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Atriz Ana Rosa – Superação

(Entrevista com atriz Ana Rosa que perdeu dois filhos)
Você perdeu dois filhos: Maurício, de seu casamento com Dedé Santana, quando ele tinha pouco mais de um ano de idade; e Ana Luísa, aos 19 anos, de seu relacionamento com o ator Guilherme Correa…
Tirei forças não sei de onde. Fiquei revoltada quando o Maurício morreu de leucemia. Eu pensava: “Por que eu? Por que o meu filho?”. Mas nada se compara ao que passei com a morte de Ana Luísa, que foi atropelada! A sorte é que eu já era espírita há 20 anos. Isso me ajudou a passar por todo o processo do luto.
Qual a importância do espiritismo na sua vida?
É fundamental. Quando você tem consciência de que não é só isso aqui (diz pegando nos próprios braços) e que somos espíritos eternos, você passa a cuidar mais da cabeça e as coisas ficam mais bem resolvidas.
O que a faz ser uma pessoa tão forte?
Talvez a criação que recebi da família. Também porque meu temperamento nunca foi de chorar o leite derramado. Mais vale acender uma vela do que lamentar a escuridão.
Você registrou quatro filhos em seu nome de maneira irregular. Por quê?
Eles chegaram até mim de pessoas que não tinham condições de criá-los. Fui ao cartório e os registrei. Crime de amor. Quando a minha filha Maria Leone, com o Dedé, tinha 2 anos, ganhei o José Ricardo com 13 dias de nascido, que hoje tem 56 anos. Depois vieram Maria Luísa e os gêmeos José Rodrigo e Maria Letícia, que têm 45 anos atualmente.
Sua experiência como mãe de filhos adotivos ajuda na hora de sentir as emoções da Zuza? Afinal, ela ajudou a criar o personagem de Pedro, papel de Reynaldo Gianecchini em A Lei do Amor.
Muito. Porque é uma experiência que já vivi. Quando uma personagem tem um universo diferente do meu, faço pesquisa. Mas quando já tenho esse universo em casa é mais tranquilo. Puxo a ficha e está ali.
Atualmente, você mora com algum filho?
A última que saiu de casa foi a Ana Beatriz, a caçula, há sete anos. Mas foi morar no mesmo condomínio, então não foi uma ruptura. Foi gradativo.
Gosta de morar sozinha?
Moro sozinha, mas não fico sozinha, porque o filho da Bia, meu neto Matheus, passa muito tempo lá em casa. Meus dias são cheios (risos)!
Tem vontade de se casar novamente?
Não tenho mais saco nem para namorar.
Não bate uma solidão de vez em quando?
Meus colegas sempre me convidam para sair, tenho festas e reuniões. Adoro minha rotina. Sou geminiana e tenho muitas amizades. Agora, com o Facebook, amizade é o que não falta.
Tem algum sonho não realizado?
Tinha muito desejo, quando criança, no circo, de viajar pra fora, conhecer o mundo. Mas hoje não. Gosto da Disney. Já levei os filhos e cinco netos. Agora estou esperando o Matheus crescer mais para ir com ele.
E medo? Tem algum?
Tenho medo do mar. Só entro na água até a altura dos quadris. Meu banho no mar é de baldinho (risos).
Você é recordista de novelas e seu nome consta no Guinness World Records. Isso mudou alguma coisa na sua vida?
Não ganhei dinheiro com isso, não (risos). Mas tenho muito orgulho do que fiz e ainda posso fazer. Dois terços da minha vida eu passei em estúdio.
Você pensa em parar?
Quando diminuírem os convites para a TV, eu terei o teatro. E quanto mais livre de gravações eu estiver, mais poderei me empenhar nas produções. Teatro eu não paro. Faço a peça Violetas na Janela há 20 anos.
Você teve a crise dos 40, 50, 60…?
Sempre tive um monte de filho para correr atrás, uma casa para cuidar e comida para colocar na mesa. Sem tempo para crises (risos).
Como cuida da saúde? Pratica exercícios?
Depois que o Matheus nasceu minha ginástica é correr atrás dele. Mas já fiz ioga, pilates, hidroginástica e musculação. Nasci no circo, fazia trapézio, arame… Há pouco tempo fiz
tango, mas tive de parar. Acho que estou bem. Me cuido, vou ao médico. Só não durmo oito horas por noite porque a cabeça agitada não deixa.
Sua pele é linda. Já fez alguma intervenção estética?
Já fiz peeling, dei uma lixada num osso do nariz e pretendo fazer alguns tratamentos estéticos quando terminar a novela. Não há nada que me incomode. E, daqui pra frente, só vou fazer papel de vovó, então não posso ter carinha de 18 anos.
Tem saudades da juventude?
Gosto de ver as fotos de quando era mais nova. Não que eu fosse tão linda, mas com uma maquiagem e um penteado eu ficava uma estrela. Mas foi uma fase que não volta. Tenho de gostar do que sou hoje. Me acho muito bonita, me acho maravilhosa. Sou muito bem resolvida com isso. Não parei no tempo. Gosto muito do que fiz, sou feliz com o que estou fazendo e também com o que posso fazer.

De: Caminhar Espiritual – Facebook.

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