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ANA PRISCILA PAVINI BUENO -Resumo da vida.(01/06/1965 – 28/04/2006),

Nasceu em São Paulo onde viveu por 9 anos. A família voltou para Jaú em 1973, onde estudou, trabalhou e casou em 1991. Filha, irmã, esposa e mãe dedicada e muito amada. Seus familiares, amigos e todos que puderam conviver sempre tem ótimas lembranças da sua vivacidade, alegria, beleza e do seu coração enorme. Sempre foi uma mulher sorridente, de um sorriso lindo que contagiava.

Depois de casada passou a residir na cidade do Rio de Janeiro. Formando família com seus amados filhos Hugo, Victor e João Pedro.

Como mãe, ela sempre foi muito presente, carinhosa e, sobretudo, um exemplo de justiça e razoabilidade. Foi mãe-leoa, que protegia seus filhos a todo custo, contra tudo e todos que ousassem levantar um dedo contra eles.

Seu amor pelos filhos era expressão pura de um amor materno incondicional. Criou seus filhos com muito amor, dedicação e lições de humildade, simplicidade, humanidade e sensatez. Era caridosa principalmente com crianças em situação de rua e abandono.

Foi madrinha de três crianças carentes, ajudando-os financeiramente e acompanhando seu desenvolvimento. Não podia ver crianças passando necessidade que isso lhe cortava o coração.

Lembro-me de um menino especificamente que sempre era largado por sua mãe pedindo dinheiro no sinal da rua em que a Priscila passava na volta da escola com os filhos. Ela criou afeição por esse menino a ponto de levá-lo para casa com frequência.

Ele passava a tarde brincando com seus filhos, almoçava, lanchava e era devolvido no final do dia, limpo, alimentado e com roupas e brinquedos novos. Priscila foi uma grande mãe, pois, antes de tudo, foi grande mulher.

Adoeceu em 2004 em razão de um Melanoma Carcinoma agressivo, já em fase de metástase, iniciado na suprarenal, mas oriundo de uma pinta retirada 13 anos atrás, apesar de os exames naquela época não terem detectado nada de anormal.

Daí a surpresa, inclusive, entre os próprios médicos que estudavam o caso: foram 13 anos para o câncer se manifestar.

Tratou-se com os melhores médicos, nos melhores hospitais, fez de tudo para reverter a situação (que para os médicos era irreversível).

Era necessário acertar o tratamento com uma medicação que desacelerasse a multiplicação das células cancerígenas. Mantivemos a fé de que aconteceria um milagre e o remédio certo iria aparecer e tudo estaria resolvido. A luta contra a doença durou quase 2 anos.

Priscila ficava em tratamento entre o Rio de Janeiro e São Paulo, tendo se submetido a várias cirurgias. Diante do insucesso de algumas alternativas de medicação, aceitou ser cobaia de uma nova intervenção.

Os efeitos colaterais foram muito fortes mas ela enfrentou seus dias com confiança, fé e muita esperança na cura. Até perder seus cabelos não a incomodou – não deixava transparecer seu sofrimento. Naturalmente, o último mês foi mais complicado. Sua confiança diminuiu, como é compreensível.

Ninguém entendia como uma pessoa tão cheia de vida e mãe de 3 lindos filhos poderia partir. Nossa Senhora não permitiria que uma mãe deixasse seus filhos tão novos, na época com 13, 11 e 5 anos.

Foi difícil. Ela não queria ser internada pela última vez, pois sabia que poderia não retornar para sua casa e ficar junto de seus amores: seu marido e seus filhos. Tive a oportunidade de estar e ficar com ela durante esse último período de 13 dias. Pudemos relembrar da nossa infância, da juventude e tudo que vivemos, lembranças da família e muitas risadas.

Pudemos dizer o quanto a amamos. E ela teve tempo de se despedir de todos. Fez a passagem na noite de 28/04/2006.

Em 11/07/2018, perguntei sobre Ela no nosso Centro, como estava no Plano Espiritual. Tive a seguinte resposta: “Ela está muito feliz, tem um sorriso lindo, é muito ativa, comunicativa, organizada, quando coloca algo no lugar e alguém mexe, pede com muito amor para recolocar no lugar certo, é muito falante e têm luz grande.” (Ela era assim mesmo quando encarnada. No outro plano, tem mais paciência).

No nosso Centro Espírita Júlio de Mattos foi esclarecido que minha irmã Ana Priscila me deu o passe no término dos trabalhos do dia 16/05/2018.

Em 25/07/2018, através da Médium Gorete deu a palavra pela primeira vez:

“Que trabalho maravilhoso, pedia, pedia, mas tinha que ter obras feitas, fiz tudo que podia, tinha pressa, Sheilla dizia… vai devagar que recompensa será maior… Estou aqui pela primeira vez, alegria em ver minha mãe e familiares, em um lugar de benção e oração e mais que isso: um lugar para poder socorrer os necessitados, os emperdenidos que estão em luta consigo mesmo.

A maioria é encaminhada pelo o som da sala ao lado (sala de passe). É com muita alegria no coração que irei trabalhar na casa com todos todas as quarta feira. Pois um dia fui socorrida.
Minha mãe está mais radiante, mais linda.

Queria que a alegria que sinto possa passar para ela. E minha irmã sempre foi forte e ajuda a todos. Meu irmão, que hoje está mais saudável que antes.”

Com muita emoção, eu, minha mãe e meu irmão recebemos com muita alegria e gratidão essas palavras de muito amor.

Umas de suas palavras que mais guardo são: “O beijo é bom, mas o abraço é o cheiro que levamos.” “Alegria grande é chegar nesse plano, mas a alegria é maior qdo chegamos no Plano Espiritual.”

E assim é seu trabalho no Plano Espiritual: acolhendo e amparando os Irmãos que por Merecimento estão pedindo ajuda.

Em 27/04/2019, sentindo-se fortalecida pode declinar seu nome em uma corrente de fraternidade e amor, abraçando sua mãe (Maria Helena) e suas irmãs (Érica e Maria Inês), hoje frequenta o Centro Júlio de Mattos com amor e gratidão. 
Agora simplesmente ANA, assim disse André Luiz.

Colaboração de sua irmã: Maria Inês Pavini Caramagno.- Membro do Nosso Centro Espírita Júlio de Mattos.

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