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A reencarnação aos olhos da ciência

Existem diversas pesquisas científicas sobre reencarnação em todo o mundo, inclusive no Brasil. Um dos maiores e mais complexos estudos realizados até agora fora sediado na Universidade de Virgínia nos Estados Unidos. Um grupo de pesquisadores, inicialmente liderado pelo psiquiatra Ian Stevenson, que morreu em 2007, estuda há décadas os casos em que pessoas dizem recordar suas vidas pregressas. Dr. Stevenson passou 37 anos registrando e analisando testemunhos de crianças que alegavam ter lembranças nítidas de outras vidas. Alguns registros, de fato, impressionam.

Crianças que desde muito cedo despertam talentos inatos para diversos campos do conhecimento são consideradas um mistério aos olhos da ciência. Pequenos gênios como Mozart, que compôs sua primeira canção aos 5 anos de idade, e tantos outros exemplos de miúdos com conhecimento incomum, ainda permanecem inexplicáveis.

Não seria mais justo admitir que exista um conhecimento anterior que possa justificar esses talentos? Como crianças que nem foram alfabetizadas desenvolvem complexas habilidades em diferentes áreas, lembrando-se de situações alheias à presente existência?

Foram essas observações que instigaram as pesquisas de Dr. Stevenson, as quais resultaram na publicação de materiais científicos e alguns livros sobre o tema. Parte da comunidade científica, entretanto, não vê com bons olhos a possibilidade da comprovação científica da reencarnação. A justificativa é que os estudos sobre o tema são geralmente baseados em evidências narradas, relatos de pessoas e comparações. A dificuldade em levantar provas concretas é muito grande, pois comumente existem intervalos consideráveis entre uma reencarnação e outra. Não existiria, segundo tal ideia, nada “palpável”.

Outro problema encontrado e citado muitas vezes pelo Dr. Stevenson é que seus colegas cientistas acreditam nas teorias materialistas como verdades absolutas e não estão abertos a novas possibilidades de estudo. “Se ainda existisse tribunal de inquisição, certamente os cientistas que se dedicam a esse tipo de pesquisa, seriam queimados na fogueira por heresia.” (Ian Stevenson)

É importante lembrar que Galileu também foi rechaçado por sustentar a ideia de Copérnico de que os corpos celestes giravam em torno do sol. O mesmo acontece hoje com tantos outros assuntos; a reencarnação é apenas um deles. A diferença é que hoje ninguém está condenado à morte por defender suas opiniões, como na época de Galileu.

Apesar de todas as dificuldades, Dr. Stevenson conseguiu despertar o interesse de boa parte dos cientistas para o assunto. As pesquisas prosseguem e a cada dia crescem as expectativas para a comprovação científica da pluralidade das existências, apesar de que, para alguns, as evidências são irrefutáveis.

Livro: Twenty Cases Suggestive of Reincarnation – American Society For Psychical Research. Versão Em Português, da Editora Difusora Cultural.