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Bofetada vibratória

Era uma sexta-feira. Muita gente aglomerava-se em volta de Chico.

Zeca Machado tomava providências para o início da reunião.

O irmão Barbosa postou-se à cabeceira da mesa, Lico, Dr. Rômulo e outros dirigentes do “Luiz Gonzaga” puseram-se a postos.

Chico, de pé, abraçava um, dirigia a palavra a outro.

Aproximou-se dele uma jovem senhora, reclamando de forte dor de cabeça.
Chico a ouviu atentamente e convidou-a a sentar-se na assistência para participar.

A palestra transcorreu normalmente, com os colaboradores dando sua parcela de cooperação nos comentários.

Depois da meia-noite, finda a reunião, a senhora que reclamara da dor de cabeça achegou-se ao médium, com a fisionomia radiante e feliz.

A dor de cabeça cessara nos primeiros minutos das tarefas. Chico sorriu docemente, despedindo-se dela com carinho.

Instantes depois, explicou: — Emmanuel me disse que aquela senhora teve uma discussão muito forte com o marido, chegando quase a ser agredida fisicamente.

O marido desejou dar-lhe uma bofetada e não o fez por recato natural.

Contudo, agrediu-a vibracionalmente, provocando uma concentração de fluidos deletérios que lhe invadiram o aparelho auditivo, causando a dor de cabeça.

Tão logo começou a reunião, Dr. Bezerra colocou a mão sobre sua cabeça e vi sair de dentro de seu ouvido um cordão fluídico escuro, negro, que produzia a dor.

Eu estava psicografando, mas, orientado por Emmanuel, pude acompanhar todo o fenômeno.
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(Publicado no diário do Nordeste, Fortaleza)

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