C3%ADndrome-de-estocolmo-e-dieta-do-robson

 

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